42. 6->3: MIKAEL


1.1       Elementos constitutivos ou relacionados

Coro 6 – Virtudes  
Príncipe: Michael.
Mundo do coro: 2 – Briah, Mundo das Criações, Astral, mundo dos desejos – elemento Agua.
Signo: Libra.
Elemento zodiacal: Ar.
Relação/elementos: Ar da Agua atuando sobre o Ar do Fogo.
Relação/mundos: “Vô” do Mundo de Briah sobre o “Vô” do Mundo de Atziluth.
Velas:  Amarela em cima e duas brancas em baixo.
Incenso: [Cravo, mirra, almíscar, estoraque, âmbar, louro, aloe vera] e [Enxofre, raiz de guiné, gengibre].
Letras: Men – Yod – Caph – Aleph – Lamed
Gemátria: 40+10+20+1+30 = 101 = 1+0+1 = 2
Arco:  206º a 210º graus da esfera zodiacal.
Invocação por domicílio: de 25 a 30° de Libra ou de 19 a 23 de outubro.
Invocação por rotação: de 11 a 12 de Touro: “Yod” ou 2 de Maio;

de 23 a 24 de Câncer: “He” ou 16 de Julho;

de 4 a 5 de Libra: “Vô” ou 29 de Setembro;

de 17 a 18 de Sagitário: 2º “He” ou 10 de Dezembro;

de 29 a 30 de Aquário ou 18 de Fevereiro: quintessência.

Invocação pelo ciclo diário:   13:40:00 às 14:00:00 a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção:  Quando o Sol se encontra em um dos graus de Saturno, ou seja, entre 2º a 3º, de 12º a 13º e de 22º a 23º de qualquer signo.
Atributo: Virtude de Deus, casa de Deus, semelhante a Deus.
Nome da essência: ORDEM POLÍTICA.
Nome da Força: Portadora da Vontade executória de Ordem.
Forças em ação: Tiphereth que manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Binah.
Sendero: 17, que une Tiphereth a Binah em sua trajetória de retorno pelas árvore e zodíaco.

1.2               Palavras chaves:

ORDEM POLÍTICA, política, VIAGENS, diplomacia, SEGREDOS, monarquia absoluta, ganhar ELEIÇÕES, fidelidade, OBEDIÊNCIA, sistema de governo.

(-) descobrir TRAIDORES, usurpadores, FALSOS MESTRES, conspiradores, FALSAS NOTÍCIAS, calunias, SILOGISMOS.

1.3                Movimentação Sefirótica: Seis na terceira posição.

O seis nos traz um alívio às provas, tribulações, Karmas, eis que, nos remete a paz e harmonia de Tiphereth. Para se chegar a esta harmonia basta observarmos que todos os caminhos da Árvore nos conduzem a esta séfira. Tiphereth se comunica diretamente com todas, a exceção de Malkuth, já que seu raio passa antes por qualquer uma das três séfiras exteriorizadoras do mundo de Yetzirah, mas que já é praticamente o mundo material quanto mais o seja Yesod como a energia vital de Malkuth, a quarta dimensão, então a comunicação se faz por espelhamento assim como ocorre com Kether em relação a Tiphereth.

A energia de Tiphereth vivifica tudo quanto existe. Sua vitalidade se reflete na terra por seu rosto manifesto conhecido como Sol que possibilita e da vida a tudo o que conhecemos.

De outro lado sendo o seis um “Vô” do segundo ciclo também é um instituidor de Leis de forma que sua energia não é distribuída indiscriminadamente, mas obedece aos ditames cósmicos. Podemos observar que as restrições de Binah se expressam nas atividades humanas da mesma maneira que o Sol físico expressa suas emanações. De modo contínuo, mas respeitando os intermédios do dia e da noite.

Então podemos dizer que se de um lado temos o topo de Tiphereth em Hochmah ao dia, posteriormente teremos em Binah o seu obscurecimento: a noite.

