9 O EREMITA – TETH


caminho 19 Eremita

1.1    Elementos constitutivos ou relacionados

Sephirah: Yesod no primeiro ciclo
Signo do sendeiro: Leão
Elemento zodiacal: Fogo
Trilogia elem. sephirótico: Ar do Ar no primeiro ciclo
Planeta do sendeiro: Sol
Arcanjo do signo: Verachiel (ורכיאל)
Velas:  3 Amarelas
Incenso: [mirra, almíscar, estoraque, âmbar, e também aloe vera, cravo, louro, olíbano]
Letras: Tav-Teth-Yod
Gemátria: 400+9+10 = 419 = 4+1+9 = 14 = 1+4 = 5
Valor numérico: 9
Armas mágicas: A Disciplina (Preliminarmente), Baqueta da Fênix.
Poder mágico ou oculto: Poder de treinar, amansar bestas selvagens.
Forças em ação: A força de Hesed que manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Geburah pelas vias de Leão.
Sendero: 19, que une Hesed a Geburah.
Texto yetzirático: O 19º caminho é a Inteligência do Segredo ou de todas as atividades (dos seres) espirituais. A influência que recebe vem da Altíssima Bênção e da Glória Suprema.
Cor em Atziluth: Amarelo esverdeado
Cor em Briah: Púrpura profundo
Cor em Yetzirah: Ruivo profundo
Cor em Assiah: Âmbar avermelhado

1.2    Caminho 19º

O Ermitão – Misericórdia temperando a Severidade pelas vias da interiorização das energias do Fogo em Leão. A glória da força. Júpiter atuando através de Leão sobre Marte. Hesed, que expressam o Poder Divino, centro do qual emana todo o poder atuando através de Leão sobre Geburah, a Sephirah emocional que proporciona o movimento, trata dos reajustes, da Justiça, da correção dos erros; o “Yod” do Mundo de Briah atuando através de Leão sobre o “He” do Mundo de Briah, Fogo da Água atuando através de Leão sobre a Água da Água.

 

Corel caminho 19O 19º caminho é a Inteligência do Segredo ou de todas as atividades (dos seres) espirituais. A influência que recebe vem da Altíssima Bênção e da Glória Suprema.

 

O caminho 19º faz uma ligação entre a Justiça marciana e a Misericórdia jupteriana de modo que passamos a trabalhar com os aspectos residuais do karma, então temos ainda a força do signo de Leão fazendo a ligação que impõe uma força moral e para contrabalançar seu regente o Sol inspira ao sacrifício a aceitação dos erros das existências para que a misericórdia de Hesed atue onde seja possível já que nem todo karma pode ser negociado. E necessário, pois, encarar tudo o que ocorreu durante o ciclo completo da evolução para que o caminho não fique estancado e venha a prejudicar o progresso espiritual. É importante não atribuir aos outros os nossos erros, mas começar a compreender e aceitar que, de algum modo, contribuímos a consecução de nosso próprio karma.

Passados esta fase o indivíduo não mais estará sujeito as leis kármicas pois terá encarnado a própria Lei. Limitado apenas por sua capacidade de consciência, estará, apto a conduzir seus trabalhos em completa liberdade eis que já resgatou seus karmas e, portanto, estará em condições de auxiliar com os karmas grupais (eis “o Segredo de todas as atividades dos seres espirituais”) como fazem os grandes mestres.

A Altíssima Bênção é uma das forma de nomear Hochmah e, a Glória Suprema está relacionado a Binah, dos quais ambos são os filhos, na posição “He”, nas colunas laterais, respectivamente Hesed e Geburah eis que o sendeiro 19º se encontra em analogia com o 14º que vai de Hochmah a Binah, sendo este a base do Triângulo Logoico e aquele a base do Triângulo Ético, assim, o que era Iluminação (14º) passou a ser o Segredo do Mistério Cósmico (19º). Este é tido cabalisticamente como um sendeiro de caída por ser a precipitação de Adão e Eva após violar as leis do paraíso (Hesed). Ocorre que tudo de bom está em Hesed e isto nos dá a sensação de poder infinito, de que a sorte seguirá sempre neste fluxo, que todas as Leis podem ser violadas sem punição – grande erro comumente cometido e gerador de karma. Em Hesed a voz do eterno se deixa ouvir nos ritmos cósmicos inebriantes ao passo que em Geburah o segredo, o mistério, se petrifica, se incorpora, se materializa por ser o 2º, o “He” de Binah.

