.7 NETZAH


Principados

1.1    Elementos constitutivos ou relacionados

Sephirah: Netzach (Em hebraico: נצח Nun, Tzaddi, Cheth – eternidade) Cabalistas: Vitória, beleza.
Coro, nome cristão: 7 – Principados
Nome divino (Atziluth): Jehovah Tzabaoth יהוה צבאות, o Senhor dos Exércitos.
Arcanjo (Briah): Haniel חניאל.
Coro Angélico (Yetzirah): Elohim אלהים, Deuses.
Material/Planeta (Assiah) ou Chakra Cósmico: Nogah נוגה, Vênus.
Inteligência Geomântica: Anael (אנאל)
Regente do planeta: Uriel (אוריאל)
Títulos conferidos: Firmeza.
Imagem Mágica: Uma bela jovem nua.
Símbolos/Armas mágicas: A lâmpada e o cinto. A rosa.
Forma geométrica: Heptagrama
Localização na Árvore: Na base do Pilar da Misericórdia.
Relação/elementos: Fogo do Ar
Mundo do coro: 3 – Yetzirah, Mundo de Formação, Mental – elemento Ar.
Correspondência no Microcosmo: Os rins, os quadris, as pernas.
Correspondência no Macrocosmo: As fontes agradáveis, os prados verdejantes e jardins cheios de flores, os leitos ornamentados e os bordéis (segundo Orfeu), o mar, a praia, os banhos públicos, lugares de bailes, todos os lugares que pertencem às mulheres e outros lugares semelhantes.
Signo: Libra – primeiro signo do Ar.
Elemento zodiacal: Ar
Texto yetzirático: O 7º Caminho é chamado de Inteligência Oculta, porque faz emergir um Esplendor Cintilante ou Refulgente sobre todas as virtudes intelectuais que são contempladas pelos olhos do espírito e pelo êxtase da fé.
Experiência Espiritual: A visão da beleza triunfante.
Atributo: Beleza, vitória
Virtude: Desprendimento.
Vício: Impudor, luxúria.
Aspecto: 120º Trígono
Animais: Animais: Lince, gato, leopardo, cães, coelhos, cabras, bodes. Pássaros: O cisne, o caminheiro, a andorinha, a codorna, o pelicano, o burgander o corvo, a pomba, a rola, o pardal, a águia. Peixes: As sardinhas, douradas, pescada, o caranguejo, e o titímalo.
Plantas: Roseira, murta, sabugueiro, gerânio, jacinto, tomilho, alcaçuz, sândalo, pera, figo, romã.
Pedras: Esmeralda, turquesa, Jade, malaquite, berílio, crisólita, safira, jaspe verde, coral de coloração verde. Metais: a prata e o bronze, tanto amarelo quanto vermelho.
Drogas: Os afrodisíacos
Cartas do Tarô: Os quatro setes: Sete de Paus: valor; Sete de Copas: êxito ilusório; Sete de Espadas: esforço instável; Sete de Ouros: fracasso existencial.
Cor em Atziluth: Âmbar.
Cor em Briah: Esmeralda.
Cor em Yetzirah: Verde-amarelado brilhante.
Cor em Assiah: Oliva salpicado de ouro.
Velas:  3 verdes ou rosa
Incenso: [violeta, rosas, almíscar, lavanda, dama da noite e também o açafrão]

 

 

 

1.2    Disposições gerais

Na hierarquia dos corpos das quatro primeiras Sephiroth, Netzah corresponde ao Mundo astral[1], o corpo astral. Segundo o Mestre SAW[2], o Astral é influenciado pela Lua, deste modo, as saídas astrais tornam-se mais fáceis na Lua crescente e um pouco mais trabalhosas em minguante. O plano astral[4] é o plano da magia prática bem como todo o Mundo de Yetzirah.

As mensagens que descem do Mundo do Espírito Puro, de Atma-Hesed, tornam-se simbólicas no Plano Astral. Esses símbolos interpretam-se baseando-nos na Lei das Analogias Filosóficas, na Lei das Analogias dos Contrários, na Lei das Correspondências e na Lei da Numerologia. As imagens lunares não devem ser interpretadas literalmente sob pena de se cair em erro.

As pessoas em geral, as criaturas da Natureza possuem o corpo astral lunar ou corpo dos desejos, o Ego. Cumpre trabalhar com o Tantrismo Branco para se criar o corpo Astral Solar, pois este corpo é de carne e osso que não provém de Adão muito embora coma, digira e assimile como um corpo comum.

A literatura ocultista afirma que com o astral solar podemos transportar-nos através da Via Láctea até ao Sol Central Sírio, contudo a saída fora da Via-Láctea é inviável porque noutras Galáxias existem outro tipo de Leis Cósmicas. Podemos sair do corpo físico pronunciando o mantra EGIPTO (EEEEGGGGIIIIPPPPTOOO) por uma hora todos os dias para preparar os corpos e, ao dormir, durante os estados de transição entre a vigília e o sono, utilizamos o mantra FARAON (FAAARRAAOOONNN) enquanto se mentaliza as pirâmides do Egito.

 

1.3    Introdução Sephiróthica

Netzah é a sétima Sephirah da Árvore Cabalístico. Situa-se abaixo de Hesed-Paraíso, na base da coluna da Direita, e da bondade, da graça e da tolerância. É a quarta Sephirah do Mundo de Criações (Briah) como seu 2º He e, ao mesmo tempo, a primeira do Mundo de Formação (Yetzirah). Vimos que em Hesed está refletida a Luz-Amor de Hochmah, e que Tiphereth é o rosto físico de Kether-Vontade na coluna Central, portanto, Netzah ficará impregnado das virtudes inerentes a estes Sephiroth por ser os que tem mais próximos da escala superior onde se encontra os Sephiroth citados. É regido pelo planeta Vênus.

Netzah é o Centro que inspira o ideal de Beleza. Está na coluna da direita, abaixo de Hesed e vem dizer-nos que na vida não devemos mirar somente o útil, mas também o belo, o detalhe sutil que dá harmonia ao conjunto, o perfume que dá sentido à flor.

No universo material, Netzah se manifesta como Vênus e desse Centro recebem os artistas a inspiração para as suas obras e os apaixonados o material para alimentar o seu amor.

A nível microcósmico podemos utilizar as forças de nosso Netzah interior para embelezar tudo o que tocamos, começamos por embelezarmos a nós mesmos, cuidar de nossa aparência exterior e fazer com que tudo o que saia de nós seja harmonioso e agradável. Então utilizamos estas forças para que nossa vida social seja bela e prazerosa, para que a organização da sociedade tenha enquadramento adequado para a manifestação das outras Sephirah, para que a riqueza resplandeça por todas as partes, entendendo-se como riqueza, a exuberância de virtudes emanadas dos demais Centro de Vida.

