IV. O MÉTODO CABALÍSTICO


A Arvore da Vida constitui-se em um método de se utilizar a mente (embora também seja tratada como um sistema de conhecimento, mas não é isto essencialmente) em que para se obter a clareza de visão, cumpre circunscrever o campo dessa mesma visão com o máximo de informações, “símbolos”, figuras, etc.

Dissemos que podemos considerar as Sephirah sob o aspecto tríplice ou seja: da filosofia ou ao conhecimento; ou psiquismo ou a evolução meditativa pelas vias do subconsciente e pela Magia onde atuamos com as forças naturais, pois bem, neste ponto trataremos do segundo aspecto.

Assim, o método cabalístico consiste em formular um símbolo concreto que o olho pode ver, e com ele representar uma realidade abstrata que nenhuma mente humana pode conceber. O significado das imagens mágicas, da gemátria (Cabala Matemática), etc. e o método de sua formulação e interpretação é um processo psicológico para penetrar o véu do inconsciente. Para adentrar num modo de consciência devemos reproduzi-lo em nós mesmos, assim como uma música nada significara para nós a menos que a cantemos com nossa alma, é preciso vibrar vis a vis com as fontes de energias desejadas.

Podem ser utilizados muitos símbolos como objetos de meditação da Vontade (Atziluth) tais como a cruz, na cristandade, as formas de Deus no sistema egípcio, os símbolos fálicos em outras fés de modo que utiliza-se esses símbolos como meios para concentrar a mente e nela introduzir certos pensamentos (Yetzirah) que evoquem determinadas ideias e, assim, estimule determinados sentimentos (Briah).

Utiliza-se o símbolo como um meio de guiar o pensamento no Invisível a no Incompreensível. Sob o ponto de vista do Macrocosmo, do universo, observamos a utilização dos símbolos como um meio de entrar em contato com as diferentes Esferas da natureza objetiva e sob o ponto de vista Microcósmico adentramos aos departamentos da consciência subjetiva. As Sephiroth devem ser interpretadas macrocosmicamente e os Caminhos microcosmicamente, assim, descobriremos a chave da Árvore seja no homem ou na natureza.

Quanto mais composto o símbolo, tanto melhor, porquanto um símbolo unitário, simples não serviria ao seu propósito. No presente caso utilizamos a Árvore da Vida e se é apresentado um símbolo simples este é colocado em seu respectivo departamento na Árvore para se realizar os trabalhos. Assim, com base no conhecimento e na intuição a mente salta de um princípio conhecido a outro conhecido e, assim faz e atravessa às mais diversas instâncias. A Intuição faz a ponte entre a mente e à elucidação.

Meditando sobre os símbolos obtém-se vislumbres de relações entre os caminhos e as Sephiroth que não se revelariam quando se considera apenas o aspecto material das coisas em contraposição ao aspecto simbólico, assim, Yesod representa a Lua mas também a cristalização das imagens os reflexos para cima e para baixo que podem ser comparados por exemplo a Hod-Mercúrio no caminho 30º em seus aspectos mentais e ambas as Sephiroth podem ser trabalhados nos quatro Mundos – Atziluth, Briah, Yetzirah e Assiah, isto porque cada símbolo admite diferentes interpretações nos diferentes planos seja por meio de suas associações astrológicas ou referindo-se aos deuses dos diversos panteões, abrindo, assim, novas possibilidades de aplicação de modo que a mente viaja sem descanso, pois um símbolo leva a outro numa cadeia contínua de associações e, quando se tenta trabalhar esses vislumbres no material de estudos, descobre que aí se ocultam indícios importantes, ou seja, uma coisa leva a outra, e a explicação das causas ocultas surge das relações dos vários símbolos individuais que compõem a Árvore.

Em um segundo momento esse hieróglifo da alma humana a do Universo, em suas associações lógicas de símbolos, evoca imagens na mente que não se desenvolvem ao acaso, mas seguem uma linha de associações direcionadas e oriundas da Mente Universal levando-se em consideração que a Árvore se aplica tanto ao Macrocosmos como ao Microcosmo homem, pois, como reza o postulado de Hermes, assim como é em cima, o é embaixo e vice versa, premissa que, aliás, abre campo para a adivinhação pela Árvore no Taro tanto astrológico como da cartomancia pelo sistema de simpatia das correspondências representado pelos símbolos entre a alma individual e a do mundo.