As atividades espirituais sugeridas no texto referem-se que Geburah se une as emanadas de Hesed que é um dom de Deus, a esfera paradisíaca resultante das três esferas anteriores. Então neste sendeiro cabe ao homem reconstruir seu paraíso perdido porque anteriormente não soube aproveitar este Dom, mas que em Geburah encontra os materiais que lhe permite criar seu próprio paraíso de modo a viver ali sem que seja expulso novamente por acolher a Lei.

A nível humano as correntes do sendeiro 19 nos induz a atividade espiritual, não somente a meditação, leitura de textos esotéricos, práticas de respiração, desdobramento astral, etc., mas também a confecção do paraíso na terra de modo que as Leis espirituais, o funcionamento cósmico se processem na vida humana, assim, podemos adornar nosso paraíso terreno plantando árvores, flores, criando seres, fecundando a divindade na terra. Cabe lembrar que a linguagem simbólica espiritual abrange a todos os seres da terra que representar alguma coisa em nossa psique, em nosso paraíso interior, assim, um animal pode representar uma tendência emotiva, um estado evolutivo e do mesmo modo uma planta, inseto, etc.

De outro modo tudo aquilo que não possamos realizar poderemos fazê-lo simbolicamente através dos rituais, que são superiores as rezas por mobilizaram a Vontade, a imaginação, os sentimentos de forma que este trabalho nos possibilite avançar na construção de nosso paraíso.

Este sendeiro e ativado pelas Potestades (Geburah) e pelas Dominações (Hesed) conjuntamente. O caminho de ida pela árvore é regido pela Potestade o 35 5->4: CHAVAKIAH  e o caminho de volta pela Dominação 28 4->5: SEHEIAH.

Os aspectos entre Marte e Júpiter, tais como quadratura, conjunção ou oposição, no mapa natal são indícios de que o indivíduo está trabalhando neste sendeiro.

 

1.3    Letra-força ט

tabela gematriaTheth é a nona letra força – é uma letra simples. Na tabela das letras hebraicas o Theth (9) se situa abaixo de Vô (6) que está abaixo de Ghimel (3).

A letra força Theth expressa hieroglificamente o telhado e dá a ideia de proteção, de um lugar seguro o asilo do homem, o teto que se levanta para se proteger, uma couraça. O capuz do Eremita corrobora ainda mais a ideia de couraça, já que predispõe um escudo às forças ocultas.

 

1.4    Imagem, figura

eremitaO eremita caminha segurando um bastão (armado contra as injustiças) em uma das mãos e uma lanterna (que representa a lâmpada de Hermes, da sabedoria) na outra. Encontra-se oculto em razão do manto que o cobre. Esta lâmina está entre a sexta e a décima segunda o que indica que o jovem da sexta carta opinou pelo caminho da sabedoria e tornou-se um ancião prudente.

No taro egípcio vislumbramos uma lua crescente ou cheia nas águas da vida e do mesmo modo na mão esquerda segura uma lamparina bem alta para iluminar a Senda e na direita o Bastão dos Patriarcas que simboliza a coluna vertebral com seus sete chacras ou sete igrejas. Aqui também encontramos o manto de Apolónio ou manto da prudência envolvendo o iniciado. Ao fundo as palmas da vitória. Temos ainda o Sol brilhando com seus três raios ou três forças primárias que refletem na Lua. Os raios do Sol descem e os da Lua sobem em união aos raios daquele. Representa, pois, a descida à nona esfera, à esfera de Yesod que significa o sexo para entrar na “Cidade das Nove Portas”, mencionada no Bhagavad-Gita.

9 O eremitaEntão o iniciado possui a Lâmpada de Hermes (a sabedoria) que lhe permite caminhar nas trevas e lhe fornece o privilégio da adivinhação – inclusive dos efeitos pelas causas -, o manto de Apolónio (a prudência – a posse plena de si mesmo, a discrição) e o bastão dos patriarcas (a serpente ígnea desperta em sua coluna vertebral que dá o domínio das forças da natureza) representa sua força, sua audácia. Reina sobre a superstição pela própria superstição e com isto detém o império das almas e a aptidão para governar as vontades, sabe sobre o futuro, ousa no presente e cala-se sobre o passado bem como sobre seus projetos – sabe resignar-se ante a ignorância.

