41. 6->2: HAHAHEL


1.1       Elementos constitutivos ou relacionados

Coro 6 – Virtudes  
Príncipe: Michael.
Mundo do coro: 2 – Briah, Mundo das Criações, Astral, mundo dos desejos – elemento Agua.
Signo: Libra.
Elemento zodiacal: Ar.
Relação/elementos: Ar da Agua atuando sobre o Agua do Fogo.
Relação/mundos: “Vô” do Mundo de Briah sobre o “He” do Mundo de Atziluth.
Velas:  Amarela em cima e duas amarelas em baixo.
Incenso: [Cravo, mirra, almíscar, estoraque, âmbar, louro, aloe vera].
Letras: Heh – Heh – Heh – Aleph – Lamed
Gemátria: 5+5+5+1+30 = 46 = 10 = 1
Arco:  201º a 205º graus da esfera zodiacal.
Invocação por domicílio: de 20 a 25° de Libra ou 14 a 18 de outubro.
Invocação por rotação: de 10 a 11 de Touro: “Yod” ou 1 de Maio;

de 22 a 23 de Câncer: “He” ou 15 de Julho;

de 4 a 5 de Libra: “Vô” ou 28 de Setembro;

de 16 a 17 de Sagitário: 2º “He” ou 09 de Dezembro;

de 28 a 29  de Aquário ou 17 de Fevereiro: quintessência.

Invocação pelo ciclo diário:   13:20:00 às 13:40:00 a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção:  Quando o Sol se encontra em um dos graus de Urano, ou seja, entre 1º a 2º, de 11º a 12º e de 21º a 22º de qualquer signo.
Atributo: Deus em três pessoas.
Nome da essência: SACERDÓCIO.
Nome da Força: Portadora da Vontade executória de perfeição.
Forças em ação: A força de Tiphereth que manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Hochmah.
Sendero: 15, de Tiphereth a Hochmah em sua trajetória de retorno pelas árvore e zodíaco.

1.2              Palavras chaves:

SACERDÓCIO, perfeição (AMOR SABEDORIA), amor e religião universal, MISSÕES, grandeza de alma, FÉ, Crístico, Jó, DAR GRAÇAS, aumento salarial, benefícios, VIGOR JUVENIL.

(-) CALUNIAS religiosas, APOSTASIA, renegar a Deus, FANATISMO, vender Deus.

1.3              Movimentação Sefirótica: Seis na segunda posição.

Com o seis chegamos a beleza, consciência e harmonia de Tiphereth. Esta harmonia decorre que Tiphereth se comunica com todas as séfiras diretamente pelos caminhos conforme demonstra a arvore – já não são sub-sendeiro -, percebemos como Kether estabelece uma conexão direta pelas vias do equilíbrio, o caminho do meio e, por este mesmo Tao, se comunica com a Yesod que reflete em Malkuth a vontade dos céus.

Por ser um Vau do segundo ciclo carrega em si a harmonia com as Leis de Binah, que aliás, também é um Vô, mas de primeira ordem e, assim, sua harmonização em Tiphereth, Vô de categoria He, de secundo ciclo, ocorre pelo caminho do meio.

Quanto o seis está em dois temos que aquele realiza as funções de Hochmah. Como Tiphereth passa a trabalhar a nível de Hochmah o indivíduo atuará na direção do sublime. Pode ser com o intuito de escapar ao sacrifício que restaria em sua condição humana ou ainda se refere ao surgimento do sublime, aquele que faz boas obras, mas sem por diretamente a mão na massa. Pode ainda referir-se a um verdadeiro mestre, santo, que por ter realizado os trabalhos em outros momentos, está agora dispensado de fazê-lo.

Astrologicamente corresponde a posição do Sol em Aquário.

1.4              Arcano – Mundo: Dois de espadas no mundo de Briah

Recebe o título de Senhor da Paz Restabelecida. Refere-se ao elemento Ar e astrologicamente corresponde a posição de Urano transitando pelo segundo decanato de Libra onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo e sob as pulsações do regente deste decanato que é Saturno.

Neste ponto as restrições de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emanam a Lei e a ordem, expressa-se por intermédio de Hochmah o centro produtor de Amor-Sabedoria, o Amor universal, a essência Crística. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizara ainda pelo tom prismático de Binah, o coordenador deste subciclo evolutivo.

Conforme já esclarecemos em LAUVIAH (17. 3->2). A força de Hochmah, aproveitando-se de uma brecha, de um momento de não formação, penetra no interior dos combatentes e faz com que desistam da luta. Os sentimentos influenciam fortemente os litigantes já no momento de iniciar a luta.