 

1.4    Discorrendo sobre os elementos

O significado de Netzach é Vitória, e a ela se atribui a Esfera do planeta Vênus; é a Esfera da Deusa da Natureza.

No Macrocosmos, Netzah representa a força, as emoções, os instintos ao passo que seu polo oposto Hod expressa a forma, a mente concreta de Binah. Em Netzah a força se move ainda (embora já esteja mais próxima da matéria) com alguma liberdade, de maneira indefinida para todos os lados sem uma personalidade individualizada, uma mente grupal, ao passo que e em Hod a energia toma uma forma definida, individualizada, já se projeta a mente humana, embora ainda tênue por não estar totalmente precipitada na matéria.

A forma aqui é representada pelo intelecto em uma projeção para si próprio, trata-se da luz astral em formas mentais, portanto ilusórias que podem levar a interpretações equivocadas, superstições, etc. A fé tem sua base metafísica em Hochmah é se expressa pelo intelecto em uma verdade material, então inicialmente percebíamos a verdade por intermédio da intuição em apreensões sem formas ou representada por símbolos abstratos que vinham até Tiphereth não ultrapassando os limites mais abaixo. Ocorre que em Netzah, o primeiro do mundo de Yetzirah ou Formação, estas pulsações se manifestam em símbolos concretos como a rosa atribuída a Netzah ou ao caduceu de Hod-Mercúrio.

Em Tiphereth as energias passam como que por um prisma (Esplendor Refulgente segundo o Sepher Yetzirah desta Sephira) e se dividem em vários matizes que transforma força em forças e vida em vidas o que justifica a nomenclatura do Coro Angélico Elohim como coletivo de Deus, ou seja, Deuses a fim de que a Unidade se decomponha na multiplicidade  proporcionando a manifestação na forma.

Os raios de Luz em Netzah são especializados de modo que não permitem ver as cores verdadeiramente como na Luz branca, Assim, em uma nuance azulada veremos somente os aspectos desta cor em exclusão as demais cores. Deste modo a vida em Netzah será especializada de sorte que qualquer desenvolvimento nesta Sephirah será incompleto eis que faltam as demais nuances cromáticas por assim dizer dando origem a criaturas de uma única ideia, função simples. Estereotipada.

Do mesmo modo os nossos instintos, nossos sentidos, reflexos, que estão relacionados a Netzah, são especializados, seja o tato, o paladar, a audição, a visão, olfato o instinto que faz a criança buscar o peito da mãe, etc.

Os Elohim são descritos em Hesed pelo Sepher Yetzirah como “Poderes Sagrados”. É a Forma por meio do qual a força criativa se expressa na Natureza, são as ideias revestida de Forma. Em Netzah o espirito humano formula a imagem e começa a trabalhar sobre os Elohim moldando a Luz astral em uma forma em consonância com sua consciência.

O Mundo de Briah é tido como o plano da ilusão, densamente povoado pelas formas mentais com tudo o que a imaginação humana seja capaz de conceber revestida da luz astral, onde a especialização e definição destas imagens fica a cargo da insistência da idealização humana pelas vias da imaginação. São as criações do criado pela persistência ativa ou passiva. Isto faz com que em uma forma passiva de conceber os reflexos destas imagens sejam tomadas erroneamente como originária da própria essência abstrata. Contudo estas não são percebidas como imagens à visão psíquica, mas apenas pela intuição.

Em um período anterior estas imagens eram adoradas pelo homem que representavam as grandes forças naturais, como o fazem ainda hoje algumas tribos indígenas e, eram figuradas como deuses desenvolvidos para o seu bem-estar material, adorando-as em sua própria natureza e assim desenvolvendo-as. Se as escrituras afirmam que Deus fez o homem a sua imagem e semelhança, contrario senso, podemos dizer que o homem fez Deus a sua imagem, semelhança e necessidades, de modo que estes Deuses regiam tanto a caça, agricultura, amor, guerras, etc.

À medida que os cultos se protraíram no tempo e no espaço estas imagens foram se tornando mais fortes, quanto mais com a adição de sacrifícios. Tornaram-se egrégoras que foram descendo nos planos da manifestação e adquirindo as formas densas de Yesod. Formaram-se os objetos mágicos capazes de ações independente quando animados pelas ideias concretas de Hod. Daí ocorre que muitas vezes, a magnetização do objeto mágico por culturas antigas fuja a intenção e controle do encantador atual, tal qual ocorre com as egrégoras magnetizada por povos primitivos, de Deuses antigos, abandonados, esquecidos, mas que se invocado no presente como na goécia aconteça que o oficiante perca a direção, o controle. Pode até ocorrer de estas criações terem sido úteis para a época, para outros povos, mas para o momento são anacrônicas e por isto conflitivas. De outro modo uma força presa na forma nestes planos de Yetzirah podem evoluir ou involuir no tempo e no espaço de acordo com a cultura dos povos que lhes fornece a sustentação ou mesmo perecer por inanição.

Podemos perceber aqui que a forma sob a qual um Deus, santo, etc. é criado vem da imaginação, contudo, a força que está por trás desta representação é bem real. A imagem, símbolo, etc. é o veículo por onde a força se expressa e isso explica as manifestações, milagres, etc. em todas as religiões, seitas, enfim.

As formas mais sutis destas realidades estão em Netzah e são mais percebidas pela fé do que pelo intelecto. Em Hod são efetuadas todas as operações mágicas, pois é onde o intelecto sugere a forma as imagens tênues e flutuantes. Contudo, ao se trabalhar em Netzah as operações se processam por meio da arte, por intermédio dos sentimentos adequados e não por sistemas abstratos, filosóficos, o psiquismo ordinário criador de imagens, a menos que estes de algum modo se processe pelas vias daquele e deste modo fica dificultoso separar as atividade de Hod e Netzah eis que, em um processo evolutivo o que está embaixo se eleva ao que está acima.

Como Netzah está relacionado a arte, aos sentimentos podemos até evocar os anjos, atrair esta energia para nossa vida, enquanto estamos dançando, pintando, esculpindo, se por esta arte entrarmos em comunhão com o objeto de adoração em uma representação simbólica. Todos os ritos, ritmos tem sua relação com esta esfera. Do mesmo modo todas as operações mágicas de Hod precisam ter o seu elemento de Netzah pois é nesta esfera que se encontra o sentimento para quebrar o frio intelectualismo de Hod. Devemos lembrar ainda que Tiphereth também deve se fazer presente com seu sacrifício, nem que seja simplesmente a queima de um incenso.

