50. 7->3: DANIEL


1.1       Elementos constitutivos ou relacionados

Coro 7 – Principados  
Príncipe: Haniel.
Mundo do coro: 3 – Yetzirah, Mundo de Formação, Mental – elemento Ar
Signo: Sagitário.
Elemento zodiacal: Fogo.
Relação/elementos: Fogo da Agua atuando sobre o Ar do Fogo.
Relação/mundos: “Yod” do Mundo de Yetzirah sobre o “Vô” do Mundo de Atziluth.
Velas:  Verde ou rosa em cima e duas brancas em baixo.
Incenso: [Violeta, rosas, açafrão, almíscar, lavanda, dama da noite] e [Enxofre, raiz de guiné, gengibre].
Letras: Daleth – Num – Yod – Aleph – Lamed
Gemátria: 4+50+10+1+30 = 95 = 9+5 = 14 = 1+4 = 5
Arco:  246º a 250º graus da esfera zodiacal.
Invocação por domicílio: de 5 a 10° de Sagitário ou 28 a 2 de dezembro.
Invocação por rotação: de 19 a 20 de Touro: “Yod” ou 10 de Maio;

de 1 a 2 de Leão: “He” ou 25 de Julho;

de 13 a 14 de Libra: “Vô” ou 7 de Outubro;

de 25 a 26 de Sagitário: 2º “He” ou 18 de Dezembro;

de 7 a 8 de Peixes ou 26 de Fevereiro: quintessência.

Invocação pelo ciclo diário:   16:20:00 às 16:40:00 a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção:  Quando           Vênus se encontra em um dos graus de Saturno, ou seja, entre 2º a 3º, de 12º a 13º e de 22º a 23º de qualquer signo.
Atributo: O Signo das Misericórdias, o Anjo das Confissões.
Nome da essência: ELOQUÊNCIA.
Nome da Força: Inspiração Justa.
Forças em ação: A força de Netzah que manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Binah.
Sendero: Sub-sendeiro que une Netzah a Binah em sua trajetória de retorno pelas árvore e zodíaco.

1.2              Palavras chaves:

ELOQUÊNCIA, EXPRESSÃO justa, PERSUASÃO, Ser (49), Fazer (50) COMO CHEGAR A ELAS, Executar (51), MISERICÓRDIA, consolo, REJUVENESCER, respeito aos ANCIÕES, graça, beleza, DECISÃO, DETERMINAÇÃO, advogado, magistrado, RAZOABILIDADE e PROPORCIONALIDADE, lei (causa e efeito natural), BOA REPUTAÇÃO, moral x necessidade.

(-) MEIOS ILÍCITOS de sobrevivência, APARÊNCIA, luxo, VAIDADE, assuntos obscuros, JUÍZO PARCIAL.

1.3              Movimentação Sefirótica: Sete na terceira posição

O sete, representante de Netzah, estará atuando em Binah, que rege o terceiro ciclo, o mundo de Yetzirah e, como Binah impõe sempre uma restrição, colocará um freio ao programa de realizações de modo que se adequem às Leis supremas. Podemos auferir que uma força moral determinará o curso do indivíduo a fim de que tudo se atenha aos justos limites.

O lado negativo acarretara o encontro com pessoas divergentes onde sobrarão desacordos que ocasionará a orientação equivocada dos negócios. Esta união de forças sempre favorece ao encontro com alguém maior – já que vai do sete ao três -, com tendências restritivas, seja de caráter, seja na condução em geral; a semente da divisão sempre estará presente quando for necessário ultrapassar, ir além de sua própria pessoa, caso que sejam necessários outros sujeitos para a realização de algo.

Astrologicamente corresponde a posição de Vênus em Capricórnio.

1.4              Arcano – Mundo: Três de paus no mundo de Yetzirah

Recebe o título de Senhor da força estabelecida. Refere-se ao elemento Fogo e astrologicamente corresponde a posição de Binah transitando pelo terceiro decanato de Áries onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo e sob as pulsações do regente deste decanato que é Júpiter.

Neste ponto, Kether o primeiro ponto de partida da Arvore e no zodíaco, o centro produtor de iniciativas, a essência divina, expressa-se por intermédio de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emanam a Lei e a ordem. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizara ainda pelo tom prismático de Hesed, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O três de paus representa o “Vô” de “Yod” já que o “Vô” é a terceira manifestação do nome impronunciável “YHVH” (יהוה – “Yod-He-Vô-He”) mais conhecido como Jehovah. O naipe de paus, que governa a carta, está relacionado com a “Yod” a primeira letra do nome. Isto indica que Binah estabelece, consolida a vontade emanada de Kether concretizando o designo primordial. Algo que até então seria intenção, potência e que passa a ser uma realidade, ato manifesto.