Quando o dois de espadas insurge no mundo de Briah temos que a Providência trabalha de acordo com a vontade para que se realize esta brecha para o fim da luta, de modo que, se apresentarão as circunstâncias propícias para a realização dos anelos.

1.5              Virtudes concedidas:

1º.- Que a fé se enraíze na natureza humana e promova uma mudança.

2º.- Inspiração nas práticas religiosas.

3º.- Vocação para as missões.

4º.- Grandeza de alma e energia para dedicar-se ao sacerdócio.

5º.- Protege contra os impulsos que levam a renegar de Deus.

1.6         Descrição Sefirótica:

HAHAHEL é o primeiro da 6º ordem de anjos denominado como Coro das Virtudes, situa-se na morada filosofal de número 41, rege o sendeiro 15, que une Tiphereth a Hochmah em sua trajetória de retorno pelas árvore e zodíaco. Trata das forças de Tiphereth, o depositário, a nível de consciência, das vibrações emanados do Real Ser as quais serão convertidos em força de vontade e, neste ponto, manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Hochmah o centro produtor de Amor-Sabedoria; o “Vô” do Mundo de Briah sobre o “He” do Mundo de Atziluth, Ar da Agua atuando sobre o Agua do Fogo. Nesta casa nos deparamos com a essência filosofal chamada SACERDÓCIO, o conjunto de qualidades, propriedades e atributos que resulta na força de vontade impulsionada à consciência e que se manifestam a nível prático a fim de que o Amor-sabedoria seja projetado sobre o comportamento. Trata-se de uma força de Portadora da Vontade executória de perfeição, que impulsiona o olhar para cima com um renovado ardor e, assim, receber uma inspiração de conduta, cuja tendência é capaz de fazer com que o indivíduo abandone todo o mundano para dedicar-se a vida espiritual impulsionado pelo retorno ao primordial de modo que tudo o mais, tenha caráter meramente provisional. A perfeição tratada aqui refere-se a união com o Amor-sabedoria, a conexão com o espírito Crístico e a exteriorização desse amor universal. Nos deparamos então com a Vontade do Pai (Kether-Hochmah) impulsionando a consciência (Hochmah-Tiphereth) e promovendo as alterações no comportamento (Binah – “Vô” Tiphereth) com vistas ao retorno primordial. Daí vem o atributo, esta qualidade imbuída de poder denominado Deus em três pessoas.

Enquanto as cinco forças anteriores miravam para baixo, rumo a materialidade, neste ponto, se produz o refluxo para o alto, a cabeça se eleva novamente à busca da Unidade perdida, do mesmo modo ocorreu uma elevação com vistas a Hochmah na força 33 mas, agora, com um ardor diferenciado já que se trata das energias nominadas como Crísticas referindo-se as manifestáveis e as imanifestáveis o que acarretará em um abandono das coisas materiais, a consagração ao nosso Real Ser, nosso Pai interno e ao sofrimento do martírio relativo ao Cristo manifesto no intuito de alcançarmos um plano que esteja acima do mundo das regras impostas por Binah, sede do Demiurgo e, tudo é feito mediante o abandono, a renúncia de vantagens, da organização dos mundos que estão abaixo de Hochmah.

Tiphereth tem por objetivo atuar sobre a consciência e gravar o programa espiritual do Real Ser que se manifestará em forma de Vontade. HAHAHEL faz com que seja captada o amor-sabedoria provindos de Hochmah para que se projete diretamente em seu comportamento (capitaneado pela vontade Kether) e que, agora, tenderá a empreender uma dinâmica direcionada para o alto e por consequência induzirá a um abandono material com vistas a essência chamada SACERDÓCIO.

Por vezes o Real Ser propõe um programa, mesmo antes da tomada do corpo físico, em que a consciência encontra certa resistência junto a seus veículos inferiores, então nos deparamos com alguém que tem uma vocação ao Sacerdócio, mas resiste, ocorrendo uma desarmonia em seu estado interior. Quando isto ocorre há reflexos no mundo físico e poderemos observar que no mapa astral do indivíduo haverá aspectos em HAHAHEL acompanhado do ascendente em oposição com o sol. Uma vez superado o conflito, que pode ser pela dor, ou mesmo se não houver demasiadas oposições do ego ocorrerá um abandono do mundo material para a dedicação ao espiritual, ao primordial. Como consequência os compromissos terrestres passarão a ser menos importantes o que originará uma espécie fuga já que tudo a sua volta parecerá ter um caráter fugaz, deste modo, passara a impressão de pouca ligação com a família, profissão, sociedade, faltará afinidade às tarefas mundanas e se sentirá mal na sociedade terrestre. Qualquer laço físico tenderá a uma precariedade e como o Kabir Jesus disse “Meu reino não é deste mundo…” (João 18:36), sentirá que não pertence a este lugar. Então, sua consciência o levará ao trabalho desinteressado e a tudo o que esteja em harmonia com as energias de Hochmah e, a exemplo do Cristo, suas palavras restabelecerão a paz, suas mãos a harmonia dos corpos ocasionando a cura.

