7. 1->7: ACHAIAH


1.1       Elementos constitutivos ou relacionados

Coro 1 – Serafins  
Príncipe: Mettraton
Mundo do coro: 1 – Atziluth, Mundo das Emanações, Arquétipo, espírito – elemento Fogo
Signo: Touro.
Elemento zodiacal: Terra.
Relação/elementos: Fogo do Fogo atuando sobre o Fogo do Ar.
Relação/mundos: “Yod” do Mundo de Atziluth sobre o “Yod” do Mundo de Yetzirah.
Velas:  Branca em cima e duas verdes ou rosa em baixo.
Incenso: [Violeta, rosas, açafrão, almíscar, lavanda, dama da noite].
Letras: Aleph – Kaph – Aleph – Yod – He
Gemátria: 1+20+1+10+5 = 36= 3+6 = 9
Arco:  31º a 35º graus da esfera zodiacal.
Invocação por domicílio: 0 a 5° de Touro ou 21 a 25 de Abril.
Invocação por rotação: de 6 a 7 de Aries: “Yod” ou 27 de Março;

de 18 a 19 de Gêmeos: “He” ou 9 de Junho;

de 0 a 1 de Virgem: “Vô” ou 24 de Agosto;

de 12 a 13 de Escorpião: 2º “He” ou 5 de Novembro;

de 24 a 25 de Capricórnio ou 15 de Janeiro: quintessência.

Invocação pelo ciclo diário:   das 2:00 a 2:20 h a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção:  Quando o sol se encontra se encontra em um dos graus de Kether, ou seja, entre 0º a 1º, de 10º a 11º e de 20º de qualquer signo.
Atributo: Deus bom e paciente.
Nome da essência: PACIÊNCIA.
Nome da Força: Vontade Representativa ou Figurativa.
Forças em ação: A força de Kether que manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Netzah.
Sendero: Sub-sendeiro que une Kether a Netzah em sua trajetória de ida ou descenso pelas árvore e zodíaco.

 

1.2        Palavras chaves:

PACIÊNCIA, paz e entendimento, INOVAÇÃO, descobrimentos úteis, segredos da natureza, LUZ, novos horizontes, difusão maciça de conhecimentos, TRABALHOS DIFÍCEIS, INOVADORES, cinco sentidos, RAZÕES DO KARMA, sentido da vida.

(-) preguiça, RACIONALIZAÇÕES LENIENTES, negligência, IGNORÂNCIA DOLOSA, desespero.

1.3        7.4 Movimentação Sephiroth: As na sétima posição

O As aqui atua em Netzah que ocupa a posição “Yod” de seu mundo, portanto atua de forma reflexiva no lugar que lhe corresponde e da origem a um novo ciclo. Deste modo Kether estará minando suas energias com vistas a harmonia, ao luxo, ao detalhe, pela arte, estética, mas de uma maneira mais velada já que esta energia tem sua fonte no mundo das emanações onde ainda não houveram as exteriorizações que só ocorrerão em Binah.

Trata-se de uma realidade latente em forma de semente que tomará vida mais adiante. Assemelha-se a criança que desenha e mostra sua vocação, mas que deverá ser trabalhada para que surja o artista. Os êxitos neste ponto são vistos de modo internos, ainda não exteriorizados, um dom guardado sem exposição.

Cabe ressaltar que apesar da natureza oculta de Kether temos em Netzah o reflexo da exteriorização próprio de Binah de modo que as aspirações mais altas podem encontrar seu fluxo nas atuações humanas o que sugere a cristalização da vontade suprema.

Cumpre esclarecer que a realização da obra divina se divide em quatro momentos simbolizados pelo nome de Deus “Jehovah” que provem do hebraico יהוה – “Yod-He-Vô-He”.

Assim em um primeiro momento, na fase “Yod” tudo ocorre no mundo das emanações, conhecido como Atziluth em ações relativas às séfiras Kether, Geburah, Binah – trata-se do mundo da Vontade.

Posteriormente na fase “He” as atividades desenvolvem-se no mundo da criação, conhecido como Briah perante as séfiras Hesed, Geburah e Tiphereth (referindo-se, enquanto processo de desenvolvimento energético), ao mundo dos sentimentos onde operam os desejos quando se trata do ego, mas o reflexo da Vontade, o Querer quando se refira ao nosso Real Ser.

