.8 HOD


Arcanjos1.1    Elementos constitutivos ou relacionados

Sephirah: Hod (Em hebraico: הוד He, Vau, Daleth – glória, esplendor, magnificência)
Coro, nome cristão: 8 – Arcanjos
Nome divino (Atziluth): Elohim Tzabaoth אלהים צבאות, o Deus das Hostes, das Legiões.
Arcanjo (Briah): Miguel ou Michael מיכאל.
Coro Angélico (Yetzirah): Beni Elohim בני־אלהים, Filhos de Deus.
Material/Planeta (Assiah) ou Chakra Cósmico: Kokab ככב, Mercúrio.
Inteligência Geomântica: Rafael (רפאל).
Regente do planeta: Rafael (רפאל)
Títulos conferidos: Glória.
Imagem Mágica: Um hermafrodita.
Símbolos/Armas mágicas: Nomes, versículos e o Avental.
Forma geométrica: Octagrama
Localização na Árvore: Na base do Pilar da Severidade.
Relação/elementos: Água do Ar
Mundo do coro: 3 – Yetzirah, Mundo de Formação, Mental – elemento Ar.
Correspondência no Microcosmo: Os quadris a as pernas.
Correspondência no Macrocosmo: As lojas, escolas, armazéns, postos de troca de mercadoria e outros do gênero
Signo: Aquário – segundo signo do Ar.
Elemento zodiacal: Ar
Texto yetzirático: O 8º Caminho é chamado de Inteligência Absoluta ou Perfeita, pois é o instrumento do Primordial. É dela que emana a preparação dos Princípios. Não possui raízes, com as quais possa penetrar e implantar-se, salvo nos lugares ocultos de Gedulah, da qual emana sua essência característica.
Experiência Espiritual: Visão do esplendor.
Atributo: Verdade material
Virtude: Veracidade.
Vício: Mentira, falsidade, desonestidade, improbidade, preguiça.
Aspecto: 135º Sesquiquadratura
Animais: Animais: Os hermafroditas, o chacal, macacos, raposas, doninhas, veados, as mulas, a lebre, a civeta, o camaleão. Pássaros: O pintarroxo, o rouxinol, o melro, tordo, uma cotovia, lavandeira, calandra, o papagaio, a pega, o íbis, o besouro preto com um chifre (escaravelho), pavão, colibri. Peixes: troquídeo, pólipo, arraia, tainha.
Plantas: Peyote, Maconha, Manjerona, Funcho, Mandrágora, Alcaravia, Endro, Romã, Aveleira, salsa
Pedras: Opala, especialmente Opala de Fogo, Ágata, serpentina, mármore vermelho, topázio. Metais: o mercúrio, estanho, marcassita de prata.
Drogas: Os psicotrópicos.
Cartas do Tarô: Os quatro oitos: Oito de Paus: rapidez; Oito de Copas: êxito abandonado; Oito de Espadas: força amortecedora; Oito de Ouros: prudência.
Cor em Atziluth: Violeta-púrpura.
Cor em Briah: Laranja.
Cor em Yetzirah: Vermelho-roxo.
Cor em Assiah: Preto-amarelado, salpicado de branco.
Velas:  3 Laranja
Incenso: [canela, sementes de louro, jasmim, benjoim, casca de limão, maçã]

1.2    Disposições gerais

Hod é o Mundo da Mente, a Mente Cósmica, a Mente do ser humano. a Mente tem natureza mercuriana e dá a Sabedoria e a Palavra. O rosto do corpo mental da maioria dos seres humanos tem aparência animal em razão de seus costumes e hábitos, logo tem natureza Lunar, animalesca. O corpo mental solar tem natureza Crística, é a antítese do anterior, trata-se da Mente-Cristo. Este corpo mental solar é um corpo de carne e osso, mas uma carne imperecível que não provém de Adão e que, por isto, pode atravessar qualquer obstáculo, é um corpo de perfeição, que come, bebe, assimila, digere, tem os seus próprios alimentos, a sua nutrição e o seu desenvolvimento. Como os anteriores deve também ser fabricado na nona esfera e refere-se à terceira iniciação dos mistérios maiores onde se é sobreposto o Diadema de Shiva e o Manto Amarelo dos Budas.

As mensagens que descem do Mundo do Espírito Puro apresentam-se como simbólicas no Mundo de Formação, principalmente no reino de Yesod. Esses símbolos devem ser interpretados baseando-se na Lei das Analogias Filosóficas, na Lei das Analogias dos Contrários, na Lei das Correspondências e na Lei da Numerologia. Mas o raciocínio puro divorcia a mente do Íntimo-Atima-Hesed. O Íntimo fala sob a forma de pressentimentos, enquanto a mente revolta-se raciocinando e comparando, baseando-se na opinião, na luta de conceitos antitéticos, no processo de eleição conceptual, no batalhar das antíteses, etc. Se a mente não servir ao Íntimo, servirá de instrumento ao ego animal. O intuitivo sabe ler onde o Mestre não escreve e escuta onde ele não fala.

O raciocinador é totalmente escravo dos sentidos externos, dos cinco sentidos, da composição química e elétrica que estes sentidos dispõem, pois além disto não consegue atingir a compreensão de modo que sempre estão presos as teorias. É mais valioso praticar a meditação interna, entrar em contato com o Íntimo, do que perder o tempo a puramente raciocinar, pois desse modo podemos estudar a sabedoria divina aos pés do Mestre. Cumpre acabar com os raciocínios e despertar a intuição para se obter a verdadeira sabedoria. Abdicar do raciocínio com vistas ao discernimento, a percepção direta da verdade, a compreensão.

A um lado negativo aqui que se refere a dominar a mente das pessoas, o que se constitui em magia negra já que viola o livre arbítrio, assim, deve-se ter cautela ao se utilizar do hipnotismo, dos magnetismos, sugestões, etc. para que as energias não venham a tornar-se degradadas e, assim, se projetarem ao abismo.

 

1.3    Introdução Sephiróthica

Hod é a terceira Sephirah da coluna da Esquerda e representa a busca da perfeição através da verdade. É a segunda Sephirah do Mundo de Formação (Yetzirah). Deste centro recebemos toda a energia necessária para impulsionar o nosso cérebro a não se contentar apenas com os prazeres que nos oferece o Sephirah anterior, Netzah. O lado esquerdo de nosso cérebro, de onde emana essa energia, remove os fundamentos de nossa personalidade profana para ativar o mecanismo que nos permite corrigir os desmandos que tenhamos cometido sob o império dos sentidos (Netzah-Vênus). Hod herdou o pensamento ativo de Binah (inteligência, Lei, Destino) e é o encarregado de legislar, de discernir o que é lícito do que não é, no que se refere ao nosso programa humano. É regido pelo planeta Mercúrio.

Hod significa Verdade e expressa que a busca da Beleza não deve ser excessiva, não deve ser a força diretriz de uma vida, excluindo todo o resto. Por isso, o contraponto de Netzah é Hod que impulsiona o indivíduo a descobrir no belo, o verdadeiro.

No universo material, Hod manifesta-se como o Mercúrio de onde o intelecto humano recebe as energias que lhe permitem discernir o verdadeiro do falso.