Ser Maior PersonalidadeRecordemos que as Três Supremas (Kether, Hochmah e Binah) e o primeiro par de Sephiroth manifestas, Hesed a Geburah, representam o nosso Ser Maior (que também é chamado de Anjo da Guarda Sagrado), tendo Tiphereth como ponto de contato com nossa personalidade, a unidade de encarnação, ou seja, as quatro Sephiroth inferiores, Netzach, Hod, Yesod a Malkuth.

Se mirarmos a Árvore a partir do ponto da personalidade veremos em Tiphereth uma consciência superior, por onde transitam as realidades espirituais; em Netzach nos depararemos com os instintos, em Hod com o intelecto, em Yesod nos confrontaremos com o quinto elemento, o Éter, e, por fim, em Malkuth, com os quatro elementos que formam os aspectos sutis da matéria. O intelecto humano ordinário só é capaz de compreender o que está na égide dos cinco sentidos, a natureza da matéria densa de Malkuth, os aspectos concretos da existência. Não pode compreender as forças de Netzah que constroem as formas, e também não compreende o duplo etérico do corpo sutil proposto por Yesod.

A natureza de Netzah, no microcosmos, está relacionada simbolicamente a Esfera de Vênus, que se tem relacionado ao sexo, mas que, em verdade, refere-se ao aspecto ligado da polaridade que vai além do sexo propriamente dito. Vênus, ou Afrodite, não é a deusa da fertilidade tal como Perséfone e Ceres, mas a deusa do amor que, portanto, vai além do sexo, como a amizade, a camaradagem entre companheiros, o relacionamento Mestre-discípulo. O amor integral gera uma relação mútua nos centros da máquina humana: Intelectual, emocional, instintivo-motor e sexual. As heteras (prostitutas – não a dos conceitos atuais tão degradados) gregas, eram tanto anfitriãs como cortesãs, tinham relacionamentos duradouros com seus clientes pois além do prazer compartilhavam a sabedoria e o companheirismo, eram mais próximas a seus clientes do que a própria esposa legal que destinava-se a procriação e aos cuidados da família, pois não detinham as artes de Afrodite mas cultuavam a Ceres a Deusa da Mãe Terra.

Podemos perceber que Afrodite está acima do que podemos chamar de “função animal” pois relaciona-se a interação de uma força mais sutil e vital, de fluxo e refluxo, estimulo e reação que ultrapassa a esfera do sexo. Refere-se a troca etérea sutil de magnetismo, de polarização intelectual e espiritual que, se não observado, tornará a nossa vida sexual, seja no aspecto fisiológico ou social, instável e insatisfatória.

Para compreendermos melhor o sexo faz se necessário entender que ele é um dos aspectos da polaridade e não a polaridade em si, que é um princípio que rege toda a criação e, é a partir dele que se processará a manifestação. A polaridade está simbolizada na Árvore pelos pilares da Severidade e da Misericórdia. O princípio da polaridade rege todas as atividades da Força do mesmo modo que o princípio do metabolismo governa as funções da Forma. Toda a atividade da força está compreendida no princípio da polaridade, assim como toda a função da forma está compreendida no princípio do metabolismo que trata das transformações da Força pelos processos do anabolismo e catabolismo.

A polaridade implica no fluxo de uma esfera de alta pressão (positiva) para uma de baixa pressão (negativa). Toda esfera de energia tem necessidade de ser estimulada pelo influxo de uma energia (+) mais elevada rumo a uma mais baixa (-). A fonte de toda energia é o Grande Imanifestado (AIN SOPH) e dele segue seu caminho para baixo pelas dez esferas de Kether a Malkuth. Esta energia está presente em toda vida individual, em toda forma de atividade, grupo social, exército, igreja, companhia comercial, como um fluxo de energia percorrendo o circuito. Na árvore microcósmica nos deparamos com um fluxo descendente e ascendente em seus aspectos positivo e negativo onde o espiritual flui para o espirito (Yod – Atziluth), este as emoções (He – Briah), este ao doble etérico – mental (Vô – Yetzirah) que constrói o veículo físico (2º He – Assiah).

A polarização está presente em todas as esferas que se comunicam umas com as outras nos fluxos e refluxos das energias, de cima para baixo e de baixo para cima, e como estamos tratando aqui do magnetismo sexual, tratamos também da necessidade de polarização pelo Sahaja Maithuna sem a qual o circuito estaria interrompido pois é com este procedimento que a matéria é volatizada em que o gelo se torna vapor depois desta agua espiritualizada ter se tornado gelo. A energia continua sendo a mesma, apenas muda seu estágio de manifestação, embora aqui tratamos da transmutação da energia da alma. Alguns ocultistas trabalham tão somente na coluna do meio, no Pilar Central da Doçura por meio das práticas como a meditação, mantralização, etc. e se esquecem dos pilares laterais, os Pilares da Função de modo que não podem progredir significativamente pois não estão transmutando as energias, precisamos iniciar tanto o subconsciente (os caminhos) como o consciente (as Sephiroth), iluminar tanto os instintos quanto aclarar a razão.

Sephirah: Netzach que em hebraico é נצח Nun, Tzaddi, Cheth e se traduz por eternidade. Os cabalistas adotaram também as alcunhas de Vitória, beleza.

Nome divino (Atziluth): Jehovah Tzabaoth יהוה צבאות, que significa o Senhor das Hostes ou Deus dos Exércitos.

Arcanjo (Briah): Haniel חניאל.

Coro Angélico (Yetzirah): Elohim אלהים, ou Deuses, os regentes da natureza. São as influencias formativas por meio dos quais a força criativa se expressa na Natureza. São os “Poderes Sagrados” expresso no 4º caminho do Sepher Yetzirah. A mente humana opera sobre eles moldando a luz astral em formas que os representarão a consciência.

Material/Planeta (Assiah) ou Chakra Cósmico: Nogah נוגה, Vênus.

Vênus é o rosto visível de Netzah. Sua situação na coluna da direita nos revelará por si mesma parte de suas funções. Pois do geral Uraniano o amor passa para o particular, fazendo com que a beleza do céu seja também a beleza da Terra, a fim de que se cumpra o postulado: “o que está em cima é igual ao que está em baixo”. Senão vejamos: 1) Inicialmente vemos que o amor, que em Urano-Hochmah é uma força sublime que impulsiona o indivíduo para o criador, se converte em 2) Hesed-Júpiter em amor pela vida social, impulsionando o indivíduo para as organizações políticas. Pois bem, em 3) Vênus, o amor ascende a um plano mais humano, mais íntimo e a projeção amorosa se concentra em um rosto, na figura humana, em um detalhe que harmoniza e glorifica o conjunto; em uma tela, que aprisiona a beleza em um espaço reduzido.