Em um terceiro momento passamos pela fase “Vô”, correspondente ao mundo de Yetzirah que compreende as séfiras, mundo de formação, em que atuam as séfiras Netzah, Hod e Yesod ou mundo dos pensamentos.

Há ainda a relação que possui com a coluna da direita, da misericórdia, onde é o “Vô”.

Por fim a obra cristaliza-se no mundo de Assiah, o segundo “He”, representada por Malkuth e seus quatro elementos ou mundo físico manifesto.

Assim temos a (1) Vontade, (2) sentimento, (3) pensamento e (4) cristalização (físico).

Netzah está relacionada ao signo de libra e, portanto, possui muita força amorosa que trata da busca do complemento, inspirada pela vontade de Kether que induz a uma necessidade da busca pelo complemento, pelo sócio, etc., seja pelos meios amorosos, sociais ou econômicos com vistas a perfeição Ketheriana e também a ampliação de suas ações.

1.1    Arcano – Mundo: Sete de paus mundo de Atziluth.

Recebe o título de Senhor do Valor. Refere-se ao elemento Fogo e astrologicamente corresponde a posição de Vênus transitando pelo primeiro decanato de Sagitário onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo e sob as pulsações do regente deste decanato que é o Marte.

Neste ponto, Kether o primeiro ponto de partida na Arvore e no zodíaco, o centro produtor de iniciativas, a essência divina, expressa-se por intermédio de Netzah o responsável pelo gérmen do pensamento humano, pela vida dos sentidos aportando-lhes riqueza e exuberância, o detalhe artístico em tudo o que toca. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizara ainda pelo tom prismático de Geburah, o coordenador deste subciclo evolutivo.

Como estamos tratando principalmente de “Vô” – já que pairamos sobre o 3º mundo em Briah que corresponde a séfira Binah e temos aqui a força primordial de Kether sob o elemento Paus e também juntamente com o momento “Yod” no terceiro mundo -, percebemos há forte atuação de Kether atuando sobre Netzah, ou seja a vontade primordial impõe uma exteriorização total que inclusive gera frutos, já que o “Yod” de Yetzirah corresponde aos resultados da operação executadas em Briah sendo este o seu segundo “He”. E para reforçar temos a ligação em forma de realizações advindas de Binah e de Tiphereth que também são “Vô” e que também fluem em Netzah como segundo “He”.

Então Netzah se insurge na busca de sua contraparte, a busca pelo outro, da pessoa que irá complementar em vontade, sentimento e pensamento (por envolver os três mundos) para realização de uma obra em comum. Temos assim a vontade em busca, emitindo energias de atração para junção com um complemento absoluto.

Quanto o sete de paus atua em Atziluth indica uma necessidade de exteriorização das vontades primordiais de modo que, aquilo que ainda não está manifesto, encontra em si uma força, uma necessidade de expansão. Algo semelhante a uma semente de pipoca colocada sob alta temperatura.

 

1.2       Virtudes concedidas:

1º.- Paciência para suportar as calamidades da vida.

2º.- Descobrir os segredos da natureza.

3º.- Descobrir o sentido da vida quando se perdeu a fé em tudo.

4º.- Capacidade de inovar e visão do futuro.

5º.- Combater a preguiça, a negligencia e a despreocupação.

1.3        Descrição Sephiroth:

ACHAIAH é o sétimo da 1º ordem de anjos denominado como Coro dos Serafins, situa-se na morada filosofal de número 7, sub-sendeiro que une Kether a Netzah em sua trajetória de ida ou descenso pelas árvore e zodíaco. Trata das forças de Kether o primeiro ponto de partida na Arvore e no zodíaco, o centro produtor de iniciativas, a essência divina e, neste ponto, manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Netzah, responsável pelo gérmen do pensamento humano; “Yod” do Mundo de Atziluth sobre o “Yod” do Mundo de Yetzirah, Fogo do Fogo atuando sobre o Fogo do Ar. Nesta casa nos deparamos com a essência filosofal chamada PACIÊNCIA, o conjunto de qualidades, propriedades e atributos que nos permite chegar aos conhecimentos da natureza pelas vias da observação, sem se importar com o tempo, eis que estamos tratando de um ponto, tão alto, onde não há começo e nem fim. Trata-se de uma força de Vontade Representativa ou Figurativa que propicia a difusão do grande ou em grande escala daquilo que vem do ponto mais alto, próprios da natureza de Kether, dos maiores segredos da natureza e daí sobrevém a fama e a celebridade. Esta força proporciona ainda grandes resistências para aguentar situações difíceis em um estado de paciência ativa, de compreensão relativo as causas e efeitos, a realização de projetos complexos. Daí vem o atributo, esta qualidade imbuída de poder denominada Deus bom e paciente.