A nível microcósmico as forças de nosso Hod interior devem estar mobilizadas para a descoberta da Verdade. Não estaremos, na Verdade, se não fizermos do nosso organismo um Templo em que possa habitar o nosso Real Ser, essa parcela espiritual, essa célula divina que nos pertence não poderá viver em nosso corpo físico se não vibramos em uma determinada frequência. Ao derramar-se as energias fora de seu Centro, a intensidade vibratória do indivíduo se reduz e o Real Ser só pode atuar intermitentemente em nós. Se algum Centro de Vida não funciona em nós, a nossa vibração pessoal se esmurece, porque uma parte de nossa geografia espiritual encontra-se como que paralisada e, deste modo, outras forças vêm em socorro da Sephirah doente, de acordo com a Lei da solidariedade da parte com o todo e vice-versa, que rege o universo. A descoberta da Verdade sobre a organização cósmica permite conhecer as regras de seu funcionamento e, portanto, regular o nosso comportamento com o pulsar do universo e, assim, conseguirmos ser o Templo vivo para o nosso divino Real Ser.

1.4    Discorrendo sobre os elementos

Em termos de consciência, as cinco inferiores são representadas da seguinte maneira: 1) Tiphereth expressa a consciência mais elevada onde a individualidade se une a personalidade; 2) Netzah e 3) Hod são respectivamente os aspectos da força e da forma na consciência astral; em 5) Malkuth refere-se à consciência derivada das experiências e sensações físicas. Esta consciência se manifesta de maneira tênue em Netzah e Hod e mais rarefeita ainda em Tiphereth e 4) Yesod está mais submetida que as anteriores as influencias amplificadoras de Malkuth.

Esta estratificação está ligada ao grau de desenvolvimento do espirito que, de posse de uma vontade independente, obra em seu meio de modo objetivo modificando-o. Assim, uma anêmona não influi muito em seu meio ao passo que o João de Barro constrói sua casa, o castor o dique e a criatura mais elevada, a humana, exerce profunda influência em seu meio e no dos demais seres. No mais à medida que se aumenta o nível de consciência atua-se nos planos superiores da natureza. Assim como as anêmonas absorvem os alimentos oferecidos pela água, o espirito constrói com a substância mental, serve-se das forças espirituais propiciadas pelo cosmos e influencia seu meio sutil. A mente trabalhada e edificada no estofo mental faz sentir seu poder nesse plano.

Sempre que o homem entra em contato com o astral, seja no modo passivo como sensitivo ou ativo como mago, cria formas a sua semelhança e concernente ao seu entendimento a fim de representar as forças sutis e fluídicas que deseja entrar em contato para submete-las a sua vontade. Estas formas são representações de si mesmo, um veículo que expresse a sua própria individualidade embora se apresente a consciência como um tipo distinto do humano, esta é a razão da antropomorfização das entidades divinas, então o indivíduo atua como uma criança brincando com a Grande Mãe (Bina) e dirige suas propensões para organizar e construir em quaisquer dos planos em que sua consciência possa atuar.

Há algumas forças naturais sutis que pertencem a formas de evolução diferentes da nossa e que são percebidas no plano astral por alguns indivíduos, mas representadas por formas produzidas pela imaginação humana eis que são persuadidas a fazer uso destas formas para se apresentarem. Há um tipo de magia que cria estas formas e induz as entidades a anima-las. O subconsciente é capaz de perceber estas formas e o ser humano acaba dando nomes ligados a estas forças como por exemplo um nome feminino aos furacões ou mesmo um nome a um rio ou montanha com adjetivos.

Então por analogia raciona-se que os seres que causam os fenômenos habitam em reinos parecidos com o do indivíduo, deste modo penetram-se em sua esfera, e neste plano consegue-se submeter a sua vontade como em um estado de sonho, mas em vigília, com a imaginação consciente que se aproxime ao máximo das visões noturnas. Trata-se de um estado entre a vigília e o sono, mas onde se abandona a consciência de vigília e entra em estado de baixa pulsação voluntariamente. Para se adentrar neste estado o indivíduo formula em sua imaginação o retrato mental que represente o gênio governante do fenômeno ao qual deseja entrar em contato [6]. Formula uma quantidade infindável de vezes, fervorosamente, telepaticamente, até que a entidade atente para o que está sendo feito com agrado e é quando então obterá sua cooperação. O próximo passo e domar e domesticar a força até que venha a conseguir animar a imagem mental destinada a servir-lhe de veículo. Para o sucesso da operação deve haver uma simpatia pela natureza do ser invocado. Esta forma se manterá viva e fiel enquanto receber alimentos, isto é, a adoração por parte de seus criadores e adoradores. Cessando a adoração, o deus se retira de volta ao seio da Natureza. Do mesmo modo nos colocamos em contato com a habilidade e concentração nos símbolos existentes e que são utilizados para constituir as diferentes formas, podemos até entrar em contato com Velhos Deuses. Pode-se até empregar a técnica dos espiritistas[1] e se dispuserem de um mediador materializador, vários fenômenos poderão ser produzidos.

Esta técnica é utilizada em algumas entidades religiosas mesmo sem que se deem conta disto. A transubstanciação vem a ser a animação de uma forma astral com a força espiritual e o poder de sua realização está diretamente ligado a consciência do sacerdote acerca do entendimento do ato. A utilização de versículos bíblicos pelas igrejas, ordens, etc., operam do mesmo modo.

Voltando a Árvore: o par de opostos em si, isolados, não é funcional pois se neutralizam mutuamente eis que a função pressupõe sempre um par de opostos em equilíbrio. Uma Sephira isolada não pode ser chamada de funcional. Deste modo, para que ocorra este equilíbrio e não a sua anulação resta necessário a inclusão de uma terceira Esfera, resultante da união das duas, a fim de que as duas sejam tanto equilibradas quanto funcional assim como dispõe o simbolismo Pai, Mãe e Filho que predispõe a atividade.

Dito isto, neste ponto, podemos trabalhar com o triângulo funcional da Tríade Inferior ou Triângulo Mágico: Netzah, Hod e Yesod. Já vimos que que Netzah e Hod referem-se respectivamente a Força e a Forma no plano astral[7] ao passo que Yesod é a base da substância etérea, o Akasha (também chamado de quinto elemento ou Luz Astral). Oras em Hod nos deparamos com a Esfera da magia já que é o responsável pela formulação das formas. É onde o mago opera com sua mente e formula sua Vontade após reunir as forças naturais da Esfera de Netzah para animar as formas criadas. Esta sequência segue porque sem os contatos com Netzah, com sua Força astral, a animação da forma não ocorre. Este contato deve ser feito por simpatia emocional. O mago projeta o poder de sua Vontade para fora de Hod, mas com Netzah ocorre o oposto e deve ser exercido pelo poder da simpatia. Deste modo uma pessoa fria, dominadora, ou aquele dominado pelas emoções não podem trilhar este caminho sem antes trabalhar sobre si. É preciso que haja equilíbrio entre Hod e Netzah ou seja o poder da Vontade concentrada bem como a simpatia imaginativa – os fatores correspondentes a Vontade constantes em nosso temperamento.

