19 Tarasni: As de Espadas


             Elementos constitutivos ou relacionados

Nome divino:והיה VHYH
Arcanjo:זוריאל Zuriel
Anjo:חדקיאל Chedeqiel
Anjo regente da casa:יהאל Yahel
Anjo do decanato:טרםני Tarasni
Gênios dos quinquídios:37. 5->6 Aniel e 38. 5->7 Haamiah
Nome hebraico – Signo:Libra (Lamed), Ar/Fogo do Ar יו
Força ativa do signo:Netzah
Força ativa do Decanato:Kether
Elementos concorrentes:Fogo do Fogo do Ar
Relação/mundos:Yod de Yod de Vô ou Vontade de Vontade de pensamento ou Atziluth de Atziluth de Yetzirah
Tribo:Asher
Apóstolo:Bartolomeu
Planeta regente do signo:Vênus
Planeta do decanato:Vênus
Posição zodiacal:1º decanato de Libra
Velas: 1 branca e duas verdes ou rosa
Incenso:[violeta, rosas, almíscar, lavanda, dama da noite e também o açafrão, etc.] e [mirra, almíscar, estoraque, âmbar, e também aloe vera, cravo, louro, olíbano, etc.]
Letras:Zain – Zain -Resh
Gemátria:7+7+200 = 214 = 2+1+4 = 5
Invocação por domicílio:de 0 a 10° de Libra ou 23 de setembro a 2 de outubro
Invocação pelo ciclo diário:   12:00 às 12:40 h. a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção: Quando Vênus se encontra no 1º decanato de Libra.
Forças em ação:As forças de Vênus se expressam pelo signo de Libra ou ainda Fogo do Fogo do Ar; as forças de Netzah se expressam pelas vias do Fogo do Fogo pelas configurações de Kether-Áries.
Sendeiro:Pelo signo: 7, de Netzah a Netzah; gênio 7->7: NITHAEL. Pela árvore: 7, de Netzah a Netzah; gênio 7->7: NITHAEL.
  

             Primeiro decanato de Libra

O primeiro Decanato de Libra refere-se aos graus que vão de 0 a 10 do signo, ou seja, os nascidos entre 20 a 29 de setembro (aproximadamente). No plano planetário é regido por Vênus por encontrar-se em analogia com o primeiro signo do Ar; o primeiro decanato de Libra é o Yod do Yod dos signos do Ar e, no Taro, é o domicílio do As de Espadas. Na ordem sephirótica Netzah exerce privilégio sobre ele, por ser o primeiro signo do elemento Ar, e em segundo lugar, o Decanato, é regido por Kether (primeira Séfira da Árvore Cabalística) por ser o primeiro Decanato do elemento.

O Gênio do Decanato é טרםני Tarasni que poderá ser invocado ou evocado para sanar tudo que seja de seu atributo neste interstício ou mesmo de interesse do nativo em sua senda evolutiva, quanto mais em seu período de manifestação. Trata-se de Decanato Yod do signo de Libra que é um signo Yod-Vô, Fogo do Ar יו, de modo que dará lugar a trabalhos próprios deste signo. Corresponde ainda ao mundo Cabalístico das formações.

Neste decanato se realizam os trabalhos de plantar o germe da inteligência, da razão. Conta-nos a história mítica que estávamos em Libra quando caiu o maná divino do céu e, pela primeira vez e, então, pudemos formular um pensamento – o maná refere-se ao conhecimento, e depois da sabedoria, o pão nosso de cada dia da oração do Pai nosso. Assim, temos que, cada vez que uma nova forma mental aparece, nos deparamos com um Libriano que a tenha gerado.

Recapitulando os trabalhos nos Decanatos dos signos cardinais temos que: a) No primeiro Decanato de Áries vimos como foram plantadas as sementes do desígnio. B) No primeiro Decanato de Câncer colocamos a Vontade do Ser eterno ou os nossos desejos (se provenientes do ego) alimentado pela anergia dos sentimentos, e no primeiro Decanato de Libra entra em funções o elemento da razão, que deverá estabelecer o justo razoável (daí o símbolo da balança), isto é, aquilo que os mundos de abaixo podem compreender, absorver, dos mundos de cima.

Neste Decanato serão plantadas as sementes da participação onde a individualidade é vista como uma etapa que revela um trabalho que deve ser realizado todos, o indivíduo toma consciência de que o mundo é uma obra coletiva. Consequentemente, os indivíduos inscritos aqui serão lançados à procura daqueles que estão animados pelos mesmos objetivos, a procura do outro, de seu comportamento ideal.

