37. 5->6: ANIEL


1.1       Elementos constitutivos ou relacionados

Coro 5 – Potências  
Príncipe: Camael.
Mundo do coro: 2 – Briah, Mundo das Criações, Astral, mundo dos desejos – elemento Agua.
Signo: Libra.
Elemento zodiacal: Ar.
Relação/elementos: Agua da Agua atuando sobre o Ar da Agua.
Relação/mundos: “He” do Mundo de Briah sobre o “Vô” do Mundo de Briah.
Velas:  Vermelha em cima e duas amarelas em baixo.
Incenso: [Sândalo, acácia, cipreste, absinto] e [Cravo, mirra, almíscar, estoraque, âmbar, louro, aloe vera].
Letras: Aleph – Nun – Yod – Aleph – Lamed
Gemátria: 1+50+10+1+30 = 92 = 9+2 = 11 = 1+1 = 2
Arco:  181º a 185º graus da esfera zodiacal.
Invocação por domicílio: de 0° a 5° de Libra ou 24 a 28 de setembro.
Invocação por rotação: de 6 a 7 de Touro: “Yod” ou 27 de Abril;

de 18 a 19 de Câncer: “He” ou 11 de Julho;

de 0 a 1 de Libra: “Vô” ou 24 de Setembro;

de 12 a 13 de Sagitário: 2º “He” ou 05 de Dezembro;

de 24 a 25 de Aquário ou 13 de Fevereiro: quintessência.

Invocação pelo ciclo diário:   12:00:00 às 12:20:00 a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção:  Quando Marte se encontra em um dos graus de Sol, ou seja, entre 5º a 6º, de 15º a 16º e de 25º a 26º de qualquer signo.
Atributo: Deus nas virtudes.
Nome da essência: RUPTURA DO CERCO.
Nome da Força: Construtora de uma Nova Vontade.
Forças em ação: A força de Geburah que manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Tiphereth.
Sendero: 22, que une Geburah a Tiphereth em sua trajetória de ida ou descenso pela arvore e de retorno pelo zodíaco.

1.2               Palavras chaves:

VITÓRIAS CIRCUNSTANCIAIS, travessia do mar vermelho, RUPTURA DO CERTO, segredos natureza, NOVAS IDEIAS, notoriedade, VONTADE HABILIDOSA, habilidade executiva.

(-) CHARLATÕES, embusteiros, IDEIAS, sentimentos, hábitos, ANACRÔNISMOS, caducos arraigados.

1.3               Movimentação Sefirótica: Cinco na sexta posição

Aqui a Lei se restabelece pela análise dos pensamentos que expressam Tiphereth na posição “Vô” do mundo das emoções. Trata-se, pois, a superação de um momento crítico pela sensatez, dando-se conta dos erros e, como estamos tratando de Tiphereth, acrescente-se a isto a tomada de consciência, inclusive, com a pressão interna de Geburah. Não supõe a liquidação do karma, mas este será queimado em Tiphereth, por intermédio da energia Crística do sacrifício interno, do propósito de não repetir os erros e da redenção, de modo que não haverá que viver o karma exigido. No externo se refletira no perdão dos males cometidos ao outro, sejam ofensas, dívidas, agravos, multa, etc.

Corresponde a posição de Marte em Leão.

1.4               Arcano – Mundo: Seis de copas no mundo de Briah

Recebe o título de Senhor da Alegria. Refere-se ao elemento Agua e astrologicamente corresponde a posição do Sol transitando pelo terceiro decanato de Escorpião onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo e sob as pulsações do regente deste decanato que é Júpiter.

Neste ponto o Amor-sabedoria de Hochmah expressa-se por intermédio de Tiphereth, a séfira que transmite mais LUZ que qualquer outra, responsável pela consciência, que tudo harmoniza, e pela manifestação da Vontade de Kether a nível prático. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizara ainda pelo tom prismático de Hesed, o coordenador deste subciclo evolutivo.

Temos então que Tiphereth atua sobre Geburah para implantar ou restaurar a harmonia no plano sentimental, o prazer e os amores perdidos, as privações impostas pelo cinco de copas. Ocorre o encontro de Geburah regente do signo de Escorpião com Hesed no terceiro decanato do mesmo signo e, tal qual sucede na arvore. Nesta carta Tiphereth equilibra os dois. Neste sentido são fechadas as feridas, rancores e perdoados os erros passando para o status de: “como se nada houvesse ocorrido”.

