38. 5->7: HAAMIAH


1.1        Elementos constitutivos ou relacionados

Coro 5 – Potências  
Príncipe: Camael.
Mundo do coro: 2 – Briah, Mundo das Criações, Astral, mundo dos desejos – elemento Agua.
Signo: Libra.
Elemento zodiacal: Ar.
Relação/elementos: Agua da Agua atuando sobre o Fogo do Ar.
Relação/mundos: “He” do Mundo de Briah sobre o “Yod” do Mundo de Yetzirah.
Velas:  Vermelha em cima e duas verdes em baixo.
Incenso: [Sândalo, acácia, cipreste, absinto] e [Violeta, rosas, açafrão, almíscar, lavanda, dama da noite].
Letras: Cheth – Ayin – Mem – Yod – Heh
Gemátria: 8+70+40+10+5 = 133 = 1+3+3 = 7
Arco:  186º a 190º graus da esfera zodiacal.
Invocação por domicílio: de 5° a 10° de Libra ou 29 de setembro a 3 de outubro.
Invocação por rotação: de 7 a 8 de Touro: “Yod” ou 28 de Abril;

de 19 a 20 de Câncer: “He” ou 12 de Julho;

de 1 a 2 de Libra: “Vô” ou 25 de Setembro;

de 13 a 14 de Sagitário: 2º “He” ou 06 de Dezembro;

de 25 a 26  de Aquário ou 14 de Fevereiro: quintessência.

Invocação pelo ciclo diário:   12:20:00 às 12:40:00 a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção:  Quando Marte se encontra em um dos graus de Vênus, ou seja, entre 6º a 7º, de 16º a 17º e de 26º a 27º de qualquer signo.
Atributo: Deus, a esperança de todos os filhos da terra.
Nome da essência: RITUAL.
Nome da Força: Construtora do Ritual.
Forças em ação: A força de Geburah que manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Netzah.
Sendero: Sub-sendeiro que une Geburah a Netzah em sua trajetória de ida ou descenso pela arvore e de retorno pelo zodíaco.

1.2         Palavras chaves:

RITUAL, verdade pelos cultos, tesouros, ALMA GÊMEA, comportamento, RAIOS, armas, CAMINHO, organização burocrática, MANIPULAÇÕES EM GERAL.

(-) IRRELIGIÃO, mentira, ATEÍSMO, animais ferozes.

1.3         Movimentação Sefirótica: Cinco na sétima posição

Trata-se da representação em que Geburah atua sobre Netzah por onde expressará seus rigores, mas pelo modus operandi da alegria, do amor e todas as bondades que fluem da coluna da direita por esta terceira séfira de seu pilar. A expressão de Geburah aqui é anacrônica, fora de lugar já que o faz em um tempo de manifestação das alegrias e neste contexto procura realocar o que deveria ter sido feito em outro momento e que por algum motivo deixou de fazê-lo ou não surtiu os efeitos necessários e, como a natureza segue seu curso sem deixar pontas soltas, sobrou por faze-lo em um momento inadequado. Assim, qualquer vínculo que se realize neste período será como que fogo-fátuo de modo a desaparecer tão logo as energias sejam liquidadas. Tratam-se de obrigações carregadas de má vontade, aborrecimentos, com inimigos inseridos nas relações sociais em geral, trato com pessoas de baixa ou má índole, disputas entre aliados.

Astrologicamente corresponde a posição de Marte em Touro ou Libra.

1.4        Arcano – Mundo: Sete de copas no mundo de Briah

Recebe o título de Senhor do êxito ilusório. Refere-se ao elemento Agua e astrologicamente corresponde a posição de Vênus transitando pelo primeiro decanato de Peixes onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo e sob as pulsações do regente deste decanato que é a Lua.

Neste ponto o Amor-sabedoria de Hochmah expressa-se por intermédio de Netzah o responsável pelo gérmen do pensamento humano, pela vida dos sentidos aportando-lhes riqueza e exuberância, o detalhe artístico em tudo o que toca. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizara ainda pelo tom prismático de Yesod, o coordenador deste subciclo evolutivo.

Em razão da influência aquosa, aqui Netzah, exteriorizador de Binah como “Vô” da direita, recebe as energias de Hod, o terceiro da Lei, segundo de seu mundo e conjuntamente a influência dos desejos, da emotividade dos quais copas é a representante. E como estamos tratando dos sentimentos, as satisfações buscadas serão de natureza internas, a embriagues interior, e daí a tomada do termo ilusório.