É a Vênus que se encomenda essa tarefa de reconstrução depois da destruição marciana. Assim, a posição deste planeta num horóscopo indicar-nos-á o que o indivíduo terá de reconstruir, embelezar, harmonizar; indicar-nos-á aquilo que exprimirá com graça, com arte; aquilo que o fará notável, que o fará sobressair, já que todos os olhares se mirarão ali onde Vênus está atuando.

A propensão, o gosto por aquilo que Vênus representa conduzirá o indivíduo a trabalhar naquilo que o atrai e, o astrólogo, há de saber ver em um tema se é possível que trabalhe naquilo. Se Marte, o planeta do trabalho, mantém boas relações com Vênus ou com os setores, celeste ou terrestre, que Vênus representa, então diremos que essa pessoa, não só se sente propensa a esse tipo de trabalho, mas que desenvolveu aptidões para o seu exercício. Mas se Marte está mal relacionado com Vênus ou não está relacionado com nenhum modo, então dirá que o gosto por esse trabalho não é suportado pela opção correspondente.

Um horóscopo com uma Vênus dominante indica que nos encontramos diante de um harmonizador nato, diante de um indivíduo que sabe trazer a paz e a harmonia ao pequeno, aos detalhes, à convivência: será o homem adequado para resolver as crises. De outro modo será o artista, que em vez de projetar suas harmonias interiores à sociedade, as projetará em uma obra.

No Zodíaco, Vênus administra o conteúdo de Libra e Touro. Em Libra se expressa positivamente, fazendo com que o amor, a paz e a harmonia presidam à convivência social e matrimonial que Libra cria. A harmonia na coluna da Luz se expressa mediante combinações de cores, de modo que Vênus, através de Libra, dá ao indivíduo a arte de combiná-los.

Através do Touro, Vénus expressa pela sua polaridade negativa, inspirando na pessoa o gozo da beleza e da harmonia. Da colaboração de Touro e Vênus sairá o uso prático da beleza, da moda, do perfume, da decoração suntuosa, como as flores que se utilizam para fazer uma casa ficar mais bonita e, em um signo de Terra, Vênus proporcionará os materiais para satisfazer a demanda de beleza e de arte.

Na Bíblia, esse aspecto tourinho de Vênus recebe o nome de Bezerro de Ouro, e o povo eleito o adorou enquanto seu guia, Moisés, no cume do Sinai, recebia a Lei das mãos de Jehovah. O gozo da beleza, o seu consumo é tão humanamente divino que muitos são os peregrinos que se detém neste estádio, acreditando haverem redescoberto o Paraíso e não desejam avançar mais. A adoração do Bezerro de Ouro impediu e ainda impede, que muitos adentrem às fileiras do povo eleito, ou a serem realmente eleitos. Vênus e um dos maiores obstáculos a nossa evolução. Vénus, ao “baixar” a beleza do céu para à Terra, confunde o peregrino que crê ter chegado à meta, quando ainda não realizou a metade de seu trajeto. Vénus cria harmonia nas relações humanas através de Libra, e converte a beleza em objeto de consumo através de Touro.

Os maus aspectos planetários sobre Vênus, ou reduzem sua manifestação, privando de beleza o interessado ou privando-o de seu gozo no setor em que Vênus se encontra; ou, pelo contrário, exagera sua atuação, aumentando no indivíduo sua sede de luxo, de harmonia, de prazeres ou de coexistência pacífica.

Quando a atuação de Vênus se amplifica, cobre com o manto de sua beleza, inclusive o que, por sua natureza, é torpe, vicioso, perverso. Então vemos como os vícios aparecem aos olhos do indivíduo vestidos de adornos, poéticos, bonitos, espirituais e, sendo assim, como não os cultivar? Uma Vênus mal aspectada acabará, de uma maneira delicada e requintada, por corromper tudo.

Palavras chaves:

(+) Gozo da beleza e da harmonia, reconstruir, paz, graça, arte, convivência social e matrimonial, moda, suntuosidade, perfume, decoração.

(-) Sede de luxo exagerado, prazeres, crises, vícios adornados.

 

Quadrado mágico, sigilos do planeta, inteligência e espíritovenus sigilo inteligência espirito

Títulos conferidos: Firmeza, que evoca a ideia do domínio e da energia vitoriosa.

Imagem Mágica: Uma bela jovem nua.

Símbolos/Armas mágicas: A lâmpada e o cinto. A rosa. O cinto e a rosa estão tradicionalmente associados a Vênus. No que tange a lâmpada, ocorre que os quatro elementos estão associados às quatro Sephiroth inferiores: Malkuth-Terra, Yesod-Ar, Hod-Água e o elemento Fogo que está associado a Netzach associada a lâmpada. O elemento Fogo está relacionado à energia ígnea disposta no coração da natureza e expressa o Yod do nome sagrado יהוה – “Yod-He-Vô-He”, bem como a Kether tido como o Fogo do Fogo enquanto Netzah representa o Fogo do Ar que também lhe confere a natureza ígnea em Yetzirah. A lâmpada de Netzah equilibra o intelectualismo de Hod e o materialismo de Malkuth.

Cumpre manter sempre a Árvore equilibrada, trabalhando com seus Pilares de Polaridade para encontrar o Pilar do Meio, o Equilíbrio entre eles. Na verdade, não existe antinomias parecidas com o Bem e o Mal, mas deve haver equilibro entre as polaridades que, se desequilibradas levam a involução e, se equilibrados, a evolução. Tanto uma polaridade quanto a outra levam ao Mal quando levados ao excesso. A leniência descontrolada leva à degradação; mas, por outro lado, o idealismo sem freio conduz à neurose.