Se a alma olhar para baixo se apegará a uma religião, seita qualquer, mas tratando-se de uma alma altamente evoluída, aspirará o amor-sabedoria de Hochmah e então conhecerá todos os mistérios do universo, muito além de onde alcançam os nossos sentidos.

1.7              Das virtudes concedidas:

1.7.1    Que a fé se enraíze na natureza humana e promova uma mudança.

Lembremos que o Gênio anterior marcava a liquidação de um mundo e neste ponto, em HAHAHEL nos deparamos com o começo de outro. Ao deixar o mundo anterior, após o dilúvio, a primeira coisa que faz Noé, ao pisar na nova terra, é dar Graças a Deus. Ao dar graças nosso Reino interno assume que uma nova situação se instalou, a que é um estado de “Ser sendo” se consolidou, é como se dissesse: “Está feito! ”, “Está consumado!” João 19:30. Neste momento levantamos nossa vista em direção ao Eterno e nos comunicamos com ele, recebemos a inspiração que guiará nossa vida. Não é por acaso que determinadas culturas instituíram o dia de ação de graças.

HAHAHEL atua sobre o sendeiro, caminho 15 que une Hochmah a Tiphereth por onde Deus se une ao homem por intermédio de Cristo. Tratamos aqui do Deus Universal, a divindade unitária em que tudo está contido e está em todos, sem qualquer distinção. A gota de oceano que contém todo o oceano e o oceano que contém a gota. Um paradoxo que pode explicar a natureza de Deus, melhor do que as próprias palavra, já que nossa mente não é capaz de compreender esta verdade e nos damos conta que temos que ir mais além para compreender a composição dos mundos, eis que a mente se encontra no mundo de Yetzirah e o amor-sabedoria de Hochmah no mundo de Atziluth, raiz da Vontade.

O caminho 15 refere-se ao arcano 5 nominado o Papa, o Sacerdote, o Hierofante, a quintessência, a religião. Quando o caminho vai de Hochmah a Tiphereth o faz no sentido de ida, ou seja, quando Cristo inicia seu caminho para o mundo e quando o percurso vai de Tiphereth a Hochmah o sentido é de retorno já que Hochmah está em um ponto mais ao alto do que Tiphereth, então temos a morte do Cristo na cruz com seu consequente retorno ao Pai.

Ao observarmos ainda o caminho 15 constataremos que tem a regência de Áries cujo primeiro Gênio é VEHUIAH (1. 1->1), também relacionado a um novo começo, com a Vontade. Em razão disto os textos rezam que se nossa empresa humana está em crise, se tudo desmorona ao nosso redor convém iniciar uma segunda empresa nestes dias para que tudo funcione em conformidade com os ritmos divinos. Ao iniciar um novo projeto as energias direcionam a esta nova matriz deixando sem alimento tudo o resto. Não é por acaso que um recém-nascido venha a estancar uma crise entre o casal. O princípio vale para tudo o mais.

Estas novas empresas criadas têm caráter universais devida a natureza de Hochmah e, portanto, penetrará em todos os rincões sociais, seus frutos serão naturais, nada será forçado e talvez decepcione aos que buscam o particular como riquezas, glória, poder para subjugar aos demais. Tudo se direcionará ao desprendimento, a glória será a de ser o último para ser o primeiro quando a sociedade reverta sua dinâmica e seus valores se mirem para o alto pois sua glória não é deste mundo – João 18:36. Neste processo o homem rico abrirá mão de sua tacanharia para tornar-se rico espiritualmente e assim salvará entidades humanas que estão em colapso, que necessitem de revitalização mesmo a distância já que por ser livre não necessita mais da propaganda, logo, trabalha no invisível e exerce sua influência a distância. O amor de Hochmah se expressa de forma invisível, impessoal, para todos os que estejam necessitando deste amor, de modo que, ao proceder assim, nos colocamos em sintonia com estas energias ou melhor estas energias se instalam em nós e podemos manter contato com os seres deste plano que nos auxiliarão a evoluir até tornar-nos cidadãos do mundo em questão. Nos dias e horas de HAHAHEL é favorável reunir-se para exercer o Sacerdócio e contribuir para a purificação da sociedade com a exteriorização do conteúdo deste Gênio que temos armazenado em nosso interior sejam em palavras e principalmente em gestos. Eis que muitos dos que falam em amor não estão em condições de infundi-lo em seus fiéis já que não incorporaram esta energia em seu interior.