Netzah ocupa a primeira posição no mundo de Yetzirah onde se inicia o processo do pensamento humano e uma de suas funções relaciona-se a administração dos cinco sentidos da máquina humana. O que nos permite chegar ao conhecimento por estas vias até onde seja possível. Contudo como Kether está a influenciar esta séfira os cinco sentidos recebem as luzes desde o ponto mais alto

Cabe aqui notar a semelhança nominal com o falcão Acauã que possui asas curtas que lhe proporciona voos altos e rápidos, com bruscas mudanças de direção. Também é conhecida pelo seu canto característico, alguns dizem até agourento. Em algumas regiões, curiosamente, dão a interpretação de seu canto como “Deus chamou”. Tudo denota o respeito Ketheriano de onde brota o verbo e, por se alimentar-se de serpentes, nos lembra ainda a questão esotérica das energias, ao ímpeto sexual, a simbologia esotérica que refere-se: “Quando a águia traga a serpente”, o momento final de todo o trabalho quando o Real Ser recolhe para si a sua mônada.

Kether emite suas luzes pela séfira de Netzah ao mundo de Atziluth. As benesses são muitas já que temos a influência da coluna do equilíbrio com a da misericórdia o que facilita na resolução de questões pelas vias da paz e entendimento.

A atuação de energias constantes do triangulo logoico com o mágico produz uma força abstrata para o trato das energias, mas com características incisivas. Assim, veremos Netzah exteriorizar as energias de Hochmah, Binah e Tiphereth por ser o “Vô” do primeiro e em razão da simpatia, pela posição “Vô”, com aos outros dois.

1.4       Das virtudes concedidas:

1.4.1    Paciência para suportar as calamidades da vida.

Esse gênio domina a paciência, descobre os segredos da natureza, influi sobre a propagação das luzes e sobre o trabalho.

A força de Kether em busca de suas realizações produz em nós ainda um estado de PACIÊNCIA que nos impulsiona a um querer por um longo tempo até que se atinja os objetivos.

Contudo a PACIÊNCIA não é um estado passivo e de resignação diante das adversidades, sem qualquer resposta para elas, embora muitos pensem assim. Trata-se de uma força eminentemente ativa que nos leva a reconsiderar os problemas em busca de soluções.

Ao analisarmos as escrituras, percebemos no livro de Jó que este a todo momento procurava entender o que estava acontecendo, as razões que o levaram àquela situação. Pela PACIÊNCIA Jó procurava encontrar as razões justas das coisas.

ACHAIAH sendo uma exteriorização de Binah (de onde provém todas as Leis do Universo) pelas vias de Netzah, que se expressa pelos sentidos com arte e beleza pelas vias da coluna da misericórdia, nos ajuda a compreender, de uma maneira mais suave, as razões do karma.

Outros Gênios que tratam da paciência:

  1. 1->7 ACHAIAH: Paciência e compreensão para suportar as calamidades da vida – Jó;
  2. 3->4 LEUVIAH: Suportar as adversidades com paciência e resignação;
  3. 4->7 OMAEL: Atua contra o desespero.

1.4.2    Descobrir os segredos da natureza.

A PACIÊNCIA nos auxilia ainda a descobrir os segredos da natureza. Se nos acercamos de uma planta, um arbusto a fim de concentrar-nos, meditarmos, observarmos o seu crescimento surgirão em nossa mente várias ideias que dão sentido o que está sendo observado e produzir-se-á assim a compreensão.

ACHAIAH nos leva ao estudo dos segredos da natureza pela observação, nos colocando em um estado passivo-receptivo, em um momento de espera para captação, recebimento de conhecimento, contudo este estado consiste em uma atividade que nos coloca da máxima atenção pelo que se está sucedendo.

