36 Satrip: Nove de Copas


             Elementos constitutivos ou relacionados

Nome divino:ההיו HHYV
Arcanjo:אמניציאל Amnitziel
Anjo:וכביאל Vakabiel
Anjo regente da casa:פשיאל Pasiel
Anjo do decanato:םטריף Satrip
Gênios dos quinquídios:71. 9->8 Haiaiel e 72. 9->9 Mumiah
Nome hebraico – Signo:Peixes (Qoph), Água/Ar da Água וה
Força ativa do signo:Tiphereth
Força ativa do Decanato:Yesod
Elementos concorrentes:Ar do Ar da Água
Relação/mundos:Vô do Vô de He ou pensamento do pensamento de sentimento ou Yetzirah de Yetzirah de Briah
Tribo:Simeon
Apóstolo:João
Planeta regente do signo:Júpiter
Planeta do decanato:Júpiter
Posição zodiacal:3º decanato de Peixes
Velas: 1 branca e duas azuis
Incenso:[noz-moscada, cravo, café, etc.] e [cânfora, murta, louro, arruda, eucalipto, hortelã, alecrim, patchouli, citronela, absinto, etc.]
Letras:Zain – Zain -Resh
Gemátria:7+7+200 = 214 = 2+1+4 = 5
Invocação por domicílio:de 20 a 30° de Peixes ou 11 a 20 de março
Invocação pelo ciclo diário:   23:20 às 00:00 h. a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção: Quando Júpiter se encontra no 3º decanato de Peixes.
Forças em ação:As forças de Júpiter se expressam pelo signo de Peixes ou ainda Ar do Ar da Água; as forças de Tiphereth se expressam pelas vias do Ar do Ar pelas configurações de Yesod-Gêmeos.
Sendeiro:Pelo signo: 4, de Hesed a Hesed; gênio 4->4: YERATHEL. Pela árvore: Hesed a Tiphereth; gênio 4->6: REIYEL.

             Terceiro decanato de Peixes

O terceiro Decanato de Peixes refere-se aos graus que vão de 20 a 30 do signo, ou seja, os nascidos entre 11 a 20 de março (aproximadamente). No plano planetário é regido por Júpiter por encontrar-se em analogia com o terceiro signo da Água; o terceiro decanato de Peixes é o Vô do Vô dos signos da Água e, no Taro, é o domicílio do nove de Copas. Na ordem sephirótica Tiphereth exerce privilégio sobre ele, por ser o terceiro signo do elemento Água, e em segundo lugar, o Decanato, é regido por Yesod (nona Séfira da Árvore Cabalística, que corresponde a Lua) por ser o nono Decanato do elemento.

O Gênio do Decanato é םטריף Satrip que poderá ser invocado ou evocado para sanar tudo que seja de seu atributo neste interstício ou mesmo de interesse do nativo em sua senda evolutiva, quanto mais em seu período de manifestação. Trata-se de Decanato Vô do signo de Peixes que é um signo Vô-He, Ar da Água וה, de modo que dará lugar a trabalhos próprios deste signo. Corresponde ainda ao mundo Cabalístico das criações.

Aqui que se realizam os autênticos trabalhos ligados ao signo, isto é, desprender-se do sentimentalismo, das emoções, para que o pensamento possa fluir plenamente. Isto não significa que as pessoas sigam sem os sentimentos. As emoções passarão a seu receptáculo natural e os poderes mentais poderão ser exercidos. O que se aparta são os critérios puramente sentimentais, emotivos que já não serão os que imperam.

O primeiro Decanato de Peixes tem uma relação com o Fogo, primeiro dos elementos; o segundo Decanato tem uma relação com a Água, segundo elemento, e o terceiro Decanato tem uma relação com o Ar, terceiro elemento, o qual, traduzido a nível anímico, representa o pensamento, a razão. Então aqui no terceiro Decanato os sentimentos de Peixes-Água e razão aérea dão as mãos para construir a existência em uma forma equilibrada. Estes nativos serão especialistas em submeter as emoções à razão. O amor pelo próximo aqui aparece como uma lei cósmica e não como uma bela qualidade que adorna a alma, assim, faz-se necessário inclinar-se para evitar os contragolpes de uma dinâmica cósmica fatal.