Há três pessoas que passam pelo Véu: 1) o místico que aspira a união com Deus, eliminando tudo que não seja Deus em sua Vida; 2) o sensitivo que é um receptor das vibrações sutis, portanto um elemento passivo, não um transmissor e 3) o ocultista que em certa medida e um pouco receptor mas que mantem o controle e dirige os reinos invisíveis da Natureza. Este trabalha com o equilíbrio das polaridades, com as forças espirituais de Kether, do Macrocosmo que são recolhidas por meio de Tiphereth bem como as forças elementais recolhidas pelo centro Yesod, enquanto mantem o equilíbrio entre Netzah e Hod.

ainda tratando do equilíbrio da personalidade, vemos que Netzah no Microcosmo expressa o lado instintivo e emocional de nossa natureza; Hod diz respeito ao intelecto. Enquanto Netzah é o artista que temos dentro de nós Hod é o cientista, o sábio. O nosso humor está em um batalhar entre o dinamismo pratico ligado a Netzah e a passividade relacionado a Hod que conduz a muita teoria e nenhuma prática. Do mesmo modo na magia deve haver o elemento prático de Netzah sob pena do ceticismo de Hod matar todas as imagens mágicas antes mesmo de seu nascimento. Hod precisa ser fertilizada por Netzah para que não se torne estéril. A arte precisa ser praticada pelo artista pois o intelecto por si só não confere poderes. É pelo dinamismo de Netzah que as forças elementais tem acesso a consciência, pois do contrário elas permaneceriam na Esfera subconsciente de Yesod em um trabalho cego, sem rumo. O antagonismo ocorre também no campo da Ética eis que em Hod, que versa sobre a mente, a ética reina a nível de verdade; em Netzah, o plano astral, que é o plano das emoções, instintos, a ética se expressa pela beleza. Então o equilíbrio aqui se processa compreendendo a justiça da beleza, assim como a beleza da justiça a fim de que nosso Reino interior se coadune ao poder central da consciência unificada. A polarização indica que a vida só flui através de um circuito fechado seja ela ética, sexual, pela equidade, etc. A personalidade precisa estar ligada a Deus (+) , fonte de vida, mas também precisa ter seu fio terra fincada em Malkuth (-) para estar em movimento, seguindo-se assim o Preceito das Correspondências de Hermes, eis que para se gerar um corpo em Malkuth necessita-se dos dois sexos e o mesmo ocorre nos mundos de cima para se gerar os corpos superiores do Ser.

Correspondência no Microcosmo: Os rins, os quadris (as curvas), as pernas que formam o enquadramento dos órgãos geradores que diferenciam a Deusa do Amor, aqui mostrado, da Deusa da Fertilidade (tal como Perséfone e Ceres).

Experiência Espiritual: A visão da beleza triunfante.

Virtude: O desprendimento, a ausência de egoísmo, ou seja, a capacidade de adotar o polo negativo..

Vício: São os causados pelo abuso do amor – o impudor e a luxúria. Eliminando-se a luxuria venusiana surge a caridade.

Aspecto: 120º Trígono

O trígono constitui-se no próximo encontro planetário depois de quadratura (90º). Ocorre quando dois planetas estão separados entre si a distância de 120 graus. Este é considerado como o melhor dos bons aspectos, já que une dois signos que correspondem ao mesmo elemento, cujos materiais se prestam a composição de alguma coisa, a feliz complementação do desígnio primordial lançado na conjunção de Kether.

Este aspecto do trígono supõe que dois planetas anteriormente se encontraram em Semissextil (30º), em semicuadratura (45º), em sextil (60º), em quadratura (90º) e depois de ter superado as tendências destrutivas produzidas por este último encontro, a suprema harmonia renasce de novo. Cada um de nós é um pequeno astro e o nosso itinerário humano não é diferente do que se seguem os planetas pois o que ocorre em cima segue-se embaixo e vice-versa. Assim, quando alguém se apresentar aturdido pelo peso do mal, podemos prognosticar-lhe sem medo de equivocar-se, que depois do mal de uma quadratura (90º), sobrevém o bem do trígono (120º) do sendeiro de ida a Malkuth ou o sextil (60º) do caminho de retorno a Kether.

Quando aparece um trígono em um horóscopo, com ele vem a felicidade e o triunfo. Contudo esse bem-estar não é algo que cai do céu de uma maneira casual, mas o fruto de um longo processo de elaboração, das boas e das más ações do ente. O trígono supõe uma faculdade duramente conquistada no horóscopo de nascimento e indica-nos as aptidões do indivíduo, competências adquiridas em anteriores existências

Na linha dos bons aspectos, o primeiro que se apresenta e o Semissextil (30º) que é gerado por Hochmah-Urano e corresponde ao mundo cabalístico das emanações em Atziluth, que traz uma conjunção inicial onde sem este amor nada pode progredir no universo. O segundo de os bons aspectos, o sextil (60º), é gerado por Hesed-Júpiter, que corresponde ao mundo da criação (Briah) e aporta os sentimentos e a realização da obra.

O trígono (120º) é gerado por Netzah-Vênus, corresponde ao mundo de formação (Yetzirah) e a terceira região etérica, onde o éter luminoso[5] conecta a terceira região do mundo do pensamento. Ali se encontram os arquétipos dos desejos e das emoções, com o coração físico. Pelo polo positivo, este éter, ao produzir o calor do sangue, permite que seja registrada a história em nossa vida, que em seguida passa para os mundos superiores graças às funções do éter refletor[6]. Por seu polo negativo, o éter luminoso alimenta os sentidos (visão, audição, olfato, tato, paladar), ou seja, é o que nos permite compreender as coisas e tudo adquire um sentido graças a esse éter.

Assim, pois, a superioridade do trígono (120º) nos aspectos benéficos não se deve unicamente ao feito de unir dois elementos idênticos, mas a sua proximidade com o mundo dos fenômenos, a realidade material. O trígono institui um fato que será materializado em um futuro muito próximo e que será de acordo com os bons propósitos do indivíduo.

Com o trígono de ida derramamos sobre o mundo nosso amor, e esse amor que Hochmah-Urano pôs em nós no momento do Semissextil (30º) e que agora já é formado, está crescido, o propagarmos generosamente sobre os seres e coisas que o mundo coloca ao nosso alcance. Com o trígono de retorno nós levamos o amor do mundo, todo o afeto, a ternura, a gratidão, a adesão que nossos atos hão de inspirar.

Teremos, pois, em primeiro lugar, que o trígono de retorno, nos assuntos de ciclo curto, nos devolve o amor que demos no trígono de ida, com os correspondentes interesses. Amor que se manifesta como sorte, circunstâncias felizes, descoberta de talentos e aptidões ignorados, encontros com pessoas que nos ajudam, etc.

Em segundo lugar, o trígono de retorno, nos assuntos de ciclo longo, aponta em nossa conta o Dharma (Karma favorável) que há de facilitar nossa próxima existência.

E em terceiro lugar, coloca em ação esse Karma favorável (Dharma) proveniente de outras existências e que nos cai em cima, inesperadamente, como uma chuva benéfica.

O trígono de retorno há de ser, portanto, mais favorável do que o de ida, porque recebemos os efeitos. Mas se no de ida não houvermos gerado as causas, nos depararemos posteriormente com as mãos vazias.

Animais: Os luxuriosos, deliciosos e possuidores de um forte amor, como os cães, coelhos, ovelhas malcheirosas, cabras e bodes, que se reproduzem mais rápido que quaisquer outros animais, pois, segundo a lenda, o bode copula após o sétimo dia de vida; também o touro por seu desdém e o bezerro por sua liberalidade, o lince também é citado bem como o gato, o leopardo.