Para se fazer ouro necessita-se ter um pouco do elemento, ou seja, só podemos despertar uma atividade se ela já existir em estado latente em nosso interior, assim, se em nossa natureza não existe Vênus não haverá a capacidade para se receber esta energia de Netzah, para responder ao chamado do amor, de modo que as portas da iniciação nesta esfera estarão fechadas. Igualmente ocorre com Hod, se não temos a capacidade imaginativa. Isto equivale para qualquer Esfera, eis, que sua operação só se faz viável após receber-se a iniciação da Esfera pretendida, isto é, tornar consciente o que anteriormente era subconsciente e submeter este conteúdo, que até então só responderam aos estímulos cegamente, ao controle de uma Vontade dirigida. Os poderes mágicos vêm quando nossas capacidades de reação se elevam acima da esfera dos reflexos emocionais e colocam-se sob o controle racional então a energia se adequa a Forma. Neste sentido o iniciado serve-se de todas as emoções sem se apegar ou identificar-se a qualquer delas e por isto se diz que o Adepto se utiliza de tudo, porém, não depende de nada. Aqui entra o conceito de reação e satisfação inibida; o ter e o abster-se, para ter duas vezes, uma que se tem e, outra, que se recusa a ter.

Sephirah:  Hod (Em hebraico: הוד He, Vau, Daleth – glória, esplendor, magnificência)         .

Tem se atribuído a Hod o significado de Glória, esplendor, magnificência, em razão da tradução do Hebraico, mas ao mesmo tempo estes mesmos conceitos são dados a outras Sephirah como Esplendor a Netzah ou a Tiphereth ou mesmo Glória a Geburah ou Hesed. A Glória que aqui se refere liga-se ao fato de as formas estarem prontas, organizadas em todo seu Esplendor Primordial e por isto se revela a consciência humana.

Nome divino (Atziluth):  Elohim Tzabaoth אלהים צבאות, o Deus das Hostes.

O nome Elohim guarda em si uma simbologia hermafrodita, eis que, esta palavra é um substantivo feminino (Eloah – אלוה = Deus) acrescido de um plural masculino (אלהים = Deuses), que representa um tipo de atividade dupla ou de força que funciona por meio de um corpo organizado.

As três Sephiroth do Pilar Negativo ou do Rigor da Árvore possuem a palavra Elohim em parte de seu Nome Divino, senão vejamos: Tetragrammaton ou Jehovah Elohim יהוה אלהים em Binah; Elohim Gibor אֱלוֹהִים גבור em Geburah; e Elohim Tzabaoth אלהים צבאות em Hod.

Os Elohim (plural de Eloah אלוה – Deuses e Deusas) são o exército da voz, o coro da criação, a palavra, o verbo exercendo o seu poder. A palavra Tzabaoth significa hoste, legião, exército ou armada. Observamos, deste modo, surgir a ideia da Vida Divina manifestando-se em Hod por meio de uma legião de formas dinamicamente animadas, em oposição à atividade fluídica (Força) de Netzach.

Arcanjo (Briah): Rafael (רפאל).

Em Briah tem aparecido os dois nomes Rafael (רפאל) e Miguel ou Michael מיכאל, conforme a autoria, que alteram os nomes aqui em Hod e em Tiphereth. Preferimos adotar o nome de Rafael por já ter relação com o Regente do Planeta do mesmo modo que em Tiphereth Michael tem ligação com o Regente Planetário daquela Sephiroth, além dos motivos já expostos em Tiphereth.

Vale lembrar que enquanto Tiphereth é o promotor da cura pela energia que procede aos milagres, Rafael promove a cura pelo boticário, pelos elementos da natureza como as plantas, poções, etc. já que Hod carrega em si uma forte carga de empirismo, por isto é considerado o patrono dos médicos nas figuras de Paracelso, Galeno, Hipócrates, Hermes Trismegistus, Anjo Adonai, Mestre Huiracocha, etc, embora aqui encontramos também o saneamento das enfermidades pela elementoterapia, ou seja a utilização da energia vital dos elementais entre tantos outros meios de cura.

Coro Angélico (Yetzirah):     Beni Elohim בני־אלהים, Filhos de Deus. Já vimos que os Elohim se referem a exércitos de Deuses, então temos aqui os “Deuses das Hostes”, dos exércitos das armadas. Ocorre que o Criador não realiza suas obras diretamente, mas a semelhança de um Arquiteto, faz seus projetos no Mundo Arquétipo e conclama seus trabalhadores a realizar a obra. Por isto é chamado de o Grande Arquiteto. Algo semelhante ao que o ocorre no mundo em que vivemos, disposto em hierarquias em qualquer departamento em que nos encontremos. “Ordem” é a palavra do Universo, tudo vai por uma segmentação hierárquica (arcanjos, anjos – veja em termos de força e forma) sob a regência do Grande Criador. Tudo tem sua função, que possibilita o seu crescimento em algum ponto e, se não fosse assim, as energias não evoluiriam, estariam estagnadas sem esta Lei da Polarização que promove os fluxos e ordena todo o Universo. Isto implica que a polarização deve ser exata, cada coisa em seu lugar, a meritocracia compreendida em seu sentido mais abrangente, sob pena de estancamento.

Hod é a Esfera da Magia Formal e não deve ser confundida com o simples poder mental. Estas formas são construídas pelo mago que atua junto a estas forças da Natureza (e não somente com os poderes de sua mente) que recebem o nome de Beni Elohim, os filhos dos Deuses.

Material/Planeta (Assiah) ou Chakra Cósmico:         Kokab ככב, Mercúrio.

Mercúrio é o rosto visível de Hod. Sua situação na árvore nos indica quais são suas funções. Os Séfiras da esquerda são os portadores da Lei, de modo que em Vênus não se encontra nenhuma Lei que limite a sua expansividade. Assim, em primeiro lugar, Mercúrio será o que corrige a desordem que possa ter sido introduzida por Vênus em sua atuação excessiva.

É fácil exceder-se com os impulsos provenientes de Vênus, mesmo quando se formam bons aspectos, quando suas vibrações se propagam harmoniosamente, ou seja, Mercúrio, como herdeiro do pensamento ativo de Binah, é o que permite discernir o que é lícito e o que não o é na jubilosa atividade venusiana.

Mercúrio e Vênus fazem parte do cortejo de planetas que seguem o Sol em seu perambular pelo espaço, um constituindo o esquadro-Mercúrio com que se medem as realidades humanas, e o outro o compasso-Vênus, com o qual a alma desenha a realidade sensível, o seu propósito, de modo que estes planetas nunca se encontram muito longe um do outro, como perfeitos instrumentos da vontade do Ser.

Mercúrio será o planeta que desde baixo tem de nos levar a descobrir como são as coisas lá em cima. Dessarte, Mercúrio representa a lei de Binah em um mundo próximo ao físico, pois se move nesse mundo etérico de Yetzirah, conhecido cabalmente como de Formação. Binah institui a Lei de cima, a geral-cósmica, e Mercúrio identifica a de baixo, no reino da multiplicidade, o que é idêntico ao de cima.

Mercúrio é o que abre as portas de nossa mente às realidades superiores. Ocorre que os planetas à direita: Urano, Júpiter, Vênus, podem até nos induzir a funcionar de acordo com as leis cósmicas, mas não nos darão a compreensão do porque as coisas são assim e não de outra maneira. Contudo a compreensão virá dos planetas da esquerda e será a partir de baixo que essa compreensão começará, posto que nossa consciência está projetada para o mundo material, que é o que nos serve de cenário para nossas experiências.