No campo material o indivíduo afirma estar contente com o que possui. No campo amoroso afirma que tudo vai às mil maravilhas, embora ao seu redor esteja evidente que o mundo está desmoronando, i. e., a pessoa não se dá conta do que está ocorrendo em sua vida.

Ocorre que de algum modo o indivíduo pretende que a satisfação interior se reproduza no exterior, então fecha os olhos para a realidade, a fim de que em seu foro interno gere uma nova realidade que agora somente ele vê, mas que mais adiante todos participem da mesma visão, o que se pretende aqui é a projeção ao exterior de um mundo já construído internamente. Temos, então, a elaboração interna de uma obra em sua última fase, prestes a manifestar-se já que abriga múltiplos “Vô”. Favorece as práticas de visualização criativa.

Quando o sete de copas atua no mundo de Briah conta com a influência generosa de Hochmah que antes já atuava pelo naipe da agua e agora se vê dinamizado. Deste modo a influência ilusória anterior se verá amortecida eis que Hochmah é generoso para a realização das obras humanas. Traz sorte no amor e nos negócios que se mostrarão múltiplos trazendo à tona o merecimento de outras existências. Podemos dizer aqui algo como: O acaso, as circunstâncias protegem aos iludidos.

1.5              Virtudes concedidas:

1º.- A compreensão de qualquer ritual religioso.

2º.- Proteção na busca da verdade.

3º.- Adquirir os tesouros do céu e da terra.

4º.- Proteção contra o raio e os espíritos infernais.

5º.- Ajuda a encontrar o caminho aos que perderam o fio da vida.

1.6              Descrição Sefirótica:

HAAMIAH é o sexto da 5º ordem de anjos denominado como Coro das Potestades, situa-se na morada filosofal de número 38, rege o sub-sendeiro que une Geburah a Tiphereth em sua trajetória de ida ou descenso pela arvore e de retorno pelo zodíaco. Trata das forças de Geburah, a séfira emocional que trata dos reajustes, da atuação dinâmica da Justiça na correção dos erros e, neste ponto, manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Netzah o centro que aporta riqueza e exuberância, o detalhe artístico em tudo que toca; “He” do Mundo de Briah sobre o “Yod” do Mundo de Yetzirah, Agua da Agua atuando sobre o Fogo do Ar. Nesta casa nos deparamos com a essência filosofal chamada RITUAL, o conjunto de qualidades, propriedades e atributos onde a verdade restabelecida, retificada por Geburah e apresentada pelas pulsações de Netzah se revelam como um culto ao criador de modo que o rigor de Geburah se veste com a roupagem de Netzah que fomenta a junção da natureza masculina e feminina à Unidade ora perdida para proporcionar a observação dos rituais, cerimoniais, cultos, conjuros, etc. Assim, o trabalho se converte em arte,  em um culto sublime, uma obra filarmônica sincronizada. Trata-se de uma força Construtora do Ritual que produz o borbulho, a euforia, a exaltação interior que coloca as energias em atividade, com força e vigor; formam uma esfera, um envoltório de proteção (em um ambiente onde tudo é Um) e, posteriormente, faculta o direcionamento, a emanação do fluxo por meio de um conjunto de gestos simbólicos (que se iniciam mesmo antes do próprio ritual, na vida diária) e expressam os atos reais que o homem deve realizar para adequação de seu comportamento aos fluxos Cósmicos. Trata-se de uma força inspiradora de gestos e atitudes, procedimentos, que inspirem a movimentação das forças superiores a partir de um impulso de Vontade local, que aduz uma esperança, mas originária do alto já que a Vontade tem sua origem em nosso Real Ser, e deste modo, a partir do deste impulso interior proporciona a superação das resistências externas que se exteriorizam, se cristalizam em um fluxo dinâmico. Daí vem o atributo, esta qualidade imbuída de poder denominado Deus, a esperança de todos os filhos da terra.