 

1.5    Arcano menor: Rainha de paus

rainha de pausLocalização na Arvore da vida: Hesed (He-Yod)

No zodíaco o domicílio d Rainha de Paus é Leão.

Arcanos que governa: Quatro de Paus, Cinco de Paus e Seis de paus

As Rainhas correspondem ao mundo de criação (Briah), em conjunto representam o He das figuras e separadamente o nome divino, יהוה – “Yod-He-Vô-He”, se dividirá da seguinte forma: a Rainha de paus é o Yod; a Rainha de copas o He; a Rainha de espadas o Vô e a Rainha de ouros o segundo He.

A figura da Rainha de Paus possui os atributos de Hesed, em sua qualidade de Yod no mundo das criações. Neste sentido, podemos dizer que é a esposa do Rei de Ouros, que também representa Hesed na qualidade de segundo He do mundo das emanações, por isso vai ser uma poderosa mulher, rica em possibilidades de todos os tipos, tanto do ponto de vista económico como social.

Como se trata de uma força Yod, a rainha de paus será um gerador de amor, ambição, de admiração. Será a pessoa que acende em nós a chama do sublime desejos, que nos inspira um motivo para viver, que nos sacará da mediocridade e da indiferença nos insuflar desejo de conquista, de pureza, de singularidade.

Positivamente se encontrará em condições de proteger, de ajudar, de interceder, mas se a figura aparecer em oposição aos nossos propósitos, indicam que, confrontaremos com uma influência negativa que se oporá aos nossos propósitos com a eficácia e poder de sua posição privilegiada. É o eterno feminino que emerge em nossa natureza interior para conectar-nos com os mundos acima. Refere-se a mulher dos sonhos, o grande amor romântico que purifica os nossos desejos, nos enobrece, nos exalta.

Por estar a Rainha de Paus distante de Malkuth e próxima a Kether, representará uma mulher de uma certa idade, madura intelectualmente, espiritualizada, experiente, ainda que fisicamente jovem.

Palavras chaves: Q♣ Rainha de Paus, Esposa do K♦ – mulher poderosa, idade, dinheiro.

(Reta) Alta esposa, realizada, ideais, independente, virtuosa, altos ideais.

(Invertida) Empresária, influente, tolerante, sogra, política, feminista.

Quando em um jogo aparecem muitas rainhas, é sinal de que o indivíduo está sedento de estabilidade, que está cansado de uma vida errante e anseia fixar-se. É sinal também de que suas esperanças serão cumpridas. Pelo contrário, um jogo sem rainhas indica que não há de encontrar uma pessoa que lhe dê suporte e que avançará sem se deter, sem se estabilizar.

As rainhas supõe uma relação kármica, de modo que o prudente será não fugir delas, mas enfrenta-las, e libertar-nos, assim, de uma dívida, já que se nos escaparmos delas, voltaremos a encontra-las no nosso caminho, contudo da próxima vez já não serão rainhas, mas havendo ascendido um degrau a mais estarão convertidas em um rei.

1.6    Elemento, ciclo zodiacal, planeta

Na ordem dos elementos, Teth corresponde ao Ar do Ar em Yesod, o terceiro Sephirah de Yetzirah.

Na trilogia dos elementos: Yesod está relacionado com o signo de Gêmeos.

No ciclo zodiacal יהוה – “Yod-He-Vô-He”, equivale ao signo de Libra (o primeiro aéreo) signo cardinal do ar, signo da mulher por sua oposição com Áries, eis que este é o signo do homem. Neste sentido representa a mulher como companheira do homem e o ar, como força primária, ou seja, o corpo do pensamento, a substancia primária que permite a elaboração das formas mentais, assim como a matéria física permite a elaboração das formas materiais. Por ser o primeiro do elemento Ar afasta definitivamente as emoções e os desejos provenientes do ciclo aquático anterior. Assim como Aleph é o primeiro do Fogo e He o primeiro da Água no ciclo יהוה – “Yod-He-Vô-He” o Teth é o primeiro do ciclo aéreo e estará plantando a semente do pensamento humano que virá a dar seus abundantes frutos nas fazes seguintes. Aqui a mente irá proteger o homem de seus instintos.