Aqui estamos falando da aquisição dos conhecimentos mediante nossas faculdades internas que também são utilizadas sem saber pelos cientistas, matemáticos, juristas etc., ainda com o apoio dos mais poderosos equipamentos. Trata-se do conhecimento que vem e não se sabe de onde…

Ocorre num momento em que os barulhos externos se calam, como quando se está em um sono profundo e o que dorme não ouve os piores barulhos do mundo externo. Então chamam pelo seu nome, mas a pessoa não houve porque sua consciência não está neste plano.

Estes estados de consciência são conhecidos como Beta (14 e 28 ciclos por segundo); Alfa (7 e 14 ciclos por segundo); Teta (04 e 07 ciclos por segundo) e Delta (0 e 4 ciclos por segundo).

Beta é o estado em que vivemos quando acordados, mas algumas pessoas estão dormindo mesmo com os olhos abertos e acabam chocando-se com outras pessoas, postes, carros, etc.

Há fortes recomendações para que evitemos entrar nos estados a seguir enquanto estamos realizando tarefas no mundo físico. É como dirigir e falar ao celular.

Os estados Alfa e Teta são estados ligados principalmente a concentração, são de relaxamento que nos permitem adquirir conhecimentos dos mais variáveis, utilizarmos da clarividência, telepatia, clariaudiência, olfato supra dimensional, tocar o que está fora deste mundo, etc.

O estado Delta é o mais profundo e nos permite chegar ao mundo causal, ao Samadhi que em sânscrito literalmente significa ‘ser um com a meta’, estamos tratando do Nirvana dos budistas, o Satori do zen, a União mística do catolicismo. É a união suprema com o nosso Real Ser no primeiro nível acima de Malkuth em que isto é possível, é quando se diz: “Eu e o Pai somos Um” – João 10:30.

Podemos dizer que o estado alfa compreende o nosso estado de consciência em estado de vigília – terceira e quarta dimensão; os estados alfa e teta estão em nosso subconsciente – quinta dimensão e, por fim, o estado delta corresponde ao inconsciente que encontra sua sede na sexta dimensão.

Do mesmo modo podemos adequar os estados de consciência a metafísica de Platão. O estado Beta corresponde a eikasia que trata da apreensão de imagem e pístis que cuida da percepção direta das coisas pelos sentidos.

Os estados alfa e teta estariam ligados a diánoia que procuram acessar departamentos do subconsciente cada vez mais profundos.

For fim o estado Delta predispões ao conhecimento direto e intuitivo, o nous (nóesis).

As práticas para se chegar a estes estados exigem PACIÊNCIA e DEDICAÇÃO tanto quanto mais sejam as alturas que se pretenda alcançar, virtudes e atributos de Kether que se traduz por vontade e, por isto, nos põe em contato com o PAI, quando a águia traga a serpente no processo meditativo – o que difere do processo do kundalini.

As hostes de ACHAIAH no proporcionam a PACIÊNCIA que necessitamos para alcançarmos os nossos objetivos, pois nos coloca em comunhão com a vontade de nosso Real Ser. Se desejarmos, desta forma, entraremos em contato com os mais profundos segredos da natureza, mesmo porque um querer como este é reflexo de uma vontade emanada do real ser.

Como os desejos são passivos, e o querer ao contrário, se originários, reflexos da vontade do Real Ser ao invés de nosso ego animal, nos encontraremos em uma atitude de espera de algo, seja de um veículo para nos locomovermos, seja a regeneração do corpo físico adoentado, seja de algo que nos faça feliz, seja mesmo desejo de paz ou ainda a espera de que algo aconteça em nossas vidas e o destino nos dispare para algum objetivo.

Para que seja o reflexo de uma vontade superior dizemos:

Lucas 22:42   “… todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua.”

Porque se temos uma vontade interior que nos impulsiona para um caminho e não respeitando o que há em nosso interior nos deixando levar-nos por fatores externos estaremos estabelecendo em conflito entre nosso mundo interno e o mundo externo.

A PACIÊNCIA nos permite uma atitude serena enquanto aguardamos que os dois mundos se encontrem. Então aproveitamos os estes vazios que ocorrem entre as ações, acontecimentos e que, comumente permanecemos imóvel, para descobrir os segredos da natureza ao invés de estar parado, em branco, sofrendo os revezes da vida sem que haja luz em nosso caminho.