Durante o dia nos guiamos pelo esplendor, pela luz, pelo Amor-sabedoria e a noite pelas Leis cósmicas. Em um oceano durante o dia vemos a beleza, mas a noite tudo se guia pelo reflexo da Lei de ação e reação. E assim cada um encontra sua luz na escuridão do oceano cósmico pela união com a Lei que se expressa na química, na física, na biologia, matemática, etc. e em cada plano superior segundo seus ditames.

O seis na terceira posição está trabalhando em Binah e corresponde a posição do Sol em Capricórnio.

Cabe lembrar que Tiphereth nos expressa também a ideia de sacrifício que nesta configuração está direcionada ao rigor de Binah o que dificulta um pouco o espaço para a bondade podendo até ocasionar julgamentos desapiedados e rigorosos. Contudo se este rigor estiver em direcionamento a coisas elevadas o resultado tenderá a ser positivo. Esta energia concorre igualmente a uma maior compreensão da Lei já que trabalha em uma posição “Vô” que é de expressão, mas com preparo ao desembarque no mundo de Yetzirah o que facilita o acesso ao intelecto.

Capricórnio é considerado uma energia construtora, ligada a engenharia, a arquitetura, construções em geral. Deste ponto, a vibração mais densa é o que fara com que surjam os construtores matérias, de casas prédios quando as energias mais espiritualizadas não conseguirem edificar o templo interno, do espírito. Neste sentido, as grandes construções podem estar escondendo enormes frustrações internas.

1.4               Arcano – Mundo: Três de espadas no mundo de Briah

Recebe o título de Senhor do sofrimento. Refere-se ao elemento Ar e astrologicamente corresponde a posição de Saturno transitando pelo terceiro decanato de Libra onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo e sob as pulsações do regente deste decanato que é Mercúrio.

Neste ponto as restrições de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emana a Lei e a ordem expressa-se por intermédio de seu próprio centro. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizara ainda pelo tom prismático de Hod, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Archote da Lei atua com o máximo rigor. Enquanto no dois de espadas se procurava a reconciliação, a desistência das batalhas pela força de Hochmah, neste ponto há uma ruptura com a parte superior para que haja uma produção do fluxo para baixo, a partir daqui o caminho das energias passará a ser de descenso, rumo a materialidade. Daí o obscurecimento que visa o mal necessário. Como consequência tem-se o início das lutas internas que inevitavelmente hão de surtir efeitos no exterior caso não sejam resolvidas antes da cristalização – se ainda houver tempo.

A repercussão externa traduzir-se-á como empobrecimento, humilhação, perda de renome, carência de horizontes, visão limitada, estreita.

Quando o Três de espadas atua no mundo de Briah os trabalhos são realizados em um mundo influenciado por Hochmah cuja função e interiorizadora, portanto, oposto de Binah que produz a exteriorização, a concretização. Internamente instaura-se um conflito já que duas forças opostas estão a trabalhar juntas. Contudo como Binah tem relação com o mundo de Yetzirah que está mais próximo do físico e como estamos atuando em Malkuth a tendência é que a exteriorização tenha maior força, mas não antes que o rigor para consigo mesmo se desague em auto castigos, enfermidades nervosas.

1.5               Virtudes concedidas:

1º.- Segurança em viagens,

(Pode-se invoca-lo no mesmo dia da viagem ou da véspera, a sua hora de recepção).

2º.- Sorte e acertos em uma carreira política (para triunfar, em eleições).

3º.- Muito olfato na diplomacia, para detectar os segredos.

4º.- Triunfo nas relações exteriores, nas Embaixadas.

5º.- Intuição para descobrir os traidores antes que atuem na imunidade perante a propagação de falsas notícias.

