4 OS QUATRO ELEMENTOS E SEUS SIGNOS


Os signos estão divididos em quatro grupos denominados elementos e são: Fogo, Água, Ar e Terra e seguem a ordem do nome impronunciável: יהוה – “Yod-He-Vô-He”.

O primeiro elemento do nome sagrado é o Fogo, o material com que trabalharam os criadores do nosso sistema solar no Primeiro Dia, de modo que qualquer iniciativa que tomemos passa pelo elemento Fogo que se refere a fé, impulso interno, criações, iniciativas o motor que move tudo, o elemento primordial, a Vontade Suprema que da existência a tudo.

Signos do Fogo

Os signos regidos pelo elemento Fogo são: Áries, Leão e Sagitário. O Fogo é o primeiro dos elementos e segundo a tradição apareceu no primeiro dia do período de manifestação.

O Signo de Áries, Fogo do Fogo (יי – Yod de Yod), é a porta de entrada do Fogo, da Vontade, e na Árvore Sephirótica está relacionado a Kether. Os nativos deste signo encontram-se no início de suas experiências. São criaturas que se lançam para o que ainda não tem forma e por isto não se encontram conectados a nada. Primam pelo futuro, não pela realidade do que é, mais do que será.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se a faísca, relâmpago a violência rápida do princípio. Os criadores, os iniciadores, começo do ciclo.

Leão, Água do Fogo (הי – He de Yod), é o segundo agente do Fogo e na Árvore Sephirótica está relacionado a Hochmah. Leão interioriza e estabiliza o Fogo na natureza humana, fornece a visão interna, inconsciente de como funciona o mundo ao passo que traduz as regras de valores morais que sustentam o Universo e o mantem de pé. Encontram-se em postos de responsabilidade na política e no social.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se ao arco-íris, aurora boreal e austral – reflexo transparente espiritualizado da imagem. Estabilizador do fogo.

Sagitário. Ar do Fogo (וי – Vô de Yod), é o terceiro agente do Fogo e na Árvore Sephirótica está relacionado a Binah. Trata-se de um agente exteriorizador do Fogo, ou seja, exteriorizam as regras instituídas pela classe criadora e se não estão corrompidos o mundo funciona bem.

Na ordem natural, analogicamente refere-se ao Sol – A força constante de energia – doador de vida. Exteriorizador do fogo.

Signos do Água

Os signos regidos pelo elemento Água são: Câncer, Escorpião e Peixes. A Água é o segundo dos elementos e segundo a tradição apareceu no segundo dia do período de manifestação. Trata-se de um elemento oposto ao Fogo já que pretende liquida-lo. Representa as emoções, os sentimentos, as paixões, os desejos que quando exaltadas no indivíduo leva a espiritualidade ao fracasso. Então cumpre conciliar a Água com o Fogo para se alcançar o equilíbrio.

O Signo de Câncer, Fogo da Água (יה – Yod de He), é a porta de entrada da Água, dos sentimentos, emoções, desejos e na Árvore Sephirótica está relacionado a Hesed. Trata da personalidade sonhadora impulsionada pelas emoções, os ímpetos do coração que tornam o mundo mais humano.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se as chuvas as nascentes, rios correntes, etc. – Águas de cima – o ataque apaixonado, rápido. Sentimentos, emoções, paixões, coração, humanidade. As águas doces das quais os cabalísticos falam, as nuvens antes de precipitar.

O Signo de Escorpião, Água da Água (הה – He de He), interioriza a Água e, na Árvore Sephirótica, está relacionado a Geburah. Imputa que os sentimentos sejam muito mais fortes. Isto implica que as pessoas estejam imersas em seus problemas pessoais, que fiquem presas ao passado e temam o porvir.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se aos rios, lagos (inclusive os poluídos) – Águas do meio – reflexão estagnada, espiritualizada das imagens. Estabiliza a água. A água dos rios, vindo das águas doces de He, caídas em forma de chuva. É a água que rega a terra e que permite que tudo cresça com exuberância, tanto as boas como as ervas daninhas, e a nível individual, tanto os bons como os maus sentimentos.