Cumpre esclarecer que cada símbolo na Árvore corresponde a uma força e quando nos concentramos neste símbolo nos pomos em contato com esta força, assim, ao utilizarmos a Árvore como símbolo de meditação estabelecemos um ponto de união entre a nossa alma e a alma do mundo de modo a recebermos um influxo de energia que confere poderes mágicos. A Árvore passa a ser um hieróglifo da alma do homem a do universo por onde podemos trilhar o caminho da iniciação. Para poder utilizar eficazmente os símbolos mágicos, o estudante deve inicialmente entrar em contato com cada símbolo em separado para depois utiliza-lo em conjunto, seja os dos Sephiroth ou dos Caminhos já que alguns aparecem em ambas as sequências, interligados por meio das correlações astrológicas e numéricas, contudo todo o trabalho é feito pelo subconsciente em um sonho desperto. É necessário tê-los perfeitamente enraizado na memória, realizado meditações uma a uma até que tenha absorvido seu significado e sua força, o conhecimento do simbolismo em suas ramificações e a filosofia de interpretação deste símbolo. Conhecer o vasto elenco de simbologia é um trabalho para toda a vida, mas tem suas compensações, para isto coletara informações em todas as fontes imagináveis da arqueologia, do folclore, da religião mística, das especulações da filosofia da ciência, etc. Contudo, uma vez estabelecido e claramente formulado os hieróglifos, a mente os utiliza automaticamente, os complexos fenômenos de existência objetiva passam a classificar-se em nosso entendimento, recebemos a iluminação e podemos utilizar as forças a nosso favor.

Para manter todas estas informações na memória há que se meditar regularmente todos os dias, de outro lado, cumpre encontrar a base lógica de associações na mente subconsciente o que ocorre na meditação. Na meditação oculta há poder peculiar para manter a mente em determinados limites mediante a técnica da concentração, da Vontade que se adquire com a prática constante de modo que ao surgir as imagens podemos de restringi-las ou seleciona-las para evitar o simbolismo confuso e fora da área que está trabalhando.

Como já foi dito, a cabala pode ser utilizada para a meditação ou ioga e, aqueles que assim o fazem não precisam obter necessariamente um extenso conhecimento da língua Hebraica, contudo auxilia o fato de lerem a escrever os caracteres hebraicos, de memorizarem os nomes desta forma para o momento da prática já que estes hieróglifos são chamadas de letra força e visto como sagradas para a arte. Cabe esclarecer também que cada letra tem um número e assim, são também uma pista para seu significado e compreensão da relação entre os diferentes poderes e ideias.

Na árvore nos deparamos com 32 caminhos sendo que a substância de 22 Caminhos se encontra no fato de que eles se constituem na união de duas Sephiroth, assim, só podemos compreender o significado de um sendeiro levando em conta a natureza das duas Esferas unidas na Árvore mais os regentes do caminho. De outro lado uma Sephirah não pode ser entendida num único plano: ela tem uma natureza quádrupla conforme já relatado (Atziluth, Briah, Yetzirah e Assiah) e que será mais esclarecido adiante.

Cumpre esclarecer ainda que não é com a mente consciente que a Árvore trabalha, mas sim com a mente subconsciente, eis que o método lógico da Cabala é o método lógico da associação de sonhos, mas, no caso da Cabala, quem sonha é o subconsciente coletivo, a subconsciência racial, a alma coletiva das pessoas, podemos dizer ainda o espírito da Terra no qual ao promovermos a comunicação pela meditação, símbolos, etc. a penetramos pelas vias de suas correspondências.