1.6               Descrição Sefirótica:

MIKAEL é o segundo da 6º ordem de anjos denominado como Coro das Virtudes, situa-se na morada filosofal de número 42, rege o sendeiro 17, que une Tiphereth a Binah em sua trajetória de retorno pelas árvore e zodíaco. Trata das forças de Tiphereth, o depositário, a nível de consciência, das vibrações emanados do Real Ser as quais serão convertidos em força de vontade e, neste ponto, manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emanam a Lei e a ordem; “Vô” do Mundo de Briah sobre o “Vô” do Mundo de Atziluth, Ar da Agua atuando sobre o Ar do Fogo. Nesta casa nos deparamos com a essência filosofal chamada ORDEM POLÍTICA, o conjunto de qualidades, propriedades e atributos onde as pulsações de Tiphereth se elevam aos domínios de Binah e exerce sua Vontade no domínio das Leis, a fidelidade a ordem natural bem como aos seus sujeitos (sejam o que sejam), depositários ordinários e, portanto, também executores, destes acordes. Trata-se de uma força Portadora da Vontade executória de Ordem, que impulsiona o retorno a Lei e assim a reintegração a ordem cósmica empregando a tudo com aquilo que deve ser. Atua em todo o Universo, sobre todos os seres. Na vida humana produz a reintegração do indivíduo, da sociedade, dos povos ao ordenamento, mesmo quando os usos e costumes, as sociedades estejam psiquicamente degeneradas, corrompidas em todos os sentidos a ponto de não diferirem ou fazerem questão de diferenciar o certo do errado (nos paradigmas da eternidade). Produz na terra a instauração das Leis Celestes. Daí vem o atributo, esta qualidade imbuída de poder denominado Virtude de Deus, casa de Deus, semelhante a Deus.

Enquanto o Gênio anterior nos eleva às sublimes essências de Hochmah fazendo com que o amor-sabedoria se projete diretamente no comportamento humano e induzindo ao abandono material, esta essência chamada Ordem Política projeta as Leis de Binah, que exerce sua vontade no domínio das Leis, e atua sobre o comportamento, assim, nos permite instalar na terra as Leis dos Céus. Faz com que o homem retorne a Lei e, deste modo, se reintegra a Ordem Cósmica, aquilo que deve ser.

Quando MIKAEL ocupa seus espaços terrestres em seus domicílios, rotações, ciclos diários, conjunções, reflete sobre a terra a Ordem Política existente nos mundos superiores que tem natureza hierárquica. Afinal “Ordem” é a palavra que rege o Universo, pois tudo está ordenado, hierarquizado.

Os nomes divinos representam forças, títulos, classe de energia, mundos, assim como o coletivo Elohim e, a primeira classe hierárquica divina se chama Kether, que corresponde ao rei, imperador, presidente, primeiro ministro. Em seguida vem os deuses de segunda ordem conhecidos com o nome de Hochmah que são obedecidos pelos de terceira ordem conhecidos por Binah. Estas três divindades projetam sobre a terra o sistema de governo conhecido como Monarquia Absoluta que fora usado pelos povos primitivos e, podem inclusive ser observado em grupos de animais onde a ordem divina aparece em sua forma mais natural. Nestes povos primitivos, grupos de animais (macacos, caninos, etc.), insetos (abelhas, formigas, etc.) podemos observar o arquétipo em sua manifestação mais espontânea e, assim, estudar estas formas energéticas. Por isso é importante a preservação das culturas indígenas. Nestas manifestações a ordem divina aparece de forma mais natural porque seus cérebros, sentidos, instintos encontram-se em estado virginais e ainda recebem o fluxo direto sem resistência eis que não foram maleados pelos desejos e pelas armadilhas do intelecto.

Em algumas ordens religiosas, sociedades iniciáticas esta disposição hierárquica ainda subsistes. Basta ver que o Papa ou um Grão-Mestre ostenta um poder absoluto. Contudo como o ser humano, nesta idade do ferro, tem perdido sua comunicação com a divindade não consegue exercer este poder sem os entraves do ego animal, tudo tem se reduzido a uma pantomima onde um grupo de homens ostentam um poder que não possuem e outros o obedecem sem questionar acreditando nestes poderes fictícios.

