OAB entidade “sui generis”? Tratamento igualitário para todos conselhos de fiscalização de profissões #FimDaReservaDeMercadoDaOAB


 

OPINIÃO

vascovasconcelosSe Karl Marx fosse nosso contemporâneo, a sua célebre frase seria: ´Sem sombra de dúvida, a vontade da OAB, consiste em encher os bolsos, o mais que possa. E o que temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites”

Quero louvar a feliz iniciativa do Senhor Procurador – Geral da República Doutor Rodrigo Janot, por ter questionado junto ao Egrégio Supremo Tribunal Federal  – STF a natureza jurídica da OAB como autarquia “sui generis? Em face da decisão da ADIn 3.026, sendo relator o Ministro Eros Grau. Segundo Dr. Janot esse tratamento tem de ser revisto “por destoar radicalmente do regime jurídico dessas entidades, da tradição jurídico-administrativa brasileira e, talvez, com a devida vênia, do arcabouço constitucional”.

O art. 44 da Lei 8.906/94 diz em seu art. 44  que a  Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),  trata-se de serviço público, dotada de personalidade jurídica e forma federativa, tem por finalidade: I – defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas; (…).

E como tão bem questionou no Blog Jus Navigandi, o eminente  jurista Dr. Fernando Lima, no seu altruístico e brilhante Artigo: O que é a OAB? Ou seja uma Aula Magna, disponível https://jus.com.br/artigos/11498/o-que-e-a-oab cuja leitura recomendo ao  Dr. Janot, aos   eminentes ministro o Egrégio STF bem como todos operadores do direito interessados em saber as verdades.

Se ela não é uma autarquia, é o quê mesmo? Se a OAB não é uma autarquia, ela pode aplicar o exame OAB? e impedir alguém do livre exercício profissional cujo título universitário habilita? Se a missão da OAB é cumprir a Constituição, respeitar os direitos humanos, então, vamos  respeitar o direito ao trabalho, o livre exercício profissional enfim os direitos sociais.

Não obstante OAB deveria a exemplo dos demais conselhos de fiscalização de profissões prestar contas ao Tribunal de Contas da União – TCU,  os quais também arrecadam anuidades e taxas de seus filiados. Tudo isso em sintonia ao parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal, “ “in-verbis”  “Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.”

A propósito os objetivos fundamentais da República e os fundamentos do Estado Democrático de Direito apontam para o respeito à justiça social, o respeito ao direito ao trabalho, a dignidade da pessoa humana, a solidariedade social, o desenvolvimento, a erradicação da pobreza e da marginalização, a redução das desigualdades sociais e regionais e a promoção do bem de todos, com a erradicação da pobreza, conforme estão insculpidos no artigo 3º da Carta Magna Brasileira.

Antes da promulgação da Lei Áurea, era legal escravizar e tratar as pessoas como coisa, para delas tirar proveito econômico. A história se repete: o caça-níqueis da OAB, cuja única preocupação é bolso de advogados qualificados pelo Estado (MEC), jogados ao banimento, renegando pessoas a coisas.

É notório que OAB gosta de meter o bedelho em tudo. Muda de cor de acordo a conveniência, ora é privada, ora é pública. Ela tem que se limitar a fazer o papel dos demais conselhos de fiscalização da profissão, sem nenhuma regalia, em respeito aos Princípios Constitucionais da Igualdade art. 5º” (…). bem como os ditames insculpidos no art. 37 da Constituição: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:     (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).

 

Até agora o Congresso Nacional não aprovou nenhuma lei dispondo que OAB é uma entidade ‘sui generis”. Isso é pura fantasia, nada contra as agencias publicitárias criarem “slogans” para valorizar os produtos dos seus clientes, tipo: Exame da OAB: Uma chaga social que envergonha o país dos desempregados; “ Denorex:  Parece mas não é; Bombril: Tem 1001 utilidades,  Brastemp: Não tem comparação; Volkswagen: Você conhece, você confia; C&A Abuse, use C&A; Caninha 51 Uma boa idéia; Cica Se a marca é Cica, bons produtos indica; Jequiti: “Não existe mulher feia, existe mulher que não conhece os produtos Jequiti”.” (…). 

Reconheço que é motivo de ufanismo e de brasilidade para todo e qualquer cidadão brasileiro, independentemente de ser operador do direito ou não, zelar pelas nossas instituições. OAB foi símbolo de luta notadamente nos grandes acontecimentos nacionais, a exemplo da Anistia Ampla e Irrestrita, o inesquecível Movimento Das Diretas Já, Convocação da Assembleia Nacional Constituinte, no impeachment do Ex-Presidente Fernando Collor de Mello, o que lhe rendeu a fantástica máquina de triturar sonhos e diplomas, o seu pernicioso, fraudulento, concupiscente, famigerado  caça-níqueis exame da OAB, uma chaga social que envergonha o país dos desempregados.

Ou seja no passado OAB prestou relevantes serviços ao país e hoje atua na contramão da história. Se limita a usurpar papel do Estado (MEC), notadamente art. 209 que diz que (compete ao poder público avaliar o ensino), para impor sua máquina de arrecadação, exame da OAB,  cujo faturamento é de fazer inveja  ao rei das máquinas caças-níqueis.

Estima-se que nos últimos vinte anos, só OAB, abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições (R$ 240) e reprovações  em massa acerca e quase R$ 1,0 Bilhão de reais, sem nenhuma transparência, sem nenhum retorno social e sem prestar contas ao TCU, gerando fome, desemprego, depressão, síndrome do pânico doenças psicossociais e outras comorbidades  diagnósticas, uma chaga social que envergonha os país dos desempregados, uma chaga social que envergonha o país os desempregados.  Isso é “sui-generis”?  Vendem-se dificuldades para colher facilidades.

Conforme tão bem explicitou Hélio Schwartsman bacharel em filosofia, e editorialista do jornal Folha de S. Paulo, edição de 08/11/2009, no Artigo: Símbolo do corporativismo. OAB virou presa de interesses corporativistas “Sem evoluir institucionalmente, a OAB vai consumindo o capital de credibilidade que conquistara e se reduzindo cada vez mais a uma estrutura antiquada, pouco representativa, autoritária e, acima de tudo, corporativista. (…) Os problemas começam quando essas organizações se tornam maiores do que sindicatos -que é o que deveriam ser- e passam a interferir diretamente em decisões do Estado e na vida de todos os cidadãos”. (HS) Fonte: http://www.conjur.com.br/2009-nov-08/terceiro-mandato-oab-virou-presa-interesses-corporativistas.

