OBB: OAB, O QUARTO PODER OU UM ESTADO PARALELO? #FimDaReservaDeMercadoDaOAB


Willyan Johnes

Willyan Jones - atual Presidente da OBB.

Willyan Jones – atual Presidente da OBB.

Primeiramente gostaria de parabenizar os Ministros da Suprema Corte pelo ótimo emprego que a sociedade lhes proporciona, principalmente aqueles que graças a uma boa amizade, interesses ou parentesco, mostraram total competência e conquistaram o sonho de muitos, que estudaram e se dedicaram ao direito durante uma vida inteira.
É certo que tudo nessa vida tem um preço e nada mais justo que retribuir de forma satisfatória aos que brilhantemente souberam separá-los com imparcialidade dentre os melhores na esfera do direito no sentido de satisfazer a sociedade colocando-os no mais alto posto do judiciário, pois, somente através dessa justa seleção, selecionados com base no conhecimento jurídico e na sabedoria, a Suprema Corte tem condições de decidir com justiça e total imparcialidade, respeitando e aplicando os artigos constitucionais da melhor forma possível e descartando os artigos constitucionais em “desuso”, como é o caso do artigo constitucional 84, IV, matéria privativa do Presidente da República, que por essa razão, segundo o relator, foi descartado no julgamento do RE 603.583 em 2011, constitucionalizando o exame de ordem mesmo depois de reconhecida a repercussão de sua inconstitucionalidade, autorizando a OAB, uma entidade de classe, a legislar por provimento aprovado por seu Conselho Federal e se assegurar de um faturamento de oitenta milhões de reais anualmente sem ter que prestar contas dessa fortuna, a custa do desemprego e da miséria.

Há quem conteste o conhecimento e a imparcialidade de muitos desses ministros, mas, se observarmos com carinho, chegaremos a conclusão de que esses estão errados, basta se atentar no julgamento da união homoafetiva, onde, diferentemente de outros países, que regulamentaram essa união através de lei aprovada pelo congresso, nossos ministros, mesmo sem uma lei específica, por analogia, entenderam e decidiram essa possibilidade com base nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da igualdade e com isso, não só encontraram esse direito em nossa legislação que cita unicamente o homem e a mulher para constituir uma família, como também, mostraram que tais princípios não são cabíveis à classe de bacharéis em direito, razão pela qual a classe é humilhada, impedida do trabalho digno, explorada e discriminada perante a sociedade e demais classes profissionais.

Segundo uma expressão em latin, “scientia potentia est”, que significa: conhecimento é poder, que para muitos é atribuída ao político, filósofo e ensaísta inglês, Francis Bacon, se verdade, isso explica o porquê não há necessidade de ter ficha limpa e nem ser aprovado no exame de ordem para assumir o mais alto cargo na magistratura brasileira, inclusive mostra a veracidade da genética, que por sua vez, faz com que filhos de determinados ministros sejam nomeados desembargadores por esse governo no intuito de prestigiar a justiça para todos apenas através do conhecimento herdado de seus pais. Fantástico.

Segundo nossa constituição, temos três poderes, harmônicos e independentes, mas como entender isso se o executivo é composto pelo presidente da República e seu antecessor, que tem a maioria no Congresso Nacional com sua base aliada e recebe a gratidão da maioria dos Ministros da Suprema Corte por tê-los indicados?

Como entender a OAB, uma entidade de classe que arrecada bilhões de reais em todo território nacional entre exame de ordem, anuidade dos advogados, convênios milionários com estados… Como um Estado Paralelo, não ter que prestar contas dessa fortuna ao Estado de direito, não ser tributada mesmo não sendo contemplada com imunidade tributária na Constituição Federal, atuar na área do MEC e exercer um grande poder de influência em decisões de seu interesse?

Afinal, na prática, quantos poderes há no Brasil, um, três ou quatro?

Nem Freud explica.

Willyan Johnes

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Dia 12/04/2015 tem manifestação dos Bacharéis 

LEVEM FAIXAS E CARTAZES.

#FimDaReservaDeMercadoDaOAB

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4 respostas para OBB: OAB, O QUARTO PODER OU UM ESTADO PARALELO? #FimDaReservaDeMercadoDaOAB

  1. sandra disse:

    Freud não explica, mas o diabo sim, pois são todos agentes dele, estão sob suas ordens, esses que se acham os senhores fulanos de tal, um dia estarão boiando em um lago de fogo e enxofre, o MEC é um Órgão sem serventia e sem moral, pois os Diplomas que ele valida, é desvalidado pela OAB, e todos assinam em baixo, os poderosos, que abusam do poder, esquecem também que se têm poder, quem deu foi o povo. eles, por eles mesmo, não são nada, não se esqueçam que a vida cobra, hoje vocês fazem maldade com os filhos dos outros, amanhã alguém fará com os filhos de vocês, e então sentirão na carne a dor que provocarão hoje, e isso é tão certo como dois mais dois é quatro.