Quando o seis de copas no mundo de Briah estará o fazendo sob o manto de Hochmah, regente deste mundo de modo a impor o sacrifício, a restrição sob si mesmo para que a remissão se realize. E como estamos trabalhando com o seis, que representa Hochmah a um nível manifesto, tudo supõe um trabalho mais acentuado com o humano.

1.5              Virtudes concedidas:

1º.- Vitória quando nos vemos obstruídos pelas circunstâncias.

2º.- Celebridade em razão da sabedoria sobre os segredos da natureza.

3º.- Inspiração no estudo das leis do universo.

4º.- Favorece o acesso às ciências e as artes.

5º.- Preserva-nos dos charlatões e embusteiros.

1.6               Descrição Sefirótica:

ANIEL é o quinto da 5º ordem de anjos denominado como Coro das Potestades, situa-se na morada filosofal de número 37, rege o sendeiro 22, que une Geburah a Tiphereth em sua trajetória de ida ou descenso pela arvore e de retorno pelo zodíaco. Trata das forças de Geburah, a séfira emocional que trata dos reajustes, da atuação dinâmica da Justiça na correção dos erros e, neste ponto, manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Tiphereth o centro produtor de consciência, vontade executiva a nível prático, harmonia; “He” do Mundo de Briah sobre o “Vô” do Mundo de Briah, Agua da Agua atuando sobre o Ar da Agua. Nesta casa nos deparamos com a essência filosofal chamada RUPTURA DO CERCO, o conjunto de qualidades, propriedades e atributos que nos permite o livramento das forças que nos assediam e nos impedem de avançar, que pretende nos manter estagnados no tempo, espaço, sentimentos, pensamentos, desejos. Trata-se de uma força Construtora de uma Nova Vontade, onde os extratos anímicos, energéticos oriundos de uma pulsação anterior, as experiências decorrentes do trabalho de retificação voluntária são absorvidas e integradas a consciência, esta integração promove o fortalecimento da vontade em razão da superação de um ciclo anterior e com isto gera a força necessária para adentrarem um novo ciclo, em uma oitava superior, uma vez que a superação traz a consequente liberação dos enraizamentos estagiários e faz surgir o novo ideal, a nova mentalidade, as novas estratégias. Uma vez superado um ciclo, os extratos anímicos liberados voltam ao seu amago original, a essência primordial, receptáculo energético de uma virtude ora estagnada pela ausência de seu diamante. Daí vem o atributo, esta qualidade imbuída de poder denominado Deus nas virtudes.

Ao tratar das energias oriundas de Tiphereth o fazemos, com base na consciência, de modo que esta se integre as experiências procedentes do trabalho e da retificação de vida próprias das forças de Geburah, que o faz pelo sendeiro de número 22 ao unir Geburah a Tiphereth em seu sentido de volta pela caminho do zodíaco – já que ultrapassa os 180º – embora pela árvore o sentido seja de ida, eis que Geburah promove suas forças pelas vias de Tiphereth, de modos que aqui já nos deparamos com o trabalho mais a questão das consequências, quando tratadas sob o prisma do nível evolutivo na jornada terrestre, no que tange aos atos constantes em sua trajetória de ida pelo zodíaco. Ainda tratando das manifestações de Tiphereth podemos dizer que a vontade representada por esta séfira se verá fortalecida pelas ações de ANIEL que resultará em uma vontade firme e inquebrantável, uma vontade de ferro, eis que atua com as pulsações de Geburah em um plano que ultrapassa o causal. Não se trata aqui de uma virtude aparente daquele que não passou pela experiência, pelas provas, mas que ainda permanece quando as provas foram superadas. Isto ocorre porque os extratos anímicos chegaram a essência e, independentemente de lembranças mentais, o conhecimento foi interiorizado.

Nos deparamos então com um dos mistérios do karma e das muitas existências que temos que viver. Ao deixar o corpo físico ou mesmo quando fazemos as retrospectivas nosso Real Ser quer para si o resultado das experiências, mas tão somente aquelas que passaram para a essência é que são absorvidas realmente, do contrário teremos que vive-las novamente – não há como trapacear, seja com benefícios, proteções da irmandade, seja com quer que seja. Então, a questão é que: afim de que estas experiencias passem para a essência ocorre uma profunda exigência de sua vivencia real, trata-se de uma necessidade a nível de inconsciência que leva o indivíduo ao experimento. Pode ocorrer que tudo pareça bem, mas o indivíduo quer partir para uma situação qualquer e destrói o mundo em que vive para mergulhar em uma aventura, dor, etc.