 

1.7.2    Inspiração nas práticas religiosas.

Protege dos inimigos da religião, dos ímpios e dos caluniadores.

A agenda desse gênio domina o cristianismo, favorece os missionários e todos os discípulos de Cristo que anunciam a palavra do Evangelho às nações; influi sobre as almas piedosas, os prelados, os eclesiásticos e tudo que se refira ao sacerdócio. A pessoa nascida sob essa influência se destacará pela grandeza de alma e por sua energia; ela se consagrará inteiramente ao serviço de Deus e não vacilará em sofrer martírio por Cristo.

Devido ao enfraquecimento e até a perca da ligação com seu Real Ser, o afastamento das práticas de concentração, meditação, desdobramento astral, clarividência, clariaudiência, etc., não são todos os indivíduos que aceitam o fato que somos uma entidade espiritual vivendo uma experiência em um corpo físico, que este corpo é apenas um veículo para nos manifestarmos neste plano de existência, um meio e não um fim em si mesmo.

HAHAHEL projeta um jorro de amor-sabedoria sobre as tendências que nos impulsam a atuar a margem da Vontade de nosso Ser eterno e nos abre os olhos para contemplar o espetáculo da divindade atuando sobre nossos corpos internos, veículos que se não os temos formado completamente, temos o seu fantasma, uma ligação estrutural, de modo que esta vibração nos dá a certeza da relação existente entre corpo e espirito afastando de nós a impiedade.

Ao ocorrer este jorro energético por dentro vem uma sensação de que esta fonte explodirá em nós e disto decorre a necessidade de exteriorização. Então emitimos este jorro para nosso exterior e podemos atuar sobre os ímpios, os inimigos da religião abrindo-lhes os olhos até mesmo com nossa força espiritual. Cabe aqui lembrar que a religião se refere a adequação do indivíduo às Leis universais. Hochmah está acima de Binah, portanto a própria Lei é submetida as poderosas forças do amor-sabedoria.

Este Gênio atua também contra os caluniadores. Entenda-se como caluniadores, neste ponto, como aqueles que emitem propósitos que não condizem com a verdade sejam maliciosos ou não. Estes se verão impossibilitados de exercer seu fraudoso mister. HAHAHEL pode auxiliar àqueles que estão sendo ludibriados pelos religiosos que vendem a Deus. Em cristo ocorre a expulsão dos mercadores do tempo, eis que Hochmah tem relação direta com a verdade como já dizia o Kabir Jesus:

“João 14:7 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao pai senão por mim. ”

Outros Gênios que tratam da calunia.

  1. 2->4 LAUVIAH: Calunias provenientes da inveja, orgulho;
  2. 2->7 MEBAHEL: Proteção contra a calúnia nos falsos testemunhos e pleitos;
  3. 3->4 NELKHAEL: Destrói a calúnia pelo conhecimento dos propósitos caluniosos;
  4. 4->4 YERATHEL: Confusão dos caluniadores;
  5. 5->5 MENADEL: Destruição das calúnias pelo trabalho;
  6. 6->2 HAHAHEL: Calúnias religiosas, fanatismo, venda de Deus.

1.7.3    Vocação para as missões.

Este Gênio exerce influência em tudo o que tenha relação com o sacerdócio. As forças de Hochmah e Tiphereth estão intimamente ligadas ao Cristianismo sendo que Tiphereth é a expressão a exteriorização de Hochmah que por sua frequência e sutilidade energética não tem como manifestar-se em planos inferiores sem causar destruição. Nesta combinação de forças nomeada como HAHAHEL abrigam-se as almas piedosas, os prelados, eclesiásticos, enfim todos aqueles que anunciam os Evangelhos às nações.

Quando tratamos do Cristianismo estamos nos referindo a revelação do Deus universal, daquele que está em todas as coisas e todas as coisas estão nele, do princípio sem princípio, do fim último que não termina, do centro da esfera que não tem centro pois o centro está em todo lugar.

Vamos tratar agora de um ponto Bíblico que pode causar alguns questionamentos, mas que também nos ajudam a entender a natureza de Deus – Genesis 1:1:

Português: No princípio criou Deus os céus e a terra

Hebraico: בראשית ברא אלהים את השמים ואת הארץ

Transliterado: Bereshit bara Elohim et hashamaim veet haarets

Para que não sabe nada sobre a língua hebraica há duas coisas principais a tomar conhecimento, quanto mais o seja para estes fins.