A posição de Mercúrio em um horóscopo indicará a aptidão do indivíduo para compreender a relação entre as coisas, que é a faculdade suprema da inteligência. Mercúrio é o iniciador e seu símbolo se encontra inscrito em todos os templos iniciáticos. O que está em cima é como o que está em baixo e o que está em baixo é como o que está acima, assim reza o princípio hermético procedente de Mercúrio e, deste modo, o jogo da inteligência consiste em identificar aquilo que aqui embaixo corresponde ao de cima. Desse trabalho de identificação nasce a ciência das analogias e com ela a suprema descoberta da verdade. De acordo com essa ciência, o que é a verdade em um domínio qualquer conhecido é também uma verdade absoluta em um domínio ignorado, e aplicando-se este preceito é possível obter, a partir do conhecido: o ignorado.

Uma posição forte de mercúrio num horóscopo será, pois, o indício de que uma pessoa possui capacidade de análise, de crítica, de síntese de discernir a verdade encerrada em cada coisa.

No Zodíaco, Mercúrio trabalha com as energias de Gêmeos e de Virgem. Em Gêmeos, Mercúrio atua positivamente, aportando discernimento à exteriorização de nossas ideias. Em Virgem, Mercúrio atua por sua polaridade negativa, conduzindo à quintessência das experiências adquiridas nos quatro ciclos elementares, Fogo, Água, Ar, Terra, ao novo grande ciclo que se iniciará com Áries.

Na árvore cabalística vemos que de Mercúrio partem os caminhos que se comunicam com a Lua e Malkuth e outros que se comunicam com Marte e o Sol, além do que se relaciona com Vênus. Ao estudar os signos percebemos como no processo dos ciclos elementares, Gêmeos (último signo do Ar) desagua em Capricórnio, porta de entrada do elemento terra (primeiro signo da Terra). Capricórnio é regido por Binah-Saturno e, no mundo de Formação (Yetzirah), é Yesod-Lua quem realiza as funções de Binah-Saturno. Assim, diremos que o Mercúrio de Gêmeos é o que conduz às realidades materiais representadas por Yesod e Malkuth, ou seja, que Mercúrio de Gêmeos “baixa” para o mundo material. De outro lado, Virgem, no final de um grande ciclo se comunica com Áries, regido por Marte, signo que representa o início de um novo ciclo. Dessarte, diremos que o Mercúrio de Virgem é o que “sobe” pelos caminhos que conduzem a Marte e ao Sol.

Os alquimistas, que deram o nome mineral aos elementos transmutadores da personalidade, distinguiam em seus compostos dois Mercúrios, o vulgar e o filosófico; o vulgar é utilizado na fase anterior, quando o “preparado” ainda não atingiu a maturidade, enquanto que o filosófico é utilizado como elemento transmutador. O primeiro diz respeito a Gêmeos e o segundo a Virgem.

É, pois, através de suas qualidades negativas, que Mercúrio se manifesta com particular esplendor, porque sua posição na árvore é He por vários canais. Mercúrio é o He do ciclo Vô formado por Netzah (Yod)-Hod(He)-Yesod(Vô)-Malkuth(He).

É o He de sua coluna, já que sendo Binah o Vô supremo, Geburah é o segundo He-Yod e o Hod é, então, o He, e se encontra na coluna negativa, o que significa que a inteligência do universo começa no interior de nós mesmos: é a mulher, o feminino, o primeiro que se prepara em nosso interior para conceber a compreensão do mundo, do mesmo modo que foram as forças femininas que Kether liberou ao iniciar os trabalhos de criação, com a missão de compreender, de assimilar as essências zodiacais procedentes de um longínquo dia de manifestação (por isso a tradição lhes dá o nome de anciãos dos dias).

Os maus aspectos planetários sobre Mercúrio perturbarão as funções intelectuais. Por um lado (Gêmeos) dificultarão a capacidade de discernir o que é ou não é adequado ao estabelecimento material, dando lugar ao indivíduo com lacunas de comportamento; àquele que não sabe tirar partido das situações materiais, que não vê as oportunidades porque a conexão entre a realidade material e a função inteligente está alterada. Por outro lado (Virgem) não conseguira transmitir o concentrado das suas experiências totais à vanguarda do Ser, a fim de que este as tenha em conta na elaboração da sua política, o que o levará a tropeçar duas vezes no mesmo obstáculo e a ter que repetir curso. Ou seja, nem a personalidade material disporá da inteligência de cima, nem o Ser terá a informação procedente de abaixo.

Palavras chaves:

(+) Correção da desordem, discernimento, Leis superiores, compreensão, inteligência, analogias, verdade, análise, síntese,

(-) Perturbação das funções intelectuais, discernimento, inteligência; perda de oportunidades, repetição dos erros.

 

Quadrado mágico, sigilos do planeta, inteligência e espíritomercurio sigilo inteligencia espirito

Títulos conferidos: Glória. O significado da palavra Glória, sugere que nesta Sephirah, a primeira Esfera se manifestará no momento em que as formas estejam definitivamente organizadas e, assim, o esplendor Primordial se revela a consciência humana. Eis que a glória de Deus só pode se manifestar quando existem formas que a permitam sua exteriorização.

Imagem Mágica: Um hermafrodita.

Hermafrodita não tem nada a ver com homossexualismo, muito pelo contrário, trata-se da combinação dos elementos masculinos e femininos e não de uma violação ao princípio da polaridade.

O que se tem aqui é mais uma progressão da Força e da Forma, eis que, Hod surge como a Esfera das formas animadas pela força e, inversamente, onde as forças da natureza assumem uma forma sensível.

Símbolos/Armas mágicas:    Nomes, versículos e o Avental.

Os nomes são as Palavras de Poder ou mantrans por meio das quais o mago resume as potências multiformes dos Beni Elohim e as evoca em sua consciência. Tratam-se de formulas filosóficas, por vezes etimológicas – principalmente quando ligadas a entidades alienígenas -para designar forças complexas e formar, assim, sua simbologia. Quando tem suas raízes na Cabala utilizam-se da gematria para encontrar a base do valor numérico da palavra, com base no alfabeto sagrado e suas correspondências numerológicas.

Os versículos também tem características mântricas que quando repetida indefinidas vezes opera sobre a mente como uma forma de autossugestão. São utilizados na Schemhammephorasch – invocação dos 72 anjos cabalísticos onde cada arquétipo está relacionado a um versículo bíblico, mas também há outros anjos relacionados a outros versículos.

O avental é uma parte da veste dos adeptos dos Mistérios Menores e refere-se ao pedreiro construtor de formas no mundo de Hod onde se operam as formas mágicas. Também oculta a região de Yesod (o sexo), o aspecto funcional de Netzah e Hod.

Localização na Árvore: Na base do Pilar da Severidade.

Correspondência no Microcosmo: Os quadris a as pernas.

Correspondência no Macrocosmo: As lojas, escolas, armazéns, postos de troca de mercadoria e outros do gênero

Experiência Espiritual: Visão do esplendor. Esta experiência está associada a compreensão, produto de Hod. Refere-se a compreensão da glória de Deus em razão de sua manifestação no mundo criado que é vista como as vestes do criador, quando a força, a energia divina, tomou forma, seja em uma flor (com seus desenhos artísticos), pássaro (com suas cores, cantos), animais, rochas, elementos, etc. Então temos a compreensão do esplendor da Natureza que é o próprio criador. A Iluminação advém quando nos damos conta que somos um cooperador do Grande Artífice já que nos é dada a faculdade para manipular todas as manifestações de modo luminoso. Assim, nos tornamos um canal para que os Mestres Brancos possam ordenar as fluições desequilibradas o que implica em abdicar do ego e não utilizar os poderes para vontades menores, não manipular arbitrariamente a natureza, mas promover o equilíbrio do desequilíbrio.