Vamos explicar melhor esta evolução:

Segundo o conhecimento esotérico, mitológico grego, as escrituras hindus e védicas a raça humana passou por quatros eras ligadas aos quatro elementos, ou seja, idade de Ouro, de Prata, de Bronze, e de Ferro. Os gregos adicionaram ainda uma era de criação de Heróis e Semideuses, mas por hora vamos ficar na relação com os elementos que tem um ciclo aproximado de 25000 anos em que nosso sistema solar faz sua volta no zodíaco.

Idade de Ouro Satya Yuga, Fogo — É o yuga mais elevado, onde a espiritualidade é experimentada, sentida por todos em maior intensidade, a verdade é sentida de forma direta, o reino espiritual é translúcido. Neste período o Ego não tinha manifestação e a psique estava ligada diretamente aos mundos superiores. As pessoas conviviam em perfeita harmonia, sem cansaço, doença ou dor, a morte vinha como um suave adormecer.

Idade de Prata – Treta Yuga, Agua — As aguas dos sentimentos regem este tempo, ainda há muita intuição, como o mental ainda não está formado não há distinção entre o bem e o mal (algo como a criança que pega algo que não lhe pertence, mas não tem a noção do furto, da apropriação indevida, não tem a noção de posse – seja qual for).

Idade de Bronze – Dwapara Yuga, Ar — Nesta idade o mental se desenvolve e a ciência floresce, a espiritualidade é atuante com vista ao desenvolvimento da racionalidade, as invenções são abundantes.

Idade de FerroKali Yuga, Terra — Marca a decadência final, a descida a terra, a matéria, onde a ênfase predominante da vida é a sobrevivência material e o poder.

Uma vez entendido a evolução humana e sua ligação com os planos superiores, podemos compreender agora os sistemas de governo em que um homem era tido como um Deus. Ocorre que as ligações humanas com o alto eram muito mais intensas e alguns homens se destacavam muito mais no que tange estas ligações, e mais, como o ser humano não estava tão degenerado as suas faculdades interiores, seus dons, estavam bem ativos de modo que os indivíduos eram capazes de identificar quem eram aqueles que estavam mais evolucionados e que, portanto, estariam mais próximos da divindade. Foi deste entendimento que surgiram por exemplo os reinados Faraónicos e foi assim até que não mais existisse quem fosse capaz de fazer a ponte entre os céus e a terra. Posteriormente vieram os impérios, as ditaduras, reinados e todos aqueles que ocupavam o poder e procuravam convencer aos seus súditos que eram os depositários das graças divinas e que esta “virtude”, privilégio passaria de geração a geração, difundiu-se, assim, a ideia do sangue real.

No mesmo sentido seguiram-se as escolas iniciativas, seitas, religiões, etc. Os sacerdotes diziam-se mensageiros dos Deuses, manipulavam algumas forças da natureza e como os prestidigitadores enganavam aos olhos dos incultos. Ainda hoje encontramos em várias escolas a obediência cega aos pseudos mestres que exercem o usurpado mister, inclusive para fins próprios onde por vezes até demonstravam algum poder, mas adquiridos de forma subjetivas, e não objetivas, já que o foram por meio de algumas práticas, entoação de mantras, etc. onde os chacras são colocados em movimento e nossas faculdades são despertadas – mas não de modo definitivo.

Como o microcosmo homem é um reflexo do macrocosmo em nosso corpo e nossa organização interno esta ordem também prevalece. Assim, o rei que ostenta o poder absoluto é o cérebro que corresponde a Kether; o coração exerce o papel da segunda divindade Hochmah que é encarregado de realizar a política do cérebro; Binah é o esqueleto, que constrói o marco inicial de todas as coisas, por onde iniciam-se as manifestações. Quando cérebro e coração estão bem ocorre a harmonia, a ordem que preside o céu, em todo o corpo e assim funciona também na organização física, da sociedade, etc.