A Lei nº Lei nº 9.649 de 27 de maio de 1998, que Dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios, e dá outras providências em seu art. 58 diz:  Os serviços de fiscalização de profissões regulamentadas serão exercidos em caráter privado, por delegação do poder público, mediante autorização legislativa.       (Vide ADIN nº 1.717-6)

  • 2o Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas, dotados de personalidade jurídica de direito privado, não manterão com os órgãos da Administração Pública qualquer vínculo funcional ou hierárquico.       (Vide ADIN nº 1.717-6).

In casu” “Data-Venia,” não cabe ao Supremo Tribunal Federal legislar sobre sindicatos ou conselhos de fiscalização da  profissão,(..) enfim  Isso é tarefa do Poder Legislativo, através de suas duas casas parlamentares, obedecido claro, que a competência da União Federal é matéria privativa da União Federal. É sabido que a competência legislativa para estabelecer normas relativas às condições para o exercício de profissões foi atribuída à União, conforme está insculpido no o artigo 22 da Constituição Federal: Compete privativamente a União legislar sobre; (EC nº19/98) (…) XVI -organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões.

Em que pese o respeito e admiração que tenho pelos os eminentes ministros do Pretório Excelso creio (smj) eles  invadiram área de outro poder, ao rotular que  OAB é uma entidade “sui generis”   por ser da inteira competência exclusiva do Congresso Nacional  aprovar leis.

O Supremo Tribunal Federal é o órgão de cúpula do Poder Judiciário, e a ele compete, precipuamente, a guarda da Constituição, conforme definido no art. 102 da Constituição Federal. Entre suas principais atribuições está a de julgar a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual, a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal, a arguição de descumprimento de preceito fundamental decorrente da própria Constituição e a extradição solicitada por Estado estrangeiro.

A Carta Magna Brasileira explicita em art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

O Egrégio Supremo Tribunal Federal – STF é constituído de homens da mais alta têmpera, reputação ilibada e elevado saber e saber jurídico e por ser serem humanos, todos nós estamos sujeitos a equívocos. Não é a primeira vez em que o STF discute a mudança do resultado de um julgamento. Em 2009, o tribunal considerou inconstitucionais benefícios concedidos a servidores  de Minas Gerais que ocupavam cargo de confiança. No julgamento, faltou um ministro. No dia seguinte, com o quorum completo, Gilmar Mendes propôs que o tema fosse votado novamente.

Em 08.03.2012 o STF tomou uma decisão surpreendente: após ter declarado constitucional a lei que criou o Instituto Chico Mendes, voltou atrás e decidiu pela constitucionalidade da mesma lei.

Destarte seria de bom alvitre que num gesto de extrema grandeza os eminentes ministros do Pretório Excelso, refletissem melhor sobre a decisão de considerar OAB entidade “sui generis”  não obstante voltar atrás, da decisão que desproveu o RE 603.583 .

Nobre ministros do Egrégio STF, OAB não tem interesse em melhorar o ensino jurídico; não tem poder de regulamentar  leis, não tem poder de legislar sobre exercícios profissionais. Não é da alçada  da OAB e de nenhum sindicato avaliar ninguém. O art. 209 da Constituição diz que compete ao poder público avaliar o ensino.

Há quatro anos durante o lançamento do livro ‘Ilegalidade e inconstitucionalidade do Exame de Ordem do corregedor do TRF da 5º Região, desembargador Vladimir Souza Carvalho, afirmou que  exame da OAB é um monstro criado pela OAB.  Disse que nem mesmo a OAB sabe do que ele se trata e que as provas, hoje, têm nível semelhante às realizadas em concursos públicos para procuradores e juízes. “É uma mentira que a aprovação de 10% dos estudantes mensure que o ensino jurídico do país está ruim. Não é possível falar em didática com decoreba”, completou Vladimir Carvalho.

Mas para calar nossas autoridades, depois do desabafo do então Presidente do TJDFT Desembargador Lécio Resende: “Exame da OAB É uma exigência descabida. Restringe o direito de livre exercício que o título universitário habilita”, pasme, OAB usurpando papel do omisso Congresso Nacional, isentou do seu exame caça-níqueis os bacharéis em direito oriundos da Magistratura, do Ministério Público e os bacharéis em Direito, oriundos de Portugal. E com essas tenebrosas aberrações e discriminações ainda têm a petulância de afirmarem que esse tipo de excrescência é Constitucional? Onde fica senhores ministros do Egrégio Supremo Tribunal Federal – STF o Princípio da Igualdade? A lei não é para todos?

A Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, repudia a discriminação, em quaisquer de suas formas, por atentar contra a dignidade da pessoa humana e ferir de morte os direitos humanos.

Em 28 de outubro de 2011 durante o julgamento que desproveu o RE 603.583 o nobre Ministro do STF, Luiz Fux apontou que o Exame da OAB caminha para a inconstitucionalidade se não forem criadas formas de tornar sua organização mais pluralista. “Parece plenamente razoável que outros setores da comunidade jurídica passem a ter assento nas comissões de organização e nas bancas examinadoras do exame de Ordem, o que, aliás, tende a aperfeiçoar o certame, ao proporcionar visão mais pluralista da prática jurídica”, disse. (…) Para o ministro, a forma como o exame é produzido atualmente é uma “falha” que acarretará, no futuro, “a efetiva inconstitucionalidade da disciplina do exame da OAB”.

Assegura o art. 5º, inciso XIII da Constituição Federal: “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases – LDB – Lei 9.394/96 art. 48 diz: os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular. Isso vale para medicina, engenharia, arquitetura, psicologia, administração (…) enfim todas as profissões, menos para advocacia? Ou seja o papel de qualificação é de competência das universidades e não de sindicatos.

A Lei nº 10.861, de 2004, que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, o Sinaes, não possui nenhum dispositivo permitindo a interferência das corporações no processo avaliativo, este da competência exclusiva do MEC para as IES que integram o sistema federal de ensino.