Atributo: Verdade material. Está ligada ao planeta Mercúrio que é o Chakra Cósmico desta Sephirah e é análogo ao Deus grego Thoth egípcio, Senhor dos Livros e da Sabedoria. Hod confere a compreensão das ciências, quando entramos em contato com esta Sephirah, enchemo-nos de entusiasmo e energia para a pesquisa. A verdade material difere da intuitiva que mira em Tiphereth. Vincula-se ao empirismo dos cinco sentidos, portanto, parceiro de Malkuth. Cabe esclarecer que o intelecto é essencialmente a concretização da intuição e da compreensão, posto que o conteúdo da consciência, é essencialmente sintético enquanto o do intelecto é analítico.

Virtude: Veracidade. Estamos na esfera do conhecimento, da verdade material, onde Mercúrio-Hermes busca a sabedoria e onde atua os deuses da ciência, os livros, tudo com vistas a busca da Verdade embora a um nível mais denso. É uma questão lógica que nesta Esfera, da mente concreta, a Cabala atribua como virtude suprema a veracidade

Vícios: Mentira, falsidade, desonestidade, improbidade. Trata-se do aspecto contrário de Hod onde se revela os aspectos dos deuses ladrões, trapaceiros e astutos.

Cada plano tem seu padrão de certo e errado embora somente no plano espiritual isto ocorra concretamente, assim, no plano físico (2º He) temos a força (verdade imposta pela força); no plano mental (Vô) é a verdade (verdade imposta pela coerência racional dos cinco sentidos) no plano astral (He) a beleza (a verdade que olha pelo prisma da beleza, dos instintos e que pode embriagar-se) e no plano espiritual (Yod) o certo e o errado (ligado ao Ser interno).

De outro modo Hod está relacionado a Verdade material e também com o verbo, a palavra, de modo que se o verbo, seja ele interno ou externo, é mentiroso, falseado, a atividade mágica desta Sephirah fica comprometida já que o verbo é o elemento criador desde o gênesis.

Preguiça: Dos planetas que circulam nossa estrela Solar, Mercúrio é o mais ligeiro e em razão disto é chamado de mensageiro dos Deuses por ser o que mais promove aspectos em razão de seu breve trajeto. De outro lado a preguiça supõe a morosidade ou pouca disposição em cumprir os trabalhos sejam eles de natureza física ou mental. Eliminando-se a preguiça mercuriana surge a prudência e a diligência.

Aspecto: 135º Sesquiquadratura

A sesquiquadratura e formada por dois planetas separados entre si por 135 graus. Astrologicamente, é considerado como um aspecto menor e muitos astrólogos não lhe dão muita importância. Ao se chegar a este ponto, os planetas já aprenderam a combinar suas vibrações e o impulso que recebemos de uma sesquiquadratura (135º) podemos digeri-los perfeitamente, sem causar estragos no exterior.

Igualmente ao aspecto anterior (Netzah, trígono 120º), a sesquiquadratura corresponde ao mundo cabalístico de formação (Yetzirah) e seu regente é Hod-Mercúrio. Esse aspecto ativa o éter refletor, que conecta a região do mundo do pensamento, onde se encontram as forças arquetípicas da mente no cérebro físico.

Há quatro éteres que possui relação com os mundos e com as quatro Sephiroth inferiores:

1) Éter Luminoso, relacionado ao Mundo de Atziluth e com a Sephirah Netzah que se relaciona com os desejos, emoções, com as funções de visão, audição, tato, olfato e paladar, trata-se do Éter que põe luz em nosso interior fazendo a repercutir em nossos sentidos e, assim, possibilitando perceber o mundo;

2) Éter Refletor (que nos interessa para o momento), relacionado ao Mundo de Briah e com a Sephirah Hod, portanto tem relação com a Mente e o cérebro físico. Este Éter possui dois polos, um positivo e outro negativo. Pelo positivo o Real Ser transmite seu “pensamento[5]” a sua personalidade mortal e pelo negativo, a Memória da vida é transmitida ao Real Ser. Se o Éter refletor é débil, o pensamento e a Vontade não conseguem manifestar-se ao veículo físico;

2) Éter Refletor (que nos interessa para o momento), relacionado ao Mundo de Briah (se considerarmos a relação יהוה – “Yod-He-Vô-He” na ordem Sephirótica) e com a Sephirah Hod; tem relação com a Mente e o cérebro físico. Este Éter possui dois polos, um positivo e outro negativo. Pelo positivo o Real Ser transmite seu “pensamento[5]” a sua personalidade mortal e pelo negativo, a Memória da vida é transmitida ao mundo do pensamento para ser depositada nos registros akáshicos, é transmitida ao Real Ser. Se o Éter refletor é débil, o pensamento e a Vontade (que originou o pensamento) não conseguem manifestar-se ao veículo físico;

3) Éter de Vida, relacionado ao Mundo de Yetzirah e com a Sephira Yesod, onde se encontra os arquétipos da vitalidade universal;

4) Éter Químico, relacionado ao Mundo de Assiah e com a Sephirah Malkuth que está ligado a forma, a porta de entrada do corpo físico.

Vimos que o Éter Refletor tem dois polos. Pelo positivo o Real Ser transmite seu pensamento a personalidade mortal e, isso é o que entra em função na sesquiquadratura (135º) do caminho de ida, de modo que o pensamento ou Vontade (que origina o pensamento) do Real Ser se institui, produzindo uma feliz coincidência entre o programa do Real Ser com as intenções de nossa personalidade mundana. O Real Ser transcendente e a Personalidade mortal episódica marcham unidos na sesquiquadratura (135º) para um objetivo comum.

Portanto, dada sua natureza mercuriana, a sesquiquadratura (135º) será um aspecto eminentemente filosófico.

De outro lado, pelo polo negativo do Éter Refletor, a memória de nossa vida é transmitida ao mundo do pensamento, para ser depositada nos registros akáshicos. Esta funcionalidade e realizada no caminho de retorno desta sesquiquadratura. O trígono nos colocará em um mundo fácil, em que tudo se nos dá com naturalidade, contudo a vida tranquila não é o objetivo e a sesquiquadratura (135º) põe de novo o peregrino no caminho da verdade, procurando provas, registrando suas experiências, acumulando dados, elaborando teorias.

A sesquiquadratura de ida está em analogia relacionada com o signo mercuriano de Gêmeos, pois trata-se do ponto em que Mercúrio ainda não tocou a terra, onde tudo são teorias avassaladoramente lógicas, porém não confrontadas com a realidade. A sesquiquadratura (135º) de retorno se encontra em analogia com Virgem, ponto em que Mercúrio já conhece as leis do universo pois encontra-se no último signo terrestre.

Quando vejamos, pois, uma sesquiquadratura (135º) inscrita em um tema, se é de ida, diremos que o indivíduo se orienta para o conhecimento do mundo material, rumo a Malkuth. Se é de retorno, diremos que a busca do indivíduo se orienta para os mundos espirituais, rumo a Kether, e nos encontramos diante de um adepto da verdade.