Segundo Lenain apud Athanasius Kircher em sua obra Oedipus Aegyptiacus, tomo 2, pág. 115, um manuscrito de egiptologia que trata de algumas traduções hebraicas, escrito em latim, há correspondência de HAAMIAH com o nome de Deus Agla אגלא (deus trino e único) que está composta pelas primeiras letras das quatro palavras אתה גבור לעולם אדני (Atoh, Gibor, LeOlahm, Adonai) de um versículo misterioso, traduzido por: “Tu és Poderoso por toda eternidade, Deus. ”, juntamente com o nome MAKABI, acrônimo do Êxodo 15:11 e significa em latim: “quis similis tibi in fortibus, Domine” que traduz-se como: “quem é semelhante a vós entre os fortes, Ó Senhor?” Pretendemos tratar mais do assunto em outro momento.

Cabe informar que Elohin Gibor está relacionado com a quinta séfira Geburah. Abaixo segue o trecho do manuscrito de Kircher.

Mas prosseguindo, a construção do Ritual se faz pela inspiração, eis que tanto Geburah como Tiphereth tem relação com Hochmah, o primeiro por ser “He” de seu mundo e de sua coluna e, o segundo, por ser “He” diretamente de Kether como o é Hochmah, dessarte, a liturgia que inicialmente se materializa peças vias gesticulares, posteriormente passará, ou deverá passar, para a ação de modo que uma movimentação nos mundos superiores encontrem suas correspondências em Malkuth, estabelecendo-se assim o liame entre os mundos.

 1.7         Das virtudes concedidas:

1.7.1    A compreensão de qualquer ritual religioso

Este Gênio nos permite conhecer, compreender, elaborar os rituais em um cerimonial, seja religioso ou não, nos ensina conjuros e suas pronúncias. Tudo como em um musical, em uma melodia, já que Geburah, sob a aparência de um culto ao Criador, se apresenta influenciado pela roupagem de Netzah. Aqui, a arte é utilizada para manipular as forças da natureza.

Perante estas forças a vida converte-se em uma peça onde cada ato é uma parte essencial para o desfecho final, como ocorre nas escolas iniciativas onde os ritos, as catarses, foram criados com vistas a encenar um conhecimento. Observamos que os altares estão sempre na posição Leste, para onde o mestre se dirige inicialmente em busca do Sol, da Luz, do rosto físico de Tiphereth. Seja nos rituais de iniciação, nas cadeias, tudo segue com posições próprias e suas palavras de poder, seus mantras.

Nas cadeias a mão esquerda sempre recebe e, a direita, a que dá. Mantem-se a harmonia do cosmo na busca da Luz. Assim, antes de se manipular outras energias faz-se a chamada “Cadeia de amor” a fim de que tudo seja manipulado com a pureza manancial:

 

“Que todos os seres sejam felizes;

Que todos os seres sejam ditosos;

Que todos os seres estejam em paz.

AAAAAAOOOOOMMMMM – > por três vezes

Santo e bendito seja seu nome impronunciável;

Agora que se verificou o sagrado mistério da letra;

Entretanto prosseguirei para os mais ocultos lugares. ”

 

Toda a cadeia é repetida três vezes, trabalhando-se com a luz azul. O nome impronunciável é o de Deus, יהוה (“YHVH” – “Yod-He-Vô-He”), o qual não tem pronúncia por trata-se de um estado “Ser Sendo”.

Fiat Lux significa “Fazer Luz”, seja em entendimento ou transformando nossas energias em outras mais sutis pelas vias do Sahaja Maithuna, o Tantrismo Branco. Cumpre que nos rituais compreendamos tudo o que está sendo feito, manipulado a fim de que as foças possam entrar em ação. Nada pode ser mecânico, não se trata de uma ladainha já que aqui atuamos de forma ativa, atuamos como sacerdotes em operação.

Analisando algumas tribos indígenas podemos verificar os pajés realizando rituais onde aparentam mover, manipular algo que não pode ser visto. Por estes rituais terem se dado, criados de forma naturais podemos constatar como alguns arquétipos foram movimentados por nossos antepassados. Alguns religiosos, ao longo do tempo, têm convertido estas tribos às suas crenças, impondo-as como a única representante do alto, expurgando, deletando as culturas silvícolas e, em consequência, acabamos por perder, em Malkuth, parte do conhecimento e possibilidades de estudos sobre as forças que manipulam e como tudo se desenvolveu na evolução e na psique humana a partir de estados mais primitivos.

Um ritual morto é incapaz de revestir-se de vida e passar para o cotidiano, é um tempo perdido, um ato nulo. Fato é que nos deparamos com igrejas que em determinada parte do rito incentivam para que todos se cumprimentem e se abracem, mas posteriormente, já na saída as pessoas querem sair ao mesmo tempo empurrando umas às outras, brigam nos estacionamentos, etc.