A palavra advogado é derivada do latim, advocatus. Segundo o dicionário Aurélio, Advogado é o “Bacharel em direito legalmente habilitado a advogar, i. e., a prestar assistência profissional a terceiros em assunto jurídico, defendendo-lhes os interesses, ou como consultor, ou como procurador em juízo”.

A própria OAB reconhece isso. É o que atestava o art. 29 § 1º do Código de Ética Disciplina da OAB (Das regras deontológicas fundamentais) “Títulos ou qualificações profissionais são os relativos à profissão de advogado conferidos por universidades ou instituições de ensino superior, reconhecidas. Esse dispositivo foi revogado de forma sorrateira pelo novo Código de Ética da OAB, mas a revogação tem efeito (ex-nunc). A expressão “ex nunc” é de origem latina que significa “desde agora”. Assim, no meio jurídico, quando afirmamos que algo tem efeito “ex nunc”, significa que seus efeitos não retroagem, valendo somente a partir da data da decisão tomada. Assim, seus efeitos são proativos, “ex nunc”, sendo válidas todas as situações anteriores à revogação. Está na hora do Ministério Público Federal entrar em ação.

Por derradeiro se para ser Ministro do Egrégio Supremo Tribunal Federal – STF não precisa ser advogado, basta o cidadão ter mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada (art. 101 CF)? Se para ocupar vagas nos Tribunais Superiores OAB se utiliza de listas de apadrinhados da elite? Quintos dos apadrinhados?  Por quê para ser advogado o bacharel tem que passar por essa cruel humilhação e terrorismo?

Vamos espelhar na Lei n. 13. 270 de 2016 que determinou as instituições de ensino superior, emitirem doravante, Diploma de Medico e não bacharel em medicina. Dito isso torna-se imperioso e urgente tratamento igualitário para todas as profissões: Diploma de Advogado; Diploma de Psicólogo; Diploma de Arquiteto; Diploma de Administrador, Diploma e Engenheiro (…) tudo isso em respeito ao Principio Constitucional da Igualdade. Por fim a Declaração Universal dos Direitos Humanos repudia qualquer tipo de discriminação por ferir de morte os direitos humanos.

Como esses escravos contemporâneos da OAB irão conseguir comprovar experiências jurídicas de dois ou três anos, exigidos nos concursos públicos pelos Tribunais,  haja vista que estão impedidos de trabalhar pela OAB, correndo o risco de serem presos, por exercício irregular da profissão,  como aconteceu meses atrás, com o bacharel em Direito em Manaus?

Com a palavra o Dr. Rodrigo Janot, DD.  Procurador – Geral da República- PGR, lembrando que o fim dessa excrescência, o caça-níqueis (exame da OAB), significa: mais emprego, (num país de desempregados), cerca de 11,4 milhões de desempregos entre eles cerca de 130 mil escravos contemporâneo da OAB jogados ao banimento, mais renda, mais cidadania, mais contribuições para Previdência Social e acima de tudo maior respeito à Declaração Universal dos Direitos Humanos, um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinado em 1948.

Nela estão enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Está previsto Artigo XXIII -1 -Toda pessoa tem o direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, à justas e favoráveis condições de trabalho e à proteção contra o desemprego. Os documentos que o Brasil é um dos signatários, impõem a obrigação de tomar medidas para garantir o exercício do direito ao trabalho como meio de prover a própria vida e existência. Já não escravos. Mas irmãos. Papa Francisco. 

Vasco Vasconcelos,

escritor e jurista

Brasília-DF

e-mail:vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

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‘Ele é pai de família, desempregado. É doloroso’, diz mãe de ‘homem-bomba’ da Unijorge. #FimDaReservaDeMercadoDaOAB


Os Ministros do STF rasgaram Constituição Federal ao suprimir o sagrado direito ao Trabalho que faz parte de nossa humanidade desde a aparição do homem na terra.

O Rapaz é chamado de louco. A loucura criada pelo estado de necessidade. Todos os que participaram deste ato que prejudicou milhões de pessoas carregam um duro Karma em suas alforjas.

Se acreditam que o apelo a Deus é o recurso de quem não em mais nada a fazer, os desafio a revogarem a Lei de Causa e Efeito e,  considerem todo o cosmos, a partir dai, saquem a medida de Vossa insignificância.

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Pai de dois filhos, Frank Oliveira da Costa perdeu oportunidade de emprego por não ter OAB, diz mãe. Ele passou a vender bala em ônibus

O nome de Frank Oliveira da Costa, 36 anos, foi associado a muita coisa, nos últimos dois dias: “homem-bomba”, terrorista, louco. Até de “Gengiman” (algo como ‘homem-gengibre’, em alusão às balas que carregava) foi chamado, nos memes na internet, pelos que têm um senso de humor politicamente incorreto ou moralmente questionável.

Nenhuma das alcunhas, na verdade, dava alguma noção de quem realmente era Frank, o homem que entrou na prova do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Salvador, no campus da Unijorge, anteontem, dizendo portar uma bomba. Não há motivo para riso. Frank tenta ser advogado há anos – concluiu o curso de Direito, na mesma Unijorge, em 2006. Mas a tal carteira nunca veio. Fez a prova para conseguir o registro 14 vezes, segundo a OAB.

Frank se entregou após negociação
(Foto: Alberto Maraux/SSP)

Durante a negociação para se render, contudo, Frank disse ter participado do exame em 18 oportunidades. Por isso, não conseguia emprego. Para a própria mãe, que mora em Natal (RN) e falou com o CORREIO por telefone, o bacharel em Direito deveria ter sido levado para um hospital, depois de sair do prédio da faculdade.

“Ele é um pai de família, desempregado. Passou no concurso para trabalhar em Brasília, em 10º lugar, e perdeu de trabalhar por causa dessa OAB. Em vez de levarem ele pro médico, liberaram”, criticou a mulher, identificada apenas como Silene, antes de dizer que tinha condições de falar sobre o assunto e que ainda decidiria se viria de Natal para resolver a situação. “É doloroso”, desabafou.

Família
O próprio Frank morava na capital potiguar até três meses atrás, quando voltou para Salvador. Se mudou para lá há pelo menos dois anos e morava com a mãe, a irmã e o sobrinho no bairro de Ponta Negra. “Ele foi embora porque queria bater na mãe e na irmã, que tem esquizofrenia. A mãe dele sofre muito, é uma senhora já, muito velhinha. Dá pena. A gente sabe o que a irmã dele tem, mas não sabe o que ele tem”, contou uma vizinha. Aqui, segundo a polícia, ele mora em Itapuã.