Tiphereth pressupõe sempre uma ação, uma vontade, então podemos concluir que o estado de perseverança e PACIÊNCIA se estabeleça em um mundo de ações. Iniciar uma ação e dar origem a um novo ciclo que faz com que o que está em andamento em estado de aguardo não tenha impacto negativo em nos enquanto não atinja seu estado final.

Estando Netzah em um plano muito próximo do físico e sendo ordenadora dos sentidos, esta vontade, também direciona ações em planos inferiores, inclusive o físico além dos planos superiores já citados por meio de práticas espirituais.

1.4.3    Descobrir o sentido da vida quando se perdeu a fé em tudo.

A necessidade de paciência pode dar-se em uma situação difícil da vida, em um período em que se depende da conclusão de algo para se desenvolver alguma outra coisa e que muitas vezes dependem de outras pessoas (nem sempre favoráveis a nós); a convalescência de uma doença, etc. Um período de espera por vezes torna-se tedioso, desanimador, gerador de ansiedade.

ACHAIAH como difusor da VONTADE ajuda a tornar a PACIÊNCIA tida como passiva, desanimadora, sem forças convertendo a luta em um estado ativo.

Temos aprendido que Kether, sendo um start, cria situações novas, novos horizontes, novos inícios, programas que evitam que nossa mente, nossos sentimentos fiquem navegando em um mar de tragédias. Então em uma nova partida vem a esperança que diminui ou zera os efeitos do que estava nos perturbando e juntamente com a compreensão do karma e as esperanças renovadas diante das novas possibilidades descobrimos o sentido da vida, compreendemos como tudo se processa e teremos então a fé renovada na justiça, de uma forma mais bela e harmônica, do qual Netzah é a difusora.

Outros Gênios trabalham contra o desespero, assim em resumo temos:

  1. 1-7 ACHAIAH Protege contra o desespero, a perda da fé em tudo pela paciência, ajuda descobrir o sentido da vida.
  2. 9->9 MUMIAH: Protege contra o desespero e as tendências suicidas.

1.4.4    Capacidade de inovar e visão do futuro.

Este Gênio auxilia, a ter êxito na execução de trabalhos difíceis a auxilia ainda a descobrir muitos e novos métodos úteis às artes.

Sendo Netzah um propagador natural de LUZ, já que expressa em “Vô”: Hochmah, Binah, e Tiphereth, influencia assim a propagação de LUZ sobe a indústria, genialidade, perícia, destreza. Conforme visto no Gênio anterior, LUZ está ligada ao entendimento. Deste modo a propagação está ligada a compreensão. Assim ACHAIAH nos impulsa a propagar o que sabemos, o conhecimento adquirido e compreendido auxiliando a encontrar e até a criar os meios, as máquinas necessárias para a difusão do conhecimento a níveis maciços.

A medida em que nos tornamos em difusores do conhecimento aparece os meios, os materiais e as oportunidades que permitem a difusão em grandes proporções.

Os professores podem se beneficiar muito desta energia, encontrarão melhores oportunidades. Sobretudo os mestres universitários, de grandes conhecimentos já que esta força difusora está sob a regência de Kether. Ajuda, portanto, na difusão de conhecimentos, de descobertas, inventos, etc.

Foi da necessidade interna de difusão que nasceu a imprensa; que fez surgir um impulso interno, intenso, do inconsciente coletivo que necessitava de um aparelhamento que atendesse suas necessidades imperiosas a fim de que mais pessoas tivessem acesso ao conhecimento.

Percebemos que o progresso surge do impulso. Impulso este que nos impele a comunicar o resultado de nossas indagações, de nossas descobertas. Então aparece a indústria. Os países mais desenvolvidos são aqueles que em que seus habitantes tiveram uma necessidade maior de comunicar suas descobertas e encontraram seu campo de difusão em condições adequadas de receber estas novas criações.

Durante este período as empresas tendem a ter um afã de aprender para atingir a sociedade no campo meritório da tecnologia e tornar-se pioneira em seu ramo, daí surgem os descobrimentos úteis, novas técnicas e a difusão dos inventos.