  2. PEDRO DOS SANTOS CARDOSO DE FREITAS disse:

    AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, EDUARDO CUNHA:

    A/C DOS DEPUTADOS, SENADORES E LÍDERES PARTIDÁRIOS

    Enviamos várias cartas abertas direcionadas a Vossa Excelência, Deputados e aos Senadores de forma em geral; mas até o presente momento, não logramos êxito em obter nenhuma resposta. A OAB no XVI EXAME, mostrou seu poder soberano ao nosso Estado Democrático de Direito, não houve avaliação para os examinandos, mas sim, uma vingança contra os milhares de bacharéis que se inscreveram; a OAB como sempre se posicionou, mantém sua ditadura de reserva de mercado e de exclusão social, deixando os detentores de diplomas universitários, aprovados pelo MEC, sem esperança para um dia ser aprovado em quaisquer exames.

    Este último certame da OAB/FGV, foi o maior grau de dificuldade de todos os exames já aplicados. Este XVI VEXAME, foi mais difícil, dos que são aplicados para o concurso para magistratura e delegado de polícia. Já na primeira fase do XVI EXAME, houve reprovação em mais de 85%, imagine o que vai sobrar para a segunda fase.

    Para que serve os diplomas universitários de bacharéis em direito? Todas as funções na área jurídica, são de exclusividade de quem possue a CARTEIRA DA OAB.

    Para a nossa surpresa, o cargo de defensor público, que não exigia a inscrição na OAB, para prestar concurso público, também passaram a exigir. Enfim, todos os cargos na área jurídica, mesmo para prestar concurso público, depende de inscrição na OAB. A OAB se usurpando do poder do estado, faz o que quer e os políticos nada fazem.

    MAS OUTRAS ELEIÇÕES VIRÃO, OS MILHARES DE BACHARÉIS DARÃO A RESPOSTA NAS URNAS AOS POLÍTICOS OMISSOS QUE NADA FIZERAM E QUE NADA FARÃO EM PROL DA CLASSE INJUSTIÇADA DE CERCA DE CINCO MILHÕES DE BACHARÉIS EM DIREITO, QUE SÃO EXCLUÍDOS DO MERCADO DE TRABALHO, ESCRAVIZADOS E DISCRIMINADOS PELA OAB.

    Pedimos mais uma vez para Vossa Excelência, para colocar em votação em caráter de urgência o PL 2154/2011, que visa acabar com o exame da OAB. CHEGA DE INJUSTIÇA, CHEGA DE ESCRAVIDÃO, CHEGA DE CRUELDADE, CHEGA DE IMPUNIDADE, CHEGA DE EXCLUSÃO SOCIAL, CHEGA DE CORRUPÇÃO, CHEGA DE DISCRIMINAÇÃO, CHEGA DE DESEMPREGO, CHEGA DE PEGADINHA, CHEGA DE VINGANÇA, ENFIM, CHEGA DA OAB VIOLAR A CONTITUIÇÃO E AOS DIREITOS HUMANOS. CHEGA!!!

    Rio de Janeiro – RJ, 09 de Abril de 2015

    APOIO AO TEXTO ACIMA: MARCHA DO MOVIMENTO DOS BACHARÉIS DO BRASIL

    João Batista Suave – Presidente Nacional da Marcha dos Bacharéis em Direito do Brasil, Sede: ES
    Pedro dos Santos Cardoso de Freitas – Presidente Nacional dos Bacharéis Desempregados, Sede: SP
    Jurandir dos Santos Silva – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do RJ
    José Silo da Silva – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado de MG
    Rosangela Coutinho da Silveira – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado da BA
    Fernando Pimentel da Costa – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado da Alagoas
    Brigite de Albuquerque- Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado de SC
    Antonio Pimentel – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Acre
    Joana Santana de Mendonça – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Amapá
    Silvio Rodrigues Pereira – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado da Amazonas
    Nilson Suave Batista – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Ceará
    Luiz Carlos da Silva- Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado de Goiás
    Maria Alice Mendonça – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Distrito Federal
    Silvana Pinto da Silva – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Maranhão
    Cláudia Pires de Oliveira – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Mato Grosso
    Fernanda da Fonseca – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Mato Grosso do Sul
    Joaquim Cardoso de Melo – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Pará
    Silviano Cardoso de Melo – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado da Paraíba
    Gilson da Cunha – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Paraná
    Arlindo Sarney de Oliveira – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado de Pernanbuco
    Glória Silva Barbosa – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Piauí
    Mariane de Matos – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado do Rio Grande do Norte
    Alice de Carvalho – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado de Rondônia
    Eliene Santana – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado de Roraima
    Rita de Cássia – Presidente Estadual da Marcha dos Bacharéis em Direito do Estado de Sergipe
    Gabriela Caiado Cardoso– Presidente Estadual da Marcha dos
    Bacharéis em Direito de Tocantins

    Dia 12/04/2015 tem manifestação dos Bacharéis
    LEVEM FAIXAS E CARTAZES.
    #FimDaReservaDeMercadoDaOAB

  3. Morena Pinto Peters disse:

    Na realidade o exame da OAB desqualifica as faculdades de Direito, pois quer demonstrar que estas não são aptas para diplomar o profissional do Direito. É um total incoerência serem essas reconhecidas pelo MEC e ao mesmo tempo serem consideradas incapazes de legitimar os diplomas de seus formandos.. Este é o nosso Brasil,onde os desmandos, a roubalheira , a incompetência , a manipulação imperam e nos deixam perplexos. Quanto aos três poderes, estes deixaram de existir, pois estão de posse do executivo. Acorda Brasil. Vamos todos para a Rua no dia 12/04/2015

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