No ciclo Sepher Yetzirah corresponde ao signo de Leão o segundo signo do Fogo (Água do Fogo).

Nome divino (Atziluth): HVYH הויה 5.0 Verkiel
Arcanjo (Briah): Verkiel ורכיאל
Coro Angélico (Yetzirah): Sharatiel שרטיאל
Anjo regente da casa correspondente (Assiah): Oel עואל
Planeta regente: Sol
Elem. Signo/Sephirótico: Água/Água do Fogo הי
Apóstolo: Simão
Tribo: Judah
Cartas do Tarô: Rainha de Paus הי que rege Quatro, Cinco e Seis paus.
Hora planetária e astrol.: 8 às 10 horas da saída do Sol; de 121º a 150º no zodíaco.
Região do corpo: Coração e espinha dorsal

É interiorizador das energias de Áries de modo que será o guardião da moral, dos costumes e da Lei. Leão é o He de fogo e o Yod dos signos fixos. No processo cabalístico criativo é regido por Hochmah e no zodíaco é o regente Solar.

Se Áries é a porta de entrada das energias cósmicas no homem Leão, o segundo signo do fogo, chamado de signo fixo, é o que nos permite interiorizar essas energias e nos saturarmos delas internamente. Em Áries o impulso espiritual salta em nós empurrando-nos a uma ação, em Leão direcionamos as energias para dentro e constituímos o terreno em que as sementes de Áries haverão de enraizar-se. A interiorização é um processo de Hochmah.

Poderíamos dizer que Leão está prenhe de desígnio (do Fogo), e sentindo a responsabilidade que lhe dá ao ser depósito vivo da transcendência, se comportara sempre com fidelidade para com o princípio que preenche todo seu ser. Na fase Leão o indivíduo ainda não é consciente do desígnio que Deus lhe tenha dado, mas sabe confusamente, que é preciso ser fiel a um ideal superior, e que a obediência é uma virtude fundamental no processo evolutivo. Leão é o mais firme sustentáculo do novo universo ao qual Áries é o portador.

Na vida mundana, será o guardião da lei, da moral, dos costumes, das tradições, mas ao mesmo tempo será o homem sensível ao que se constitui em uma novidade e colocará todas as suas energias ao serviço de sua institucionalização. Agirá de acordo com os princípios que leva em seu interior. Como guardião, Leão será como um ator que interpreta um roteiro previamente escrito. É difícil que Leão faça algo que esteja fora deste papel.

Os maus aspectos planetários sobre Leão são os piores que possam ser encontrados em um horóscopo, já que alteram o sentido de fidelidade que rege o signo de modo que os indivíduos serão fiéis a um desígnio torcido.

Como Leão é sempre um ator que interpreta um papel previamente escrito se esse papel é o de “mau” o indivíduo estará interpretando fielmente toda a sua vida, sendo muito difícil fazê-lo trocar este papel já que essa maldade se encontra programada em seu interior e não se lhe pode pedir que não o tenha, como se não se pode pedir melancias a videira. Somente mediante um paciente labor alquímico poderá superar-se o inconveniente de um Leão corrompido.

Um excessivo número de planetas em Leão dará lugar a um indivíduo preso a muitas fidelidades. Disse Cristo: “Não podem servir dois senhores simultaneamente”, e aqui temos uma figura de um homem que serve a uma pluralidade de senhores. Para servir um terá que trair necessariamente os outros e, se pretende satisfazer a todos ao mesmo tempo, acabará por indispor-se com todos entre si e a todos contra ele.

Um Leão carregado de planetas é o sinal de uma vida conflituosa. O signo da pessoa que interpreta vários papéis de uma vez, e o sinal de emoções contraditórias, já que Leão, ainda pertencendo ao mundo cabalístico das emanações (Atziluth), por ser signo de fogo mas participa igualmente do mundo de criação (Briah), por ser o número dois de seu elemento, e este mundo corresponde o corpo dos desejos.

Palavras chaves:

(+) Guardião da Moral, costumes, Lei; fidelidade, obediência.

(-) Fidelidades plurais, torcidas; emoções contraditórias, vida conflituosa.

CASA V: A Casa V expressa na Terra as potencialidades de Leão. Dizem os manuais que é a Casa do amor e da sorte, do jogo, das especulações, de modo que o acaso se manifesta nela. Dizem igualmente que a casa V é a indicadora dos filhos e que informa sobre a fertilidade ou esterilidade do casal. Cumpre analisar o porquê destas afirmações.