Libra é signo de exteriorização no ciclo dos elementos, pois é o cardinal do elemento Ar-Vô (onde temos: Fogo-Yod, Água-He, Ar-Vô), deste modo, estes nativos haverão de encontrar as pessoas que procuram com os quais desejam se associar para realizar uma obra comum. No mais, como dentro de seu elemento Libra é um Yod (cardinal dos signos do Ar), seu trabalho consistirá em criar as egrégoras da convivência social com base nos Arquétipos já que por ser um Vô é também um representante de Binah. Ainda, por ser um signo Cardinal do Ar, a função essencial dos Librianos do primeiro Decanato consiste em colocar novas formas mentais em circulação, gerar novos pensamentos. Neste escopo, não se exige aprofundar a forma de pensar, a ponto de fornecer provas do que afirmam, pois, este momento refere-se aos trabalhos sob o signo de Aquário, que é o próximo da trilogia de Ar. Aqui faz-se somente lançar as ideias vagas, ou o esqueleto da ideia, a fim de que a sociedade preencha os espaços vazios com seus meios de percepção.

Através do exercício da razão todos chegamos a nos entendermos, eis que a razão tem um atributo principal, e é a lógica que acaba por colocar-nos a todos de comum acordo. Ocorre que quando a razão começa a atuar, a lógica obriga a ideia a tomar uma determinada forma comum a todos. Deste modo, os nativos de Libra abrem um processo intelectual que levará toda a humanidade a pensar o mesmo sobre os problemas embora o pensamento nunca será uniformizado já que constantemente entram no mundo novas ondas de pensamento sobre a inesgotável fonte do pensamento cósmico.

Ao captar a harmonia de um pensamento, os Librianos captam igualmente sua beleza, e podem traduzi-la, sem palavras em telas maravilhosas. Deste modo podemos concluir que todos os Librianos do primeiro Decanato são excelentes pintores, salvo se estejam maculados por maus aspectos.

Vênus, o regente de Libra, derrama sobre seus nativos os seus atributos, contudo sua melhor expressão não está sobre os pintores, mas naqueles que colocam a beleza em cada um de seus gestos, transformam sua vida em uma obra de arte de harmonia e graça.

Os representantes deste Decanato são aqueles que estão mais além de seus interesses pessoais, representados por seu Ser emotivo, são os evoluídos do elemento Água de modo que privilegiam a convivência social, assim, a vida os chamará a participar do pensamento divino e receber o maná no deserto.

Como neste Decanato se preparará a grande viagem que haverá de conduzir para a Terra Prometida, encontraremos nela muitas vezes as pessoas que se ocupam da preparação de viagens, através de agências, de clube de férias ou similares. Trata-se da viagem que nos conduz desde as terras do Ser Supremo, representadas por Áries, até as terras do tu, do outro, representadas por Libra, eis que, a viagem é a representação material da tendência interna que nos leva a ir para além nós mesmos.

Em algumas escolas iniciáticas, os neófitos realizavam e ainda hoje realizam simbolicamente essa viagem em que, partindo do Leste-Áries, o ponto em que nasce a luz e que representa o mundo subjetivo que cada um de nós traz à sociedade ao iniciar a nossa peregrinação na terra, e se dirigiam para o Oeste-Libra, representando o mundo objetivo do concreto a exemplo do Caminho de Santiago de Compostela.

Na Terra, quando a luz pura do Sol se cristaliza nas formas, dá lugar a esse metal que conhecemos com o nome de ouro e que a sociedade tanto cobiça em razão de seu valor inalterável. Cumpre aos nativos deste Decanato concretizar esta luz, criar o concreto que se forma quando uma série de átomos trabalhando a uma determinada frequência se juntam para formar uma molécula, no caso são as partículas do pensamento.

No terreno social, esse átomo é a família, os esposos, serão o núcleo desse átomo, próton e nêutron, de modo que o primeiro trabalho desses indivíduos consistirá em procurar o complemento com o qual possam associar-se intimamente e criar os filhos que haverão de realizar as funções de elétrons.

A família constitui-se no elemento primordial da ordenação cósmica, o átomo social, a matéria-prima da obra assim como o átomo físico é a base de toda constituição material, está diretamente em analogia e correspondência com a constituição do universo de modo que a busca do outro com o qual formar complemento e átomo social (próton, elétron e nêutron) será o trabalho essencial destes indivíduos. Os que rechaçam a família, em razão de associações diversas, colocam-se diretamente contra as Leis do Universo e consequentemente contra as Leis de Deus e, certamente, enfrentarão uma de suas outras Leis: a de ação e reação.

Enquanto no primeiro Decanato de Capricórnio nos deparamos com os que manipulam o tecido físico do mundo para lhe dar formas concretas, neste ponto nos deparamos com aqueles que manipulam o tecido social também para lhes dar formas. E dos configuradores da sociedade que dependerá o futuro social próximo, o devir social.

Os bons aspectos sobre esse Decanato devem dar a constituição de células sociais sólidas e solidárias, fortes, dando origem à casamentos entre pessoas que se complementam e consequentemente a constituição de famílias unidas.

Os maus aspectos produzirão o contrário: união de indivíduos que não podem constituir um átomo social, uma família forte e unida, por divergências de frequências de modo que esta construção poderá ceder nas primeiras dificuldades.