Primeiro, que não existem vogais no hebraico.

Segundo, que os Judeus, origem mais distante do conhecimento da língua bíblica, acreditam que todo o universo foi formado com as letras de seu alfabeto. Desenvolveram ou receberam a iluminação de uma das maiores maravilhas do mundo neste sentido.

O ponto que nos interessa aqui é que a palavra “Bereshit” que é traduzida como “PRINCÍPIO”, mas que em nosso e em muitos idiomas foi traduzida como “no princípio”.

Um princípio contém em si a causa primeira e o fim último do que se propõe, a semente e a determinação do fruto, do resultado. Contudo o “PRINCÍPIO” sugerido no Gênesis indica uma causa primeira acima de todas as outras.

Assim se substituirmos a palavra “No princípio” por “O PRINCÍPIO” teremos a seguinte frase: ” O princípio criou Deus, os Céus e a Terra”.

Vejam que neste caso Deus teria origem no “PRINCÍPIO”, fora criado por ele, inclusive o próprio homem.

Mas quem teria poder, além da própria emanação primeira, de manipular “O PRINCÍPIO”.

Temos como resposta: a emanação que se originou do próprio “PRINCÍPIO”, ou seja, o “homem”, o microcosmos a imagem e semelhança do macrocosmo – já que somos formados por todas as partículas existentes no Universo que se combinaram em bilhões e bilhões de anos, o universo que toma consciência de si próprio.

Então temos “O PRINCÍPIO” que criou DEUS e o HOMEM, e o homem que é a imagem e semelhança de seu criador acaba por criar seus Deuses.

Assim, este Homem que é a imagem e semelhança de seu criador, cria Deus a sua imagem e semelhança em conformidade com sua natureza e necessidade. Se o homem necessita de um Deus assassino, o cria, se necessita de um Deus que o perdoa o cria, se necessita um Deus de raça, xenofóbico, também o cria, mas sempre a sua imagem e semelhança.

O Deus Universal que nos referimos é o Princípio Criador, o maior de todos os arquétipos, que não foi criado pelo homem pois este é o resultado de uma evolução muito anterior, ou seja, quando o Universo que se autocriou toma consciência de si mesmo. Ao depararmo-nos com o Deus Universal adentramos ao reino da Unidade e as religiões divisórias, excludentes, xenófobas, donas da verdade desaparecem. Estas, religiões, bizarras, arcaicas antes de estarem em nosso exterior originaram-se em nosso interno, assim, mesmo que dissermos: Sou cristão, budista, devoto de Krishina, etc., o seremos (na grande maioria) apenas em parte já que no interior prevalece os critérios divisórios de raça, exclusões, separações hierárquicas, ou seja, a Unidade passa ao longe. Ao Sumo Sacerdote, o Papa, os últimos graus das escolas iniciativas, cabe lembrar que o Cristianismo veio abolir as hierarquias e nos tornar herdeiros diretos das forças nominadas como Pai. Nos encontramos na Unidade e qualquer pessoa pode ter acesso a esta Unidade sem necessidade de quem quer que seja, sem intermediários, bastando para isto que olhe para seu interior. Em nosso corpo físico o Cristo é representado pelo coração e como já foi dito pelo Kabir Jesus, referindo-se ao Cristo, “que ninguém vem ao Pai senão por mim”, devemos procurar o mestre em nosso peito. As energias trabalhadas por HAHAHEL representa esta ligação entre Deus e o Homem pelo Cristo como enviado de Hochmah e nós infunde a doutrina que vem do alto de modo que nos tornaremos discípulo do Universalismo e as palavras do evangelho deixarão de ser letras mortas, aprenderemos a ler nas entrelinhas o seu espírito e não mais segundo a interpretação daqueles que se dizem falar em nome de Deus. Não basta vestir-se como sacerdote para sê-lo pois trata-se de um Estado de Ser que se alcança somente pelo acesso a Unidade no ministério do Amor. O amor não divide, não discrimina, pois, no pico de Hochmah é chamado de Amor-Sabedoria.

Certa vez uma entidade me disse que se inventa muita coisa aqui na terra. E de fato, como cada um constrói a Deus a sua imagem e semelhança surgem em nosso meio as religiões mais bizarras que se possam imaginar, que exigem martírios difíceis até de se ver, a salvação para uns poucos, uma casta como se não tivéssemos a mesma origem, natureza, divisões, discriminações, ajuda, privilégios entre os de um mesmo grupo, facção até mesmo causando prejuízo aos demais, etc. Inventaram o Deus do inferno e o trouxeram para a terra, depois dizem que este Deus é um e outro e não o enxergam em seu interior.