Na vida espiritual não existe prova de decoreba, exige-se um aprendizado real. Cabe esclarecer que a nossa consciência não pode absorber o mal, já que pertence a um plano superior onde o mal não alcança, deste modo, esta força interna absorve o conhecimento e por corresponder aos mundos superiores nos propicia a vitória, mas uma vitória limpa.

A RUPTURA DO CERTO nos permite libertar-nos das forças que nos cercam. Trata-se da luta do novo contra o velho, sejam sentimentos, ideias, modo de agir que se institucionalizam e impedem a evolução por afastar o pensamento cósmico, dos sentimentos que provem do mundo das Criações, o mundo de Briah. Tudo ocorre a nível interno e nas sagradas escrituras encontramos vários pontos onde ocorre a ruptura do certo par dar lugar a novas ideias; sentimentos que transformaram-se em batalhas sangrentas. Nesse instante entra em ação as legiões de ANIEL a fim de impedir que os velhos impulsos possam constituir um reino sólido e que venham a perturbar ou impedir o processo de evolução; impede ainda que os novos impulsos venham a atuar de modo semelhante.

1.7             Das virtudes concedidas:

1.7.1      Vitória quando nos vemos obstruídos pelas circunstâncias.

Auxilia a obter a vitória e a levantar o cerco de uma idéia, cidade, etc.

Neste ponto as forças de Tiphereth atuam na consciência para dissolver o efeito bélico Marciano, para que as energias de Geburah renunciem aos enfrentamentos, faz com que o inimigo se renda e a consciência se veja mobilizada por um novo ideal, nos possibilitam romper o sítio de uma cidade, seja esta anímica ou mesmo física onde as exteriorizações das ressonâncias já se cristalizaram. Na cidade anímica sofremos constantemente a incursão de novas ideias, sentimento, modos de agir e cada um quer ocupar o ponto mais alto na escala de poder de modo permanente, definitivo. A nossa psique fica prisioneira das ideias enraizadas, dos maus hábitos. Temos visto tal atitude em nossa história quando a ciência despontava, mas a religião se opunha a descoberta de novas verdades sob o medo da própria extinção. Assim acreditava-se que a terra era chata e que os astros giravam ao seu redor, que em algum ponto além do oceano onde a vista não alcançava o mundo acabava e tudo que dali passasse mergulharia para seu fim. A exemplo de Galileu muitos foram forçados a negar a razão, a realidade e quem não o fizesse seria condenado a morte. Mas antes que isto ocorresse no plano físico, tal fato já havia ocorrido no interior das pessoas e o cerco das velhas ideias, conceitos, sacrificaram os que intentaram romper o bloqueio.

Em nossa vida diária esta luta aparece de várias formas a exemplo de um velho e um novo amor, partido político que vem ao indivíduo para conseguirem a sua adesão. O resultado da luta interna reflete-se no exterior. Assim se opta pelo velho amor, partido político, ideias, etc. é sinal de que internamente não conseguiu romper o cerco. De outro modo se o novo triunfou significa que o cerco foi rompido. Estamos aqui a tratar do sendeiro 22 que liga Geburah a Tiphereth, que trata da travessia do Mar Morto e que possibilita ao povo eleito abandonar uma situação de escravidão para penetrar em uma nova terra.

Outros Gênios que tratam da relação novo-velho:

  1. 5->4 CHAVAKIAH: Reconciliação com ideias do passado – acolher o velho, pais-filhos;
  2. 5->6 ANIEL: Irrompe o cerco estabelecido pelo velho às novas ideias;
  3. 8->5 MITZRAEL: Cura às enfermidades mentais da relação pais-filhos.

1.7.2      Celebridade em razão da sabedoria sobre os segredos da natureza.

Esse gênio favorece as ciências e as artes, revela os segredos da natureza e inspira os sábios filósofos nas suas meditações. A pessoa nascida sob essa influência alcançará a celebridade por seu talento e inteligência, destacar-se-á entre os sábios.