Em nosso mundo atual, segundo o programa cabalístico, os modelos políticos estão invertidos, eis que o poder emana do povo, vem de baixo (Malkuth) e não de cima (Kether). Por meio do voto elegem o que vai ficar acima contrariando, destarte, a ordem natural da arquitetura que se desprende da árvore Sefirótica. As pessoas que elegem seus representantes em sua grande maioria não têm consciência do que estão fazendo e tanto estes como os que são eleitos, por estarem na idade de ferro, em sua esmagadora maioria, perderam comunicação com o superior; o processo criador que começa e descende do alto agora atua de modo invertido.

Quem vota e não está em condições de escolher rouba o trono de Kether (Pai); querem ser paparicados, a emotividade, os sentimentos inferiores (violação de Hochmah-Filho) roubam o papel do cérebro; querem receber algo em troca, colher sem plantar violando as regras de Binah (Espírito Santo) e o individual (Malkuth) prevalece sobre o coletivo (Kether).

A medida que a humanidade evolua o homem voltará a comunicar-se com suas partes internas, a ordenar-se por dentro de modo que a Monarquia Absoluta, a vontade do Pai se instalará em sua natureza interior, o cérebro, que está no ponto mais alto do corpo humano, emitirá seus desígnios e coração trabalhará para a realização da política daquele e por fim o corpo humano estará reordenado, regenerado por Binah e os reflexos de cima atuarão em baixo – que estará em harmonia com o de cima, em uma Unidade que refletirá no mundo exterior, no sistema político tornando o mundo em uma imensa comunidade. Como a regra de plantar e colher seguirá o curso natural, cada homem exercerá seu talento segundo suas aptidões, conforme seus impulsos internos, eis que os valores internos sobrepujarão os materiais.

A fim de aliviar os danos da ordem invertida, os sistemas de eleições devem privilegiar a Ordem Natural das coisas, assim, a administração, o executivo deve ser feito por Ketheres, por empresários, administradores de sucesso reconhecido, com méritos próprios (e não por herança recebida, indicação para favorecer parentes, amigos, fráteres), alto grau de estudos, experiência de vida, basta observar que Kether é representado pelo ancião dos dias.

Os gregos criaram uma categoria de Heróis, indivíduos que eram os melhores entre seus pares, ao ponto de serem chamados de semideuses. Os servidores do Estado devem passar por concursos públicos para a captaneação dos melhores, sem intervenção política, de amizade, de ordem religiosa ou secreta, apadrinhamento, pena, pois só assim a boa qualidade dos serviços atingirão a todos. As políticas sociais devem estar a parte da captação humana para prestação de serviços, salvo onde não haja prejuízos.

O sistema legislativo deve ser uma assembleia de sábios, de pessoas preparadas, mas para escolher um sábio há que ser sábio, por isto o sistema de escolha baseado em Malkuth não serve. Contudo há duas maneiras de remediar a situação. A primeira e dar o direito de voto a quem tenha uma escolaridade mínima como um curso superior (o Kether do conhecimento). A segunda seria exigir que os candidatos tenham a dita escolaridade. Adicione-se a lisura, a probidade do candidato de qualquer área ou instância – sempre, e de forma muito rígida, privilegiando-se o direito do coletivo sobre o individual já que este abarca o indivíduo e lembrando, também, que o coletivo é a soma dos indivíduos.

Estando de acordo com os ditames universais toda esta ordem social, política trabalhara em uníssono a exemplo do sol que governa para todos eis que a ideia por trás de Kether é sempre a Unidade que atua na multiplicidade sem constranger ninguém pois tudo o que é feito está dentro das citadas Leis Universais de modo que este é o caminho. Mesmo que pareça utopia, não o é, pois é esta ordem que mantem todas as coisas em seu lugar e em funcionamento no universo e se funciona assim nos céus deve sê-lo também na terra.

