VI. VIRTUDES


Se em Kether reside a Vontade imanifestada, em Tiphereth nos deparamos com o seu aspecto visível, manifesto. Os textos tradicionais em vários pontos sugerem que cabe ao Filho-Tiphereth fazer a vontade do Pai-Kether, i.e., tornar manifesta esta Vontade imanifesta. Ao observarmos o Triangulo Ético que compõe o mundo de Briah ou Formação perceberemos que se trata de um espelhamento do Triangulo Logoico constante do mundo de Atziluth onde ocorrem as emanações originais.

Tiphereth-Sol é a manifestação física de Kether, seu Filho Único, a partir do qual flui livremente por todo o Universo. No mundo físico o rosto visível de Tiphereth é o Sol e no corpo humano refere-se ao coração.

Em ambos os casos as virtudes que saem de cada um pairam sobre os respectivos universos. O Sol emite raios que partem em todas as direções dando vida onde quer que chegue, pois, sua Luz é energia e, portanto, vida. Do mesmo modo o amor que parte do coração faz com que o sangue, esta energia vital, esteja disposta a todos os órgãos minando vida para todas as partes. A medida do amor é, portanto, a quantidade de raios, Luz, energia positiva que sai de si em direção ao Universo e atinge beneficamente a tudo em sua volta, restaurando, vivificando, trazendo paz, harmonia, equilíbrio. Trata-se da consecução do paradoxo que afirma: Quanto mais se dá mais se tem. E assim podemos compreender como estas pulsações atuam em todos os níveis.

Tiphereth é, ainda, o exteriorizador do Mundo dos Desejos, onde se encontra nossa história emotiva, de modo que a função do Sol-Coração-Tiphereth analogamente consistem em purificar constantemente os sentimentos pelas vias do sacrifício e deste modo sacrificamos nossos sofrimentos, nossas dores, o mal sofrido no magistério do perdão. Tem-se afirmado que quem perdoa é Deus, pois já sabemos que se refere ao nosso Real Ser, nosso Pai interno ao qual Cristo entra em contado ininterruptamente, portanto, o perdão está dentro de nós e quando estamos tratando do perdão nos referimos, assim, ao auto perdão. Ao nos auto perdoamos, compreendemos que devemos perdoar também ao próximo, eis que, no Universo tudo está em equilíbrio e se não o fizermos também por fora a conta não fechará por dentro. E como no universo tudo se manifesta de cima para baixo, de dentro para fora a sequência é que adentremos em introspecção para sanarmos o nosso interior e, a partir daí, adequemos as novas regras ao externo.

Em Tiphereth nos deparamos com a consciência, nossa alma humana o substrato energético que guarda as recordações das experiências vividas ao largo das existências, por onde Kether emite o Verbo interior com sua Vontade a voz da consciência.

O coro das Virtudes possibilitam que as ordens emanadas de nosso Real Ser ao passarem pela consciência sigam seu rumo sem os desvios do ego animal, que a consciência siga sem se desviar do plano original, para tanto elevam o nível de nitidez, de força, pois de outro modo os desvios farão com que as energias se precipitem nas regiões abismais atuando de modo caótico que gerará problemas, sofrimentos, etc. Os desvios da Vontade originária se assemelham no organismo a quando se introduz um produto toxico de modo que o coração aumenta seus batimentos, sua frequência vibratória no intuito de pôr em mais atividades os demais órgãos a fim de que deem conta de eliminar as substancias alienígenas danosas, pois se não conseguir faze-lo o corpo pode sucumbir.

Segundo consta os ensinamentos, somos originalmente depositários de cerca de 3% de consciência. Os outro 97% devem ser adquiridos mediante trabalhos conscientes e padecimentos voluntários relativos a morte psicológica, destruição do ego. Mas não basta ter uma consciência ou mesmo conseguir mais já que em uma segunda etapa é preciso desperta-la, eis que, comumente esta consciência, que já é pouca, está adormecida.

Se a consciência não entra em atividade, ou deixa de funcionar não dispomos das medidas para saber o que está ou não em conformidade com as Leis Universais de modo que o indivíduo passa a guiar-se unicamente pelos instintos, pelos sentidos de prazer ou dor, então passa a ser alvo do controle pelo comportamento algo como o pregado pela doutrina behaviorista, um cão adestrado, sem critérios confiáveis para basear suas condutas, sua evolução interna se estanca, não se desenvolve.

Em casos mais extremos nos deparamos com os desalmados, as casas vazias, que não tem consciência, que atuam fora da Lei, seguem unicamente os instintos animais. Conforme o campo de influência este estado de infra consciência pode expandir-se para o grupo em que se vive, agremiação, cidade, pais, etc., e a história nos mostrou isto pelo mais famoso de todos os sistemas descaídos como o Nazismo, mas também em outros sistemas não tão divulgados como o Stalinismo, Leninismo, sistemas orientais, chineses que levaram milhões de pessoas a morte em razão de uma mentalidade, sentimentalismos torpes. E porque não dizer que pode chegar ao ponto em que toda a humanidade tenha perdido a consciência o que resultaria em sua autodestruição. O conhecimento esotérico propõe que se os governantes tivessem pelo menos 10% de consciência não haveria uma única guerra.

Afirmam os textos que quando Noé desembarcou de sua nau apareceu um arco íris indicando a união entre Homem e Deus. Michelangelo relatou este encontro na Capela Sistina. É claro que Kether não pode lançar suas forças diretamente sobre o homem sem destruí-lo, então este quadro refere-se à junção entre Kether e Tiphereth. O arco-íris ocorre quando os raios solares vencem as densas nuvens que representam as trevas. Desta difração da Luz causada em razão da insurgência dos raios surgem então as sete cores que representam cada uma das forças que organizam o universo em que vivemos, ou seja, por meio do raio Crístico o Pai impõe sua Vontade sua força organizadora aos mundos inferiores.

As Virtudes estão representados pelas 8 séfiras instituídas a saber:

  1. HAHAHEL: Equilíbrio relativo ao amor-sabedoria relativos a Hochmah-Urano;
  2. MIKAEL: Equilíbrio cristalizador das realidades instituídas por Binah-Saturno;
  3. VEULIAH: Equilíbrio expansivo e frutificante de Hesed-Júpiter;
  4. YLAHIAH: Equilíbrio restaurador da Lei de Geburah-Marte;
  5. SEALIAH: Equilíbrio equilibrante de Tiphereth-Sol;
  6. ARIEL: Equilíbrio embelezador de Netzah-Vênus;
  7. ASALIAH: Equilíbrio de compreensão de Hod-Mercúrio;
  8. MIHAEL: Equilíbrio de imaginação Yesod-Lua.

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

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