Estamos trabalhando com forças abstratas e personalizadas para nossos propósitos de modo que utilizamos inclusive a superstição, a deificação das forças naturais a nosso favor, desta forma por exemplo, um ser angélico pode ser definido como uma força cósmica cujo veículo aparente de manifestação à nossa consciência psíquica adquire uma forma construída com esmeroso cuidado e detalhes, inclusive simbolismos, pela imaginação humana. Deste modo, mantendo a imagem mágica criada na mente e vibrando o Nome que se lhe atribui, podemos obter os fenômenos desejáveis e estabelecer o contato com as respectivas esferas e usufruir das energias e iluminação emanadas daquele centro.

Se desejamos estudar uma Sephirah qualquer o aspecto da natureza ao qual ela se refere devemos meditar nela e não estuda-la apenas intelectualmente, necessitamos contato psíquico a intuitivo com sua influência a com sua Esfera.

Inicialmente damos o nome da Sephirah no devido centro de vida, em sua localização na árvore tais como Kether, Binah, Hochmah, Hesed, Geburah, Tiphereth, Netzah, Hod, Yesod e Malkuth.

As operações com as forças de cada Sephirah são executadas em cada um dos quatro mundos sob a presidência de um Nome de Poder, Nome Divino, ou Mundo do Poder que se relacionam nas operações do ocultismo prático nos diversos planos. O Nome de Deus refere-se ao plano do espírito, à ação da Sephirah no Mundo de Atziluth, trata-se do espírito puro; ao se invocar as forças de uma Sephirah pelo Nome de Deus isto implica que se deseja entrar em contato com os aspectos cósmicos, com sua essência mais abstrata, evolutiva ou subjetiva, eis que busca o princípio espiritual que sustenta a ideia e condiciona esse modo de manifestação e refere-se a evolução subsequente bem como efeitos de manifestações posteriores – que descerá pelos planos. Toda invocação deve começar por aqui para que a operação esteja em harmonia com a lei cósmica.

Em Briah os Arcanjos (segundo Nome de Poder) são os coordenadores que expressam a Vontade de Deus, os que ordenam aos Anjos as ordens que serão executadas. As orações são dirigidas a eles, a consciência organizada do ser, que organiza e dirige essa fase. Embora esses seres sejam representados pictograficamente como expressão inteligível de uma força não deve ser considerada como uma energia carente de inteligência pois são essencialmente individualizados e inteligentes. Por ser uma inteligência da Vontade divina não podem ser conjurados de modo que quando os invocamos, na verdade eles operam por meio de nós para o cumprimento de sua missão, assim, resta-nos nos alinhar a esta força cósmica (na pureza de sua natureza) a fim de que a operação se realize.

No mundo de Yetzirah temos os Anjos (terceiro Nome de Poder), archons e elementais responsáveis pela execução imediata dos desígnios formulados na Magia Prática e na meditação, são seres naturais e inteligentes. É por meio dos seres espirituais, que são agentes da vontade de Deus, ou seja, pela graça de seu arcanjo dirigente, que eles (os anjos) operam.

O quarto nome denominamos de Chakra Cósmico, ou seja, o objeto celestial, a evolução material que ocorre sob a presidência dessa Sephirah que a representa, são os representantes das diversas forças no Reino de Assiah, o plano material.

Dessarte, inicialmente entramos em contato espiritual com o aspecto da Divindade que emanou essa Esfera em Atziluth pois se isso não é feito, as forças que pertencem à Esfera nos níveis elementais podem escapar ao controle e provocar problemas, então iniciamos sob a proteção do Nome Divino. Posteriormente invocamos o Arcanjo da Esfera, o poderoso ser espiritual que personificamos nesse nível de evolução da Natureza. Solicitamos a bênção do Arcanjo (Briah), e suplicamos-lhe que ordene à Ordem dos Anjos (Yetzirah) que afete a Esfera que nos interessa e também que nos auxilie amistosamente, para daí prosseguirmos com nossas operações.

Ao iniciarmos nossa marcha convém direciona-la a um símbolo, mas não devemos fazer um esforço excessivo, pois, se nos concentramos num símbolo e o forçamos impedimos a atuação do subconsciente que atua uma parte pela meditação e outra pelo sonho, de modo que precisamos trabalhar nas fronteiras da consciência a da subconsciência, no intuito de induzir aquilo que é subconsciente a cruzar o umbral e a se pôr ao nosso alcance, cabe aqui trilhar o caminho do meio com sabedoria.