Pássaros: O cisne, o caminheiro, a andorinha, a codorna, o pelicano, o burgander (que são muito amorosos com seus filhotes), o corvo, a pomba, a rola, o pardal, a águia (por sua incansável sexualidade).

Peixes: As sardinhas (são venéreos luxuriosas), douradas, pescada (por seu amor pelos filhotes), o caranguejo (porque luta por sua companheira), e o titímalo (Euphorbia polygonifolia) por seu cheiro fragrante e doce.

Plantas: Entre as plantas e árvores venéreas (de Vênus) incluem a roseira, murta, sabugueiro, gerânio, jacinto, tomilho, alcaçuz verbena, violeta, valeriana, cabelo-de-vênus, âmbar-gris, goma ládano, almíscar, coentro, sândalo, todos os perfumes doces e deliciosos, doces e frutas, como peras, figos e a romã.

Pedras: Esmeralda, Turquesa, Jade, Malaquite, berílio, crisólita, safira, jaspe verde, coral de coloração verde.

Metais: a prata e o bronze, tanto amarelo quanto vermelho.

Incenso: Os perfumes de Vênus procedem das flores tais como: violeta, rosas, almíscar, lavanda, dama da noite e também o açafrão, etc.

 

1.5    Caminho 7º

Corel caminho 7O 7º Caminho é chamado de Inteligência Oculta, porque faz emergir um Esplendor Cintilante ou Refulgente sobre todas as virtudes intelectuais que são contempladas pelos olhos do espírito e pelo êxtase da fé.

 

Refere-se ao Caminho de Netzah. Nele a Inteligência permanece oculta, já que a inteligência das coisas nos vem da experiência material que com ela realizamos pelas vias dos cinco sentidos da máquina humana. Netzah, pertencendo à coluna da Direita, não possui corporeidade material, mas é pura energia.

As energias provenientes das emanações de Tiphereth faz-se multifacetado em Netzah como a Luz em um prisma daí provém a descrição yetzirática dessa Sephirah como “o esplendor refulgente”

Netzah se manifesta fisicamente em Hod, o Sephirah do polo oposto, portador de Virtudes Intelectuais, nelas que Netzah faz emergir a Beleza artística das ideias.

Em Netzah, o “irmão menor” (Abel) é semente ativa. Com efeito, se na coluna da Direita, Hochmah é o divino He, Hesed será o Vav e Netzah o 2º He-Yod, ou seja, que em Netzah a linhagem de Abel (coluna da direita) chega a um ponto de maturidade em que já não é possível que morra.

Por outro lado, Netzah, como a Sephirah que abre o terceiro ciclo (Mundo de Yetzirah – Triângulo Mágico), representa as potencialidades do número 3 de cima, Binah, que como sabemos é a que se ocupa das cristalizações. Temos assim que o “irmão menor” (Abel), que foi sacrificado na fase anterior, a de Hesed-Geburah, em proveito do irmão mais velho (CAIN – coluna da esquerda), porque, nesse estado, a humanidade era incapaz de viver de acordo com as regras impostas por Hesed, se manifesta aqui como a semente que ressuscitará em Hod e será essa Beleza esplendorosa que, a partir de dentro, iluminará as virtudes intelectuais corporificadas por Hod. Essas virtudes, por encontrar-se no interior, só podem ser vistas com os olhos do espírito ou a bem-aventurança da fé, isto é, olhando para dentro e não para fora.

A nível humano, o trabalho por esse Caminho consiste em fazer esplendorosas, radiantes, belas, nossas virtudes intelectuais. O que pode ser a Beleza esplendorosa dos gestos e das palavras, se não o se expressar-se com graça, com delicadeza, de uma forma artística? Netzah é uma força interna que se expressa através da palavra, da escrita, de os gestos e atitudes. Estaremos trabalhando na esfera de Netzah se em cada uma de nossas manifestações humanas colocamos arte, se eliminarmos de nosso vocabulário tudo a grosseria que possa existir sobre ele, para não deixar passar mais do que o sublime. Além disso, procuremos cultivar alguma arte. Não importa que não tenhamos habilidades para fazer isso, porque a aptidão é algo que se adquire com a prática e virá a nós, se não nesta vida, na próxima, se a partir de agora trabalhamos para adquiri-lo. Escrever, pintar, cantar, bordar, qualquer arte ou artesanato, significará estar exteriorizando energias correspondentes ao 7º Caminho.

O caminho 7º é regido pelo Principado 54 7->7: NITHAEL.

 

1.6    Cartas do Tarô

Os quatro setes: Sete de Paus: valor; Sete de Copas: êxito ilusório; Sete de Espadas: esforço instável; Sete de Ouros: fracasso existencial.

Os sete em conjunto representam o gérmen do pensamento humano, a vida dos sentidos, o detalhe artístico, atuam ainda sobre a natureza etérica do indivíduo no Mundo de Yetzirah. Netzah é a Sephirah que propõe e agiliza uma solução de sínteses, solução de compromisso entre o exigido pelo Real Ser e aceito pela personalidade emotiva. Separadamente o nome divino, יהוה – “Yod-He-Vô-He”, se dividirá da seguinte forma: o sete de paus é o Yod; o sete de copas o He; o sete de espadas o Vô e o sete de ouros o segundo He. Netzah se encontrará particularmente identificado com sete de ouros, eis que, o seu domínio sobre os cinco sentidos, estão relacionados a Terra.

As quatro cartas do Tarô atribuídas a essa Sephirah são predominantemente instáveis quando não possuem raízes em um princípio espiritual, contêm a ideia da luta e instabilidade, ainda que numa forma negativa. Apenas o Sete de Paus tem um significado positivo, sendo os demais setes tidos como cartas de má sorte.

1.6.1    Sete de paus

sete de pausRecebe o título de Senhor do Valor. Refere-se ao elemento Fogo e astrologicamente corresponde a posição de Vênus transitando pelo primeiro decanato de Sagitário onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo regido por Hesed-Júpiter que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é o Vênus.

Neste ponto, Kether o primeiro ponto de partida na Arvore e no zodíaco, o centro produtor de iniciativas, a essência divina, expressa-se por intermédio de Netzah o responsável pelo gérmen do pensamento humano, pela vida dos sentidos aportando-lhes riqueza e exuberância, o detalhe artístico em tudo o que toca. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Geburah, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Sete de Paus é o Yod (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos sete, deste modo, possui uma relação com Kether o iniciador supremo, o primeiro, que está acima de todas as coisas e refere-se à influência de Netzah no plano espiritual (Netzah em Yod).