Quando o três de paus atua no mundo de Yetzirah, o fará em seu domínio procurando estabelecer esta força em algo estruturado, uma realidade em perfeitas condições, tudo muito planejado.

1.5              Virtudes concedidas:

1º.- Misericórdia de Deus, consolo, remédio para todos os males.

2º.- O perdão das injúrias, dos erros.

3º.- Rejuvenescer, recuperar a graça e beleza.

4º.- Inspiração para que os indecisos possam determinar-se.

5º.- Proteção contra a tentação de viver por meios ilícitos.

1.6        Descrição Sefirótica:

DANIEL é o segundo da 7º ordem de anjos denominado como Coro dos Principados, situa-se na morada filosofal de número 50, rege o sub-sendeiro que une Netzah a Binah em sua trajetória de retorno pelas árvore e zodíaco. Trata das forças de Netzah responsável pelo gérmen do pensamento humano, pela vida dos sentidos aportando-lhes riqueza e exuberância e, neste ponto, manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emanam a Lei e a ordem, Ministério das Leis instituidora dos planos inferiores; o “Yod” do Mundo de Yetzirah sobre o “Vô” do Mundo de Atziluth, Fogo da Agua atuando sobre o Ar do Fogo. Nesta casa nos deparamos com a essência filosofal chamada ELOQUENCIA, o conjunto de qualidades, propriedades e atributos onde Netzah dissemina sua delicadeza, elegância, beleza ao expressar as ideias, pensamentos, opiniões, mas principalmente as Leis, por mais duras que sejam e, assim, atenua o rigor ao exteriorizar seus aspectos de modo persuasivo, com suavidade, conciliatório e passa a integrar interesses em oposição; neste diapasão promove uma equação energética com vistas ao resultado zero. Trata-se de uma força de Inspiração Justa que propaga o ânimo da Justiça com vistas a benevolência e a compreensão de modo que seja levada em consideração a equidade dos planos, i. e., que as Leis de cima sejam aplicadas, mas observando-se as realidades de baixo, algo semelhante a proporcionalidade e a razoabilidade, mas cabe lembrar aqui que estamos sempre tratando de forças e energias em ação relacionando-se umas com as outras, com Leis próprias em cada departamento. Na vida humana estas pulsações auxiliam na tomada do bom juízo, conselho em consonância com as Leis eternas simultaneamente a observação das realidades que tocam cada situação na mira de um resultado que mantenha a harmonia entre ambas. Netzah inocula sua bondade, harmonia sobre o rigor das Leis instituídas, implantadas nos mundos de baixo exterioriza o consolo e a misericórdia que vem desde Hochmah. Daí vem o atributo, esta qualidade imbuída de poder denominado O Signo das Misericórdias, o Anjo das Confissões.

Não se trata aqui de referendar racionalizações lenientes com vistas ao benefício do mal feito como ocorre principalmente na advocacia (na defesa de certos clientes) e na magistratura quando juízes, que sedem espaço a vaidade ou mesmo comercializarem a própria justiça, pretendem mostrar-se razoáveis e inteligentes aos seus pares, mas verdadeiramente, refere-se à equidade, a adequação dos julgamentos (e não das “verdades”) a realidade dos fatos, as condições, circunstâncias que ceram cada caso e, ainda assim, o fazem sem contrariar o ordenamento e a noção de justiça – eis o desafio…

Vimos que a Força 49 (VEHUEL 7->2) buscava inspiração em Hochmah que é o Centro que tudo Vê e, assim, nos faculta sair das situações difíceis em que nos colocaram os desejos e, concomitantemente, coloca as coisas onde, por afinidade, estão as outras que a apoiarão, por ser da mesma família, tem a mesma afinidade vibratória. Já a força 50 apoia-se no reto e no justo emanado de Binah, na Lei e no regulamento, naquilo que deve Ser. Estas duas forças, a 49 e a 50, referem-se ao Ser e ao Fazer; onde Hochmah corresponde ao Ser e Binah o exteriorizador Fazer.