A casa VII deve ser observada onde quer que se ocupe em um horóscopo, quanto mais neste primeiro Decanato de Libra pois se se algum planeta lhe envia um mau aspecto, observará que as sementes da convivência podem encontrar-se perturbadas, prejudicando seus frutos.

             Carta do Tarô: Ás de espadas

 Recebe o título de Raiz dos poderes do Ar que significa o poder da razão e da lógica. Refere-se ao elemento Ar e astrologicamente corresponde ao primeiro decanato de Libra onde Kether manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo regido por Netzah-Vênus que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é a Kether.

Neste ponto, Kether o primeiro ponto de partida na Arvore e no zodíaco, o centro produtor de iniciativas, a essência divina, expressa-se por intermédio de seu próprio centro. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Netzah, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Às de Espadas é o Vô (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário de ases, deste modo, possui uma relação com Binah a inteligência ativa e refere-se à influência de Kether no plano mental (Kether em Vô).

Aqui, a iniciativa está representada pelas motivações da mente. A força que se origina desta fonte provém de uma necessidade lógica, de uma retirada de posições sentimentais para entrar nos domínios do razoável, justo e equilibrado.

Comumente o ás de espadas significa a justiça imanente, resolução rápida de uma situação, uma vez que o potencial do Ás está em fase Vô, ou seja, de exteriorização. Se as forças de Kether são usadas para se conquistar a justiça ou um direito, mas, a ação divina é muito lenta o que causa sofrimento, então o Ás de espadas anuncia uma mobilização para esta boa causa, mas, utilizando meios que não são tão bons pois deve gerar caos e desordem.

Ocorre que o Ás de Espadas representa o potencial da razão, eis que, em nosso estado atual de evolução, a mente não pode abranger a ordem divina e, quando atuamos por estas vias, só o fazemos à sombra da coluna da esquerda, em Binah, sede dos Lúciferes (fazedores de Luz em meio as trevas).

Neste ponto a posição reta da carta é perturbadora enquanto a posição invertida tem o desenvolvimento harmonioso e coerente. Isto ocorre porque quando as forças do Ás de espadas são expressas em toda a sua plenitude, produzem ações extremas, no estilo luciferiano porque o Vô é positivo em sua interpretação (Yod (+), He (-), Vô (+), 2º He (-)) junto com Kether que também é positivo constando aqui a máxima de Binah, duplamente positiva em sua interpretação seja ela positiva ou negativa. De outro modo vemos a Luz de Kether derrama-se diretamente em Binah, sem passar pelo centro do amor (Hochmah), que termina por produzir a alucinação da inteligência e o impulso obriga a ir de um extremo ao outro e o lado negativo terá uma influência tão forte como a positiva. Na posição invertida, a força está abreviada (carente da força espiritual) e, em vez de se expressarem por meio da luta espiritual (coluna à direita), expressa-se através dos meios materiais (coluna esquerda)

Como Binah é considerada a mãe do mundo isto implica que o Ás de espadas tenha relação com o trabalho de fertilização e gestação, eis que, por um lado, traz a semente de Kether, e, por outro, a força gestadora de Binah.

Dizem os textos tradicionais que na terça-feira (no calendário antigo não alterado pela igreja romana, que o modificou indevidamente para sexta-feira, contrariando a ordem de Ptolomeu), à noite, o rei se une à Matrona para torná-la fecunda, e que, portanto, é o momento propício, na terra, para continuar com a fertilização. Oras, a terça-feira está sob o domínio de Netzah, sobre a qual Kether exerce autoridade por ser o Yod do mundo de Yetzirah, no terceiro ciclo das Sephiroth, e Binah, por ser o regente deste terceiro ciclo; assim, Kether (Yod) o rei e Binah (Vô), a Matrona, se unem em Netzah-Vênus, e esse encontro se expressa através do Às de espadas (Yod de Libra e de Netzah – veja mandala no frontispício da obra e a trilogia dos signos na Árvore), o qual explica a ideia de engendro e de parto neste segmento. Este encontro entre o Rei e a Matrona tem lugar, obviamente, dentro da esfera de Libra, regido por Vênus, governadora deste decanato como vimos a pouco, e Saturno exaltado (em Libra – veja tabela no capitulo Aspectos astrológicos e os caminhos). Então podemos compreender que a gestação deve ser entendida em sentido amplo, como o criador de coabitação, de convivência, como no caso de uma gravidez.

De outro modo, Kether está relacionado a Coroa, que está acima da cabeça, ao passo que Binah trabalha com a mente, com a inteligência, assim, no sentido invertido poderá configurar alienação mental e/ou prejuízo no raciocínio, uma alucinação da inteligência em razão de, como já foi dito, Kether projetar-se diretamente sobre Binah sem passar por Hochmah.

Palavras chaves: Engendro, parto.

(Reta) Mobilização, extremo, animosidade, confusão, justiça imanente;

(Invertida) Gestação, coabitação, semente, multiplicidade, concepção, alienação mental.

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO II

A ODISSEIA ZODIACAL

Autor: Inácio Vacchiano

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