VIII. ARCANJOS


Os Arcanjos são os responsáveis pelo canal que nosso Real Ser utiliza para expressar, traduzir seu pensamento para o mundo material, mas também escrevem o roteiro de nossas existências e trazem os personagens que haverão de atuar em cada etapa em consonância com as pulsações trabalhadas pelos demais centros de vida.

Assim, escrevem o roteiro de nossas existências e colocam em nosso destino o material humano, os co-protagonistas de nossas experiências humanas, as pessoas que irão cruzar o nosso caminho a fim de vivenciarmos as experiências designadas por nosso Ser Interno manifestas mediante os impulsos interiores.

Estas pessoas que atuarão conosco virão das mais distintas partes, dos mais longínquos rincões e por meio de afinidade vibratória entraremos em contato com elas para co-protagonizarem a história, o filme de nossa vida.

Todo este trabalho é desenvolvido por Hod-Mercúrio em nosso interior, onde o coro dos Arcanjos, de acordo com as impressões, egos, energias coaguladas, germes interiorizados busca os personagens a que estamos vinculados por uma relação kármica em nosso destino, estejam onde estiverem, já que a Consciência está em um ponto acima da eternidade, portanto, não há distância e nem tempo. O veículo que habitamos é transitório, este sim está limitado a um ponto no tempo, ao tempo de existência e ao espaço em que vive.

Certa vez tive a forte impressão de ter encontrado uma pessoa que não pertencia a este tempo e espaço, ela estava feliz observando tudo como um turista estudioso que minera os fósseis – por um momento pareceu me fitar propositalmente. Aquilo me deixou com uma interrogação na cabeça pois dentro de minha esfera de conhecimento isto não parecia ser possível. Como pode um corpo viajar no tempo, se é que pode? Então muito depois compreendi que somente o corpo está limitado, mas não a consciência.

Algumas pessoas passam toda a existência sem sair da região em que moram enquanto outras são levadas a andar pelo mundo mesmo sem planejar tais viagens, até sem recursos e tudo se realiza não se sabe como. Do mesmo modo viajamos no tempo e no espaço permanecendo em alguns pontos por pouco tempo e em outros por tempos e tempos. As ligações vibracionais relativas a Lei de Afinidade Vibratória, as ligações kármicas é que determinam onde estaremos e por quanto tempo.

Em outro instante recebi o chamado de mim mesmo do passado, em um momento difícil. Pedia ajuda para suportar o que se sucedia. Por mais estranho que tenha parecido segui o impulso e realizei os trabalhos necessários enviando aquela energia vital a um tempo, que no conceito em que vivemos, já havia transcorrido.

Aí sobram as questões acerca das alterações e suas possibilidades quânticas acerca destes atos. De outro lado nos instala o tema que se insere aos resultados advindos de se projetar-se pelo retrovisor: Quando miramos para o passado vislumbramos uma imagem na tela de nossa mente ou de algum modo realmente visitamos um tempo anterior? No caso de ser uma mera imagem, onde se encontra? E porque está sempre lá quando a miramos, se é que está lá?

A fermentação tornar-se-á tanto maior quando compreendemos que qualquer resposta que expressemos certamente estará correta, pois o Universo conspira a favor de nossos anseios.

Se os Arcanjos tratam dos antigos personagens, também o fazem com os novos. Assim, quando se faz necessária as adições de novos personagens, saem a procura daquele que melhor se enquadre, do perfil mais próximo, mais adequado ao enredo e deste modo são anexadas, as pessoas cujo destino se encaixe ao nosso, que justifique o encontro.

No que tange ao que seja o pensamento divino inicialmente cabe esclarecer que se trata de uma maneira de expressar o fluxo das energias cujo termo se faz em razão dos harmônicos e sub harmônicos das pulsações já que os pensamentos só encontram guarida até a 5º dimensão.

Então o que temos em realidade é um concentrado das palpitações difusas de Hochmah, pois até que passe por Binah a energia segue livre, solta, leve. Quando Binah, atua como “Yod”, gera o que seria este pensamento divino, na realidade o que faz e determinar as pulsações de Hochmah e, a partir daí, pode ser projetada para o exterior do Mundo Divino, do Mundo das Emanações.

Em seguida, pela coluna da esquerda, onde estamos estudando no momento, ocorre a fermentação, a gestação deste “pensamento”. E como se trate de algo proveniente do Real Ser, Geburah (onde é efetuada esta interiorização) destrói tudo o que tenha sido incorporado e seja estranho ao ordenamento original, não condizente a natureza primordial.

Feito o trabalho interno, em sua fase “He”, agora na fase “Vô” Hod exteriorizará o resultado de toda esta operação na linguagem do mundo em que opera. No final tudo se produzira em Malkuth, o Mundo da Ação na qualidade de 2º “He”.

Todavia de Hod a Malkut se apresentam dois caminhos: Um deles segue a via direta pelo sendeiro 31 em uma manifestação imediata e o outro pelo sendeiro 30 onde passa por um processo de interiorização em Yesod antes de se projetar ao mundo material.

Há uma alegoria que trata de uma Grande Águia que vem após a morte para devorar as memórias daquele que deixa o mundo. Refere-se, pois, a um processo de Hod que retira as memórias das experiências vividas para incorpora-las ao Real Ser.

Trata-se da memória consciente eis que as experiencias que não passam por esta via ficam impregnadas no sangue para serem assimiladas no processo post-mortem.

Neste sentido é recomendado que não se toque no corpo do que partiu por três dias a fim de que possa assimilar as experiências gravadas em seu liquido vermelho pois o quarto dia pertence a matéria conforme dispõe a dinâmica יהוה – “Yod-He-Vô-He”.

As práticas de recordação e a eliminação do ego durantes estes procedimentos auxiliam na manutenção das memórias conscientes já que significam um adiantamento anímico das experiencias vividas.

Os Arcanjos estão representados pelas 8 séfiras instituídas a saber:

  1. NEMAMIAH: Compreensão relativo ao amor-sabedoria de Hochmah-Urano;
  2. YEIALEL: Compreensão cristalizadora das realidades instituídas por Binah-Saturno;
  3. HARAHEL: Compreensão expansiva e frutificante de Hesed-Júpiter;
  4. MITZRAEL: Compreensão restauradora da Lei de Geburah-Marte;
  5. UMABEL: Compreensão equilibrante de Tiphereth-Sol;
  6. IAH-HEL: Compreensão embelezadora de Netzah-Vênus;
  7. ANAUEL: Compreensão intelectiva de Hod-Mercúrio;
  8. MEHIEL: Compreensão da imaginação Yesod-Lua.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

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