1.7              Das virtudes concedidas:

1.7.1    Segurança em viagens

Inicialmente refere-se a viagem da vida, nosso curso na terra. Assim, estando tudo ordenado como Binah determina que seja, esta ordem se refletirá em Tiphereth que é seu correspondente “Vô” no mundo de Briah de modo que viajaremos pela estrada da vida com segurança, sem incidentes ou acidentes. Chegaremos ao ponto final de nossa viagem de forma harmónica já que nosso Real Ser estará em perfeita harmonia com a contraparte física, dessarte, fará com que as tendências emotivas que preparam seus conspiradores sejam detectadas, descobertas antes mesmo de sua materialização.

E como o que está em cima reflete no que está em baixo MIKAEL nos auxilia também nas viagens em Malkuth, pode-se invoca-lo no mesmo dia da viagem ou da véspera, a sua hora de recepção. De outro lado já que estamos tratando da Ordem Política e natural que este Gênio trate com singularidade a condução de políticos, diplomatas, etc.

Outros Gênios trabalham sobre a viagens:

  1. 1->4 ELEMIAH: Evitar acidentes. Proteção nas viagens marítimas;
  2. 3->7 YEIAIEL: Proteção nas viagens por mar a nos naufrágios (morais e físicos);
  3. 3->8 MELAHEL: Deus que libera dos males. Viagem com segurança – Binah conduz Hod;
  4. 6->3 MIKAEL: Segurança nas viagens da vida e para os diplomáticos;
  5. 6->5 YLAHIAH: Viagens com a finalidade de instrução;
  6. 7->5 IMAMIAH: Proteção nas viagens que passam de uma terra a outra, deslocamentos emocionais;
  7. 8->6 UMABEL: Para que as viagens sejam agradáveis e proveitosas;
  8. 9->2 DAMABIAH: Proteção para viagens e explorações marítimas.

1.7.2    Sorte e acertos em uma carreira política (para triunfar, em eleições).

Inicialmente cabe considerar que Tiphereth é o exteriorizado da vontade de Kether e, em tempo, esclarecemos que vontade difere de desejo já que o primeiro é ativo e sua emanação provem de Kether ao passo que o segundo é passivo e oriundo do ego animal. A vontade é movimentada pela emoção eis que ao expressar a vontade Tiphereth o faz do mundo de Briah.

Em MIKAEL encontramos o político por vocação que manifestar-se-á de várias maneiras seja como o inspirador, dirigente de um partido político, ocupando um Ministério, um posto patronal, de uma associação, participação na elaboração de regulamentos, leis, etc.

Este Gênio trabalha com o ordenamento de Binah expressando-se pela via Crística de Tiphereth, deste modo, temos um refinamento de auto sacrifício e bondade das Leis que atuam de modo descendente e, esta Ordem Política, apresenta-se de uma maneira mais humana, com vistas ao próximo. Ainda que as coisas tenham começado mal, ao revés, sua dinâmica apresentará uma revolução interna que leve tudo a funcionar de acordo com a ordem natural.

E como estamos tratando aqui do político por vocação vale destacar que a vocação corresponde a um chamamento de nosso Ser interno para um desígnio, uma missão. Quando o político trai seu mister o faz consigo mesmo e as consequências advirão de um auto sabotamento que não pode ser controlado pois o procedimento se consolida em sua dinâmica interna que, é claro, se refletirá rumo ao exterior de modo que chegará o momento em que todo processo negativo esteja plenamente instalado no interno e então apresente-se a ânsia política, mas que não se chegue a lugar algum, no mais, o indivíduo carregará em si as pulsações e o histórico akáshico com a informação do descrédito, da traição, etc.