A beleza quando aparece em um ponto qualquer atenua os rigores existentes quanto o mais seja na forma de expressar-se. Conta-se que em tempos antigos os homens expressavam-se em verso, como na poesia, e em tempos mais antigos ainda falavam-se a língua dos anjos o qual desembocaram o sânscrito, hebraico, mandarim, etc., que aparentam uma ancestralidade comum. Assim, a linguagem foi evoluindo e se misturando a de diversos povos ao passo que as ideias necessitavam de mais suntuosidade para expressar-se A eloquência pretende amenizar a severidade na hora de dizer as coisas como são, como que acrescentando uma dose de misericórdia, amaciando, por assim dizer, o que está por vir.

“Certas palavras machucam como espinhos que fincam no peito e deixam marcas. Tais palavras incertas rasgam por dentro e ferem por fora, e te ferem tão profundo quanto um corte e faz uma cicatriz invisível e permanente, e que constantemente será lembrada, mas serve para evitar novos erros e espalhar mais dessas cicatrizes pela sua alma.

Certas palavras machucam e não se vê o quanto você chora por dentro. Palavras de tão incertas, escapam às vezes. Machucam depois de serem ditas. Mal-ditas.

Nem sempre são ditas com verdade, são pronunciadas por causa da dor, da raiva, do medo, do momento… E se soubessem a dor que causam, antes nunca seriam ditas.

Certas palavras carregam consigo uma força enorme, as vezes não pelo peso de si mesmas, mas pelo valor que atribuímos a quem diz tais palavras… A força com que elas são proferidas deixam marcas, e dói. A palavra que fere e dói, ditas no calor de mágoas ou discussões penetram como flecha envenenada.

Certas palavras incertas nos causam choro e magoam. 
Acho que é porque ficam a ressoar em nossa mente como um eco, e
os ecos as vezes tomam dimensões que não podemos controlar e seu ressoar pode persistir por muito tempo.

Certas palavras machucam como pedras e o mais interessante é que independe do tamanho da pedra para o tamanho do machucado que fará. Depende do que “ela” (pedra) representa para cada um de nós, o quão forte a palavra nos atingiu e quem foi que nos atirou tais palavras.

Certas palavras incertas rasgam por dentro e ferem por fora. E diante de tantas incertezas, todas as desculpas que damos a nós mesmos, não fazem qualquer sentido!

Todas as pessoas são sem dúvida a sombra da indecisão. E sempre sobrará um porquê.

Certas palavras machucam-me e não sei como agir quando elas me ferem, então silencio. É porque sei que não se pode combater um incêndio causando outro. Tentar ignorar as marcas é amar, isso amenizará a dor, mas sei que os sinais estarão sempre lá.

Certas palavras de pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar o caminho mesmo com nosso coração machucado.

Às vezes na falta de esperança. Às vezes nos machuca tão profundamente, que só vamos nos recuperando muito lentamente. Mas então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar…

Tão importante quanto as palavras que são proferidas são as atitudes que as testificam, ou as invalidam. Às vezes as palavras que nos machucaram foram ditas por pessoas que nos amam e nos querem tanto bem, e mostraram isso não em palavras, mas em atitudes.

E é por elas que desejamos ficar e não partir. É por elas que superamos e não sucumbimos.

Perdoar nem sempre significa que você está errado e a outra pessoa certa… Às vezes, significa apenas que o valor que você atribui a esse alguém é infinitamente mais importante do que o seu orgulho.

E isso nada tem a ver com o outro e sim com você mesmo…

Ana Lopes”

 

Como DANIEL representa o sendeiro de retorno que une Netzah a Binah, encarrega-se de apresentar a Binah o fruto das realizações, atuações humanas realizadas e conduz esta missão com extrema delicadeza a fim de que possamos aceitar o que de outra forma seria inapresentável opondo resistência. E se o faz por dentro, o fará por fora também de modo que estas influências nos tornam convincentes sempre que necessitemos tratar com quaisquer autoridades sejam presidentes, reis, ministros, juízes, etc. A eloquência de Daniel promoverá a misericórdia dos grandes e, assim, poderão atuar de forma brilhante em favor daqueles que tem que responder em juízo.

1.7        Das virtudes concedidas:

1.7.1    Misericórdia de Deus, consolo, remédio para todos os males.

Daniel é um dos canais de comunicação com a divindade já que trata com Binah o terceiro aspecto que é o encarregado de Legislar, mas também o de julgar de se assegurar que cada causa tenha o seu efeito natural, que a Lei seja erga omnes, tenha o mesmo efeito para todos, sem privilégios, foros especiais, interpretações direcionadas, nem alterações.