Para a vizinha, Frank “era esquisito”. Não falava muito com as pessoas, que, por sua vez, também não costumavam falar com ele. Andava sozinho, às vezes de sunga, pela rua. Mais de uma vez, jogou água em pedestres que passavam pela calçada de sua casa. “Tinha um menino que passava pela casa dele e ele dizia que (o menino) estava manifestado, que ia queimar”, lembrou ela.

Histórico de tumulto
Em Natal, fez o exame de ordem seis vezes. O presidente da OAB no Rio Grande do Norte, Paulo Coutinho, confirmou a informação. Ele conta, inclusive, que o bacharel protagonizou um tumulto por lá, na última vez. Antes da prova, começou a xingar a OAB, mas foi acalmado pela comissão que aplicava o exame. “Ele se sentou, mas assim que recebeu a prova, começou a gritar novamente. Rasgou a prova, jogou no chão e foi embora. Não teve outro episódio grave. Das outras vezes, a comissão informou que ele chegava e fazia algum comentário, mas se continha”, contou Coutinho.

Frank foi aprovado em pelo menos um concurso e não pôde começar a trabalhar, por não ter o registro na OAB. Em 2010, entrou com um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Ministério da Saúde, requerindo que fosse empossado no cargo em que foi aprovado, na pasta. Ou, como diz a decisão, que alternativamente fosse “nomeado advogado”.

Na época, o então ministro do STF, Eros Grau, decidiu tornar a petição sem efeito, porque Frank não detinha “capacidade postulatória para ajuizar a reclamação” – ou seja, para defender ou postular pretensões em juízo. Ainda completou afirmando que o exercício da advocacia é prerrogativa de quem é regularmente inscrito na OAB. Frank também move uma ação contra a Prefeitura de Boa Saúde.

Créditos: Correio24horas

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Razão: 18 anos sem ser aprovado. Ameaça de bomba durante prova da OAB suspende exame na Bahia #FimDaReservaDeMercadoDaOAB


Ameaça de bomba durante prova da OAB suspende exame na Bahia

JOÃO PEDRO PITOMBO
DE SALVADOR

Um homem ameaçou explodir uma bomba durante o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) neste domingo (24) em Salvador.

A prova seria realizada na Unijorge (Centro Universitário Jorge Amado). O prédio foi evacuado e a polícia já está no local. Três mil pessoas estavam presentes na hora da ameaça.

A Polícia Militar da Bahia informa que o homem entrou em uma das salas, pouco antes do início da prova. Antes do exame começar, informou que carregava uma bomba e que iria explodir o prédio. Não houve registro de explosões.

Após a ameaça, o homem isolou-se na mesma sala em que faria a prova, que fica no sétimo andar. A polícia negocia a saída dele do local.

Segundo testemunhas, o homem afirmou que faz o exame há 18 anos, sem ser aprovado.

Pessoas saindo correndo após ameaça de bomba em prova da OAB

A pedagoga Joana Matos, 38, que estava na mesma sala do suspeito, afirma que usava um colete por baixo da roupa e carregava uma mochila.

Faltando dez minutos para o início da prova, ele levantou e disse que os candidatos tinham 11 minutos para deixar o prédio antes de explodi-lo.

“Foi um pânico total. Todos saíram correndo, houve muita confusão”, afirma a pedagoga, que fazia o exame da OAB.

A professora Leonísia Fragoso, 30, estava o mesmo andar em que houve a ameaça. Segundo ela, enquanto os candidatos corriam, o homem gritava: “estou dando chance [deles fugirem]”.

“Foi insano. Vi pessoas sendo pisoteadas, perdendo seus pertences que ficaram pelo caminho”, afirma.

Na fuga, a estudante Carime Souza, 28, deixou todos os pertences como celular, bolsa e carteira na sala. O autônomo Fernando portela, 32, feriu-se no braço após ser imprensado na parede durante a saída dos candidatos do prédio.

Presidente da OAB na Bahia, Luiz Viana Queiroz classificou o ato como “atípico” e “lamentável”. E confirma que a prova foi suspensa na Bahia.

“A coordenação nacional vai adotar medidas para que nenhum candidato seja prejudicado”, disse Queiroz. A Fundação Getúlio Vargas, que organiza o exame, também confirma a suspensão da prova.

Em nota, a Unijorge confirma o incidente e diz que não há mortos, feridos ou reféns no prédio da faculdade.

A secretaria de segurança da Bahia informa que uma equipe do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) negocia a rendição do homem.

Créditos: folha.uol

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FALTA DE SEGURANÇA

OAB cancela Exame de Ordem em Salvador por causa de ameaça de bomba

Por Marcelo Galli

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil cancelou neste domingo (24/7) a aplicação da primeira fase do Exame da Ordem, em Salvador, porque um homem ameaçou explodir uma bomba durante o teste. A prova seria realizada no Centro Universitário Jorge Amado, mas o prédio foi evacuado.

De acordo com a Secretaria de Segurança da Bahia, o homem entrou em uma das salas, pouco antes do início da prova, e anunciou que carregava uma bomba e iria explodir o prédio. Após a ameaça, o homem isolou-se em uma sala do sétimo andar da faculdade.

Por volta das 14 horas, o Batalhão de Operações Policiais Especiais ainda tentava negociar rendição do homem, de acordo com a secretaria do governo baiano. Ainda não se sabe a motivação das ameaças.

“A Coordenação Nacional do Exame de Ordem e a Fundação Getulio Vargas, no uso de suas atribuições, em face do caso fortuito ocorrido no município de Salvador, que impossibilitou a continuidade da aplicação do XX Exame de Ordem Unificado, resolvem suspender a aplicação do Exame exclusivamente neste município, sem prejuízo aos demais locais de realização das provas. Demais decisões a serem deliberadas pelas diretorias da FGV e do CFOAB serão oportunamente comunicadas aos examinandos envolvidos”, diz a nota publicada no site da seccional baiana da OAB na tarde domingo falando sobre o cancelamento.