As energias de ACHAIAH nos impulsiona a instrução de coisas úteis. E as pessoas nascidas sob esta regência terá muita facilidade em conduzir difíceis trabalhos. Sendo Netzah o Gênio da arte tudo se sucederá com beleza e harmonia.

Como ACHAIAH rege os cinco sentidos insufla o gosto pelo conhecimento pela instrução e como estes sentidos estão ligados a Malkuth a ânsia pelo conhecimento material é insuflado também.

Então se adquire o conhecimento pelo paladar, pelo olfato, pela observação, pelo tato, pela audição que corresponde aos cinco éteres da natureza a saber:

Tattwa: Akasha, princípio etérico ligado ao espírito e rege o odor, nariz, odorífero;

Tattwa: Tejas, ligado ao elemento fogo e que rege a visão, calor, lumífero;

Tattwa: Apas, refere-se ao elemento agua que influencia o paladar, gustífero, sabor;

Tattwa: Vayu – vaio, rege o elemento ar, os ouvidos, sonífero (som);

Tattwa: Pritivi, cuida do elemento terra, influencia o tato, tactífero.

Cabe lembrar que os conhecimentos humanos têm se limitado aos cinco sentidos e o que está além disto a ciência ainda tem tido deficiência para aceitar, mas com a física tem ultrapassado os seus limites já estamos adentrados na metafisica, ou seja, no que está além da física e a física quântica tem sido o salto humano rumo a espiritualidade.

Temos que Netzah é também o difusor de Binah, onde se localizam os registros Akáshicos da natureza, onde todos os conhecimentos estão armazenados e onde todo invento tem sua primeira manifestação nos planos superiores.

O conhecimento vem a humanidade de forma articulada, assim, embora haja inúmeros descobridores, inventores tudo acaba sendo consequência dos conhecimentos adquiridos anteriormente. Uma coisa está sempre ligada a outra e onde termina um começa o outro.

Um brocardo nos ensina que para vermos adiante, subimos nas costas daqueles que vieram antes de nós. Então todo invento, todo conhecimento passou, passa e passará por sua evolução.

Os inventos surgem em razão das necessidades humanas, cuja satisfação vão se plasmando de cima para baixo, a partir de um impulso interior que pode ter origem no indivíduo, pelas vias de seu Real Ser ou principalmente pelo inconsciente coletivo. Então a natureza se encarrega de dar forma a algo que de algum modo seja aceito pela mente humana em seu universo individual ou o coletivo, uma verdade a nível da consciência humana, em que se encontre, mas que em um outro enfoque seria inconcebível, já que moldamos o universo a nossa imagem e semelhança ao momento de nosso estado de consciência – trata-se da Lei das infinitas possibilidades, onde tudo é concebido como uma matéria plástica, energia que será encurralada em uma forma qualquer que satisfaça aos desígnios da vontade, sentimento, pensamentos.

O homem perdeu sua habilidade de se comunicar telepaticamente e, estando em um mundo de cinco sentidos, criou, o celular, um aparelho que sem estar ligado a nada pudesse se comunicar com outra pessoa e tudo é feito pela energia atuante em grãos de areia, o silício que compõe 28% de sua massa terrestre, algo que analisando friamente seria absurdo mas que é aceito no atual estado de evolução humana, a fé humana comporta esta realidade, esta disposição, movimentação energética e, assim, os aparelhos eletrônicos funcionam.

Em outros tempos este conhecimento seria tido como bruxaria e os responsáveis iriam par a fogueira. Do mesmo modo a ciência que hoje está muito evoluída está adentrando, aos poucos, em outros mundos.

Quando na física tratamos da teoria das cordas encontramos claramente nas vias da Cabala e fica a dúvida: Quem copiou de quem?

ACHAIAH influência ainda sobre o conhecimento útil ou inútil e como estamos tratando de uma ligação de Kether aos cinco sentidos, podemos dizer que útil é o que produz claridade em nosso caminho que favorece ao nosso progresso, ao passo que o inútil cria a confusão e a desordem, que nos coloca em um labirinto ao qual não sabemos para onde ir.

Esta questão importa na busca do conhecimento a fim de que não fiquemos estancados em qualquer parte do caminho. Cabe a meditação filosófica e o pedido de ajuda ao Gênio. Assim quando uma peça leva a outra de forma que nos permite entender o funcionamento da seguinte o caminho é útil, caso contrário, se nos induz ao caos, é inútil.