Esta Lei Natural se veria alterada, modificada com a vinda de Cristo ao estabelecer a Lei do perdão, contudo, enquanto estivermos vivendo sob a égide de Binah e não a de Cristo sofreremos as consequências de nossas ações. Neste caso, o consolo consistirá em saber que quando termine a causa nos veremos livres do mal que nos aflige.

Cabe entender que cada plano tem um tipo de energia e que ao adentrarmos nestes planos incorporaremos as regras, as Leis desta força. Se desejamos a Justiça então buscamos as forças de Binah, mas se almejamos a Bondade então nos valemos de Hochmah. No entanto, seja lá qual o caminho que escolhemos, valerá contra ou a favor do próximo e de nós mesmos. Daí vem a sabedoria da oração de São Francisco: “E perdoando que se é perdoado…”.

A interpretação humana equivocada da Graça causou e dissenção da igreja romana já que Lutero pretendeu adentrar ao mundo de Hochmah mas esqueceu-se de avisar que, para isto, deveria desembarcar do mundo de Binah, o que originou o entendimento de que se poderia atirar pedras na cruz, o quanto fosse, que tudo estaria perdoado desde que apenas de forma verbal se aceitasse o Salvador.

Outros Gênios que nos oferecem o consolo:

  1. 5->9 IEIAZEL: Consolo ou regozijo por algo que esperávamos e tudo dá certo;
  2. 7->3 DANIEL: Sabedoria para dar fim a causa para nos vermos livres do mal que nos aflige;
  3. 7->8 MEBAHIAH: Oriundo da compreensão acerca da origem das enfermidades e fracassos;
  4. 8->6 UMABEL: Nas penas do amor em razão de um intelecto demasiadamente iluminado;
  5. 9->4 EYAEL: Consolo nas adversidades, trabalha em suas causas.

1.7.2    O perdão das injúrias, dos erros.

Este Gênio domina sobre a justiça, os advogados estagiários e todos os juízes em geral, eis que exterioriza as Leis com graça e eloquência e assim amortecendo os fluxos de Binah. Aqui a Justiça, um atributo de Binah, se inclina para a benevolência e a compreensão de Netzah que está mais embaixo, no Mundo de Formação, próximo de desaguar em Malkuth e leva em conta as realidades materiais.

Os nascido sob esta égide poderão tornar-se advogados, magistrados ou qualquer atividade relacionada a administração da Justiça ou para outra profissão qualquer onde a eloquência seja fundamental como a de jornalista, mestre de cerimônias, porta voz, etc. É natural que a eloquência desague na literatura e destas fontes surgem grandes literatos, escritores, periodistas, etc. eis que terão uma personalidade ponderada, de bom conselho cujos conselhos, as críticas, escritos serão portadores de harmonia e justiça de forma humana, i. e., inspirará o comportamento nas pessoas sem violar as regras cósmicas. Encontraremos aqui o Juiz nato, ainda que não exerça esta profissão, poderá atuar inclusive como Juiz leigo, será o melhor advogado possível independente do título. Basta ver que sendo o primeiro do terceiro ciclo está intimamente ligado com o signo de Libra que é o primeiro do signo do Ar.

Se precisamos encontrar um bom advogado de expressão, devemos faze-lo nos dias e horas deste Gênio quanto mais os nascidos neste período. Nos mesmos poderemos e devemos incorporar estas energias que poderá nos livrar dos apuros. E mesmo que não necessitemos utilizar estas forças ao carrega-las em nós a eloquência se manifestará em nossos juízos internos cada vez que tenhamos que comparecer ante o tribunal de nossa consciência. Ocorrerá que trataremos a nós mesmos com misericórdia fator indispensável para que o façamos em relação ao próximo.

Outros gênios que auxiliam os escritores, periodistas, etc.:

  1. 3->2 LAUVIAH: Escritos maravilhosos, transcendentes, revelações que iluminam;
  2. 7->3 DANIEL: Expressar-se com eloquência oral e escrita;
  3. 7->8 MEBAHIAH: Lucidez intelectual – ideias;
  4. 8->9 MEHIEL: Escrita leitura e de obras imaginárias.

