2 INTRODUÇÃO – TOMO II


Esta obra se propõe a realizar uma análise sobre os signos e decanatos do zodíaco pelas vias evolutivas das energias que começam pelo Fogo, Água, Ar e, finalmente passam para a Terra, tudo pelo prisma Hermético Cabalístico a fim de adentrarmos nestes Arquétipos e utilizarmos estas energias em nosso proveito material e espiritual.

Partimos do pressuposto esotérico que não vivemos uma única existência, mas de muitas existências que compreendem em sua totalidade a vida. Se só vivêssemos uma existência haveria uma grande injustiça cósmica que contrariaria todo seu processo de formação e evolução em todos os níveis, eis que enquanto uns nascem ricos e saudáveis, outro nascem pobres e doentes e, no mais, haveríamos de recusar o fato de que somos seres espirituais vivendo uma experiência física sobrando somente o fato de que somos puramente físicos e que a margem quântica não existiria, não haveria, portanto, qualquer grau consciência em qualquer coisa, o que inviabilizaria todo o processo de criação e evolução. A multiplicidade de existências permite que as almas experimentem todas as condições humanas até alcançar a perfeição. Neste sentido oferecemos uma ferramenta a fim de alcançarmos um bom senso na compreensão deste processo evolutivo de modo que possamos conhecer os erros que cometemos no passado e ainda o fazemos no presente e, assim, possamos mudar o curso de nossa vida.

O Zodíaco é um caminho evolutivo pelo qual todos devemos necessariamente passar ao longo de nossas existências. Neste sentido poderemos entender que as 108 existências enumeradas na metempsicose passam pelos 12 signos multiplicados por 3 que dá os 36 decanatos que multiplicado por 3 nos fornece estas 108 existências (chamados por alguns de reencarnações) tudo de acordo com a Lei “YHVH” (יהוה – “Yod-He-Vô-He”) também chamado de Tetragrammaton – já tratado no tomo I e III – lembrando que o segundo “He” refere-se à cristalização no plano físico. Mas vamos relembrar uma parte:

O “Yod” representa a semente, o potencial que cada coisa deve ter caso pretenda ser portadora de algo, refere-se ao elemento Fogo;

O “He” refere-se a Água e o período de gestação, assim, de certa forma compreende a terra (mas não a Terra do 2º He) em que o “Yod” haverá de materializar-se, trata-se do período de formação interna, a germinação não aparente;

O “Vô” expressa o elemento Ar, o filho ou resultado da ação de “Yod” sobre “He”. Trata-se de um elemento ativo e atuante que recolhe a potencialidade de “Yod” e a converte em ato. Na natureza e representada pela planta que brota da terra e que em “Yod” era só semente. E por fim:

O Segundo “He” que se refere ao elemento Terra e ao resultado final de um ciclo de atividades. Temos aqui o fruto produto das atividades geradas pelas ações anteriormente citadas. É interessante notar que este segundo “He” converte-se um novo “Yod” que dará aso a um novo ciclo יהוה – “Yod-He-Vô-He” da mesma forma que o fruto traz em si a semente de uma nova planta. Assim, podemos evidenciar que o nome יהוה – “Yod-He-Vô-He” traz a chave da construção do universo e do mesmo modo esta relação rege nossa existência.

Na metempsicose temos igualmente quatro tempos: 36 decanatos para “Yod” Fogo; 36 decanatos para “He” Água; 36 decanatos para “Vô” Ar e, por fim, a descida as infradimenções no segundo “He” que representa a Terra onde serão desintegrados os agregados psíquicos gerados nos processos de aprendizados superiores, trata-se de um processo mais dolorido de assepsia.

Entende-se assim que cada decanato corresponde a um período de aprendizado em determinada energia, Arquétipo, etc., de modo que seria necessário aprender determinadas lições, adequações ao plano em que se encontra, para se passar para a etapa seguinte e continuar a viagem da vida (soma das existências). Estas etapas compreendem as visualizações do passado ao qual pertenceu e que ajudam a compreender o presente e influem no futuro (Lei do Karma).

