V. POTESTADES


Dentre os aspectos astrológicos a quadratura é a que está relacionada Geburah-Marte e representa a união, a justaposição perturbadora entre elementos inconciliáveis tais como o Fogo com a Agua ou com a Terra bem como o Ar com a Agua ou com a Terra.

As Potestades trabalham primordialmente com o lado esquerdo da árvore de modo a promover o ensinamento daqueles que são incapazes de aprender pelas vias do caminho paradisíaco, da bondade constante da coluna da direita. Em sua manifestação positiva promovem o reencontro com a Lei divina e concomitantemente ao paraíso perdido; pela via negativa atuam energeticamente a tudo que contrarie esta Lei, contudo esta oposição refere-se a repulsão produzida em razão da própria Lei violada, uma oposição energética natural, um repique que se refere ao próprio Universo entrando em equilíbrio diante de uma energia desequilibrada, condensada pelos sentimentos ou mesmo pela mente, e que são alimentadas por estas mesmas qualidade de pulsações até que adquira vida e inteligência próprias de modo que a criatura passe a dominar o criador transportando-o aos recôncavos psicológicos ora criado e parasitando-o.

Cumpre esclarecer que estes mundos inferiores não foram criados pelas Jerarquias de cima, mas sim, com as energias degradadas, utilizadas inadequadamente e por Lei de afinidade vibratória a outras de mesma categoria, igualmente geradas pelos demais indivíduos que concorreram na mesma pulsação e foram se aglomerando. Algo semelhante a criação de uma associação, clube de futebol onde os envolvidos possuem um mesmo objetivo, sentimentos e uma mente coletiva em comum. Em termos bem simples podemos dizer que o inferno foi criado por indivíduos que, em boa parte dos casos, inconscientemente, se juntaram para um mesmo fim e que a tão famosa entidade denominada como diabo refere-se tão somente a cada um dos criadores destas entidades subatômicas e de seu habitat conhecido como inferno, abismo, tártaro, etc.

Assim, estes ajustes decorrem da via emotiva desordenada e conforme estejam no caminho de ida ou de volta, estaremos infligindo a dor ou recebendo o karma relativos os atos praticados no curso de descida.

Temos que sua manifestação transcorre posteriormente a passagem pelo caminho de Hesed o que denota a saída de Adam Kadmon (Homem primordial) do paraíso terrenal após sucumbir aos instintos paradisíacos, que violam a Lei, simbolizados por Lúcifer (a serpente tentadora do Êdem) – nosso treinador psicológico. A medida que desejamos, as energias degradadas vão sendo subministradas para os mais diversos propósitos, intensificando cada vez mais a carga de repulsão a medida e proporção de nossos erros de modo que o vigor do retorno tem seu impacto destruidor na razão direta de sua utilização.

Como consequência da saída do Édem, o pão de cada dia, que outrora era concedido gratuitamente, agora deve ser adquirido mediante o suor e o sofrimento. Eis que a medida que descemos pela Árvore rumo a matéria, tudo que se trate de obra humana haverá de ser pago com o preço do sofrimento, por isto se diz que neste mundo nada é de graça. E como Geburah-marte represente o trabalho, este retorno ao Édem, opera-se justamente por esta via do trabalho do humano sobre sí mesmo. E como tudo parte do interior para o exterior, de cima para baixo é claro que se refletirá nos meios de subsistência.

A força das Potestades ou Potencias nos influencia para que sejamos o criador do paraíso pelas vias do trabalho, diferentemente daqueles que estão no estado de desfrute, do gozo de um universo criado por outros. Portanto representa a saída da zona de conforto para a entrada em atividade, situações difíceis, de insatisfação, fora da inércia.