Outros gênios que nos auxiliam na expressão:

  1. 3-4 LEUVIAH: Transmite o justo de forma fluida, amistosa, modesta, compreensível a todos;
  2. 3->7 YEIAIEL: Transmite as Leis de Binah com diplomacia;
  3. 7->3 DANIEL: Expressar-se com eloquência oral e escrita.

As escrituras narram que o Kabir Jeoshua Ben Pandira (Jesus) inspirado pelo Cristo nos deixou dois mandamentos:

“Mateus 22:35-40. E perguntou um deles, intérprete [doutor] da lei, para o experimentar, [tentar] dizendo:

Mestre, qual é o grande [maior] mandamento na lei?

E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. [entendimento, ou de toda a tua mente]

Este é o primeiro e o grande mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. ”

Notemos que o Kabir fala de dois mandamentos e aparentemente são apresentados três:

Primeiro: “Amarás o Senhor, teu Deus…”.

Segundo: “Amaras ao próximo…”.

Terceiro: “Amaras ao próximo como a ti mesmo”.

Contudo ele ressalta que são dois mandamentos do qual depende todas as Leis e profetas.

Assim podemos deduzir que a ordem final do terceiro mandamento (“como a ti mesmo”) refere-se ao primeiro – ao Senhor, teu Deus -, trata-se, portanto, de nosso Pai interno já que a primeira parte do segundo mandamento nos deixa a certeza de que se trata do próximo.

“Mateus 23:9. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque há um que é o vosso pai, e Ele está nos céus. ”

Isto nos leva a um horizonte muito vasto já que se somos a imagem e semelhança de Deus. Ao entendimento de que a evolução tenderá tornarmo-nos Deuses, se assim o desejarmos, pois tudo está relacionado a união com nosso Real Ser, nosso Pai a chispa divina vomitada da Divindade Cósmica que tem sua sede em nosso interior.

Observemos que a todo momento o Cristo, encarnado no filho do homem, transmitia a mensagem “fazer a vontade do Pai…”. Tudo está em nossa consciência (que reside na 6º dimensão) que tem sido tratada como subconsciente (com sede na 5º dimensão), todos os poderes, vontades, liberdades estão ali, na ausência do ego animal. Não é por acaso que algumas escolas de mistérios, psicólogos ensinam algo como: Deus é o nosso subconsciente. Na 6º dimensão é onde nos deparamos com a consciência ou auto-consciência que vai evoluindo mais e mais conforme adentramos aos planos mais elevados rumo a Unidade cada vez mais estável e então torna-se uma super-consciência até que, em seu curso, venha a se fundir a Unidade no espaço abstrato absoluto, sede da coroa. Neste ponto nos deparamos com o paradoxo onde apesar de se residir na Unidade a Liberdade é absoluta.

É necessário que perdoemos a nós mesmos para que possamos perdoar aos demais pois todo o processo, toda criação começa de dentro para fora, do alto para baixo. Não se trata aqui de fechar os olhos para nossos erros, de sermos complacentes com o mal, mas de olharmos a partir de um ponto afastado, de forma objetiva, de modo que possamos ver todo o contexto a fim de detectar as causas que tenham produzidos determinadas condutas aportando as soluções.

De outro lado, quando perdoamos ao próximo nos sentimos merecedores do perdão que ofertamos a nós mesmo, já que as energias sempre correm dos dois sentidos, eis que se de um lado temos a voltagem, do outro vem a amperagem ocupando os espaços deixados e citando novamente São Francisco de Assis: “E perdoando que se é perdoado…”.

Há uma prática indiana muito simples que nos auxilia com o perdão: Sempre que nos vem à mente um mal que fizemos a algo ou alguém e aquilo incomoda nossa consciência (sinal que estamos prontos para receber a remissão) mentalizemos uma energia azul que dissipa todo o mal. Que esta energia de amor cubra a todos os envolvidos até que sobre somente ela, o amor azul, e as vibrações de mal desapareçam. Sempre que possível sane o erro para equilibrar as forças e destrua o ego. Peça o perdão interno e o externo se sentir necessidade e depois esqueça…

Outros Gênios que trabalham com o sentimento de culpa:

  1. 7-2 DANIEL: Atua sobre o auto perdão.
  2. 9->3 MANAKEL: Atua sobre os sentimentos de culpa nos incutindo a imagem verdadeira.