O Signo de Peixes, Ar da Água (וה – Vô de He), é o agente exteriorizador da Água e na Árvore Sephirótica está relacionado a Tiphereth. Este signo é um autêntico deposito de emoções que conduz a uma constante mobilização na busca de um amor. As emoções e os sentimentos aqui são lançados para o meio social ao encontro de quem se adeque a eles.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se ao Mar – Águas de baixo – Depósito de emoções – a força fixa de putrefação. Exteriorização da água, sentimentos, paixões. Evaporação que o calor do corpo mental produz as águas amargas de mar-emoções-tempestuosas e onduladas.

Signos do Ar

Os signos regidos pelo elemento Ar são: Libra, Aquário e Gêmeos. O Ar é o terceiro dos elementos e segundo a tradição apareceu no terceiro dia do período de manifestação. É onde começa as criações humanas pois ocorre quando as águas/sentimentos/emoções se retiraram para reinar a razão, levando-se em conta que o Ar se refere a razão, a lógica, ao pensamento. Então aqui temos uma ordenação lógica dos impulsos procedentes do Fogo e da Água.

O Signo de Libra, Fogo do Ar (יו – Yod de Vô), é a porta de entrada do Ar, da razão humanam e na Árvore Sephirótica está relacionado a Netzah. Libra tende a unir as partes complementarias e dispersas e por isto é tido como o signo do matrimônio, das associações, dos pactos, das organizações.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se ao vento – O princípio rápido (a ideia de equilíbrio como nos ventos tropicais). Aparece quando a água, emoções desaparecem – São os pensamentos. Porta de entrada do Ar. Representa o vento que transporta os germes do pensamento e os espalha pela nossa Terra

O Signo de Aquário, Água do Ar (הו – He de Vô), interioriza o Ar e na Árvore Sephirótica está relacionado a Hod. Aquário interioriza, estabiliza a razão de modo a perceber a ideia que subjaz no fundo das coisas, é um contemplador dos mecanismos do universo, do abstrato de modo que os traduz em termos concretos. Daí vem a ideia de inventores, descobridores, inovadores.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se as nuvens – Os condutores fixos de água. A fase em que as sementes do pensamento, transportadas pelo ar, são aspiradas pelos pulmões e incorporadas ao corpo físico. Estabiliza a mente. Traduz o abstrato em termos concreto. Descobridores, inventores.

O Signo de Gêmeos, Ar do Ar (וו – Vô de Vô), é o agente exteriorizador do Ar e na Árvore Sephirótica está relacionado a Yesod. É por Gêmeos que se exteriorizam os pensamentos, as ideias, as opiniões após terem sido elaboradas por Libra e Aquário. Este signo regem os periódicos (jornais, revistas, etc.), a literatura o que dá ensejo aos jornalistas, escritores.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se à exteriorização do ar, da ideia, da razão. Difusão. As vibrações – massa imóvel, espiritualizada para refletir o Ruach (a mente) (trovão). A terceira fase do ar, de exteriorização dos conteúdos da mente.

Signos do Terra

Os signos regidos pelo elemento Terra são: Capricórnio, Touro e Virgem. A Terra é o quarto dos elementos e segundo a tradição apareceu no quarto dia do período de manifestação. Refere-se ao homem que inicia seu ciclo pelo Fogo, vive suas emoções na Água, posteriormente passa pelas experiências intelectuais do Ar e por fim converte suas experiências em feitos materiais no ciclo da Terra.

O Signo de Capricórnio, Fogo da Terra (יה – Yod do segundo He), é a porta de entrada da Terra, do sentido prático, capacidade de enraizar-se e na Árvore Sephirótica está relacionado a Malkuth. Em Capricórnio o homem edifica a sociedade, seja no domínio material ou mesmo ditando regulamentações que permitam a civilidade. Trata-se de um signo com características políticas.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se as montanhas – Terra de cima – a pressão violenta devido à gravidade. Sentido prático, capacidade de enraizar-se. Refere-se também aos vulcões e aos centros interiores de lava já que o fogo se encontra dentro da terra.