Como estamos tratando principalmente de “Vô” – já que pairamos sobre o 3º mundo em Briah que corresponde a Sephirah Binah e temos aqui a força primordial de Kether sob o elemento Paus e também juntamente com o momento “Yod” no terceiro mundo -, percebemos que há forte atuação de Kether sobre Netzah, ou seja a vontade primordial impõe uma exteriorização total que inclusive gera frutos, já que o “Yod” de Yetzirah corresponde aos resultados da operação executadas em Briah sendo este o seu segundo “He”. E para reforçar temos a ligação em forma de realizações advindas de Binah e de Tiphereth que também são “Vô” e que também fluem em Netzah como segundo “He”.

Então o que temos aqui como valor é o acumulado das transferências das emanações das seis Sephirah anteriores em que o sete de paus será o administrador e determinará a expansão seja da energia, de uma empresa ou indivíduo.

Indica que o indivíduo carrega as sementes de uma máxima amplificação que há de assumir a obra no qual esteja ocupado, que iniciou uma gestão com vistas a ampliação dos seus negócios, o seu próprio prolongamento através de outro, seja pelas vias de um cônjuge, parceiro, sócio ou aliado na busca de um complemento.

Então Netzah se insurge na busca de sua contraparte, a busca pelo outro, da pessoa que irá o complementar em vontade, sentimento e pensamento (por envolver os três mundos) para realização de uma obra em comum, trata-se de captação de pessoas afins. Temos assim a vontade em busca, emitindo energias de atração para junção com um complemento absoluto. O primeiro trabalho na busca desta expansão será o do convencimento de modo que se a energia se expressar debilmente (carta invertida) dará ensejo a insegurança.

No campo sentimental, significará que, após um período de relacionamento, o indivíduo escolhe estabelecer seu amor casando-se. Denota viagens para este fim, eis que, trata-se de uma exteriorização e a viagem é a realização material da exteriorização.

Palavras chaves: 7♣ Senhor do Valor, Busca do complemento, ampliação dos negócios.

(Reta) Viagens, negociação, comercio, casamento, intercâmbio, convencimento;

(Invertida) Indecisão, inconstância, versatilidade diversidade, insegurança.

 

1.6.2    Sete de copas

sete de copasRecebe o título de Senhor do êxito ilusório. Refere-se ao elemento Água e astrologicamente corresponde a posição de Vênus transitando pelo primeiro decanato de Peixes onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo deste signo regido por Hesed-Júpiter que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é a Vênus.

Neste ponto o Amor-sabedoria de Hochmah expressa-se por intermédio de Netzah o responsável pelo gérmen do pensamento humano, pela vida dos sentidos aportando-lhes riqueza e exuberância, o detalhe artístico em tudo o que toca. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Yesod, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Sete de Copas é o He (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos setes, deste modo, possui uma relação com Hochmah o supremo representante do amor e refere-se à influência de Netzah no plano astral (Netzah em He).

Em razão da influência aquosa, aqui Netzah, exteriorizador de Binah como “Vô” da direita, recebe as energias de Hod, o terceiro da Lei, segundo de seu mundo e conjuntamente a influência dos desejos, da emotividade dos quais copas é a representante. E como estamos tratando dos sentimentos, muito fortes, as satisfações buscadas serão de natureza internas, há embriagues interior, e daí a tomada do termo êxito ilusório.

No campo material o indivíduo afirma estar contente com o que possui. No campo amoroso afirma que tudo vai às mil maravilhas, embora ao seu redor esteja evidente que o mundo está desmoronando, i. e., a pessoa não se dá conta do que está ocorrendo em sua vida.

Mas de algum modo o indivíduo pretende que a satisfação interior se reproduza no exterior, então fecha os olhos para a realidade, a fim de que em seu foro interno gere uma nova realidade que agora somente ele vê, mas que mais adiante todos participem da mesma visão. O que se pretende aqui é a projeção ao exterior de um mundo já construído internamente. Temos, então, a elaboração interna de uma obra em sua última fase, prestes a manifestar-se já que abriga múltiplos “Vô”. Favorece as práticas de visualização criativa.

Palavras chaves: 7♥ Senhor do Êxito ilusório, desejos internos fortes, embriagues interior, geração de realidade interior diversa da realidade externa.

(Reta) Pensamento, inteligência, imaginação, meditação, visão, opinião sentimento;

(Invertida) Projeto, intenção, vontade, determinação, premeditação.

 

1.6.3    Sete de espadas

sete de espadasRecebe o título de Senhor do Esforço instável. Refere-se ao elemento Ar e astrologicamente corresponde a posição de Vênus transitando pelo primeiro decanato de Gêmeos onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo deste signo regido por Hod-Mercúrio que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é Vênus.

Neste ponto as restrições de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emanam a Lei e a ordem, expressa-se por intermédio de Netzah o responsável pelo gérmen do pensamento humano, pela vida dos sentidos aportando-lhes riqueza e exuberância, o detalhe artístico em tudo o que toca. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Netzah, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Sete de Espadas é o Vô (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos setes, deste modo, possui uma relação com Binah a inteligência ativa e refere-se à influência de Netzah no plano mental (Netzah em Vô).

Temos que Yesod, o exteriorizador natural de tudo que vem de cima, é o último do Triângulo Mágico, do mundo de Yetzirah. Sua relação “Vô” com Netzah antecipa os resultados deste mundo sem passar pelo processo de interiorização (representada pelo sete de copas que conferiria a maturidade), torna o resultado prematuro e instável.

Ocorre quando as pessoas, empresas, procuram apressar as coisas, cortar caminhos criando ansiedades, expectativas pelos resultados por mera vaidade e dispensa de um esforço extra, maior do que se deveria fazer e, então, quando cessa: a casa cai. Trata-se de uma consequência em razão do indivíduo pretender realizar algo que somente parte de seu Ser Interno está de acordo, gerando uma crise de consciência, de modo que a sua manutenção externa exige permanentes esforços e artifícios.

Pode referir-se a objetivos prestigiados por falsos valores sociais e que muitas vezes acabam gerando conflitos internos como a opulência, luxos, compra de iates, segunda residência, etc. Então o objetivo aqui é tornar-se respeitável agregando a si estes falsos valores, o que gera uma tensão permanente. Deste modo é dispendido um esforço com base nestas exigências exteriores em uma felicidade que não é para o indivíduo, até que um dia o esforço sessa e tudo desmorona.

A carta invertida significará que o indivíduo há de realizar um esforço fora da conta para equilibrar a situação ou receber conselhos que compensem a falta de elaboração interior.