Outros Gênios auxiliam na advocacia:

  1. 2->7 MEBAHEL: Advocacia e a jurisprudência pró inocente, verdade;
  2. 3->3 CALIEL: Advogados contra falso testemunho, jurisprudência;
  3. 4->9 VASARIAH: Auxilia a encontrar um bom advogado para conseguir clemência;
  4. 6->5 YLAHIAH: Auxilia a restituirmos o dano causado sem dor, bom advogado, benevolência do Juiz;

49 7->2 VEHUEL: Exprime a jurisprudência com amor e arte;

  1. 7-2 DANIEL: Auxilia a escolher um bom advogado ou Juiz, justo, eloquente;
  2. 9->6 ROCHEL: Auxilia a escolher um bom advogado de sucessões.

1.7.3    Rejuvenescer, recuperar a graça e beleza.

Temos visto que o raio de DANIEL faz com que Netzah inocule em Binah a bondade, a harmonia e a beleza. Sendo Binah o Senhor do tempo, representado na mitologia grega por Cronos, tem sua regência em tudo o que seja mais antigo. Saturo é considerado o ancião dos planetas de nosso sistema solar, o mais distante dos sete que representam as sete forças que organizam o Universo.

Vênus atuando sobre Saturno exterioriza a beleza da ancestralidade, uma forma bela, artística, harmoniosa de ver o antigo. Daí vemos o verbo rejuvenescer, recuperar graça e beleza, seja a nível interno como o físico. A aura interna da beleza Vênusiana explode de dentro para fora e aflora um estado de graça.

Na maioria do mundo os mais velhos são deixados de lado, mas em outros a exemplo do Japão os anciões são tratados com respeito e carinho. Há um grande valor pelo caminho percorrido. A eloquência que contagia vem da experiência vivida.

Sempre que necessitarmos instaurar o respeito aos anciões, pelos mais velhos, idosos, restaurar a beleza perdida, rejuvenescer, podemos recorrer a DANIEL.

1.7.4    Inspiração para que os indecisos possam determinar-se.

Quando Jehovah perguntou a Salomão, precursor de Cristo, o que desejava? Este lhe pediu Sabedoria e, então, o resto lhe foi dado por acréscimo, isto porque a Sabedoria-Hochmah está antes que tudo o resto, e se abordarmos bem essa primeira estação, os outros irão ordenando de acordo com o impulso gerado por ela.

As forças de Netzah são de inspiração, assim, enquanto a força 49, nos concede a Inspiração de como há de Ser; a Força 50 fornece a Inspiração de como se deve Fazer, como agir para que o seu propósito se realize.

Como já estamos muito próximo de Malkuth, com Gênio anterior, 49 (VEHUEL 7->2) recebemos a revelação de onde será o lugar em que nossa empresa, propósito se verá envolvido, será bem acolhido, e não somente o lugar material onde deve estabelecer a sua empresa, mas quais são os personagens que a protegerão, que auxiliarão na criação, nascimento para levar a cabo o seu projeto de renovação, de expansão, etc..

Lembremos que Binah é o Senhor das formas, da exteriorização, portanto, a Força 50 nos indicará como chegar a eles, a forma de tratá-los, se, por escrito, por telefone ou através de uma visita pessoal ou de outra forma qualquer. Também receberá a inspiração sobre o modo de comprar os terrenos necessários para localizar o seu propósito de expansão.

Certa vez um advogado nos perguntou como poderia chegar, aproximar-se de uma alta autoridade, o qual tinha simpatia por nossa pessoa. Pretendia o contato com uma pessoa próxima, talvez intima, pois precisava tratar um assunto com urgência ao qual poderia gerar dano. Respondemos que deveria procurar a consorte da autoridade. Por certo que fomos mal interpretado. Ocorre que está última era responsável por um determinado órgão, também era autoridade e intima daquele que necessitava de auxílio, com o detalhe de estar muito mais acessível devido à proximidade diária entre outros fatores. DANIEL nos auxilia no transito entre pessoas, nos conduz pelos canais adequados, desde que atuemos com Justiça já que maneja as energias de Binah e a má intensão poderia causar o oposto, a repulsa.

Outros Gênios que nos inspiram na instalação de nossos empreendimentos:

49 7->2 VEHUEL: Inspiração de Ser – Encontra o lugar e as pessoas que acolherão;

50 7->3 DANIEL: Inspiração de Fazer – Forma de como chegar a elas;

51 7->4 HAHASIAH: Inspiração para executar, saber com quem ou lugar que está se metendo – peculiaridades, alquimia.