Animais: Os animais de percepção rápida, que são engenhosos, fortes, instáveis, velozes e se familiarizam rapidamente com o homem, como os cães, o chacal, macacos, raposas, doninhas, veados e mulas; e todos os animais que são de ambos os sexos, hermafroditas, aqueles que podem (se diz poderem) mudar de sexo, como a lebre, a civeta e outros. Aqueles de diversas cores e várias figuras como o camaleão.

Pássaros: Aqueles que por natureza são vivos, melodiosos e instáveis, como o pintarroxo, o rouxinol, o melro, tordo, a cotovia, lavandeira, calandra, o papagaio, a pega, o íbis, o besouro preto com um chifre (escaravelho – tem a forma do íbis). Aqueles de diversas cores e várias figuras como o pavão, colibri.

Peixes: O troquídeo (aquele que se recolhe em si mesmo), o pólipo (por ludibriar graças à sua mutabilidade), e a arraia (por sua labuta); a tainha também, pois com um golpe de cauda arranca a isca do anzol.

Plantas: Entre as plantas e árvores, estão: a aveleira, romã, uma gramínea quinquefoliada (Potentilla reptans), a erva mercúrio (mercurialis perennis), manjerona, salsa e outras que tem poucas folhas e são mais curtas, sendo compostas de natureza mista e cores diversas, o Funcho, a Mandrágora, a Alcaravia, o Endro, também o peyote, a maconha que afetam o juizo.

Pedras: Aqueles de diversas cores e várias figuras, bem como as que são artificiais, como o vidro, e as que têm uma cor misturada com amarelo e verde como Opala, especialmente Opala de Fogo, Ágata, Serpentina, Mármore vermelho, Topázio.

Metais: o mercúrio, estanho, marcassita de prata.

Drogas: Os psicotrópicos todos os que perturbam o juízo.

Incenso: Os perfumes de Mercúrio são todas as cortiças de madeira e frutas tais como: canela, sementes de louro, jasmim, benjoim, casca de limão, maçã, etc.

 

1.5    Caminho 8º

Corel caminho 8O 8º Caminho é chamado de Inteligência Absoluta ou Perfeita, pois é o instrumento do Primordial. É dela que emana a preparação dos Princípios. Não possui raízes, com as quais possa penetrar e implantar-se, salvo nos lugares ocultos de Gedulah, da qual emana sua essência característica.

 

É o Caminho de Hod, através do qual podemos compreender inteligivelmente o universo. Com efeito, Hod é o He da coluna do Rigor (se considerarmos Binah = Vav[2], Geburah = 2º He-Yod [de Binah] e Hod = He [de Binah]), e ao mesmo tempo é o He de Netzah, o qual, por sua vez, é o Yod do 3º Ciclo, o que corresponde precisamente aos poderes de Binah (cujos atributos é Inteligência Estruturadora ou Inteligência Ativa). Assim Hod é o He de Binah duas vezes, uma por sua coluna (na vertical) e outra (na horizontal) por Netzah (Yod do mundo Vô e, assim, representante Vô de Binah).

Na sua qualidade de duplo He, em Hod se concentram as virtudes provenientes da coluna da Direita e da Esquerda. O Rigor está internalizado em Hod, o mesmo que a Graça – da coluna da direita, obrigando o indivíduo a realizar em seu próprio interior a síntese entre dois elementos opostos.

 

arvore diagonal

“Não tem raízes nas quais aderir”, diz o texto yetzirático, eis que , segundo afirmam os cabalistas, embora toda Sephirah emane da Esfera que se lhe segue em ordem numérica, as duas Supremas, Hochmah e Binah, uma vez estabelecida a Árvore, se refletem diagonalmente de um modo particular conforme indica o Texto Yetzirático ao afirmar que Hod “não possui raízes com as quais possa penetrar e implantar-se, salvo nos lugares ocultos de Gedulah ou Hesed, da qual emana sua essência característica”. Cumpre lembrar que Hesed tem características de Yod por ser o primeiro de seu mundo e concomitantemente o 2º He-Yod de Kether.

De outro modo Hesed representa o Íntimo que contém o conhecimento total do Ser, de modo que seu acesso viabiliza-se apenas pelas vias intuitivas (“instrumento do Primordial”) ao passo que Hod detém o conhecimento material, então, o conhecimento que não pode ser adquirido pelas vias do empirismo, dos cinco sentidos (“Não possui raízes, com as quais possa penetrar e implantar-se”), provem do Íntimo (“salvo nos lugares ocultos de Gedulah”) em seu aspecto intuitivo que por sua vez é uma resultante de Kether na decomposição יהוה – “Yod-He-Vô-He”, onde Hesed é o segundo He e ao mesmo tempo o Yod de seu mundo, ou seja, fruto e semente de Kether que é omnisciente, omnipotente e omnipresente. Sua “essência característica” vem a ser a própria intuição, este estado “Ser Sendo” onde o Ser se adéqua ao Ser.

Prosseguindo, temos em Binah o Dador de Forma e em Hesed o anabolismo cósmico (antagônico ao catabolismo de Geburah), a organização das unidades agrupadas por Binah em estruturas complexas que se relacionam entre si. Hod é o reflexo de Hesed, mas também uma Sephirah de Forma e, assim, representa em outra esfera o princípio coagulante.

Na outra via temos Hochmah, o princípio dinâmico, que se reflete em Geburah (o catabolismo cósmico) que efetua a ruptura do complexo em unidades simples, promovendo a liberação da energia e daí o raio se reflete em Netzah, a força vital da Natureza. Em síntese Hochmah, Geburah e Netzah estão relacionados a Força enquanto Binah, Hesed e Hod fazem referências a Forma.

O Texto Yetzirático declara ainda que Hod é a Inteligência Perfeita porque é o instrumento do Primordial, ou seja, é o poder em equilíbrio, eis que a palavra “instrumento” denota uma posição intermediária que faz uma mediação entre dois extremos (seja uma mão – chave – porca; uma mão – martelo – prego; um olho – lente – objeto, etc.).

Assim, é na Preparação dos Princípios que constitui este trabalho, ou seja, a primeira fase para nos tornarmos Instrumentos do Primordial e, deste modo, a Inteligência nasce da interiorização dos valores apresentados por ambas as colunas: as potencialidades da Forma e da Energia. Caim (coluna da esquerda) e Abel (coluna da direita), se reencontram e vivificam-se mutuamente.

Enquanto Instrumentos do Primordial efetuamos as operações de formatar a força com os processos mentais, os trabalhos com os Beni Elohim, pois a energia para ser útil, nos planos abaixo dos primordiais, deve estar materializada na forma e, assim, nos tornamos seus cooperadores com base na visão que vem desde Gedulah, equilibrando o que está fora do lugar seja no reino da Natureza ou no humano.

A nível humano, podemos dizer que, para que haja a compreensão do mistério Primordial, o Rigor e Tolerância devem coexistirem no interior de nossa consciência em doses iguais.

O caminho 8º é regido pelo Arcanjo 63 8->8: ANAUEL.

1.6    Cartas do Tarô

Os quatro oitos: Oito de Paus: rapidez; Oito de Copas: êxito abandonado; Oito de Espadas: força amortecedora; Oito de Ouros: prudência.