* Texto atualizado às 16h15 do dia 24/7/2016 para acréscimo de informações.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 24 de julho de 2016

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Homem-bomba fez 11 provas da OAB e afirmou que candidatos tinham 11 segundos para evacuar o prédio

O homem-bomba que invadiu uma sala do Centro Universitário Jorge Amado na tarde deste domingo (24) disse aos candidatos que fez 11 provas da OAB e há 18 anos tentava obter a carteira. Um dos candidatos entrou em contato com o Informe Baiano minutos após sair da instituição. “Ele estava na sala 711 com duas malas de viagem e disse que estava fazendo a prova há 18 anos e não passou. E afirmou que a gente tinha 11 segundos para evacuar o prédio se não ele iria explodir tudo”, contou. Houve pânico e muito corre-corre no local. As provas foram suspensas e policiais militares estão negociando neste momento com o suspeito. As pistas que dão acesso a Unijorge foram bloqueadas pela Transalvador.

Crédito: informebaiano

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Supremo precisa rever natureza jurídica “sui generis” da OAB, diz Janot #FimDaReservaDeMercadoDaOAB


TRATAMENTO DIFERENTE

Por Marcelo Galli

O Supremo Tribunal Federal precisa rediscutir a natureza jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil como autarquia “sui generis” definida no julgamento da ADI 3.026/DF, afirmou, em parecer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para ele, esse tratamento tem de ser revisto “por destoar radicalmente do regime jurídico dessas entidades, da tradição jurídico-administrativa brasileira e, talvez, com a devida vênia, do arcabouço constitucional”.


Para Janot, condição jurídica das agências reguladoras não é “absolutamente incompatível” com a da OAB.
Fellipe Sampaio/SCO/STF

A manifestação do PGR está em uma ação no STF, com relatoria da ministra Cármen Lúcia, que discute o regime de contratação de funcionário para conselho de fiscalização profissional. A ação não envolve a OAB, mas Janot faz comentários sobre a entidade. O parecer é favorável ao concurso, ou seja, conselhos profissionais têm de fazer concurso para contratar funcionários.

“Não se deve estender a conselhos de fiscalização profissional o entendimento do STF acerca da natureza da OAB, que consubstanciaria situação excepcional, consoante julgamento da ADI 3.026/DF. A rigor, não existe motivação que justifique tratamento díspar para a OAB ante os demais conselhos de fiscalização do exercício profissional”, diz Janot.

A OAB, por ter sido considerada “única” e “especial” pelo Supremo, apesar de ser um conselho de fiscalização de profissão, não precisa ter suas contas controladas pelo Tribunal de Contas da União ou fazer concurso para contratação de pessoal. A OAB pode, por exemplo, contratar funcionários sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho. Além disso, a entidade tem prerrogativas somente aplicáveis a entes públicos, como imunidade tributária e sujeição a competência da Justiça Federal, embora não se enquadre, segundo o entendimento do STF, em nenhuma hipótese do artigo 109 da Constituição.

Janot lembra no parecer que os conselhos têm personalidade jurídica de direito público e enquadram-se, na administração pública federal, como autarquias. A existência desses conselhos, diz, fundamenta-se na necessidade de zelar pela qualidade dos serviços prestados por profissionais e pela observância da legislação nacional relacionada ao exercício de determinadas profissões.

Por terem poder de polícia administrativa e, conforme a Constituição, serem integrantes da administração pública federal, os conselhos estão submetidas ao controle do TCU e à exigência constitucional de concurso público para provimento de cargos.

De acordo com o entendimento do STF na ADI 3.026/DF, a atribuição de regime peculiar à OAB decorreria de as atividades da entidade não se restringirem à esfera corporativa, mas alcançarem feição institucional. Conforme a Constituição, o Conselho Federal da OAB tem, por exemplo, legitimidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade perante o STF.

Na opinião de Janot, não é só a atuação da OAB que vai além dos interesses corporativos dos advogados. “Poder-se-ia ponderar, por outro lado, que, na realidade, essa dimensão existe igualmente em outras entidades, como o Conselho Federal de Medicina, cujos membros lidam com alguns dos bens mais preciosos de todo indivíduo: a saúde e a vida. Desse modo, de maneiras distintas, outros conselhos de fiscalização excedem a esfera meramente corporativa ao condicionar, supervisionar e punir o exercício de profissões. Não é exclusividade da OAB fazê-lo”, diz o parecer.

O PGR afirma ainda que as agências reguladoras, criadas para regular e fiscalizar determinados serviços e atividades econômicas, são autarquias sob regime “especial” e possuem independência administrativa em relação ao controle exercido por órgãos da administração direta. Apesar disso, as agências precisam ter suas apreciadas pelo TCU e o regime jurídico para contratação de servidores é o estatutário.

Na opinião de Janot, a condição jurídica das agências reguladoras não é “absolutamente incompatível” com a da OAB. Para ele, a entidade, mesmo se passasse e ter controle externo, dever de atender a requisições do Ministério Público e a admissão de pessoal em regime estatutário, “poderia continuar exercer em plenitude as missões constitucionais e legais que o ordenamento jurídico lhe cometeu”.

Clique aqui para ler o parecer.

ADI 5.367

Fonte: conjur

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Exame nacional para diploma de medicina (TUDO POR DINHEIRO FÁCIL E FARTO) #FimDaReservaDeMercadoDaOAB


OPINIÃO

vascovasconcelosDe olhos gananciosos no alto faturamento do caça-níqueis exame da OAB, falsos defensores do ensino superior de boa qualidade, estão querendo, pasme, estender o pernicioso, abominável, nefasto e inconstitucional caça-níqueis Exame da OAB, para os médicos. E ainda têm a desfaçatez de afirmarem que isso é qualificação.

Se esses tiranos estivessem realmente preocupados com baixa qualidade do ensino superior atacariam as causas, e não as conseqüências. Vale apena ressaltar que os fins, por mais nobres que possam ser, não justificam meios arbitrários e vulneradores das garantias fundamentais da pessoa humana, notadamente o direito ao trabalho.

Nesse sentido quando o paciente está com febre, a anamnese e o exame físico somados ditarão a conduta, incluindo a necessidade de exames complementares e tratamento específico, ou seja os médicos fazem uma investigação detalhada; isso pode ser a chave para se chegar a um diagnóstico preciso, cujo objetivo maior é descobrir a patologia e curá-lo o mais rápido possível, para que o paciente volte imediatamente ao mercado de trabalho, rumo a garantir o sustento da sua família. No caso do exame da leviatã, ocorre o inverso.