1.7.3    Muito olfato na diplomacia, para detectar os segredos.

O político de MIKAEL tenderá a instituir sua ordem interna na esfera social e para tanto terá influência sobre os monarcas, príncipes, governantes, mesmo porque, esta exteriorização da ordem interna, reflexo das leis naturais, influenciara na fidelidade dos sujeitos aos seus chefes naturais. Se no interior o inferior está à disposição do superior, o coração se submete a necessidade do Cérebro no externo os músculos obedecerão às Lei. Deste modo o indivíduo põe sua consciência a disposição de uma Jerarquia superior o que promove a obediência e a fidelidade ao legítimo, aos seus chefes naturais. Esta vinculação ao superior natural faz com que o indivíduo seja apto para as profissões ligadas a Binah, o centro em que se instituem e/ou se executam as Leis

Uma conspiração ocorre quando surge em nós um impulso egoico que nos leva a crer sermos mais do que somos e nos coloca, equivocadamente, acima de nossa condição.  De um modo geral o desejo de Ordem se refletirá em todos os que trabalham ao redor do indivíduo e, como Ordem atrai a fidelidade, todos os que trabalham com este indivíduo se encontrarão perfeitamente subordinados e desaparecerão os conflitos, porventura, existentes entre superiores e inferiores. Contudo, havendo qualquer conspiração, esta será sufocada rapidamente e como Tiphereth trata do caminho do coração e possui uma ligação direta com Hochmah a intuição estará bastante acentuada para detectar as conspirações e segredos no tato diplomático.

Outros gênios que tratam da fidelidade:

  1. 1->2 JELIEL: Fidelidade conjugal dos subordinados ao rei e aos governantes;
  2. 2->6 IEZALEL: Fidelidade conjugal e reconciliação entre esposos;
  3. 5->2 YEHUIAH: obediência e fidelidade dos subordinados;
  4. 6->3 MIKAEL: Obediência e fidelidade ao legítimo, líderes naturais;
  5. 6->9 MIHAEL: Fidelidade conjugal;
  6. 8->5 MITZRAEL: Fidelidade e obediência dos subordinados.

Outros Gênios trabalham com a diplomacia:

  1. 3->7 YEIAIEL: Diplomacia e renome no comércio;
  2. 4->2 HAAIAH: Êxito na política e na diplomacia;
  3. 6->3 MIKAEL: Muito olfato na diplomacia para detectar conspirações e segredos;
  4. 7->2 VEHUEL: Transmite tudo com amor e arte.

1.7.4    Triunfo nas relações exteriores, nas Embaixadas.

O programa afirma que a pessoa nascida sob essa influência se ocupará de funções políticas, será curiosa, desejará conhecer os segredos de gabinete e as notícias estrangeiras; terá destaque nas funções de estado devido a seus conhecimentos diplomáticos.

As aspirações políticas inspiradas por este Gênio vão além dos cargos ligados ao legislativo e caminharão no intuito dos relacionamentos internos e externos, ao estrangeiro de modo que favorecerá não só a colocação nestes postos, mas também ao exercício. Basta ver que Tiphereth se comunica com as demais séfiras, trata com todos e neste ponto se expressa pelas pulsações de Binah que favorece então aos acordos legais que influenciarão na ordem interna dos países envolvidos. Auxilia ainda aqueles que ocupam cargos ministeriais, em autarquias, que de algum modo exercem o poder político e de mando relacionados ao cumprimento de uma ordem positivada.

1.7.5    Intuição para descobrir os traidores antes que atuem na imunidade perante a propagação de falsas notícias.

O lado negativo da força

Se o lado positivo trata da boa expressão da Lei, da fidelidade ao que está em cima o gênio contrário tratará dos traidores, os seres malévolos, aqueles que propagam falsas notícias. O gênio abismal é o que inspira os políticos a instituírem falsas leis a exemplo das que beneficiam a si mesmos, aos financiadores de campanha, em detrimento da coletividade. O ato em si já resulta em um pacto com estas entidades que vão fomentando outros atos semelhantes ao percurso do caminho. E, se no lado positivo encontramos a fidelidade e obediência ao líder legítimo, aqui a obediência direcionar-se-á aos usurpadores, propagadores do falso universo, das falsas premissas, silogismos, contudo a sua fidelidade a esta causa não será duradoura, e como estamos tratando de traidores, diante desse soberano também se tornará um traidor.