HAAMIAH e o grande Senhor dos rituais, o que deu e dá origem aos mesmos, sejam cerimônias, cultos religiosos, conjuros praticados pelas mais diversas religiões, escolas, milícias em geral, etc. Nos inspira desde o interior a realizar determinados gestos, rituais para estarmos em sintonia com nosso Real Ser.

Não se trata de dar inspiração para escrever determinado ritual ou cerimônia. Para entender, imaginemos que estejamos em uma cachoeira e de repente, por um impulso interno qualquer, nos colocamos em contato com os seres que habitam aquele local. Ocorrerá em nós, então, determinados movimentos ou disposição interna para este contato. Em toda a natureza há rituais de contato como ocorre nos diferentes povos em que uns se deem as mãos outros se inclinem adiante.

Há uma entidade, uma força interna difundida nos meios exotéricos conhecido como “Intercessor elemental” que tem justamente o atributo de intermediar, de realizar determinados ritos por nós, como a ligação de elementais (almas das pedras, plantas, animais, etc.) as pessoas doentes para sua cura, traçar o círculo de proteção, etc., e ao que tudo indica refere-se a este Gênio que se é um arquétipo também está em nosso interior e refere-se aos mesmos atributos. Só para esclarecer: atributos tem a ver com uma qualidade, virtude imbuída de poder, i. e., é um e outro ao mesmo tempo.

Os rituais podem estar descritos como se fossem uma obra de teatro e são dedicados àqueles que não conseguem compreender as letras impressas em seus espaços internos então utiliza-se a encenação para transmitir o conhecimento, contudo, as pessoas que conseguem viver interinamente não necessitam representa-los em seu exterior. Isto quer dizer que podem entrar em relaxamento e posteriormente em estado alfa realizar os ritos que necessite, abrir portais, etc. Com o tempo o fará em estado Teta e até em Delta atingindo as dimensões mais elevadas. A medida que o faz internamente descobrirá as normas de retidão exigidas e a incorpora a sua dinâmica interna.

As pessoas nascidas sob a influência de HAAMIAH no ciclo diário, nos 20 minutos de sua regência, cujo efeito é relativo ao corpo mental são aquelas que melhor transmitirão as normas de comportamento, regras de etiqueta (sem os exageros da vaidade), de civilidade, o reto proceder, que nos auxiliarão a viver e conviver em sociedade. Este gênio nos auxilia, por exemplo, com aquelas pessoas que se comportam como animais à mesa, emitem ruídos estranhos, modos abomináveis, comem de boca aberta em atitude semelhante aos ruminantes, espalham o alimento de sua boca nos pratos servidos ao falar enquanto comem e, assim, fazem com que os demais a mesa percam até o apetite, etc.

O ritual é, então, o resultado do rigor de Geburah associado a arte e beleza de Netzah tão presentes desde o preparo dos alimentos aos enfeites em cada prato até o momento de sentar-se e saciar-se, converte o trabalho em arte. Cabe lembrar que neste ponto estamos a repudiar o animal que há dentro de nós para que não tome forma em Malkuth, ao nosso redor.

Se incorporarmos esta essência já não necessitaremos recorrer a terceiros e poderemos chegar as mais altas realizações humanas, que nos conduzem ao caminho da iniciação; não mais como um cerimonial social, vão, cercado de vaidades, convenções, trejeitos, idiossincrasias, mas como um ritual interno que se vive intensamente em cada situação de nossa vida, derrubando barreiras, abrindo caminhos.  

Outros Gênios trabalham com o ritual:

  1. 1->5 MAHASIAH: Mestre do ritual, cria o rito e acompanha o iniciado;

38 5->7 HAAMIAH: Responsável por todos os rituais, cerimoniais, conjuros, execução, compreensão.