Na semana passada tomei conhecimento através da publicação da Revista Exame que está em estudo no omisso Ministério da Educação, pasme, uma proposta visando  instituir em nosso país  o exame nacional para diploma de medicina, proposta essa rejeitada  pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam)  que teme que o “exame tenha caráter “punitivo” ao aluno”, afirmando em seu comunicado que as universidades têm autonomia para titular seus formados, devendo o foco de qualquer avaliação ser dirigida às faculdades, ao conteúdo ministrado e à qualidade de ensino (..)  que os conselhos regionais de medicina já têm a atribuição de punir ou mesmo cassar médicos por imperícia no exercício profissional, além de questões referentes à imprudência e negligência na área. Concordo “ Ipsis litteris”  com o posicionamento da Fenam.

A proposta do MEC, em princípio dar a entender para os neófitos ou  cabecinhas de bagres que essa medida  visa colocar no mercado  profissionais devidamente qualificados para o exercício da medicina evitando assim imperícia negligência ou  erros  médicos, o que não é verdade. Se o MEC autorizou e reconheceu a faculdade de medicina compete aos seus mestres avaliar seus alunos.

Sou  totalmente contra essa proposta descabida. Isso porque os mentores intelectuais dessa excrescência devem está de olho não na melhoria do ensino de medicina e sim na indústria de cursinhos preparatórios e no alto faturamento dos mercenários da OAB onde vendem-se  dificuldades para colher facilidades. Tem que atacar as causas e não as consequências da péssima qualidade do ensino superior.

Na terra do meu saudoso colega jurista e conterrâneo Rui Barbosa, isso é denominado de “treita”, portanto temos que ficarmos espertos.  No primeiro exame vão reprovar  massa cerca de 80 a  90% dos estudantes das faculdades de medicina autorizadas e reconhecidas pelo MEC e no dia seguinte os jornais estamparem em letras garrafais manchetes fantasiosas tipo: Exame nacional de medicina reprova 90% dos estudantes  e assim de forma sorrateira instituir  mais um exame caça-níqueis, mais  uma máquina de triturar sonhos e diplomas, para fazer companhia ao famigerado, fraudulento concupiscente  e pernicioso caça-níqueis exame da OAB.

Estima-se que nos últimos vinte anos OAB, usurpando papel do omisso MEC e  se aproveitando  dos  governos omissos, covardes  e corruptos, abocanhou cerca de quase R$ 1,0 bilhão de reais, sem nenhuma  transparência, sem nenhum retorno social e sem prestar  contas ao TCU. Uma chaga social que envergonha o país dos desempregados, que possui hoje cerca de 11,4 milhões de desempregados,  entre eles cerca de 130 mil escravos contemporâneos da OAB, devidamente qualificados pelo Estado(MEC), sem direito ao primado do trabalho .

Moral da história ao invés de punirem os (ir) responsáveis que reconheceram faculdades que não prestam, acabam penalizando as vítimas da inoperância e irresponsabilidade do Ministério da Educação por terem  recebidos  ensino de péssima qualidade.

Senhor Presidente da República Michel Temer, o correto é avaliação durante a duração do curso de medicina e os demais cursos superiores. Se a faculdade não presta recomendo fechá-la; jamais punir os formandos, que são vítimas, da  (ir) responsabilidade do ministro da educação e seus asseclas, que autorizaram e reconheceram faculdades que não prestam. Desconfio que por trás dessa proposta imunda, descabida  estão os mercenários.

Segundo especialistas “o exame de proficiência tipo o caça-níqueis da OAB, gera uma indústria de cursinhos mercantilistas, retira do governo a tarefa de avaliação, não oferece uma avaliação real do aprendizado e cria vícios e divergências entre as avaliações, e não corrige o problema nem identifica a instituição que falha na formação. Mas em matéria de faturamento, nunca foi tão fácil lucrar: rende mais que os assaltos aos caixas eletrônicos explodidos por esse Brasil afora.

A propósito melhoria do ensino superior se alcança com modernização das instalações das Universidades, seus laboratórios, equipamentos, parque de  informática moderno, bibliotecas com livros atualizados,  capacitação e valorização  dos seus mestres e não instituindo exames nos moldes do pernicioso, nefasto e inconstitucional, caça-níqueis exame da OAB  (uma chaga social que envergonha o país dos desempregados.

Há vinte anos OAB vem dizimando, triturando sonhos e diplomas, gerando fome, desemprego,  depressão, síndrome do pânico, síndrome de Estocolmo  e outras comorbidades  diagnósticas e até agora, sem credibilidade, não provou a que veio e não resolveu o problema da baixa qualidade do ensino superior, até porque todos os cursos de direito, são reconhecidos pelo MEC com o aval da OAB, ou seja a OAB tem sua parcela de culpa.

Além dessa proposta  imunda, de olho no faturamento do exame caça-níqueis da OAB,  está em tramitação na Câmara dos deputados, PROJETO DE LEI Nº 650, DE 2007 (Apensos o PL’s n.º 999/2007 e n.º 6.867/2010 que “Acrescenta alínea “I” ao art. 15 a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, que ‘dispõe sobre os Conselhos de Medicina, e dá outras providências’”. de autoria dos Deputados Ribamar Alves e Marcos Medrado  respectivamente, têm por escopo condicionar o exercício da profissão de Médico à prévia aprovação em exame de proficiência a ser elaborado pasme,  pelo Conselho Federal de Medicina. Sendo que o  projeto de lei nº 6.867/2010, apensado ao primeiro, de autoria, do Deputado Paes de Lira, tem objetivo semelhante: estabelecer como pré- requisito para o exercício da profissão a aprovação em exame de avaliação de conhecimento e  pretende que  tal Exame seja  estendido para  todas as áreas atinentes à saúde e não apenas à medicina.

Justificando essa barbaridade os autores salientam que a medida deve ser adotada em face da queda de qualidade do ensino resultante da proliferação indiscriminada da criação de cursos de nível superior por todo o país. Para o relator de tais PLs, o exame de proficiência, é uma dessas medidas, de fácil implementação, que apresenta resultados imediatos. Basta lembrar o exemplo da OAB, cujo exame de proficiência, inegavelmente, contribuiu para melhorar sensivelmente o nível do ensino oferecido pelas faculdades de Direito de todo o País”.