Cumpre acrescentar que conforme o desenvolvimento de cada um poder-se-á ter acesso mais facilmente a uma Sephirah ou caminho do que a outro; que são necessárias algumas meditações para se adentrar a uma sephira antes de se atingir o objetivo e perceber que se conhece determinado centro. No mais, o sucesso da operação atua diretamente em nossas existências de modo que se vimos ao mundo com uma quadratura entre dois planetas, no mapa natal, por exemplo, a meditação nos caminhos que lhes correspondem pode trazer alívio ao mau aspecto.

Um pentáculo, imagem que reproduz simbolicamente o resumo do aspecto estudado bem como os nomes divinos em hebraico e que pode auxiliar durante o processo mágico ou de meditação.

Os nomes relativos as Sephiroth são dados em hebraico e em português cuja grafia de todos os nomes utilizados na Cabala é importante, devido ao valor numérico que lhe atribuem e sua associação gemátria, numerológica dado que cada letra hebraica possui um valor próprio;

O Coro, legião, o grupo a que pertencem como Anjos, Arcanjos, Principados, Virtudes, Potestades, Dominações, Tronos, Querubins e Serafins;

Temos ainda como fontes de iluminação os títulos adicionais que oferecem características, atributos, propriedades relativas a cada Sephiroth que revelam muitas informações a quem saiba meditar.

Títulos conferidos: São os nomes aplicados às Sephiroth na literatura rabínica e auxiliam a iluminar as ideias correlatas a uma Sephirah em particular. Assim, Kether e chamado A Existência das Existências. O Segredo dos Segredos. O Antigo dos Antigos. O Ancião dos Dias. O Ponto Primordial. O Ponto no Círculo;

Imagem Mágica (de Kether): Um velho rei barbado, visto de perfil. Trata-se da imagem mágica, do retrato mental que o ocultista constrói para representar uma determinada Sephirah, são amelhados com muitos símbolos que auxiliam na meditação, são imagens retiradas de panteões antigos e também podem ser identificadas em razão de suas associações astrológicas;

Temos ainda as armas mágicas ou símbolos. As armas mágicas são instrumentos consagrados, portanto, empoderados, preferencialmente preparados pelo operador, que se utilizam na invocação ou evocação de uma força particular ou mesmo é o seu veículo de manifestação (como o triangula da arte). Auxiliam a excitar a imaginação e são inúmeras, dentre as mais conhecidas temos a vara do mago, a esfera de cristal, a pena para o elemento Ar, a taça para o elemento Água, etc., sua natureza é congênita à da força a ser trabalhada. Outro exemplo, símbolos relativos à de Kether: O ponto. A coroa. A suástica. Velho barbado com o rosto de perfil direito entre outros símbolos que podem ser procurados nas mais diversas literaturas. pode-nos dar muitas informações sobre a natureza dos Caminhos que trilhamos;

Em Geburah temos a forma geométrica de um pentágono que pode ser utilizado em qualquer talismã, altar desta Sephirah. Estes são só alguns exemplos e assim segue. Daremos mais detalhes ao tratarmos das Sephiroth individualmente.

Mundo do coro: refere-se a qual dos quatro mundos pertencem a Sephirah em questão.

Localização na Árvore: Auxilia a revelar o equilíbrio das forças espirituais que operam na natureza, o clássico exemplo refere-se a Geburah (severidade) e Hesed (misericórdia) separados horizontalmente e em oposição de atributos que se equilibra em Tiphereth (harmonia);

Correspondência no Microcosmo (Homem individual) refere-se as partes do corpo que correspondem ao macrocosmo (Grande Homem – o próprio Universo) e exercem um papel importante no trabalho prático e também auxilia na cura espiritual principalmente quando relacionado aos pontos constantes na astrologia. Os Anjos carecem dos planos inferiores e os animais dos superiores. De outro modo as partes do corpo não devem ser tomadas literalmente pois representam fatores da consciência, as funções das correntes magnéticas na aura, assim, no exemplo de Geburah o braço direito refere-se à vontade dinâmica, a capacidade executiva, a destruição do fraco e do desequilibrado.

equilibrio das forças nos planosConvém destacar aqui que o que está à direita no homem está à esquerda na mulher e vice-versa. Além do mais, na relação dos planos o que é positivo no plano físico é negativo no plano mental e é positivo novamente no plano astral e negativo no plano espiritual, como o simbolizam as serpentes gêmeas branca a preta do caduceu de Mercúrio.