1.7.2    Proteção na busca da verdade.

As ressonâncias de Geburah tem por objetivo instaurar às Leis de Binah pelo trabalho já que esta séfira representa a própria dinâmica, reestabelece portando a verdade como adequação do indivíduo a dinâmica cósmica. Esta verdade reestabelecida se encena, ritualiza-se em Netzah que empresta sua forma e, o trabalho, aparece como um culto ao criador não só nos rituais, mas em todas as áreas artísticas. Assim, para quem tem olhos para ver, é possível deparar-se com o conhecimento, nas obras de Michelangelo, Da’Vinci, nas músicas de Mozart, Ludwig van Beethoven, nas pirâmides do Egito, nas cidades e esculturas antigas dos Maias, Astecas, etc. Netzah-Vênus tem o condão de render testemunho das belezas constantes nos mundos de baixo e das harmonias incessante que habitam os mundos de cima. Netzah cuida da forma espiritual enquanto Vênus da manifestação destas energias, mas no plano físico. Ao encontra-se com Geburah-Marte, estas energias, darão força e vigor ao testemunho de Netzah-Vênus de modo que a mensagem espiritual se mostre em maior relevo, os cultos religiosos, as artes terão mais vida, a administração de HAAMIAH aportará a estas forças amor, paz, religiosidade com muita arte.

Outros Gênios que proporcionam a sabedoria de Salomão:

  1. 2-3 LAUVIAH: Ser sábio como foi Salomão pelas vias da iluminação sobre o poder;
  2. 4->2 NITH-HAIAH: Sabedoria de Salomão por afastar-se do material;
  3. 5->7 HAAMIAH: Encontro da verdade nos pela expressão artística nos rituais, nas obras de arte ritualísticas, cadenciais;
  4. 7->2 VEHUEL: Nos transforma em grande personagem pela sabedoria.
  5. 8->7 IAH-HEL: Buscar o espiritual que o material vem por acréscimo.

1.7.3    Adquirir os tesouros do céu e da terra.

Tudo que se materializa na terra é uma consequência do que ocorreu nos mundos superiores, pois na ordem do universo tudo vem de cima para baixo. Assim antes de iniciarmos o levantamento de uma casa a desejamos, projetamos em nossa mente e a materialização vem por último.

Dessarte, para adquirirmos os tesouros da terra faz-se necessário adquirir os dos céus, aglutinar as energias referentes. Os tesouros do céu dão acesso aos da terra já que na terra todas as virtudes e defeitos internos se fazem patentes, latentes, materializam-se. Deste modo materializando o tesouro dos céus que há em nós faremos aparecer também os tesouros da terra. E o que seria então estes tesouros do céu?

O ponto mais alto vem do mundo das Emanações, de Atziluth onde situam-se Kether, Hochmah e Binah; conhecidos no Cristianismo como Pai, Filho e Espirito Santo; no mundo cromático como azul, vermelho e amarelo; quanto as polaridades: positivo, negativo e neutro.

O tesouro de Kether é a VONTADE cujo fruto é a iniciativa;

O tesouro de Hochmah é a SABEDORIA cujo fruto é o amor e,

O tesouro de Binah é a INTELIGÊNCIA cujo fruto é a compreensão das Leis universais.

Quando estamos de posse destes três tesouros nossa vida se ordena, de cima para baixo. Como estamos tratando do mundo das Emanações a força da iniciativa estará em nós, daremos início a coisas novas e movimentaremos tudo ao nosso redor. Serão expurgados o marasmo e a rotina. O indivíduo torna-se um farol de luz que aponta o caminho.

O tesouro obtido pela projeção da vontade é a experiência eis que um curso de ação foi tomado que dará consequência a um resultado;

O tesouro que se obtém com a sabedoria é a unidade com tudo e com todos e ter todas as coisas por acréscimo como ocorreu com Salomão e,

O tesouro obtido pela inteligência é o discernimento cuja faculdade é distinguir o que é bom daquilo que não o é, do que pode ser feito ou não, de reconhecer o lugar de alguém na ordem da criação de modo que possa haver um melhor aproveitamento de suas capacidades, de seus dons. Por tratar-se dos frutos, o terceiro e quarto cenário deste gênio são muito propícios e, nestes dias bem como quando um bom aspecto planetário esteja sobre este ponto poderemos iniciar ritos, conjuros, cerimónias, cultos que sejam mais exigentes.

Aduz-se ainda, neste escopo, a realização dos gestos para que uma empresa, um empreendimento se integre harmoniosamente na sociedade em consonância com as exigências de seu tempo e espaço. Deste modo HAAMIAH pelas forças de Geburah tratará do projeto e pelas pulsações de Netzah fornecerá a inspiração para que o projeto se integre a vida social de maneira idônea que acarrete apoio aos seus propósitos. Seria algo semelhante a certos grupos que exigem determinados atos, iniciações para adentrarem em seu meio, contudo o entendimento aqui é lato senso, em sentido amplo, seja em relação a leis ambientais, de instalação, licitações, colocação do lixo no local correto, manipulação de produtos e serviços ou qualquer outra exigência que possa demandar gestos de boa vontade ou ritos sob pena do impedimento do empreendimento, trate do que for, em razão das pulsações de vias contrárias, as dissonâncias entrarem em ação.