Isso é uma mentira deslavada, irresponsável e inconsequente; prova disso é que o nível dos cursos jurídicos  continua o mesmo, até porque nesses vinte anos de escravidão contemporânea  da OAB não qualificou um só professor, inscrito nos seus quadros, tanto é verdade que os índices de reprovações continuam batendo recorde, a cada certame e o faturamento também. Há quatro  anos, durante o lançamento do livro ‘Ilegalidade e inconstitucionalidade’ do Exame de Ordem do corregedor do TRF da 5º Região, desembargador Vladimir Souza Carvalho, afirmou que exame da OAB é um monstro criado pela OAB. Disse que nem mesmo a OAB sabe do que ele se trata e que as provas, hoje, têm nível semelhante às realizadas em concursos públicos para procuradores e juízes. “É uma mentira que a aprovação de 10% dos estudantes mensure que o ensino jurídico do país está ruim. Não é possível falar em didática com decoreba”, completou Vladimir Carvalho.

Faço minhas as palavras do então Presidente do TJDFT Desembargador Lécio Resende. “Exame da OAB “É um exigência  descabida. Restringe o direito de livre exercício que o título universitário habilita.

Creio que o Ministério Público Federal, instituição permanente essencial à função jurisdicional do Estado, o qual de acordo com o art. 127 da Constituição possui missão primordial de defender a ordem jurídica, os direitos sociais e individuais indisponíveis, tendo a natural vocação de defender todos os direitos que abrangem a noção de cidadania, não pode se acovardar e/ou omitir e tem a obrigação, sob o pálio da Constituição Federal entrar em cena para exigir a abolição da escravidão contemporânea da OAB, ou seja, o fim do caça-níqueis exame da OAB e assemelhados.

Esses caras têm que mudarem o foco. Na realidade ninguém quer fiscalizar as Universidades. Isso dá trabalho não gera lucro farto e fácil. Eles estão de olhos abertos no alto faturamento do caça-níqueis exame da OAB, razão porque o Congresso Nacional está infestado de Projetos de Leis querendo estender tal excrescência para todas as profissões. TUDO POR DINHEIRO. Assim como as máquinas caças-níqueis são programadas para os apostadores perderem, o caça-níqueis exame da OAB e  assemelhados se igualam: são feitos não pra medir conhecimentos e sim para reprovação em massa; quanto maior reprovação maior o faturamento.

Destarte usando do exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à cidadania, sem nenhuma intenção de ser galardoado  com o Prêmio Nobel da Paz, em face a minha luta pelo direito o trabalho e pelo fim da escravidão contemporânea, sou totalmente contra  essas propostas descabidas acima explicitadas.

Ensina-nos Martin Luther King “Na nossa sociedade privar o homem do emprego e renda equivale psicologicamente assassiná-lo”. Vamos espelhar na Lei n. 13. 270 de 13. 04. 2016 que determinou as instituições de ensino superior, emitirem doravante,  Diploma de Medico e não bacharel em medicina. Dito isso torna-se  imperioso e urgente tratamento igualitário para todas as profissões a   saber: Diploma de Advogado; Diploma de Psicólogo; Diploma de Arquiteto; Diploma de Administrador, Diploma e Engenheiro (…) tudo isso em respeito ao Principio Constitucional da Igualdade. Por fim a  Declaração Universal dos Direitos Humanos repudia qualquer tipo de discriminação por ferir de morte os direitos humanos.

Vasco Vasconcelos,

escritor   e  jurista

BRASÍLIA-DF

E-mail; vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

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MPF é acionado para interceder em prol de prejudicados no XIX Exame da OAB. #FimDaReservaDeMercadoDaOAB


Há horas que não aparecia novidades sobre a reserva de mercado imposta pelo Sindicato OAB. Eis que alguns Bacharéis em Direito começaram a movimentar-se novamente.

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OAB & CIA

Brasília – Nesta última sexta-feira (15/7), um grupo de bacharéis em direito (área direito civil) abandonados à própria sorte decidiram pedir a intervenção do Ministério Público Federal(MPF). 
O objetivo é que o MPF possa solicitar ao Conselho Federal da OAB, responsável pela contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encarregada da aplicação das provas, explicações sobre a exigência de uma tese que contraria a lei (Código de Defesa do Consumidor), a doutrina majoritária e, sobretudo, a Jurisprudência dominante nos Tribunais Superiores, e ainda o próprio Edital do XIX Exame de Ordem que dispõe no item 3.5.12:
“3.5.12. As questões da prova prático-profissional poderão ser formuladas de modo que, necessariamente, a resposta reflita a jurisprudência pacificada dos Tribunais Superiores.”
Explicações
Os candidatos do XIX Exame da OAB, exigem da cúpula da FGV/OAB a jurisprudência que comprove a tese infundada, sustentada pela banca e agora, também, endossada pela Ouvidoria da OAB Nacional.
Control C + Control V
No e-mail enviado à redação do site Justiça Em Foco, os bacharéis estranham o silêncio da FGV. E lembram que após notícia publicada na imprensa, a Ouvidoria da OAB começou a responder a diversos candidatos que protocolaram reclamação na ouvidoria do Conselho Federal da OAB, nos mesmos moldes “arbitrários” e “automáticos” (Control C + Control V) informando que só corrigirão erros materiais (o que não inclui a tese equivocada da FGV, alegada pelos candidatos prejudicados) e que, “Questionar o gabarito não é erro material, pois ele já está consolidado.” E continua: “Sua prova não será recorrigida”, registra o texto do e-mail.
Reapreciação
Os candidatos prejudicados reiteram urgente que se abra (via site da FGV projetos) novo prazo para reinterposição de recursos ou que seja feita a reapreciação individualizada dos recursos que já foram protocolados e desprovidos pela banca.
Exame de Ordem
– Criado em 1994, o Exame da OAB afasta do mercado de trabalho bacharéis que não conseguem passar na prova, apesar de seus diplomas serem reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) e validados pela Lei 9.394/96 (LDB) e pela Constituição Federal.
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Previsões políticas para a lunação de 04/07/2016.


lunação 04-07-2016-08-50Na lunação passada foi dado início a algumas alterações que atuarão de forma muito profunda em vários pontos do planeta e que seguirá todo o período de vênus embora trate-se de uma marca da lua. Foi sentido principalmente na Venezuela e na Europa embora os acontecimentos no campo jurídico no Brasil tenha desencadeado forças que ainda não submergiram, mas que virão à tona e serão sentidas já em agosto em um longo trecho de declive e principalmente com intensidade até janeiro; mas não para por aí.