ACHAIAH nos auxilia ainda a executar os mais difíceis trabalhos. Então nos vem a pergunta: que trabalhos difíceis são estes?

Se tomemos novamente a relação existente entre Kether e Netzah perceberemos que Kether é o primeiro e que nesta séfira que se inicia todo o processo de criação, de onde emana toda a energia. Assim podemos concluir que o trabalho difícil regido por ACHAIAH refere-se àqueles que nunca foram realizados anteriormente ou que tendo estas características são raramente realizados, portanto inovadores.

Sabemos que os primeiros a realizarem qualquer trabalho que seja estão desbravando a zona em que estão atuando. Necessita-se de uma grande carga de iniciativa, muita desta energia para iniciar e permanecer até a conclusão.

O trabalho inovador de ACHAIAH suscita o afã e abrir novos horizontes, de trazer novos caminhos a inteligência, atrai a exaltação emocional, mental e a glória, o que não ocorre com os trabalhos rotineiros.

Como temos aqui a expressão do propulsor Kether combinado com a arte e graça de Netzah que é o exteriorizador de Hochmah, Binah e Tiphereth, teremos uma constante inovação com manifestações sempre diversas, criativas, amáveis, graciosas.

Se a frase emitida pelo Leão Aslam (figura que representa o Cristo e a emanação do Pai) nas Crônicas de Nárnia foram extraídas da cabala pelo autor da obra, certamente o foram deste ponto, pois aqui a energia contextualiza: “Nada acontece duas vezes do mesmo jeito”.

Tudo é o resultado de trabalhos difíceis, perseverantes, de paciência, qualidades estas suportadas por Kether o qual com sua vontade impõe o transpor das barreiras.

E comum que os desbravadores recebam críticas, oposições, restrições, pois o novo sempre afasta a zona de conforto dos que estão a volta.

Algumas pessoas são extremamente “Yod”, são o start das coisas que ocorrem ao seu redor enquanto outras são “He” e segundo “He”, as que conseguem conviver bem com trabalhos rotineiros.

Colocar uma pessoa “Yod” para executar uma tarefa “He” ou segundo “He” é como colocar uma bomba armada dentro de uma caixa. Em algum momento a bomba estoura e espalha a caixa em pedaços com tudo o que havia dentro – tão danoso quanto seja o artefato.

Salomão já ensinava a seu filho Roboam a utilizar os espíritos (forças, energias, pulsações) em consonância com aquilo que presidem – o Princípio da especialidade anímica. O que vale para o de cima vale para embaixo.

A oportunidade de inovar está sempre presente já que a medida em que vamos construindo o mundo, são gerados novos problemas e novas soluções, assim, as energias de ACHAIAH nos aportas o material anímico de que necessitamos para transpormos as barreiras.

1.4.5    Combater a preguiça, a negligencia e a despreocupação.

O Gênio contrário sendo oposto a LUZ domina a despreocupação pelo aprendizado, pelos estudos, domina a negligência e a preguiça.

Ocorre que da paciência passiva a preguiça não há mais do que um passo. Aqui entram as justificativas, as racionalizações lenientes, tendentes a colocar a mente em estado de repouso e desativar internamente o estado de alerta.

Estas racionalizações lenientes procuram transformar a paciência ativa em um estado inerte, de movimento estancado, parado, dando a entender que a paciência consiste em não fazer nada, passar as horas sem qualquer atitude, esperar que as coisas caiam do céu sem que haja nossa colaboração.

Neste sentido devemos aprender a diferenciar o estado de paciência do estado de preguiça. A preguiça é uma energia abismal que paralisa até os nossos músculos, nossa sensibilidade. Faz com que nossa cabeça não responda os estímulos à nossa volta. Neste momento em que as energias infra dimensionais tomam conta de nós insta que invoquemos a interseção de ACHAIAH, que por atuar com as energias iniciadoras de Kether, envia sobre nós suas vibrações para nos sacar do estado passivo.