Ainda encontramos aqui os instituidores das falsas religiões – aquelas que se expressam contrárias às leis naturais propostas pelo Cristo. Enquanto no lado positivo a ânsia de elevação direciona-se para um objetivo coletivo, quando a Força entra invertida, esse desejo de elevação será puramente para fins egoísticos, de vaidade onde se aspira ao poder, não para instaurar uma ordem, mas para obter bajuladores e benefícios próprios. O lado negativo sempre é potencializado em razão da proximidade com Malkuth e como consequência se aspirará a ocupação de altos cargos, postos mediante a traição, conspiração a calúnia e no externo se cristalizará o reflexo do interno de modo a aparecerem os traidores, conspiradores, maledicentes, caluniadores – sinal claro de que o indivíduo está trabalhando com as forças invertidas.

Em suma, os traidores são aqueles que negam a influência primeira de nosso Real Ser, que colocam Malkuth para ordenar no lugar de Kether, que pregam o sistema de governo invertido, que rompem com a ordem natural das coisas. A cabala afirma que este Gênio é o que tem mais adeptos, e não é por acaso que deixamos de fazer a vontade do Pai (lembrando que a todo momento Cristo trata sobre este ponto, inclusive em sua oração).

O sistema de sufrágio atual onde Malkuth toma as decisões que deveriam ser tomadas por Kether encontra-se em processo de decadência já que a cada eleição há menos votantes, mesmo a legislação obrigando (em vários países) e até punindo com multa quem não participe, o que demonstra a insatisfação com o sistema. A sombra de MIKAEL é o inspirador do governo de baixo é também da ditadura do proletariado, enfim, também inspira os discursos de seus líderes políticos. É o organizador dos sistemas chamados democráticos que coloca as pessoas desqualificadas, sem as energias de Kether para tomar as decisões. Também guarnece o discurso que dá legitimidade ao vandalismo – em oposição as manifestações pacíficas -, a destruição de bens públicos e privados.

 

1.8        Escrituras

“S 120:7 (121:7) Dominus custodiet te ab omni malo custodiat animam tuam.

O Eterno te guardará de todo o mal: Ele guardará a tua alma. ”

 

1.9               Oração

“MIKAEL: Virtude de Deus, casa de Deus, semelhante a Deus.

Senhor, MIKAEL: dá-me o privilégio de instituir na Terra a ordem que rege o Céu.

Faze com que minha inteligência compreenda as medidas divinas

e guia-me depois para as circunstâncias que hão de permitir-me exterioriza-las.

Que a tua luz me ilumine para que possa transmitir

apenas aquilo que é de acordo com as regras de ouro.

Desvie a minha curiosidade das coisas profanas

e faça de mim uma pessoa ávida pelos segredos cósmicos.

Resguarda-me, Senhor MIKAEL, de servir a outro soberano que não sejas Tu,
nem que ostente outro poder além daquele que me venha diretamente do seu trono.
Mantém-me, Senhor, em tua obediência, na Tua esfera de seu Amor”.

 

1.10    Exortação

“Hás sido chamado, peregrino, para conquistar o mundo do possível.

Não quero de ti sublimes edificações que, por serem prematuras, são inoperantes.

Quero que construa para o momento em que vives

e que o faça, não em pedra firme,
mas por meio de leis, mediante regramentos.

Deves oferecer aos teus irmãos,

um marco em que lhes seja possível viver a espiritualidade,

no que lhes for conveniente fazê-lo e possam, assim,

adquirir hábitos que lhes permitam elevar o seu edifício humano.

Para que possas levar a cabo esta obra sem contratempos,

Velarei sobre ti, como eu fiz com Caim;

Eu porei em ti o sinal dos eleitos e, pelas noites, quando durmas,

te acolherei em minha morada, para que a tua alma respire minhas virtudes.

Se seguires a estrela de meu nome,

te elevarás acima de seus contemporâneos e serás semelhante a Deus”.

 

Oração e exortação de Kabaleb.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

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