De outro lado HAAMIAH produz a união do homem com a divindade, fomenta o indivíduo a unidade perdida ao juntar a natureza masculina e feminina em uma unidade e produz o reencontro com a alma gêmea, a união da alma humana com a alma divina que resulta, assim, internamente, um estado de felicidade e exaltação indescritível. E como estamos tratando, também, dos rostos físicos de Geburah-Netzah, ou seja, da união Marte-Vênus, esta união produzirá ainda a exteriorização do encontro com a nossa alma gêmea física, eis que Netzah (“Vô”) expressa a alma humana de Tiphereth (“Vô”) em um ponto mais material, que alcança os sentidos e, assim, produz as cristalizações imediatas.

Provavelmente o leitor já ouviu valar da expressão “sorte no amor, azar no jogo e vice versa”. Para que haja o reencontro com esta alma gêmea são necessários muitos méritos, grande dharma, e do mesmo modo ocorre com a fortuna. É quase impossível que alguém tenha tantos méritos para que se manifestem as energias da fortuna e do amor simultaneamente de forma abundante. O comum é que se obtenha um ou outro daí que quando venha a felicidade no amor não ocorra o mesmo nos negócios e vice-versa. Há ainda a questão da oposição entre o material e o espiritual, já que para se alcançar o cume espiritual necessite-se de um certo abandono e a obtenção da união da alma humana com a alma divina é um passo imenso no mundo espiritual. De qualquer modo quem deseje encontrar sua alma gêmea pode socorrer-se de HAAMIAH. Os indivíduos que nasceram com pontos favoráveis deste Gênio terão boas chances de encontrar em vida seu perfeito complemento. Viverá uma grande e sublime história de amor.

Outros Gênios que nos auxiliam a encontrar a alma gêmea:

  1. 5->6 HAAMIAH: Proporciona o reencontro com a alma gêmea: material e espiritual;
  2. 6->9 MIHAEL: Auxilia a encontrar a outra metade.

Outros Gênios trabalham com a amizade:

  1. 2->2 HAZIEL: A amizade e os favores dos grandes;
  2. 2->6 IEZALEL: Além dos interesses comuns, sincronicidade de princípios, idéias, contemplação do universo e suas Leis;
  3. 3->2 LAUVIAH: Retorno, reencontro de antigos amigos, afetos, etc.;
  4. 5->6 HAAMIAH: Proporciona o reencontro com a alma gêmea: material e espiritual;

48 6->9 MIHAEL: Amizades com pessoas diferentes de nós que nos levarão a novas experiências;

  1. 8->6 UMABEL: Nos auxilia a encontrar amigos, pessoas que pensem como nós, inclusive o grande amigo;
  2. 9->3 MANAKEL: Amizades de bem, conscientes do Bem e do Mal.

1.7.4    Proteção contra o raio, armas e os espíritos infernais.

Este gênio está ligado a parte do Salmo 91:9 (90-9) que trata da proteção contra armas, pestes, mortandades, etc. e refere-se tanto a proteção espiritual quando a questão de viver em paz com a sociedade e contra estes ataques são utilizados a espada, o escudo, o elmo de Marte, que no sincretismo religioso é representado por São Jorge, juntamente com os raios protetores de Vênus que neutralizam todo tipo de violência inclusive a própria violência marciana que possa dirigir-se contra nós.

Por falar em São Jorge, o conhecimento popular o tem sempre o colocado como atuando na Lua. Os ensinamentos esotéricos também fazem o mesmo, mas em um tempo anterior, estamos falando de milhares de anos, em que se considerava a Lua como terra habitada e a personificação tinha coros de anjos guerreiros ao seu dispor. Contudo como tudo evolui, muda, hoje, São Jorge, Samael ou Camael como chamado pelos cabalistas tem sua sede espiritual em Marte. Segundo consta, este anjo que outrora havia caído, recuperou suas asas e tem grande atuação podendo ser invocado para que com sua espada famígera, de fogo, afaste às entidades perversas e sejam estas precipitadas ao abismo. O pentagrama esotérico, conhecido com Estrela de Salomão tem relação com este quinto anjo do apocalipse.