Os oito em conjunto representam a memória, os pensamentos, as ideias. Separadamente o nome divino, יהוה – “Yod-He-Vô-He”, se dividirá da seguinte forma: o oito de paus é o Yod; o oito de copas o He; o oito de espadas o Vô e o oito de ouros o segundo He. Hod se encontrará particularmente identificado com oito de espadas, eis que, esta carta está mais relacionada com a mente do que as demais por estar ligada a Binah e do qual Hod é o seu exteriorizador na coluna da esquerda.

As cartas de Hod marcam um aspecto restritivo, de sacrifício da fluidez que vem de forma reflexiva de Binah a Hesed e deste a Hod. Ocorre que a energia dinâmica dos planos superiores só pode ser utilizada quando inibidas e restringidas nos planos inferiores impedindo, assim, o seu desgaste. Então em Hod a mente racional impõe as inibições necessárias a natureza animal dinâmica da alma. Na magia esta restrição se faz por meio de símbolos que oprime e dirige as forças naturais para os fins desejados.

Apenas o Oito de Paus, que trata das forças mais espiritualizadas é positivo. Oito de Copas trata de uma satisfação da reação instintiva inibida (êxito abandonado), temos então uma sublimação da energia; no oito de espadas vemos a suspensão e retenção do poder dinâmico (força amortecedora) que precisamos controlar e no Oito de Ouros há também uma influência restritiva (senhor da prudência).

1.6.1    Oito de paus

Oito de pausRecebe o título de Senhor da Rapidez. Refere-se ao elemento Fogo e astrologicamente corresponde a posição de Mercúrio transitando pelo segundo decanato de Sagitário onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo regido por Hesed-Júpiter que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é Mercúrio.

Neste ponto, Kether o primeiro ponto de partida na Arvore e no zodíaco, o centro produtor de iniciativas, a essência divina, expressa-se por intermédio de Hod o centro por meio do qual o Real Ser expressa sua Vontade sob a forma de pensamentos, por onde transita a sua memória, cuida da elaboração do intelecto por onde percorrem os pensamentos, as ideias; se encarrega de escrever o roteiro e pesquisar os personagens com os quais haveremos de edificar a história de nossa vida como resultante das forças tratadas nas Sephiroth acima, suas superiores. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Tiphereth, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Oito de Paus é o Yod (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos oitos, deste modo, possui uma relação com Kether o iniciador supremo, o primeiro, que está acima de todas as coisas e refere-se à influência de Hod no plano espiritual (Hod em Yod).

Ao afirmarmos que o naipe de paus está relacionado ao elemento fogo o remetemos ao   Mundo das emanações. Aqui, liga-se a Netzah, “Yod” de “Vô”, por pertencer ao elemento fogo e por atuar no terceiro ciclo do mundo das emanações. Como nesta perspectiva Hod tem suas conecções espirituais com o corpo físico no campo intelectivo tudo se dará com extrema rapidez. Esta celeridade, brevidade, são atributos de Mercúrio, o planeta mais ligeiro que orbita nosso sistema solar e, aqui, está propulsionado com as forças de Kether. No mais, podemos constatar que os pensamentos possuem a velocidade de um instante, quanto mais se mirem em um ponto onde as frequências de vibração são tão altas nos quais figura-se o Fogo Ketheriano. Nesta relação de mundos, as emanações espirituais se conectam ao cérebro físico, fazem com que o raio de “Yod” dinamize as funções de Hod em tempo relâmpago e concomitantemente permite que as emanações espirituais se conectem ao cérebro físico pelas vias do mental superior o que dá fluência a uma intuição intelectiva. Dessarte, a intuição estará atuando de forma intensa sobre o pensamento para sacar das influências de Netzah (a Sephira que representa Kether no terceiro ciclo) o que pode e o que não pode ser feito, anunciará o que se produzirá com clarividência, lucidez e acerto. As decisões apresentadas serão rápidas e imediatas.

As atividades espirituais inerente ao psiquismo do Oito de Paus promoverá um ambiente físico adequado para suas atividades, tais como a ideia de campo, de retiro, paisagens idílicas e ensolaradas.

Contudo em um sentido negativo podem haver juízos precipitados, arbitrários, perniciosos, agitação interior, incertezas conquanto provenham do mental inferior.

Palavras chaves: 8♣ Senhor da Rapidez. decisão imediata, clarividência, intuição, lucidez fulminante.

(Reta) Meditação, acerto, decisão, campo, recreio, passatempo, bosque;

(Invertida) Juízo precipitado, arrependimento, dúvida, indecisão.

 

1.6.2    Oito de copas

Oito de copasRecebe o título de Senhor do êxito abandonado. Refere-se ao elemento Água e astrologicamente corresponde a posição de Mercúrio transitando pelo segundo decanato de Peixes onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo regido por Hesed-Júpiter que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é Mercúrio.

Neste ponto o Amor-sabedoria de Hochmah expressa-se por intermédio de Hod o centro por meio do qual o Real Ser expressa sua Vontade sob a forma de pensamentos, por onde transita a sua memória, cuida da elaboração do intelecto por onde percorrem os pensamentos, as ideias; se encarrega de escrever o roteiro e pesquisar os personagens com os quais haveremos de edificar a história de nossa vida como resultante das forças tratadas nas Sephiroth acima, suas superiores. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Geburah, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Oito de Copas é o He (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos oitos, deste modo, possui uma relação com Hochmah o supremo representante do amor e refere-se à influência de Hod no plano astral (Hod em He).

Aqui Hod realiza sua função crítica, por ser o representante de Binah (da Lei) e, com vigor é impulsionado por Geburah que ocupa a posição “He” no triângulo ético – temos, então, o duelo entre o pensamento e o sentimento.

Ocorre ainda que Hod representa a política dos desejos já que é o “He” do Mundo de Yetzirah, portanto ativa nosso sistema emotivo. Assim, o indivíduo abandona um excessivo êxito amoroso, a pluralidade de amores, opções, para instituir o amor com apenas uma só pessoa, ou seja, há aqui uma inibição, uma sublimação (não confundir com repressão) da reação instintiva de Netzah e que contém as chaves dos poderes de Hod. Então temos aqui uma atitude inibida por parte de Hod frente ao triunfalismo de Netzah-Vênus no terreno sentimental, já que estamos tratando do naipe de copas.

Refere-se ainda a algo, ou uma exigência emotiva, em que o preço, condição fixados seja considerado muito alto, e daí venha o abandono. De outro modo pode ser que o preço fixado seja dolosamente alto, justamente para originar a desistência, para que o outro prescinda de satisfazer as condições.

Os sentimentos precipitam-se sobre os pensamentos e terminam por impor soluções ilógicas. A nível subconsciente pode ocorrer a inibição, a timidez provavelmente utilizada pelo Real Ser, por alguma área do subconsciente para renunciar a um êxito que talvez não deva ocorrer, contudo se a força da carta for debilitada (invertida) não se oporá a situação que haveria de reprimir.

Palavras chaves: 8♥ Senhor do êxito abandonado, função crítica excessiva para que o outro abandone oferta, êxito amoroso abandonado – monogamia, exigência emotiva difícil de cumprir.

(Reta) Modéstia, respeito, reparação, timidez amorosa, pudor, monogamia;

(Invertida) Mariposeio amoroso, flerte, felicidade, festa, satisfação, alegria, gozo.

 

1.6.3    Oito de espadas

Oito de espadasRecebe o título de Senhor da força amortecedora. Refere-se ao elemento Ar e astrologicamente corresponde a posição de Mercúrio transitando pelo segundo decanato de Gêmeos onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo regido por Hod-Mercúrio que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é Mercúrio.