A Casa V está indissoluvelmente ligada à Casa I, como o estão os signos de Áries e Leão, cujas potencialidades a expressam; de modo que não é possível corresponder os mecanismos atuantes na Casa V, sem nos referirmos à atividade de Casa I. Ambas pertencem aos signos de fogo e na Casa I a vontade humana atua da mesma maneira que a vontade cósmica o faz através do signo de Áries. Há ainda a questão que a Casa V é uma exteriorização da Casa I, como ocorre entre Leão e Áries respectivamente.

As forças da Providência contidas em Hochmah se mobilizam sempre que a vontade se põe em marcha para levar à perfeição aquilo que a vontade tenha iniciado: é o amor de Deus que desce sobre o homem para premiar seus esforços. Esse Amor se manifesta através da casa que representa o segundo signo do fogo, ou seja, a Casa V.

Assim, o que o homem obtém através da Casa V estará em relação direta com a força de vontade que haja desprendido. Se a sua Casa I está atrofiada, se carece de iniciativas, se sua vontade desfalece, não cabe esperar prodígios da Casa V. Mas, por outra parte, como nossa vida não começou na presente existência e todos nós recebemos o bem ou mal que fizemos em nossas vidas passadas, há um fator kármico que pesa sobre a Casa V, podendo-se receber através dela dons bons ou maus provenientes do passado.

Vemos, pois, que é o Amor de Deus que se expressa através de Casa V e que será inútil buscar nela as ligações com a pessoa, porque não as encontraremos. Esse amor providencial pode expressar-se de diversas formas, e daí a ideia de sorte favorável inerente a esta Casa.

Pode manifestar-se dando ao indivíduo o ser justo e perfeito que há de completá-lo, o que é o seu complemento ideal em todos os sentidos, sua alma gêmea. Os textos sagrados, quando se referem ao homem, designam-no com os dois sexos unidos, não considerando o ser humano como inteiro, se o homem e a mulher não convivem juntos. Às vezes, os anjos do destino têm que mover rochas e pedras para encontrar a alma gêmea de um indivíduo, que por seus atos de vontade, tem merecido o prêmio para uma união perfeita. Se essa união perfeita não é possível, por destino ou porque a alma gêmea não esteja encarnada, uma pessoa pode receber a sua compensação ganhando dinheiro na loteria, através de especulação na bolsa, etc. Porém ocorrerá uma ou outra coisa, não os dois, posto que jamais os méritos de um indivíduo são tantos. Por isso diz o refrão: “Afortunado no jogo, desgraçado no amor”. Enquanto na Casa II, o homem obtém o dinheiro ganho justamente depois de duras jornadas de trabalho, através da Casa V, Deus recompensa os méritos do homem.

O signo em que está situada a Casa V dir-nos-á o período da vida em que se manifestará a sorte ou o amor. Os signos de fogo regem os primeiros 21 anos, à razão de sete anos, por signo. Se a Casa V se encontra em um deles, o amor virá da infância e será devido a méritos anteriores à presente existência. Se a Casa V se situa em signos de água, a sorte e o amor virão dos 21 aos 42 anos. Em signos de ar, de 42 a 62 e em signos de terra será na etapa final, dos 63 aos 84 anos.

No que tange à fecundidade, como Leão é o signo em que a espiritualidade se interioriza e atua a partir de dentro, é a Casa V que a rege, deste modo, Leão será quem materialize essa espiritualidade e que constitua uma porta por onde as almas se precipitam ao molde físico.

A alta frequência vibratória de Leão faz com que o desnível de luminosidade seja menor entre o mundo material e o dos desejos. Dessarte a Casa V nos dirá a qualidade das almas que veem ao mundo a através de nós e sua carreira sobre a face da Terra.

A Casa V é também a que indica a capacidade do indivíduo para o ensino. Ocorre que a Casa V é o canal adequado para o desprendimento da sabedoria posto que Leão é o acumulador de luz é o signo regido por Hochmah e pelo Sol, de modo que nele se acumula sabedoria e, sendo assim, é natural que os outros venham para suga-los como as abelhas sugam o néctar da flor.