Diga-se de passagem, que o pentagrama não pode ser utilizado de qualquer modo. Representa o Cristo ressurreto, um homem com os braços abertos. A cabeça, símbolo do espírito, deve sempre estar voltada para cima indicando que a matéria, simbolizada pelos quatro elementos (braços e pernas) é subordinada a cabeça, ao espírito, ao Pai. De outro modo o pentagrama invertido simboliza que a matéria, o caos comanda o corpo e tem o condão de atrair as energias, as hostes abismais.

Outros Gênios que nos auxiliam a viver em paz:

  1. 1->2 JELIEL: Restabelece a paz entre esposos pela união da Vontade e Amor-sabedoria;
  2. 1->5 MAHASIAH: Pela retificação dos erros e sincronicidade com os desígnios divinos;
  3. 1->6 LELAHEL: Paz fruto da Vontade harmoniosa, pacífica e consciente;
  4. 4->2 NITH-HAIAH: Paz da solidão para alcançar a verdade e a sabedoria;
  5. 4->4 YERATHEL: Paz em ambiente justo e homens sábios;
  6. 5->3 LEHAHIAH: Paz entre os governantes – sem guerras. Guerra contra os desejos;
  7. 5->4 CHAVAKIAH: Paz e harmonia nas famílias e com todos, reconciliação com o passado;
  8. 5->7 HAAMIAH: Viver em Paz com a sociedade, proteção espiritual;
  9. 5->9 IEIAZEL: Para que os inimigos nos deixem em paz em razão de uma Nova Realidade;
  10. 6->4 VEULIAH: Paz mediante a guerra para retirada do usurpador e, pelo perfeito ordenamento natural das coisas na dinâmica יהוה;
  11. 6->5 YLAHIAH: Disposição para a paz com inimigos que fomos injustos;
  12. 6->9 MIHAEL: Paz e harmonia entre esposos;
  13. 8->7 IAH-HEL: Tranquilidade e solidão para alcançar a sabedoria;
  14. 9->8 HAIAYEL: Destruição da babilónia interna e externa, paz para quem está em guerra.

Os animais ferozes, espíritos infernais, habitantes do abismo referem-se a mesma coisa. Este Gênio mantém as feras afastadas e atua mesmo quando se manifestem nos rincões do corpo físico, dominando-o, eis que se verão neutralizadas, queimadas com o fogo em razão das virtudes do gênio.

O ambiente dos animais ferozes é chamado de rigores do destino e o melhor antídoto para estes rigores é o entendimento dos processos naturais e a adoção de um comportamento, conforme seja este entendimento.

Outros gênios que ajudam a combater os animais ferozes:

  1. 1->3 SITAEL: Protege contra os animais ferozes;
  2. 5->7 HAAMIAH: Protege contra os animais ferozes, espíritos infernais, habitantes do abismo;
  3. 8->9 MEHIEL: Nos vacina contra os habitantes do abismo, a maledicência, imagens negativas.

O raio a que se refere aqui é o que provém de Júpiter, considerado na mitologia como o Pai dos Deuses, cujo atributo é colocar fora de combate os indivíduos que movidos por um comportamento contrário a ordem cósmica, às leis universais, precisam ser neutralizados antes que alcancem um ponto de destruição. A nível mental, este raio é um fluxo de luz que transforma o indivíduo como ocorreu com Paulo a caminho de Damasco. Contudo este fluxo pode ser danoso quando emanado de forma súbita e brutal já que pode destruir o corpo de quem a recebe caso não esteja preparado para receber esta frequência energética. HAAMIAH faz um trabalho de acomodação deste fluxo e modula a sua frequência para que chegue a nós de maneira assimilável, acessível.

No que tange as armas, estas somente se cristalizam quando a nível interno chegamos a tal ponto de violência que seja capaz de se converter a níveis materiais, tangíveis. As energias de Geburah influenciadas por Netzah são então trabalhadas por HAAMIAH que dissolve a coagulação, evita sua formação e, assim, torna rarefeita a violência interior impedindo que se derrame ao mundo de Malkuth, o que evita o aparecimento das armas sejam em nossas mãos ou mesmo contra nós.