O Gênio negativo sendo oposto a LUZ nos induz a não entender as coisas de forma intencional, a fim de que, argumentando a ignorância, não sejamos obrigados a tomar partido das situações, a tomar uma posição, a sermos dolosamente omissos, seja pela nossa preguiça, seja porque vai contra nossas vantagens, costumes e prazeres dos quais teríamos que abrir mão. Assim, os influenciados por este gênio de baixo refutam o entendimento dos novos conceitos; a despreocupação e negligência com os estudos são consequência de sua inimizade com a LUZ, por não quererem deliberadamente saber para poder continuar a atuar do mesmo jeito que o fazem sem recriminação externa ou de sua própria consciência.

No período que escrevo estas linhas, regidas por ACHAIAH o sol encontra-se em uma sesquiquadratura (que é ligada a mercúrio-intelecto) com Saturno, portanto liberando uma energia negativa relativa a fundação de obra com o que pode ser entendido como dolo de ignorância; caiu uma ciclovia no estado do rio de Janeiro – Brasil, que circundava o costão beira mar da praia de São Conrado, trecho Tim Maia, ferindo e matando algumas pessoas. Causa sugerida: erro de projeto previsível. A obra foi inaugurada a cerca de 3 meses e custou próximo de 45 milhões.

No dia seguinte desabou um estande de vendas de uma construtora em São Paulo da construtora Cyrela, com vítimas. Estruturas provisórias tendem a disparar o dolo de ignorância para baixar os custos.

1.5       Escrituras

“S 103:8 Misericors et clemens Dominus patiens et multae miserationis.

O Eterno é misericordioso e complacente; lento na cólera e rico em bondades.”

 

1.6        Oração

ACHAIAH: Deus bom e paciente.

ACHAIAH: Se tens eleito a mim para a dura tarefa de descobrir-te nas pequenas coisas, permita-me, Senhor, que minha inteligência não se extravie

no labirinto das múltiplas combinações com que se apresentam Tua obra material.

Não permitas que o meu intelecto se fragmente ao deparar-se com a fonte de luz eterna;

Fazei com que distinga o primordial escondido e disfarçado nas formas passageiras

Fazei com que a mensagem que deixe aos meus irmãos seja uma via para a unidade,

de sorte que com meu paciente trabalho

os homens possam vislumbrar as luzes de outras dimensões.

Não permita que me afogues, Senhor, em minhas pequenas certezas,

não me encerres em dogmas científicos

que não são capazes de ultrapassar os cinco sentidos.

Dê-me a ousadia de levar minha inteligência sempre mais adiante, a ousadia de não me identificar com nenhuma verdade passageira, confundindo tua luz com minha luz.

Desde este ponto evolutivo em que me tens situado,

utiliza, ACHAIAH, meus recantos humanos

para prosseguir com força e vigor a Obra da Criação.

1.7        Exortação

Entre as coisas pequenas encontraras minha verdade.

A natureza é um de meus Livros Sagrados,

um livro que contem minha Lei sem tergiversações.

Por este livro não é permitido passar nenhum tradutor ignorante,

que haja invertido os conceitos.

Peregrino, carrega em teus ombros o saco da paciência

e passe observar em mim o elemento natural.

Estuda-me na flor, na árvore, na folha da erva.

Eu vou inspirar tua inteligência

para que encontres as respostas que procuras, tua sede de verdade.

Não elabores teorias antes de haver sido testemunha de meus processos naturais.

Observa, medita, carregue um saco com infinita paciência

para que não se esvazie jamais.

Jamais diga: “agora já sei, agora compreendo”,

porque a verdade se faz a cada dia

e o conhecimento que aporta esta Verdade a tudo modifica.

Eu Sou distinto a cada dia e se queres seguir-me, peregrino,

a cada dia deveras tratar de compreender o que de diferente há em mim.

Lhe convido para este jogo de saber e compreender o novo a cada dia.

Te aguardo na arvore, na flor, na folha de cada erva.

 

Oração e exortação de Kabaleb.

 

Canção: Gaivota

Inspirada no livro Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach

 

Uma linda gaivota

Sempre livre a voar

Símbolo de liberdade

Deixe ela viver em paz, viajar…

 

A natureza é um livro aberto

Que devemos desfolhar

Enquanto ainda resta tempo ….

 

Uma linda gaivota

Sempre livre a voar

Símbolo de liberdade

Deixe ela viver em paz, viajar…

 

Clique na imagem ao lado para ser direcionado a pagina princial e baixar gratuitamente o livro.

A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

 

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