O trabalho consistirá em exteriorizar os sentimentos, as emoções, desejos leia-se: a Vontade em forma de sentimentos, ao falarmos em desejos nos referimos ao ego animal que se exterioriza e em sua manifestação favorece a sua eliminação, quando não tenha sido efetuada no interno. Essa exteriorização se fará muito seletivamente, ocorrerá no momento oportuno, após a etapa de Escorpião quando as forças emotivas tenham impregnado a natureza interior do indivíduo, trazendo-lhe o perfeito conhecimento do seu eu interior, no qual o aspecto sentimental se refere, de modo que não se fará às cegas, lançando o amor aconteça o que aconteça.

Após esta fase, o indivíduo está pronto para reconhecer no exterior tudo o que se parece-se com o seu eu interior. Essa capacidade tornará a pessoa muito experiente no domínio da intuição, eis que que sua intuição se tornará a faculdade de reconhecer no mundo exterior os modelos ou padrões construídos à imagem e semelhança do seu próprio mundo interior. Assim, a exteriorização de seus sentimentos será seletiva, se orientará para as pessoas as quais fazem parte de seu próprio universo interno, das experiencias internas já vividas de modo que quando venha a encontrar estas pessoas os seus sentimentos para com elas serão estáveis.

Como ocorre com todos os indivíduos os primeiros estágios das existências estão relacionados a recapitulações de estágios anteriores de modo que as suas opções sentimentais iniciais, em sua primeira juventude, talvez sejam desastrosas. Convém esperarem até passar por este período de recapitulação onde, então, venham a encontrar o companheiro adequado e em conformidade com os seus modelos internos, sejam para serem seus cônjuges, sócios, companheiros em qualquer associação.

Trata-se final do ciclo do desenvolvimento sentimental de modo que este Decanato supõe um domínio nesta área, sobre as emoções, sobre os desejos do ego e conduzirá o indivíduo para que viva essa etapa desde um nível muito superior ou seja: o sacrifício dos desejos, subordinando-os à lei do pensamento – próximo ciclo aéreo – e, como se trata do terceiro Decanato do terceiro signo da Água, Binah tem domínio sobre ele e o impregna de seu atributo: Inteligência Ativa. Isto significa que aqui neste Decanato os desejos morrem em razão do pensamento, são condicionados e sacrificados, produz-se uma elevação para além de si mesmo.

Quando se une o pensamento com os sentimentos nasce a inspiração, o pressentimento do futuro, eis que sua faculdade de ver o que há na ordem externa é idêntico ao que ocorre em seu interno; isto faculta “ver” o que há no movimento interno cósmico e que produz os fenômenos exteriores, de modo que esse indivíduo “verá” no interior da natureza cósmica.

Estes nativos riem-se de tudo, começando por si mesmos, o fazem com bondade, não de forma ofensiva eis que Júpiter, é regente do signo e do Decanato e isto lhes confere o otimismo e a alegria que lhes põe permanentemente o sorriso nos lábios.

Os bons aspectos sobre este Decanato farão com que sejam sempre recebidos por todos de braços abertos e levarão o otimismo e alegria onde quer que eles vão. Seu dinamismo se desenvolva de forma harmoniosa. Encontrarão com facilidades seus pares, que serão logo reconhecidos como um companheiro de passadas existências. No aspecto transcendente, serão portadores de boas notícias.

De outro lado, os maus aspectos perturbarão essa dinâmica citada fazendo que estabeleçam contacto com as pessoas que não lhes pertençam ou com aquelas que se relacionem a força, em virtude de passadas conexões. Não serão levadas a sério. No transcendente serão portadores de acidentes, revoluções, dramas, más notícias, de catástrofes. A exteriorização de seu mundo sentimental, produzirá violência e por essa violência o indivíduo pode acabar na prisão, basta lembrar que na astrologia atribui-se a Peixes a regência das prisões, resultantes de projeção emotiva na qual não encontra seu receptáculo natural.

A principal qualidade dos Piscianos é relativa à humanidade. Estes nativos são os mais dispostos a prestar ajuda a quem sofre, ao que tem problemas, atuando de maneira invisível.

             Carta do Tarô: Nove de copas

 Recebe o título de Senhor da Felicidade Sentimental. Refere-se ao elemento Água e astrologicamente corresponde a posição da Lua transitando pelo terceiro decanato de Peixes onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo regido por Hesed-Júpiter que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é a Lua.