Outra vez nos mundos internos me foi dito que não teria um mestre na terra. Com a ajuda de um mestre pode-se evitar muitos dissabores. Caminhar sem um mestre é como caminhar em um labirinto. A diferença entre um e outro é que no segundo caso a lição valerá para toda a vida, sem repetição de instruções. O conhecimento precisa penetrar em nosso Ser para que se torne perene e ultrapasse outras existências.

A questão de não ter mestre na Terra não quer dizer que estivesse totalmente sem mestre já que temos muitas entidades que estão dispostas a nos auxiliar, basta pedirmos o auxílio.

“Mateus 7:7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis;[encontrareis;] batei, e abrir-se-vos-á”.

Para aprendermos sem o mestre necessitamos observar, sentir nosso Mestre interno, nosso coração. Faz-se necessário afastar tudo o que já havíamos aprendido para escutar nossa intuição interna. A medida que nos aproximamos de nosso Mestre Interior os cachos de marimbondo já não oferecerão mais perigo.

Certa vez pedi a uma entidade solar chamada OCH, do raio Crístico, que me desse o conhecimento e nos dias que se seguiram começou a vir uma enxurrada de informações que mal dava conta de contemplar e mal conseguia enxergar o mundo físico. Com o conhecimento foram vindos outras entidades com mais e mais conhecimentos.

A visão que tive de OCH é de um menino com cabelos dourados, uma entidade muito doce, uma das vezes ele apareceu na arvore de natal que havia na sala. Talvez as pessoas se questionem se uma entidade e do bem ou não. Inicialmente cabe esclarecer que nos acercamos das entidades por afinidade vibratória. No mais, posso falar apenas do que testemunho, e a rigor, meu testemunho vale para mim; nosso mestre é o coração, entendo ser esta a mais segura bússola para navegar pois até para saber o que há no coração do outro precisamos de acesso ao nosso. Mesmo estas linhas devem passar pelo crivo do peito e pela Vontade do Pai.

Outra vez estando em um passeio de barco pelo mar vi uma embarcação de peregrinos que pareciam cultuar um santo. Pedi a OCH que me esclarecesse o que era aquilo. Então o barco que estava ao longe começou a caminhar paralelo a nós e as pessoas no barco pareciam muito felizes ao cultuar uma das Santas dos navegantes, o Padre feliz nos cumprimentou e pude ver que se tratava de uma entidade do raio Crítico e que estava bem viva fosse esta, um arquétipo, uma egrégora, ou mesmo entidades que se assentaram. Pude sentir a energia que estava posta em movimento. Qualquer um que se achegasse poderia se beneficiar daquelas vibrações a seus propósitos.

Todas as religiões, seitas, etc. são capazes de colocar forças em movimento, não importa o quanto tenham consciência disto ou não. Esta virtude de atuar sobre as forças é inerente ao ser humano e no corpo físico tem sua fonte na glândula pineal que vista bem na divisão do cérebro, contemplando-se o lado esquerdo. Divide o mundo material (lado direito) do mundo espiritual (lado esquerdo). Tem a forma do olho de Hórus.

Por um período a imagem do olho esquerdo vinha me perseguindo no físico e no astral. Então um dia estando no plano astral, fora do corpo físico, perguntei: O que ou quem é você? Uma voz me respondeu: “Eu sou você”.

Quando atacamos uma religião, seita, etc. nos colocamos contra a energia vital daquelas pessoas e um estado de guerra se instala que pode desestabilizar a vida material, psíquica, a saúde, etc. É sábio não atuar contra a correnteza a menos que seja necessário. Contrario senso, após analisada, se for o caso, podemos aderir àquela corrente para alcançarmos nossos objetivos tomando o devido cuidado para não ficarmos aprisionados.

1.7.4    Grandeza de alma e energia para dedicar-se ao sacerdócio.

E muito comum hoje em dia que as pessoas tentem manter as aparências. O que significa aparentar uma coisa e disfarçar-se daquilo que não se é em realidade, ou seja, uma autonegação de si mesmo de seu Ser interno. A negação de si mesmo, no sentido de negar sua própria identidade (não de morte do ego), implica em uma destruição interna, e assemelha-se ao sistema imunológico que ataca o próprio corpo causando hematomas, brotoejas, etc. Poderemos encontrar aí a raiz psicológica destas doenças.

As grandes almas possuem o privilégio intrínseco de não aparentar o que são, pois, a humildade, o amor ao próximo lhes confere esta prerrogativa de modo que se conduzem aos últimos lugares atuando ao inverso do que deveria ser.