Ocorre que as forças marcianas, mais adiante, atuarão de mãos dadas com Saturno e farão estragos no campo jurídico e das polícias, mas depois marte segue seu caminho e saturno continua onde está e todo este percurso está em conflitos.

Nesta lunação Sol e Lua encontram-se para tentar mais uma vez tentar arrumar a casa, com ideias e acordos, agora atuando como uma grande mãe, com sentimentos de lar e aconchego. Pode-se dizer que se trata de um momento de tranquilidade proporcionada pela inércia do Judiciário em seu ponto mais alto.

Contudo na traseira concorrem três pontos energéticos um de oposição ao sistema, outro de energias cármica vingativas e outro que exige mudanças que estão a pressionar o momento. O primeiro ponto virá dos trabalhadores, o segundo do sentimento popular e o terceiro como uma iniciativa de procurar resolver as questões dentro da paz e tranquilidade, mas este último de forma muito tênue embora de iniciativa pode não encontrar apoio.

Temos ainda atuação de NELKHAEL que procurará encontrar soluções dentro de um novo aprendizado, mas com a exteriorização da expressão legal amortecida para uma solidariedade de consciência. Este período facultará a liberação de situações opressivas principalmente ligadas a Justiça e as polícias. Do mesmo modo como anterior um contexto de mudanças vem sendo exigido a todo o tempo e podem haver mudanças nas estruturas e/ou pessoas de Estado.

Também atua LEKABEL que proporciona grande ajuda para a solução de problemas difíceis e deverá encontrar saídas para a economia, seja mediante fórmulas e acordos, com ideias originais e que certamente terá sua aceitação.

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Waldir Maranhão não vai assinar as medidas contra a corrupção. #FIMdaCORRUPÇÃO


Já fazem quase duas semanas que as 10 medidas contra a corrupção estão prontas para dar andamento faltando somente a assinatura do atual presidente da câmara Waldir Maranhão que caiu no cargo de paraquedas a fim de atrapalhar tudo que fosse possível no intuito de paralisar investigações e punições.

São inúmeros apelos populares, na internet, mas nada disto vai adiantar.

Ocorre que em termos de política e corrupção uma coisa sempre liga a outra e um ao outro. Recentemente nas gravações da lava-jato foi dito que no congresso só se salvam uns cinco e fica a pergunta Maranhão está entre os cinco ou entre os mais de quinhentos.

Waldir Maranhão tem um temperamento que podemos chamar de “sui gemeres”. Semelhante ao corno que sabe sua situação mas não está nem ai. Ou seja não vai fazer nada, aguardará até que a situação chegue ao limite, seu ponto de estrangulamento e uma fatalidade qualquer resolva a situação não importando para que lado a coisa caia, mas, repito, não fará absolutamente nada a respeito.

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Meu dia dos namorados.


Neste dia dos namorados sai com minha esposa para almoçar em um dos melhores restaurantes da cidade de Fortaleza-CE. A propósito estamos em viagem.

O restaurante escolhido é do tipo em que ficamos meia hora na rua em fila esperando a oportunidade para entregar as chaves ao manobrista.

A fim de adiantar o expediente minha companheira se adiantou para pegar uma senha enquanto tentava estacionar o veículo.

Para minha sorte surgiu uma brecha de um veículo que saia e não precisei entregar as chaves ao manobrista que iria ver a lixeirinha que chamamos de carro, todo bagunçado da viagem.

Ao entrar encontrei minha consorte aguardando em uma sala VIP ao lado ao qual me juntei enquanto aguardávamos a nossa vez de entrar no salão.

Enfim chegou nossa vez e participamos de um belo rodízio.

Em intervalos minha esposa olhava em seu celular e lia as mensagens de amor dos parentes e amigos, uma mais linda que a outra. Quase de chorar!!!

Como meu celular é do tipo simples, já que não tenho tido grandes necessidades neste sentido, não dava para postar mensagens.

Ano nosso lado um casal saboreava um espumante de nome Chandon que custa quase R$ 900,00 e inicialmente pensei: Qual o sabor de um vinho deste valor. Mas depois veio a reflexão: O vinho mais este almoço daria para comprar um celular de 16 Mega Pixels e poderia passar a mensagem do dia dos namorados.
No final do almoço pedimos para vários funcionário que viabilizasse o carrinho de doces passar por nossa mesa, mas como não tomamos espumante Chandon o doce não chegava a nos.

Em compensação um baixinho que nos ofereceu frango várias vezes, agora, depois de recolhida a mesa, passava nos oferecendo cupim. O baixinho era um sujeito engraçado e simpático e rodeou a nossa mesa sempre oferecendo o cupim.  Disse-lhe que se não estivesse tão cheio iria arrematar a peça pois estava destinada a mim.

Como o doce não vinha pedimos a conta.

Pagamos o valor e o garçom queria levar a nota, mas segurei e fiquei com ela.

Minha esposa não entendeu mas assim que o garçom saiu, pedi que fotografasse a nota fiscal e colocasse no Instagram como declaração de amor…

Bem, se você não achou interessante o que posso dizer é que o dia não acabou, agora entramos no reservado…

Brincadeiras aparte fomos a um excelente restaurante.

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Renan acredita que pode por a democracia em risco. Mas por quê? #FIMdaCORRUPÇÃO


Renan Calheiros por estes dias deixou transparecer que se houvesse a sua prisão e a dos outros três sugeridos pelo PGR que a democracia correria sérios perigos.

A princípio não entendi o que ele queria dizer já que os manifestantes verde-amarelos não tem corrupto de estimação mas, pelo contrário, pretendem uma limpa no sistema político.

Contudo, hoje, vendo a manifestação dos “bandeiras vermelhas” que exigiam o afastamento de Michel Temer, percebi que não faziam qualquer referência a Renan ou aos outros nomeados à prisão ou qualquer outro delinquente da política.

Logo, a conclusão que se chega é que o exercito vermelho está, também, a disposição de Renan Calheiros. Por algum motivo ele acredita que as entidades como MST e afins, ligadas a Lula serão capazes de, até, uma guerra civil para defender-lhe e aos demais saqueadores da pátria.

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