Palavras chaves: 7♠ S. esforço instável, resultado prematuro antecipado.

(Reta) Esperança, fazer mais q pode, capricho;

(Invertida) Conselhos, advertência, aviso, superesforços.

 

1.6.4    Sete de Ouros

sete de ourosRecebe o título de Senhor do fracasso existencial. Refere-se ao elemento Terra e astrologicamente corresponde a posição de Vênus transitando pelo Primeiro decanato de Virgem onde Netzah manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo regido por Hod-Mercúrio que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é Vênus.

Neste ponto Hesed com o seu poder espiritual realizador das bondades, expressa-se por intermédio de Netzah o responsável pelo gérmen do pensamento humano, pela vida dos sentidos aportando-lhes riqueza e exuberância, o detalhe artístico em tudo o que toca. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Binah, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O sete de Ouros é o 2º He (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos setes, deste modo, possui uma relação com Hesed o instrumentador do Paraíso e refere-se à influência de Netzah no plano físico (Netzah no 2º He).

Aqui, as energias de Netzah estão diretamente associadas a Malkuth, que representa a personalidade física, onde são despejadas toda a beleza de propósitos, toda a harmonia encerrada naquela Sephirah, dando origem a um concentrado de beleza que haverá de despertar, necessariamente, a ganância dos que transitam em seu redor, como a cobiça pelo ouro.

Com este concentrado a pessoa torna-se, facilmente, um objeto cobiçado e logo descobre as vantagens de assim sê-lo neste mundo onde orbitam falsos valores. Então aproveitando a oportunidade vende-se ao licitante que de o valor mais elevado, e surge a cortesã, a mulher que escolhe o marido em função das vantagens materiais que receberá, o playboy vaidoso que é escolhido por a sua imagem. Então o fracasso a que se refere o título da carta é o fracasso existencial, já que o indivíduo condicionará todos os seus impulsos interiores ao logro de um benefício obtido com a beleza de seu corpo.

Este capital de beleza não é necessariamente algo perverso desde que seu uso não seja danoso, que não leve o indivíduo ao fracasso vital. Daí que a carta seja também uma portadora de ingenuidade e inocência, mas em razão de Netzah ser uma força que se encontra a três degraus de Malkuth, esta Sephirah recebe um impulso que não chega a ela pela hierarquia (falta passar por Hod e Yesod para chegar até lá), eis que lhe é dada como um dom e é mais provável que o utilize mal, mas também pode não fazê-lo desta forma. Então, quando essa força é desmensurada, irá causar a inquietude que refletem as interpretações da carta na posição invertida.

Não é demais lembrar o adagio popular que reza: “Feliz no amor, infeliz nas cartas”, o que implica que a pessoa que é atraente ao sexo oposto está perpetuamente em apuros eis que Vênus exerce uma influência perturbadora nos assuntos terrestres posto que é uma distração aos negócios e aos assuntos sérios da vida. A história exemplifica nas vidas de Cleópatra, Guinevere, Isolda e também temos o exemplo bíblico de Sansão e Dalila que nos remete a compreender a divisa venusiana: “Por amor, renuncio ao mundo”.

Palavras chaves: 7♦ Senhor do Fracasso existencial, falsos valores, vender-se.

(Reta) Beleza física, ingenuidade, purificação, cortesã;

(Invertida) Inquietude, ansiedade, temor, desconfiança.

Existe a mística no sete, na loteria ele é considerado como um número mágico. Pudemos evidenciar aqui, em parte, a que se deve essa reputação. É o número da exteriorização, que põe para fora os tesouros que o indivíduo possui em seu interior a nível Dharmico, e faz com que o amor deixe de projetar-se para dentro e, então, passe a derramar-se ao exterior levando-nos a descortinar no mundo o que guarda afinidade com o nosso modo de ser, a começar por aquele que há de ser o nosso companheiro ou companheira de vida.

Durante a tiragem das cartas cumpre ao estudante analisar os resultados, pois onde os sete aparece implica que o indivíduo se dispõe a compartilhar o que naquela posição venha a indicar. Tudo se dará de forma harmoniosa ou truculenta, por bem ou por mal, mas indica também que a pessoa se recusa a levar as coisas sozinha e, assim sendo, cederá parte das rendas de sua vida, de seus negócios, seja o que for, ao outro.

Contrario senso, se uma tiragem está carente dos setes, será sinal de que o indivíduo não superou a etapa do egocentrismo no assunto objeto da consulta, e que necessita empanturrar-se de si mesmo, precisa comer só, pois ainda não atingiu o estágio em que compartilhar seja uma necessidade imperiosa.

No mundo dos negócios e também em outros pontos já está claro que para o engrandecimento faz-se necessário compartilhar para dispor do outro além de si mesmo e, assim, crescer. É nisto que se baseiam as sociedades, nesse movimento generoso da alma que a humanidade deve ascender naturalmente. Deste modo o ideal de Netzah é expresso no Cristianismo quando se determina compartilhar tudo com seu irmão, posto que Netzah encontra-se um degrau abaixo de Tiphereth e a lei do Redentor é ativa neste centro.

 

1.7    Evocação para o dia de terça-feira – Dia de Vênus

Eu vos invoco, vos conjuro e me cofio a vós, Anjos fortes e santos de Deus, pelos nomes de On, Hey , Heya , Ia, Ie, Adonai, Saday e em nome de Saday, que criou os animais quadrúpedes e répteis, e o homem, no sexto dia, e outorgou a Adão poder sobre todas as criaturas, portanto bendito seja o nome do Criador. E pelo nome dos anjos que servem na terceira legião diante de Agiel, grande anjo, príncipe forte e poderoso e pelo nome da sua estrela que é Vênus, por seu santo selo e por todos os nomes acima pronunciados.

Eu te conjuro, te invoco, Anael, Uriel, o regente deste dia.

Vos conjuro em nome do santo e misterioso TETRAGRAMMATON a vir até aqui para assistir-me neste trabalho, que venhais em meu auxílio e realizeis todas as minhas vontades. AMEM.

 

[1] Malkuth = Físico; Yesod = Vital; Hod = Mental e Netzah = Astral.

[2] Samael Aun Weor

[4] De Netzah

[5] Éter relacionado ao Mundo de Briah e com a Sephirah Netzah que se relaciona com os desejos, emoções, com as funções de visão, audição, tato, olfato e paladar.

[6] Éter Refletor relaciona-se ao Mundo de Atziluth e com a Sephirah Hod.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO I

ÀRVORE DA VIDA – OTZ CHIIM

ELEMENTOS, PLANETAS, SIGNO, TARO

 

Autor: Inácio Vacchiano