Por fim, na Casa V se inscreve o tempo livre com seus prazeres, diversões, jogos, a prática de hobbies, de passatempos, o qual completa uma ideia de prêmio de recompensa que expresso esta Casa e que pode até manifestar-se como uma plenitude física para ser campeão desportivo

Os maus aspectos planetários sobre este setor serão mensageiros de más recompensas, de mal ascendência, de mal exemplo dado pelo indivíduo, de má utilização da liberdade e dos prazeres que a vida oferece, de amores fatais e perturbatórios.

Quando um excessivo número de planetas, que se encontra neste setor, uma pessoa recebe muitas recompensas. Será um credor de muitos pagamentos e as facilidades cairão sobre ele de tal forma que talvez passe toda sua vida sem realizar o menor esforço, vivendo de rendimentos do passado, o qual implica um estancamento em seu caminho evolutivo.

Palavras chaves:

(+) Alma gêmea, fecundidade, sorte, tipo de filhos, sabedoria, prazeres, diversões, plenitude física, recompensas.

(-) Mas recompensas, amores fatais.

 

Na ordem planetário representa a Sol em razão deste planeta ser o regente de Leão o governador do 19º caminho.

Na ordem de fenômenos naturais o Teth corresponde ao arco-íris, aurora boreal e austral, formados pela Água do Fogo – reflexo transparente espiritualizado da imagem. Estabilizadora do fogo.

 

1.7    Discípulo: Simão, o Cananita, [Zelote]

Nos deparamos aqui com as virtudes de Leão. Era, pois, o encarregado de organizar as distrações e atividades recreativas dos doze, atributos leoninos. O decimo primeiro discípulo foi Simão, o Zelote, escolhido por Pedro cuja força, nos narra a crônica, era a sua fidelidade contagiosa, seu entusiasmo de modo que quando os apóstolos encontravam alguém que se debatia em indecisões quanto à sua entrada no Reino, mandavam busca-lo e, este advogado, entusiasta que era não precisava mais de uma fração de hora para sanar todas as dúvidas e fazer desaparecer a indecisão.

 

1.8    Tribo: Judah

Gênesis 49:9         Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu. Encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho quem o despertará?

tribo de Judah foi a primeira a cruzar o rio Jordão e penetrar na terra prometida, eles que vinham de um lugar de servidão e ignorância, assim como da solidão do deserto por onde passaram, agora para eles Canaan lhes significava a terra da luz e da liberdade. No plano espiritual alude o transcurso do deserto da escuridão para a terra da luz e liberdade.

Judah era o nome de um dos 12 filho de Jacó. Era o quarto filho de Jacó e de Léa, e o significado de seu nome vem da a raíz hebráica, Yah hu Dah, é uma expressão de agradecimento a Deus e significa “louvor”. Judá teve participação na trama que visava o desaparecimento de seu meio-irmão mais novo José.

 

1.9    1º Trabalho de Hercules: Matar o Leão de Neméia

leao de neméiaTrata-se de um leão gigante devastava a região de Neméia, próxima à cidade de Micenas. Hércules tentou matá-lo com sua clava e com seu arco, mas não obteve sucesso pois sua pele era invulnerável. Então, encurralou o animal e o estrangulou até a morte, sem usar armas. Enquanto enfrentava a fera, Hércules percebeu que o brilho nos olhos do leão era um espelho que refletia sua imagem, ou seja, o seu interior. Depois da luta, Hércules resolveu olhar mais uma vez em seus olhos e viu que nada havia lá dentro. Ele havia conseguido vencer a si mesmo e ao seu orgulho. Realizado o primeiro trabalho, o herói tirou a pele do leão e passou a usá-la como manto de invulnerabilidade e símbolo da realeza, da preservação de nosso instinto vital e criativo. Com a cabeça fez um capacete, que passou a usar em todas as outras tarefas, para se lembrar que a força e os sentimentos desenfreados nunca deveriam superar a razão. Tarefa associada ao signo de Leão que representa a força dos instintos e paixões incontroladas que tudo devasta e devora e que devem ser dominados com leveza e harmonia.

 

1.10 Descrição Sephirótica:

Na ordem sephirótica, o Teth corresponde a Yesod-Lua o centro de vida responsável pela cristalização e interiorização do maná que vem de cima ao homem.