Ao colocarmos o caduceu sobre os Quatro Mundos dos cabalistas na Árvore formaremos um hieróglifo que revela as operações relativas à lei da polaridade em relação aos planos. Esse hieróglifo nos auxiliará com muitas informações durante a meditação.

Há duas operações que podem ser efetuadas com a Árvore da Vida, a primeira situa as Sephiroth em nossa aura evocando nela o diagrama da Árvore e, tomemos como exemplo a sexta Sephirah, situa Tiphereth no plexo solar (região acima do umbigo, entre o peito e o abdômen), dentro de nós, e concentra-se neste ponto recebendo as influências da Sephirah, o que é um bom método para a meditação e, na segunda, nos transportamos para dentro delas e, aqui, em Tiphereth, permanece-se como de pé, dentro do Sol, onde então podemos trabalhar com o poder da Sephirah e receber sua iniciação.

Ao entrar em uma Sephira convém lembrar de fazer as saudações com os braços cruzados, direito sobre o esquerdo – formando o pentagrama, inclinando-se levemente como que para saudar os guardiões, armados com as espadas flamígeras erguidas com o punho sobre o coração (prestes a cortar a cabeça do indigno) e, então, para a coluna da direita, pronuncia-se Jakin e para a da esquerda saúda-se Boas.

Texto yetzirático: Refere-se à descrição da Esfera (ou Caminho) dada, eis que, são textos obscuros que produzem lampejos de iluminação pelo subconsciente;

A experiência espiritual consiste na essência da iniciação relativo ao grau atribuído a cada Sephirah, na compreensão de seus aspectos, de seus Mistérios. Assim, temos em Geburah a visão do poder, em Hesed a Visão do amor (veja as tabelas das Sephiroth).

Cada Sephirah possui virtudes é vícios (veja a tabela das mesmas), indicam as qualidades que necessitamos agregar para merecer a iniciação em determinado plano, é preciso conhecer as forças em desequilíbrio em nossa esfera, mesmo as virtudes quando levadas ao extremo convertem-se em vícios, ou seja, nenhuma Sephirah é totalmente boa ou má e a influência minguada de uma Sephirah conduz ao desequilíbrio da oposta. A título de exemplo Geburah-Marte tem como virtudes a energia e a coragem e por vícios a crueldade e a destrutividade que podem ser encontradas facilmente ao se estudar as correspondências Astrológicas pois derivam das características dos planetas de onde se abrem novas portas de associações.

Há ainda referências a animais, plantas, pedras preciosas simbólicas, etc. que precisam ser estudadas e conhecidas as suas atribuições, pois são pontos de referências além de oferecerem chaves para os relacionamentos. Assim se alguém estiver meditando em Yesod e se deparar com um Leão saberá que tem alguma coisa errada pois este animal pertence a Tiphereth, mas se encontrasse uma rã ou uma muda de cânfora saberia estar no lugar certo. Algumas plantas, animais, etc., estão associadas as lendas dos antigos Deuses, outras às características de cada elemento, signo, planeta. Então temos o milho associado a Malkuth, o vinho a Tiphereth (Cristo).

Quanto as pedras, esclarecemos que a cor exerce um importante papel nas visões induzidas pela meditação sobre as Sephiroth, e um cristal da cor apropriada é um bom material com o qual se pode fazer um talismã, assim, pode ser um rubi cor de sangue para as ígneas forças marcianas de Geburah; uma esmeralda para as forças naturais do Raio Verde de Netzach, um cristal amarelo para Tiphereth, etc.

As drogas também estão associadas às Sephiroth assim os afrodisíacos são atribuídos a Netzach (Vênus); todos os abortivos a Yesod em seu aspecto Hécate; os analgésicos a Hesed (Misericórdia); os irritantes a os cáusticos a Geburah (Severidade).