Já percebemos que pelas forças marcianas o conhecimento é adquirido pela dor, pela experiencia direta à medida em que nos damos conta de que o mal ocorre sempre que se opere a margem das Leis cósmicas, universais. Isto significa que este mal é, em regra, o produto da ignorância (diferentemente do mal consciente, que trabalha no mal e para o mal), do não conhecimento das relações causa e efeito, que implica, em um primeiro momento, na fase ativa, onde somos os agentes causadores da desordem e logo depois, na fase passiva, a vítima do que produzimos. E, desta forma, envoltos na relação causa e efeito apreendemos, tomamos conhecimento de como as energias fluem pelos mais diversos planos até sua cristalização em Malkuth.

No seguimento da Árvore, após mergulharmos na penumbra dos abismos, vislumbraremos, então, a Luz Crística, eis que quanto maior as trevas melhor a Luz é visualizada, assim, nos depararemos com o sacrifício aqui representada por Tiphereth que há de destruir, pulverizar as energias degradadas, colocar em fuga o diabo que há dentro de cada indivíduo a medida que adentre a estas forças, após, é claro, revertermos os mandados energéticos e clamarmos em desespero para que forças as forças superiores entrem em ação, o que resultará nos milagres em nossos espaços internos que se refletirão para o exterior de modo que ocorra a cura das enfermidades, o encontro do trabalho de subsistência e a Luz se instale em nosso entorno.

Outra questão interessante a se destacar aqui é que quanto mais adentremos aos planos inferiores, os sofrimentos também serão extraordinariamente maiores juntamente com os repiques que nos saltam para o mais alto de modo que algumas entidades mergulham mais a fundo nos abismos no intuito do conhecimento, de alcançarem um ponto mais distante na Luz. No plano físico podemos vislumbrar esta correspondência junto a certos indivíduos que passaram por grandes dificuldades e que se superaram, conseguiram chegar aos pódios mais altos e ali se mantem firmemente.

Do mesmo modo ocorrem aos chamados Anjos caídos que conseguem se levantar. Quando tratamos destas entidades nos referimos a que em um tempo qualquer conheceram a Luz mas por algum motivo mergulharam nas trevas e se são hoje caídos isto quer dizer que um dia não o foram. Como já havia certa consciência o delito implica em um maior sofrimento e dificuldades superiores aos das chamadas almas virgens – que retornam pela primeira vez rumo a Unidade ou nunca desceram as regiões abismais. De modo que quanto mais fundo tenham submergido em sua queda o retorno se fará mais doloroso e com maiores obstáculos, como em um jogo em que vai aumentando o nível de dificuldades à medida que o jogador se mostre mais adestrado. O resultado é que entidades tidas como verdadeiros demônios quando resolvem retornar e tenham sucesso, pasmem agora, acabam por tornar-se em seres altamente iluminados, já que ao mergulharem tão profundamente nos níveis mais inferiores, adquiriram a maestria relativa as partes mais profundas, mais sutis dos desejos, sentimentos, pensamentos, etc.

Para entender melhor podemos ilustrar o estelionatário que resolve se tornar um agente da polícia. Seria, então, o policial que conhece profundamente todas as nuances de um crime de modo que o resultado de seu trabalho superaria em muito o daquele colega que sempre atuou exclusivamente no lado positivo da Lei.

“Para o indigno todas as portas estão fechadas, menos uma: a do arrependimento…” Samae Aum Weor

“Mateus 7:7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; [encontrareis;] batei, e abrir-se-vos-á”.

As Potestades estão representados pelas 8 séfiras instituídas a saber:

  1. YEHUIAH: Retificação pelas vias do Amor-sabedoria relativos a Hochmah-Urano;
  2. LEHAHIAH: Retificação cristalizadora das realidades instituídas por Binah-Saturno;
  3. CHAVAKIAH: Retificação expansiva e frutificante Hesed-Júpiter;
  4. MENADEL: Retificação restauradora da Lei de Geburah-Marte;
  5. ANIEL: Retificação equilibrante Tiphereth-Sol;
  6. HAAMIAH: Retificação embelezadora Netzah-Vênus;
  7. REHAEL: Retificação da compreensão Hod-Mercúrio;
  8. IEIAZEL: Retificação de imaginação Yesod-Lua.

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

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