O Teth representa o segundo estádio do fogo, incorpora nele aspectos de Leão e Yesod-Lua, potencializa a imagem interna da união de opostos Lua e Sol (regente de Leão) desta união em que um emite e luz e outro a reflete e ocorre a iluminação interior que nos purifica e ilumina.

Acima de Malkuth até Kether há nove dimensões e para as regiões inferiores, mais materiais a outras nove (veja a obra de Dante Alighieri). Os nove céus são representados simbolicamente pelos nove planetas: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Estas dimensões estão aqui mesmo na Terra e se penetram e compenetram em frequências distintas.

Toda a mecanicidade terrestre é controlada pela Lua, assim, o crescimento dos vegetais, dos animais, a ovulação na mulher, o fluxo e o refluxo dos mares, as altas e as baixas marés, etc. Devido a esta mecanicidade convém utilizar a Lua crescente e cheia para as atividades, já a minguante conduz ao fracasso, mas pode-se utiliza-la na cura das doenças. Já a Lua nova é desprovida de força.

Com o nove criamos os corpos solares, nove é a medida do Homem, nove meses permanece no feto dentro do ventre materno; todo nascimento precede o sexo o segundo nascimento se opera do mesmo modo:

João 3:3 “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”

No apocalipse também nos deparamos com a nona esfera quando é tratado dos 144.000 assinalados, ou seja: 1+4+4+0+0+0=9

Apocalipse 7:4 “E ouvi o número dos que estavam assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados de todas as tribos dos filhos de Israel.”

A nova Jerusalém media 144 côvados:

Apocalipse 21:17 “E mediu o seu muro de cento e quarenta e quatro côvados, de medida de homem que assim era a do anjo.”

E por aí vai, já que existem inúmeros outros exemplos.

Cumpre esclarecer que as iniciações são recebidas nos mundos superiores pelo Íntimo, o Átma, posicionado em Hesed, e outorgado pelo Logos, de modo que as físicas não tem qualquer validade espiritual uma vez que aquelas referem-se a ganhos, evoluções da Alma, sacrifício pelo semelhante, subida da serpente pela coluna vertebral efetivamente (o mercúrio sófico – o ens seminis -, deve levantar-se e retornar para dentro e para cima – não há como trabalhar com a Árvore Sephirótica sem se ser alquimista e cabalista) e não a títulos terrestres. Nada é dado gratuitamente ou por estar sob as asas de alguém, tudo tem um custo e este custo é alto, assim, a quem nada dá, nada recebe. A iniciação é a própria vida avaliada em todos os seus aspectos de modo que não há como fugir de si mesmo.

Axioma transcendente: “sobe ao monte e contempla a Terra Prometida, mas não te afirmo que entrarás nela”.

1.11 Significado no jogo

O arcano nº. 9 do tarô e chamado de o Ermitão ou Eremita que denota sabedoria, prudência, solidão. A luz da razão começa a surgir após a descida pelos Sephiroth anteriores que foram banhados de Fogo e Água, Vontades ou desejos e sentimentos e agora está a mergulhar na matéria.

Se no arcano 6 (Os enamorados – A indecisão), o indivíduo ainda tinha dúvidas sobre a atitude a tomar, aqui, orienta-se tacitamente para a descoberta da lei cósmica e para a sincronização de seu comportamento com ela, ou o seja seu cumprimento.

Quando esta carta aparece no jogo indica a necessidade de conciliação dos opostos pela sabedoria, prudência na busca pelo meio termo.

1.12 Palavras chaves:

1.12.1 Manifestação Yod.

Luz da intuição para o que virá, prudência.

1.12.2 Manifestação He.

Sabedoria, generosidade, paciência

1.12.3 Manifestação Vo.

Ciência, luz da razão para o imediato, sábio que cala seus segredos, esclarecimento que chegará de modo espontâneo, conhecimento, sabedoria

1.12.4 Manifestação He.

Sobriedade, discrição, castidade, moderação, prudência, reflexão, solidão.

1.12.5 O lado negativo da força.

Superstição, idolatria, celibato, ceticismo, esterilidade, maus conselhos, desconfiança, isolamento, obscuridade, concepção falsa de uma situação, timidez, isolamento, depressão, recusa de relações, ritualismo dogmático, circunspecção exagerada.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO I

ÀRVORE DA VIDA – OTZ CHIIM

ELEMENTOS, PLANETAS, SIGNO, TARO

 

Autor: Inácio Vacchiano