Neste ponto o Amor-sabedoria de Hochmah expressa-se por intermédio de Yesod o centro produtor de imagens, que reflete tudo o que foi trabalhado pelos demais centros. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Hesed, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Nove de Copas é o He (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos noves, deste modo, possui uma relação com Hochmah o supremo representante do amor e refere-se à influência de Yesod no plano astral (Yesod em He).

O título original aqui é Felicidade Material, contudo, como parece contradizer o significado da carta que trata dos sentimentos, alteramos para Felicidade Sentimental.

Temos, então, o domínio do mundo dos sentimentos regido por Hochmah, a influência de Júpiter sobre o pacto do casamento e a expressão deste amor em Yesod; não é por acaso que alguns entendimentos sobre esta carta estejam associados a gravidez já que aporta a exteriorização dos sentimentos e Yesod é representado por Isis como a vaca com cornos, símbolo da maternidade ou mesmo Diana a Deusa da fertilidade com muitos seios. Difere do Ás de espadas que se refere ao engendramento inicial, mas aqui a gravidez já está próxima ao parto.

De outro lado, Yesod programa a exteriorização dos pensamentos do amor em forma de realização amorosa, de manifestação última destes sentimentos, uma beata felicidade vivida por um bom tempo. Então, satisfeita a felicidade amorosa a pessoa sai em busca de novas experiências e quer levar junto o objeto de sua felicidade, eis que, o estancamento deixa caminho aberto para o nove de espadas, que em breve poderá os separar pois, como já foi dito sobre os noves, as forças invisíveis da vontade se iniciaram a trabalhar em outra frente.

No mundo das Águas os sentimentos são predominantes, são, portanto, empresas amorosas ou obtida através do relacionamento sentimental. As imagens são depositadas em Yesod para que um processamento cerebral articule as manifestações.

Se a força é frágil (carta invertida), as imagens revelarão uma realidade interior propiciadora de vitórias, sem que, contudo, venha a exteriorizar-se.

Palavras chaves: 9♥ Senhor da Felicidade Sentimental, realização amorosa, gravidez, sentimentos em Yesod, empresa amorosa, beata felicidade.

(Reta) Vitória, ganho, superioridade, espetáculo;

(Invertida) Sinceridade, lealdade, coração aberto, liberdade, confiança.

             Carta do Tarô: Dez de Copas

 Recebe o título de Senhor do Sucesso Perfeito. Refere-se ao elemento Água e astrologicamente corresponde a relação e/ou transição entre Peixes e Libra. Neste ponto o Amor-sabedoria de Hochmah expressa-se por intermédio de Malkuth o reino material, o mundo do meio.

 O Dez de Copas é o He (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos dez, deste modo, possui uma relação com Hochmah o supremo representante do amor e refere-se à influência de Malkuth no plano astral (Malkuth em He). Os dez de Copas por ser o He indica uma transição do elemento Água que termina com o elemento Ar que se inicia.

O Naipe de Copas simboliza as empresas sentimentais, tratam dos amores das ambições pessoais, dos apetites e desejos da pessoa, dos egoísmos.

O dez de copas refere-se a essa transição da água para o ar, de He para Vô, ou seja, dos desejos para a mente onde a alma humana sente o impulso de renunciar a tudo o que constitui no seu universo sentimental para então participar da vida coletiva de forma mais efetiva e aberta. Busca no pensamento a lei (Binah – Forma) o que há de permitir edificar as coisas sobre uma base mais sólida.

Não é fácil sair do universo dos desejos, pois o homem se identifica com seus desejos e apetites e é daí que essa força receba o título de sucesso perfeito. Trata-se de um grande sucesso para a alma humana, porque significa um retorno às fontes primordiais, o início do descobrimento das leis cósmicas.

Palavras chaves: 10♥ Senhor do Sucesso Perfeito, vida do pessoal ao coletivo – desejo à Lei.

(Reta) Cidade, sindicato, coletividade, reunião;

(Invertida) Ressentimento, agitação, cólera, ruptura, violência.

Essas palavras chaves traduzem o trânsito da vida pessoal, sentimental, à vida coletiva. Uma ideia de coletividade, embora ainda disforme, que não apresenta um objetivo preciso a alma, mas é dela, do povo, da cidade, de onde surgirá esses objetivos. No mais, se a força se apresentar de forma excessiva, produzirá o mau humor característico dos períodos de abandono de algo que queria muito, da contrariedade de uma vontade.

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO II

A ODISSEIA ZODIACAL

Autor: Inácio Vacchiano

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