Quem assistiu ao filme o Magico de Oz de 1939 pode perceber que os personagens Leão, Homem de lata, e Espantalho procuravam virtudes que tinham em seu interior, a coragem-atitude, o coração-sentimento e o cérebro-pensamento, mas que somente se manifestaram em momentos determinados, em situações adequadas; é o caso do ouro que é provado com o fogo. Então descobre-se que o ser poderoso, o grande Mágico de Oz era na verdade um homem. Por fim diz ao espantalho que cérebro: ele tinha, que o que lhe faltava era o “reconhecimento”, assim, confere-lhe um velho título que tinha em suas posses e, a partir daí o espantalho passou a ter cérebro.

Isto posto, cabe instruir para que não busquemos as grandes almas nos primeiros lugares, nos palcos, no topo da sociedade, nos altos cargos, nos periódicos, salões, nos Prêmios Nobel, pois tudo isto faz parte de um grande teatro em que os protagonistas se dão uns aos outros e, os que recebem, valorizam quem os deu para que o recebido tenha algum lastro. O objetivo tem sido a promoção dos seus pares para distinguir-se dos demais. Então vemos pessoas que fazem mal ao próximo, a sociedade, a humanidade recebendo títulos que nada tem a ver com a natureza a que se propõem o certificado.

As grandes almas possuem um imenso caudal de energia para exercerem seus mandatos que vem do alto, portanto, atuam no invisível. Esta consagração ao Sacerdócio refere-se à disposição de colocar-se a serviço de nossa Personalidade Eterna que se encontra entre nosso interior, em ser o instrumento de nosso Real Ser, colocando o veículo de manifestação deste plano, nosso corpo físico para que realize sua obra, seus desígnios, obra está que é nossa pois somos Unidade. Em verdade somos o batedor, o Avatar de nosso Real Ser neste mundo.

O caminho de Tiphereth não é o dos mais fáceis. Outra vez, nos mundos internos, após receber uma iniciação olhei para o Mestre do ritual e disse: Recebi os poderes e agora? Ainda está faltando alguma coisa. O então vi e me assombrei. Disse ao Mestre: “Você está louco, como vou fazer isto?

O sendeiro Crítico é o do martírio, do calvário, se suportamos sem protestar, em trabalhos conscientes e padecimentos voluntários, sem colocarmos fim a nossa existência (eis que pode mostrar-se insuportável ante as doenças físicas, psíquicas (angustias, depressões, etc.) o novo irrompe o velho e a exemplo de Jó ocorre a recuperação.

Se as tendências egoicas internas prevalecerem se instaurará uma guerra interna em nosso interior que nos colocarão a beira da loucura, o martírio interno tido como insuportável passará agora para o exterior e nossas atitudes, por uma imposição interna, requisitará a perseguição da sociedade em nosso desfavor mediante até a luta legítima como em favor do meio ambiente, ou contra a ordem estabelecida, uso de objetos no corpo, cortes estranhos de cabelo, etc. Estes sintomas continuarão a ocorrer enquanto as forças superiores não tenham abandonado o intento de regeneração pois estarão atuando como uma febre em um corpo enfermo, contudo, tão logo desistam de seu mister por impropriedade do meio à saúde poderá ser recuperada, mas à custa da derrota interna.

Outros Gênios sacerdotais:

  1. 3->5 PAHALIAH: Maior fabricante de sacerdotes, missionários do “religare”;
  2. 6->2 HAHAHEL: Sacerdócio universal, protege os missionários.

1.7.5    Protege contra os impulsos que levam a renegar de Deus.

O lado negativo da força

O gênio contrário influencia os apóstatas, os renegados e todos aqueles que desonram o sacerdócio por sua conduta escandalosa.

Como estamos atuando em Malkuth, o mundo da matéria, as forças de baixo têm maior influência sobre nós do que as superiores. Isto faz com que se produza uma constante tendência inibitória no que diz respeito a voz consciência produzindo a figura do renegado que em um momento se acerca do sacerdócio e em outro momento crucifica o Cristo abonadona tudo que represente os valores superiores tais como a veneração ao hábito sagrado, os pais, os filhos, família, pátria, amigos.