DANIEL é o Gênio da DECISÃO, concede inspiração àqueles que estão em dúvida que estão entre várias opções e não sabem o que escolher, concede a determinação e auxilia na tomada do bom juízo. Binah coloca as questões nos dois pratos da balança e depois as repassa a Netzah que expressará com graça a decisão tomada. Assim, se nos encontramos em um labirinto, embaraçados entre vários dilemas e não conseguimos saber qual o caminho a seguir entre os apresentados, cabe pedir auxílio a DANIEL que nos mostrará a saída, contemplaremos onde cada um nos levará e, assim, elegeremos o mais conveniente. Se estivermos perdidos, seremos orientados.

Ao ver claramente o horizonte nos tornaremos ativos, industriosos, diligentes já que deste modo poderemos optar por decisões mais equânimes ante as situações apresentadas e tudo se conduzirá de forma bem definida.

Certa vez, ao solicitar auxilio de DANIEL fomos direcionados a Teoria dos Jogos. Ocorre que tanto a Teoria dos Jogos quanto a Arte da Guerra e outras ciências afins, ligadas a tomada de decisões, tem a ver com estas fontes e deste ponto foram originadas.

Durante o período de regência desta força, o Justo estará conduzindo o comportamento das pessoas, se não houverem dissonâncias nestas energias, assim, os mecanismos da Justiça externa estarão no domínio o que facultará o favorecimento das Leis, regulamentos, por aqueles responsáveis por sua aplicabilidade sejam estes magistrados, advogados, cartorários, etc.

Vendo o que deve ser feito para que tudo esteja certo, correto, saberá expressar-se com perfeição, porque a eloquência consiste em ver claro, com a exatidão de Binah, tudo aquilo a que nos propomos enunciar. Se o vemos claramente, seremos cristalinos quando nos expressarmos aqueles que nos ouvem, e então se dirão de nós, que somos inteligentes, sábios, experts.

Netzah possui beleza ao expressar-se e, está eloquência, é aplicada as Leis quando sob a regência de Daniel se manifeste no indivíduo sob a forma de força de persuasão de maneira tão eficaz que o outro não perceberá que está sendo persuadido. Isto auxiliará, de modo natural, que essa pessoa, desde o início, adentre com boa reputação nos negócios, uma vez que devido ao seu espírito de conciliação e ao seu bom senso os interesses opostos sejam integrados, se convirjam e garanta um bom sucesso na vida.

Outros Gênios que nos outorgam eloquência e expressão:

  1. 3->7 YEIAIEL: Facilita a verbalização das verdades, mesmo as mais duras de serem expressadas;
  2. 4->6 REIYEL: propagar a verdade oralmente, por escritos ou exemplo;
  3. 7->3 DANIEL: Expressar-se com eloquência;
  4. 7->7 NITHAEL A claridade dos pensamentos se revelam na expressão de modo simples a todos;
  5. 7->9 POYEL: Poder expressar-se corretamente de forma clara e universal.

Outros Gênios que nos auxiliam a saber o que queremos, tomar decisão, encontrar um caminho:

  1. 2->8 HARIEL: Vontade do Pai a nível mental;
  2. 4->4 YERATHEL: Nos faz encontrar a Luz que resplandecente que indica a Vontade do Real Ser;
  3. 6->7 ARIEL: Sonhos com Instruções do Real Ser;
  4. 6->8 ASALIAH: Pessoas, entidades, lugares idóneos para realização de um propósito;
  5. 6->9 MIHAEL: auxilia a elaborar o querer;
  6. 6->3 DANIEL: nos auxilia a saber o que se quer; inspiração, determinação, bom juízo diante de várias opções;
  7. 7->7 NITHAEL: unifica tendências, traz estabilidade nas decisões.

1.7.5        Proteção contra a tentação de viver por meios ilícitos.

O lado negativo da força.

O gênio contrário influi sobre todos os indivíduos que não gostam de trabalhar e procuram as maneiras de viver por meios ilícitos. Se apropriará do trabalho dos demais e tropeçará em pessoas que possuem o mesmo defeito (por lei de afinidade vibratória) que o conduzirão ao ilícito.