O Signo de Touro, Água da Terra (הה – He do segundo He), interioriza a Terra e na Árvore Sephirótica está relacionado a Malkuth. Touro traz a estabilidade material senão vejamos: Depois do indivíduo haver passado pelos impulsos do ciclo do Fogo, ter se apaixonado na Água, de haver edificado os pensamentos Aéreos e realizado os trabalhos práticos de Capricórnio vem então o momento do desfrute dos esforços realizados. Daí vemos os Taurinos viverem de rendas, sem grandes obrigações laborais, descansando dos esforços realizados anteriormente.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se aos campos, planaltos, depressões – Terra do meio – os vegetais crescem no ar – a tranquilidade espiritualizada para sustentar, estabilizar a vida vegetal e animal. Refere-se também aos lenções freáticos, aquíferos no interior da terra.

O Signo de Virgem, Ar da Terra (וה – Vô do segundo He), é o agente exteriorizador da Terra, a porta de saída do elemento, e na Árvore Sephirótica está relacionado a Malkuth. Temos aqui que os tesouros acumulados no período de Touro haverão de sair a fim de que o ser humano possa passar por um novo ciclo de experiências. Trata-se de um triste período porque convém o desapego das riquezas. Enquanto no período de exteriorização do ciclo de Peixes o homem ao exteriorizar seus sentimentos encontra-se em um estágio mais sereno; enquanto no período de Gêmeos sente prazer em exteriorizar suas opiniões e ideias; na exteriorização do ciclo de Virgem haverá de desprender-se das possessões materiais de forma praticamente forçada em razão da torrente dos acontecimentos pois em Virgem é onde o grande ciclo das experiências terminam.

Na ordem natural, analogicamente, refere-se à exteriorização do elemento terra. As planícies – Terra de baixo – no nível das águas – o comportamento constante da vida. Estabiliza o material. Refere-se também as cavernas, bolhas de ar no interior da terra.

Conforme temos dito, os signos do Zodíaco constituem-se no caminho de nossa jornada evolutiva e que haveremos de percorrer tantas vezes quantas forem necessárias até o limite de 108 (36 decanatos x 3, um para “Yod, outro para “He” e outro para “Vô” pois o segundo “He” é a cristalização das energias no plano físico) multiplicado por 3000 existências conforme dispõe a teoria metempsicose (veja o arcano 10 do Taro – A roda da fortuna – Tomo I). E, assim, haveremos de viver todas as experiências possíveis com todos os seus percalços, momentos bons e aconchegantes onde acreditamos ter chegado ao paraíso, a nossa meta e outros não tão agradáveis mais repleto de aprendizado.

No mais, cumpre observar que as festas religiosas cristãs, pagãs, judaicas etc. haverão ter alguma coisa em coincidência com os dias da semana, as 4 estações, os 12 signos e seus decanatos ou ainda com algum outro evento cósmico cíclico e todo o mito tem algo de astrológico relacionado as estrelas e o sol.

Tomemos como exemplo a constelação de Orion onde nós temos o cinturão, hoje chamado de “As três marias”, mas que antigamente era chamado de “Os três reis” e que em 25 de dezembro se alinha com o ponto no horizonte onde nasce o Sol, nossa representação material do Cristo. Então temos que os “três reis” vêm a Sirius e a seguem até o local do nascimento do salvador: o Sol. Vejam que as três grandes pirâmides do Egito apontam para esta constelação, para os “três reis” e um dos dutos da pirâmide apontam diretamente para Sirius – considerado nossa fonte espiritual. Estas festas eram igualmente comemoradas em relação ao Deus Mitra que nascia no solstício de inverno no hemisfério norte. Vários deuses de mistério nasceram de uma virgem e no solstício de inverno como: Horus (egípcio) 3000 a.C., Mitra (persa – romano) 1200 a.C, Attis, Krishna (hindu – índia) 900 a.C, Dionísio (Grego) 500 a.C, Attis (Frígia – Roma) 1200 a.C, e tantos outros. Marcavam o fim das trevas do rigoroso inverno e um novo nascimento que da vida a tudo já que o Sol passaria a frequentar a Terra (no hemisfério norte) na maior parte do dia e a noite (as trevas) imperariam em menor período. Os 12 apóstolos referem-se as 12 zonas zodiacais pelas quais transitam a evolução humana bem como seus arquétipos.

1.1    Imagem Arvore dos Signos na Arvore da Vida

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO II

A ODISSEIA ZODIACAL

Autor: Inácio Vacchiano

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