Segundo os textos tradicionais, mediante a tradução com base nas chaves cabalísticas, o caminho Crístico se compõe de três partes:

“Mateus 16:24. Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me. ”

 

  • Nega-te a ti mesmo. Renunciar-se a si mesmo e permitir que a coroa Sefirótica se instale em nós, é devolver Kether, Deus o seu trono. Refere-se, então, a morte psicológica, a destruição do ego. Não existe ego bom e ego ruim; ego superior e ego inferior, ego é ego e ponto. Nosso objetivo é que nossa vontade seja uma com a de nosso Real Ser, aquela voz lá looonge que de vez em quando escutamos, mas que achamos que é algo de nossa cabeça. Para saber o que queremos realmente, o que nos traz a felicidade precisamos penetrar nas profundezas de nosso subconsciente. Negar o ego é morrer e, na hora de nossa morte, devemos contar com a Divina Mãe. Com a morte psicológica nos tornamos senhores de si mesmo, nos tornamos Deuses. Por isto o Arquétipo Divina Mãe e chamado Mãe de Deus.

 

“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. ”

 

  • Toma tua cruz. A cruz é um símbolo sexual, do falo penetrando no útero. Do positivo com o negativo. Toda criação é sexual, tudo se equilibra pelo seu complemento. Refere-se ao Sahaja Maithuna. O centro da cruz na Árvore encontra-se em Tiphereth. Quando Cristo morre na cruz o véu do templo se rompe, a película que cobre nossos chacras, nossos centros energéticos, se abrem e as energias começam a subir pela coluna vertebral, vertebra por vertebra, cada uma das 33, liberando a virtude aprisionada. Cada vértebra que se preenche equivale a uma iniciação. Com esta prática criamos os corpos de manifestação nos mundos superiores, assim como temos um corpo físico para manifestar-se em Malkuth. Criamos os corpos Mental, Astral, Causal, Búdico, Átmico.

 

  • Siga-me. Refere-se a trabalhos conscientes e padecimentos voluntários para despertar a consciência, afinal estamos tratando de Tiphereth. O martírio de Cristo é a autodoação ao próximo a ponto de se chegar a universalidade onde então encontramos a Unidade. A oração de São Francisco nos relata o trabalho Crístico e neste trabalho vamos sendo provado como o ouro, com fogo para termos a certeza de nossa morte.

 

O gênio contrário atua sobre os apóstatas, renegados, os sacerdotes que atuam de forma escandalosa.

A apostasia ocorre quando o serviço de Deus parece lesivo às nossas posições, os trabalhos desproporcionais, pesados em relação do que estamos dispostos a oferecer então declaramos um combate àquilo que não podemos alcançar. Sejam os trabalhos de sacrifício próprios da esfera de Hochmah-Tiphereth, seja a prática do Sahaja Maithuna , considerada extremamente difícil e por isto muitas vezes rechaçada e odiada, seja conceder uma ajuda ao próximo financeira, moral, etc., assistir ou praticar um ritual, uma prática de concentração, meditação, a morte psicológica, trabalhar para conseguir o desdobramento astral.

1.8              Escrituras

“S120:2 (119-2) Domine libera animam meam a labio mendacii a lingua dolosa.

Eterno, livra a minha alma dos lábios iníquos e da língua enganadora. ”

 

1.9              Oração

“HAHAHEL: Deus em Três Pessoas.

HAHAHEL: Transmite-me, Senhor, a teu alento,

com a força implacável de quem dá uma machadada,

para que sua mensagem penetre em mim violentamente,

e não se possa perder nem uma única gota desse Amor em devaneios mundanos.

Ajuda-me, para que esse Amor que de ti recebo,

retorne às fontes primordiais

enriquecido com meu próprio amor humano, tecido de obras e sacrifícios.

Permita-me, Senhor, de ser o grande protagonista de sua pureza

e não toleres que meus lábios exijam de outros

aquilo que eu mesmo devo restituir-te.

Mantém-me, Senhor, amarrado à Tua Luz, para que possa ser,

em todo momento e em todo lugar o teu perfeito missionário”.

 

1.10          Exortação

“Eu sou a primavera e o outono, o crescimento após um ciclo de experiências,

o ardor juvenil que nasce da maturidade,

uma volta atrás para recuperar o vigor dos anos tenros

e conquistar picos que já não se esperavam.

Sou o Abraão, que gerou Isaque, aos 99 anos,

eu sou essa força imprevista que emana da razão viva para iniciar novos ciclos.
Sou o Amor que vai ao Amor, o Essencial, que vai ao Essencial,

sem deter-se, pelo caminho tortuoso dos sentimentos.

Oxalá possas seguir o meu itinerário

sem sentir a necessidade de deter-se na contemplação de espetáculos humanos;

porque, então, descobrirás a grandiosidade do Amor sem fronteiras,

sem estratégias, sem objetivos.

Saberás o que é Amar, por natureza, amar por amar,

amar porque não é possível proceder de outro modo.

Então seus lábios só se abrirão

para formular orações, cantar, exaltados, a glória do essencial”.

 

Oração e exortação de Kabaleb.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

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