Se a cada decanato corresponde uma lição isto implica que se deixarmos a oportunidade de realizar estas ações haverá um acumulo para a etapa seguinte tal como ocorre na escola onde um conhecimento está vinculado ao outro, e se algo ficou para trás haverá de se acumular na frente inclusive ao prejuízo de outras partes da matéria em maior evolução, daí surgem os decanatos Kármicos povoados de planetas em quadraturas. Citamos aqui Eclesiastes 3:1-8, tudo tem seu tempo determinado.

No que concerne ao trabalho com os Gênios cabalísticos cumpre expressar que existem quatro classes de sabedoria (Vadya) ou conhecimento secreto místicos dos sete ramos do Conhecimento mencionados nos Purânas:

1) “Yajna-Vidya”, a realização de ritos religiosos para produzir certos resultados, conhecimento que se adquire com certos poderes ocultos despertados dentro de nossa própria natureza interior mediante alguns rituais mágicos;

2) “Maha-Vidya“, o grande conhecimento (Mágico), refere-se à ciência da Cabala com todas as suas invocações, matemáticas, símbolos, liturgias que podem ser angélicas ou diabólicas dependendo da pessoa que a use;

3) “Guhya-Vidya ou Gupta-Vidya”, a ciência dos Mantras e seu verdadeiro ritmo ou canto, de encantamentos místicos, etc.— é a magia do verbo que se fundamente nos poderes místicos do som e da ciência da harmonia;

4) “Atma-Vidya”, ou a verdadeira sabedoria espiritual e divina, que pode lançar luz absoluta e final sobre os ensinamentos dos três primeiros nomeados. Sem a ajuda de Atma-Vidya, o Ser, Atma, os outros três não permanecem melhores do que as ciências da superfície, magnitudes geométricas com comprimento e largura, mas sem espessura. Eles são como a alma, os membros e a mente de um homem adormecido: capaz de movimentos mecânicos, de sonhos caóticos e até mesmo de caminhar no sono, de produzir efeitos visíveis, mas estimulados por causas instintivas não intelectuais, muito menos por impulsos espirituais totalmente conscientes.

Isto implica que aqueles que desejam trabalhar com a Cabala, com a sabedoria de Maha-Vidya devem aprender a despertar a consciência e aí atuarão como verdadeiros Mestres, não só tendo um título ou um grau dado em uma entidade qualquer como resultante da vaidade social. Poderão ver as entidades, as forças, as energias e participar com elas. Quando está o chamarem de Mestre, aí sim, serás um Mestre de verdade ainda que ninguém mais tenha ouvido…

Para despertar a consciência é preciso morrer, nascer e ser como o Sol que dá até o seu último raio sem esperar receber.

Cumpre compreender que neste processo de autoconhecimento e evolução o mago procura o significado em tudo o que ocorre ao seu redor, tudo que se move ou não, cada folha que cai, no movimento das águas, na formação das nuvens pelos ventos, na formação, posição das rochas, no comportamento humano ou animal, etc., de modo que sua vida é uma verdadeira aventura de mistérios, já que tudo que ocorre no exterior é o reflexo daquilo que criamos em nossos mundos interno e o que criamos no externo passa para nosso interior.

Formamos nosso paraíso ou inferno a cada dia, em cada movimento pelas vias da Lei de causa e efeito, pelo espelhamento dos mundos, pela Lei de afinidade vibratória, de modo que tudo o que fazemos neste plano, construímos no mundo que haveremos de habitar no futuro, quando deixarmos o mundo em que atualmente vivemos. Deste modo se cuidamos das aves neste plano no outro haveremos de nos deparar com o beija-flor, mas se destruímos e criamos desertos derrubando toda vida existente esta será nossa futura habitação; se promulgamos o ódio, a morte, a desolação, certamente este será o habitat de seu autor.

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO II

A ODISSEIA ZODIACAL

Autor: Inácio Vacchiano

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