Se a força positiva promove a eloquência da Justiça a negativa promovera a obtenção de benefícios pessoais ilícitos. Converter-se há em um Juiz parcial, interessado; do advogado que coloca suas habilidades à disposição de um cliente para defende-lo a margem dos valores morais pensando tão somente nas benesses de seus honorários. Será a pessoa que participa em empresas para conciliar interesses contraditórios apenas com o objetivo egoísta que tudo funcione por um determinado tempo enquanto lhe traga os benefícios, que lhe convenha.

A clareza se turvará e tudo será obscuro, confuso. O indivíduo se acercará do apoio de pessoas influentes que o levará por caminhos tortuosos, viverá a margem da Lei ou em seu extremo limite.

O afã de expansão terá origem em motivos fúteis, o desejo de se aparentar, do luxo, como a disputa e o objetivo será de demonstrar que o indivíduo, empresário, etc. é mais hábil e mais pronto do que seus adversários. O empreendimento será apenas de aparência de desenvolvimento com itens luxuosos, belas secretárias, propaganda com famosos, etc.

Contudo os contratos assinados ao invés de estarem direcionados ao sucesso, ao progresso, cairão em ilicitude já que o objetivo é o de naufragar os adversários, os concorrentes. Este desejo mobilizará as forças de repuxão e destruição da empresa, empreendimento.

A propaganda dará lugar a vaidade. Lembro-me de uma propaganda em um ônibus onde que um indivíduo divulgava umas vasilhas de plástico, muito famosa, ao qual o sujeito da imagem era o representante na região. A foto do sujeito correspondia a 80% de todo o espaço.

Observando ainda mais a população percebemos o quanto a aparência importava mais do que tudo. Assim, quem chegasse em um estabelecimento com um carro velho, mesmo tendo muito dinheiro, era deixado de lado, confundido com um qualquer que nem deveria estar ali, por outro lado, estando em uma caminhonete nova, mesmo sendo um caloteiro, lascado, endividado, era tratado como rei. Como naquela região a imagem pessoal é considerada de vital importância, não importa inclusive, que o veículo tenha sido comprado com dinheiro roubado, desviado, assim, o índice de corrupção ali é extremamente alto, os políticos, mesmo notoriamente bastante desonestos, são tratados com deferência e respeito e as pessoas sentiam-se orgulhosas, enaltecidas de aparecerem ao lado dos mesmos.

 

1.8        Escrituras

“145:8 (144-8) heth clemens et misericors Dominus patiens et multae miserationis.

O Eterno é misericordioso e complacente, lento para a cólera e rico em bondade. ”

 

1.9         Oração

“DANIEL: O Signo das Misericórdias, o Anjo das Confissões.

DANIEL: Insufla em mim, Senhor,

a virtude de rejuvenescer com meu alento os seres e as coisas;

fazei com que possa revelar aos demais o seu potencial adormecido

e que possa representar para todos, o nascimento de uma nova esperança.

Que por meu intermédio descubram a frescura e a graça do eterno que jaz na pedra;

e que lhes seja revelado ao mesmo tempo o fulminante efeito dos recursos morais

para modificar situações aparentemente irremediáveis.

Que possa, Senhor, ser aquele que tira os humanos de sua indecisão;

aquele que lhes descobre perspectivas,

que os torna confiantes na tua justiça

depois de se terem confessado, contra eles mesmos, os seus erros.

Permita-me, Senhor, que encontrem em mim o consolo

após a dura etapa de adversidade e rigor”.

 

1.10          Exortação

“O Eterno me reservou esse espaço para socorrer aqueles que,

quando tudo parece perdido, levantam seu olhar implorante para Mim.

Eu sou o Anjo das Misericórdias, o que injeta a divina essência

as naturezas que tenham esgotado sua capacidade de auto potenciar-se.

E tenho lhe concedido esse poder

para que exerças esse privilégio ante de seus irmãos, os homens.

Graças à tua ação de seu esgotamente, devem nascer novas forças,

e de sua paz: novos desejos de combate.

E quando o peregrino se detiver para desfrutar de um esplendoroso privilégio,

quero que descubra em ti novos horizontes

e que lhes insufles o desejo de pôr-se em marcha.

Em ti e por ti devem descobrir as contradições que encerram as coisas.

Ensina-lhes o branco que há no preto e o vermelho que se oculta no amarelo,

e, como tudo, no universo, muda de luz, de cor, de identidade, com o correr do tempo.

Eu quero que em ti descubram a permanente mutação de tudo o que foi criado”.

 

Oração e exortação de Kabaleb.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

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