Neste ponto as restrições de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emanam a Lei e a ordem, expressa-se por intermédio de Hod o centro por meio do qual o Real Ser expressa sua Vontade sob a forma de pensamentos, por onde transita a sua memória, cuida da elaboração do intelecto por onde percorrem os pensamentos, as ideias; se encarrega de escrever o roteiro e pesquisar os personagens com os quais haveremos de edificar a história de nossa vida como resultante das forças tratadas nas Sephiroth acima, suas superiores. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Binah, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Oito de Espadas é o Vô (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos oitos, deste modo, possui uma relação com Binah a inteligência ativa e refere-se à influência de Hod no plano mental (Hod em Vô).

O elemento Ar refere-se as ideias, a construção crítica que expressa, o trabalho sobre o mental. Sendo Hod o terceiro da coluna da esquerda conta com a expressividade de Yesod com o terceiro do Triângulo Mágico que se relaciona ao terceiro dos mundos e, marca assim, a saída do mental ao físico.

Hod é o comandante da razão e dará lugar ao indivíduo que atua de forma desapaixonada, com expressão mensurada, crítica, pura, desinteressada.

Este centro de vida atua como uma espécie de filtro para com as Leis, temperando-as, até amortecendo-as se necessário ou o contrário, quando na busca de um consenso, então, atua de cima para baixo e de baixo para cima, por isto é chamado a ser o fiscal da Lei. A alma adere aos imperativos que recebe de suas instâncias superiores e os traduz ao ambiente físico na qual devem manifestar-se.

Então a questão aqui refere-se a uma situação crítica onde, no exterior, por uma circunstância delicada, ocorre um caso fortuito, um imprevisto, etc. e que precisa ser materializado na esfera de Yesod o que foi elaborado nos processos acima, inclusive com origem em outras existências, ao qual a etapa final é Hod. Dessarte, se produz um consenso entre as forças de Hod e Yesod com as informações fornecidas por Malkuth e, o oito de espadas, representa, assim, a busca desta aliança originando a força amortecedora para que se alinhem o que está em cima com o que está embaixo, o necessário com o possível, a Lei com as condições fáticas.

Palavras chaves: 8♠ Senhor da força amortecedora.

(Reta) Critica, posição delicada, investigação, censura, Fiscal da Lei;

(Invertida) Incidente, dificuldade, atraso, contestação, caso fortuito, infortúnio

 

1.6.4    Oito de Ouros

Oito de ourosRecebe o título de Senhor da prudência. Refere-se ao elemento Terra e astrologicamente corresponde a posição de Mercúrio transitando pelo Segundo decanato de Virgem onde Netzah manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo regido por Hod-Mercúrio que o influencia e sob as pulsações do regente deste decanato que é Mercúrio.

Neste ponto Hesed com o seu poder espiritual realizador das bondades, expressa-se por intermédio de Hod o centro por meio do qual o Real Ser expressa sua Vontade sob a forma de pensamentos, por onde transita a sua memória, cuida da elaboração do intelecto por onde percorrem os pensamentos, as ideias; se encarrega de escrever o roteiro e pesquisar os personagens com os quais haveremos de edificar a história de nossa vida como resultante das forças tratadas nas Sephiroth acima, suas superiores. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizará ainda pelo tom prismático de Netzah, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O oito de Ouros é o 2º He (יהוה “Yod-He-Vô-He”) do quaternário dos oitos, deste modo, possui uma relação com Hesed o instrumentador do Paraíso e refere-se à influência de Hod no plano físico (Hod no 2º He). Aqui, as energias de Hod estão diretamente associadas a Malkuth, que representa a personalidade física em Assiah.

Neste ponto, a inteligência fica apreensiva, em atitude de observação e prudência em razão das pressões sofridas pela realidade material. Eis que esta carta expressa a interferência de Malkuth ao receber as projeções de Hod. Assim, temos a transformação interna do pensamento feita por Hod com o material fornecido por Malkuth e, da união dessas forças, resulta a ciência da observação, empirismo. Só se formulam hipóteses quando se dispõe das provas e os processos mentais realizam-se com parcimônia.

A inteligência estará vinculada às realidades materiais que irão informar e formar. Estas energias refletirão ainda na obtenção de riquezas pela ciência material, pela observação, em laboratórios, centros de pesquisa.

Como esta fonte se afinca a uma riqueza adquirida pacientemente, esta será gasta com sabedoria e parcimônia, razão que esta carta indique uma situação de avareza e prudência.

Enquanto o Ás de Ouros anuncia o avarento, que gosta de contemplar a sua riqueza, mas não a usar nem mesmo para seu bem-estar aqui, no oito de Ouros, a avareza vem em razão de um acumulo cauteloso com sacrifícios e prudência.

Palavras Chaves: 8♦ S da Prudência, gastos com parcimônia.

(Reta) Economia, análise cuidadosa, empirismo, sentido prático

(Invertida) Avareza, usura, restrição, negação, materialismo científico.

 

1.7    Evocação para o dia de segunda-feira – Dia de Mercúrio

Eu vos invoco, vos conjuro e me cofio a vós, Anjos fortes e santos de Deus, benévolos por meio de um nome de temor e de louvor, pelos nomes inefáveis de, Adonai, Elohim, Saday, Saday, Saday, Eye, Eye, Eye, Asamie, Asamie, Asamie e em o nome de Adonai, o Deus de Israel, que fez os dois grandes luminares, o dia distinguido da noite, para o benefício das suas criaturas, e pelos nomes de todos os anjos sapientíssimos que regem abertamente na segunda Legião, diante do grande anjo, forte e poderoso, e pelo nome de sua estrela que é Mercúrio pelo nome do seu selo, que é a de um Deus poderoso e honrado, e eu chamo por ti, Raphael, grande anjo, que preside o quarto dia, e pelo nome santo que está escrito na frente de Aaron, sacerdote do altíssimo, e pelos nomes de todos os anjos que são confirmados na graça do Cristo, e enfim pelo do trono dos Animais que tem seis asas, para que venhais em meu auxílio e realizeis minha vontade

Vos conjuro em nome do santo e misterioso TETRAGRAMMATON a vir até aqui para assistir-me neste trabalho, que venhais em meu auxílio e realizeis todas as minhas vontades. AMEM.

[1] Não confundir o médium (sujeito passivo) com o mediador (sujeito ativo) das forças naturais.

[2] Neste contexto Kether = Yod; Hochmah = He e Binah = Vô.

[5] Pensamento não é propriamente um termo correto pois o Real Ser não pensa, apenas É. Então refere-se a Vontade que origina o pensamento.

[6] Para auxiliar esta representação mental veja o capítulo intitulado “Imagens telesmáticas dos nomes, forças, arquétipos” no final deste Tomo I.

[7] Para efeito de interpretação consideramos aqui que Hod e Netzah estão no plano Astral. Na sequência dos planos inferiores temos o plano Físico em Assiah-Malkuth; o plano Etérico em Yesod-Briah; o plano astral relativo a Briah e Netzah referente a Atziluth. Contudo em muitos casos o plano Astral, na interpretação dos elementos, por conter a 5º dimensão, compõe o Plano Mental de Hod e o plano Astral propriamente dito de Netzah. Como já foi expresso, são maneiras diferentes de ver a mesma Árvore.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO I

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Autor: Inácio Vacchiano