As associações Astrologia que se traçam por meio do simbolismo dos planetas, dos elementos a das suas triplicidades, casas e regências

Aqui entram ainda os Aspectos astrológicos que representam cada Sephirah e trata das mesclas que são produzidas quando dois ou mais planetas, representado por esta Sephirah ativam, se encontram, em um certo ponto de nossa saúde física, emocional ou mental, marcado no mapa do horóscopo ou mandala astral. (Para maiores detalhes veja o capitulo intitulado: Aspectos astrológicos e os caminhos).

A Geomância que se vincula à Árvore por meio da Astrologia e também o Taro que tem sua representação hieroglífica e figurativo em cada caminho pois tudo se completa mutuamente, tudo tem seu lugar na Árvore.

No que se refere aos quatro naipes do Taro, sua correspondência com a Árvore abre vastos universos de valor prático e uma base filosófica e a arte divinatória.

Restam ainda as cores luminosas que nos dão um norte a que mundo nos encontramos e se estamos na esfera que nos propomos a trabalhar.

Os perfumes e incensos também são utilizados nesta prática e daremos mais detalhes adiante, contudo cabe explanar que são atribuídos certos estados mentais a certos perfumes e incensos que os estimulam.

Então aqui temos um amplo contexto de associações que podem ser utilizados no caminho da meditação e com fins a auto iniciação na Árvore da Vida contudo, cumpre ao estudante de ocultismo memorizar as principais correspondências das Dez Sephiroth e não apenas decorar as tabelas de referência (embora no início isto seja necessário) a fim de que receba a iluminação sempre que a mente classifique na Árvore as inumeráveis mudanças e acasos em nossa vida, revelando, pela correspondência, o seu significado espiritual, por onde deverá ocorrer o equilíbrio, como fazê-lo, etc. Então ao invés de decorar que Saturno compreende o vício da avareza memorizamos a correspondência ligada a sua excessiva resistência que o faz negar em demasia até o indispensável, conforme aprenderemos no capítulo referente a Binah.

O sucesso desta operação depende do treinamento cuidadoso e prolongado a fim de se adquirir certos poderes:

1) O relaxamento (Assiah – 2º He). Sem um bom relaxamento o corpo não permite que a prática seja feita, pois coça, dói, se torna indisposto, etc.;

2) A concentração (Yetzirah – Vô) e aqui inclui-se a imaginação visual e as informações, fixa−se a atenção no corpo sobre o qual vamos praticar;

3) Meditação (Briah – He), com os sentimentos, quando o subconsciente toma conta das operações e,

4) Vontade, Samadhi, êxtase (Atziluth – Yod) para direcionar os caminhos, utilização do Olho de Dagma (terceiro olho, olho que tudo vê, olho de Rá egípcio)..

Veja o capítulo Prática de Relaxamento e Meditação no final da obra onde fornecemos uma sugestão para o estudante adentrar em seus mundos internos.

Alguns conceitos para entender esta obra:

Supraconsciência – Nosso anjo da Guarda, Ser maior, que corresponde as três supremas mais Hesed e Geburah.

Consciência: Aspecto ligado a Tiphereth, a nossa Alma, possui a chamada “ciência com”, com a Unidade.

Inconsciência: Ausência de consciência.

Subconsciente – A consciência presa, engarrafada no ego.

Personalidade: Corresponde as quatro Sephirah inferiores (Netzah, Hod, Yesod e Malkuth).

Consciência adormecida: Enfrascada pelo ego.

Consciência objetiva: Aquela que provém do íntimo.

Veja também os conceitos de Ego, personalidade e essência, Real Ser no Tomo III. Contudo fazemos aqui um adendo a personalidade que é tido como uma máscara, um veículo de manifestação do ego e que na presente obra refere-se também as quatro Sephiroth inferiores (Netzah, Hod, Yesod e Malkuth) já que o ego não adentra a 6º dimensão onde habita a consciência.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO I

ÀRVORE DA VIDA – OTZ CHIIM

ELEMENTOS, PLANETAS, SIGNO, TARO

 

Autor: Inácio Vacchiano