1.7.5    Ajuda a encontrar o caminho aos que perderam o fio da vida.

O lado negativo da força

O Gênio contrário domina o erro, a mentira, a falta de princípios, a irreligião. Partindo dos contrários temos que:

  • O contrário da verdade é o erro, a mentira;

Quando as dinâmicas destas energias atuam desde baixo ocorre uma reviravolta e o indivíduo não atua conforme a ordem universal, em compasso com seu Ser eterno mas cai no erro e aí permanece até que a mentira seja tão evidente que gere um fluxo contrário repulsivo e, assim, a verdade resplandeça.

  • O contrário do princípio é a finalidade material;

Quando atua em nós a força dos princípios, das normas eternas, nos vemos impossibilitados em realizar certas coisas ainda que resultariam vantajosas para nossa natureza física, emotiva e mental. Contrário sensu, se estes princípios não atuam em nós, se não os incorporamos o nosso único móbil será de natureza material e este será o Norte de nossas condutas. Nesse sentido a advocacia é um grande perigo para o progresso espiritual já que o conhecimento das normas referentes ao tempo e espaço, o entendimento de que algo equivocado pode ser feito por estar ou não disposto na norma, objetiva ou subjetivamente, acaba por esvair os princípios no interior do indivíduo conectando-o aos departamentos submersos, degradados da consciência onde permanecerá prisioneiro.

  • O contrário da religião é o ateísmo.

A religião coloca em nós um limite aos nossos atos, as maldades pois o religare refere-se a estar conectado com as Leis universais. Sem esta conecção, o entendimento de nossa ligação com o tudo, os nossos atos não teriam qualquer repercussão de ordem transcendental o que acarretaria atos sem limites morais ou ligados as regras. Assim, poderíamos matar, roubar e acreditar que tudo estaria bem desde que não fossemos descobertos ou que agíssemos atuando pelas brechas da Lei ainda que danosa.

Quando o indivíduo se conecta a ordem negativa das energias de HAAMIAH comete os piores erros, atropelos por não conhecer ou acreditar, não estar ligado a qualquer norma.

  

1.8        Escrituras

S 91:9 (90-9) “tu enim es Domine spes mea Excelsum posuisti habitaculum tuum Eterno.

Eterno, tu es o meu refúgio! Tu fazes de Muito Alto teu retino.

Os cabalistas dizem que esse salmo protege contra as fraudes, as armas, os animais ferozes e os espíritos infernais. “

 

1.9         Oração

“HAAMIAH: Deus, a esperança de todos os filhos da terra.

HAAMIAH: Purifica, Senhor, os meus sentimentos,

afasta de mim tudo o que não se ajuste às suas regras divinas,

fazei com que o meu coração só deseje

o que Tu, Senhor; queres a partir de sua Eternidade.

Inspira-me, Senhor, nas medidas com as quais havereis de edificar o seu Templo;

ensina-me a arte de combinar a Água com o Fogo,

a fim de que cesse o combate entre os irmãos em enfrentamentos.

E quando haja atingido o nível de Mestre Construtor,

fazei com que me sejam dados os atributos

da lógica e da razão para que meus irmãos

possam contemplar através de mim

o esplendor de sua Obra.

Dá-me, Senhor, poderes para ressuscitar no coração dos homens

Sua Eterna Verdade”.

 

 

1.10          Exortação

“Através de mim os mistérios são revelados para a inteligência

e os homens podem contemplar a Magia da Criação.

Para descobrir os meus segredos, deves voltar a tua face para o Leste,

deixando de contemplar os objetos

que jazem no Oeste, cristalizados e perdendo a sua luz.

Em meu Oriente encontraras um eterno fluir.

Verá como os castelos desmoronam,

deixando na terra a semente de novas edificações.

Porei em sua Imaginação o sopro da fé

para despertar em ti o amor pelos espaços livres.

Eu te inspirarei o gesto e a palavra com os quais hás de levantar o castelo da Verdade,

que há de ser a morada para os que sonham com a grande aventura

a conquista do extremo Leste, onde tudo tem o seu princípio e o seu fim.

Se você pode ouvir o meu sopro, peregrino,

serás o Profeta, serás o Mago, serás aquele através do qual tudo se renova.

Aquele que destrói para voltar a levantar,

aquele cuja as águas usadas dos sentimentos

sabe encontrar o Fogo da Verdade Eterna,

a Vida Eterna, a Eterna Transmutação,

e a Eterna Permanência”.

 

Oração e exortação de Kabaleb.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

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