A celebridade provém do reconhecimento após um duro trabalho realizado, muito embora nos dias de hoje seja comum dar a alguns em razão de postos, cargos, dinheiro, para alimentar vaidades, obtenção de favores póstumos, sedimentação de hipocrisias, etc. Então temos aqui a celebridade fabricada, de fachada, artificial, carente de valor e mérito, troféus, medalhas com valor somente para os néscios, entupidos, ignorantes, outorgado pelas confrarias dos boçais.

O celebre Galileu Galilei esteve a ponto de perder seu corpo físico, de ser queimado na fogueira se não admitisse que o sol girasse ao redor da terra; Pasteur se lançou contra o cerco anterior ao lançar suas novas teorias, seus novos conceitos; Sócrates foi obrigado a beber cicuta porque suas idéias se chocaram com a ignorância de sua época; A inquisição está repleta de vítimas celebres.

ANIEL surge para ROMPER O CERCO, abrir uma brecha é permitir que as novas ideias tenham a oportunidade de sobreviver, desenvolver-se, de fixar-se promovendo agora um novo cerco impenetrável para a proteção destas ideias emergentes. Os nascidos nos dias é horas deste gênio possuem a capacidade dinamizada para romper e criar estes cercos e seu auxílio pode ser bem-vindo em uma hora decisiva.

O conhecimento esotérico possui quatro pilares: 1) Ciência; 2) Arte; 3) Filosofia e 4) Religião. Este último refere-se à adequação, a religação com as Leis cósmicas não a uma reverência sem causa, baseada na ignorância e no medo. Cabe esclarecer que vários pontos do conhecimento como a sociologia, a astronomia, a psicologia, etc., foram desmembramentos da Filosofia. Cada onda de pensamentos, sentimentos, atitudes, acerca-se de algum destes quatro pontos, que inicialmente são uma espécie de bandeira e posteriormente ocorre sua defesa mais acalorada podendo-se ultrapassar as vias de fato pela violência de uma guerra sempre com vistas a romper o cerco com o que está posto, com o passado, com aquilo que já não serve mais porque a evolução assim o determina.

Os astrólogos cabalistas sustentam que devemos observar quando um planeta lento ou a lua nova cai nos pontos de ANIEL, eis que nestes momentos poderemos ver mais claramente como ocorre a mudança de mentalidade em uma sociedade, o rompimento do cerco estará mais a vista de ser observado.

Outros gênios que concedem celebridade:

  1. 2->4 LAUVIAH: Indica os caminhos para nos tornar celebres;
  2. 2->7 MEBAHEL: Celebridade no exercício da jurisprudência;
  3. 5->6 ANIEL: Celebridade em razão da sabedoria sobre os segredos da natureza;
  4. 6->5 YLAHIAH: Celebridade por um feito singular;
  5. 7->7 NITHAEL: Celebridade por escritos e eloquência.

1.7.3     Inspiração no estudo das leis do universo.

Este Gênio revela e inspira os sábios em suas meditações a medida em que nosso Ser eterno preenche nossos depósitos interiores com suas essências e deste modo a capacidade de entender, compreender se manifesta em nós. Deste modo, a medida que incorporamos o conhecimento, o utilizamos ele vai se fixando em nós. Então temos aquela meditação que fazemos sobre determinadas questões – que na realidade é uma concentração -, e a meditação (que é um passo posterior a concentração) que nos proporciona acesso aos planos mais elevados, ao Samadhi – iluminação.

Cabe explanar que a meditação nos remete a 6º dimensão, o mundo das causas naturais, i. e., onde a criação está ligada diretamente a nossa consciência, longe do mundo criado pelos desejos da 5º dimensão abaixo.

Somos ensinados por várias escolas esotéricas, livros de pensamento positivo que se utilizarmos a imaginação, o desejo, darmos a forma, etc., poderemos ter o carro que desejamos, a casa dos sonhos, ter renome, um emprego ou cargo elevado, etc., é claro que o karma e o dharma de cada um é levado em consideração. No entanto, tudo isto é o sonho que escolhemos com base em nossos desejos, não a libertação. Então estamos sempre adormecidos escolhendo conscientemente (os que sabem um pouco como fazê-lo) ou inconscientemente o drama que vamos viver.

A liberdade está em não desejar, em ser autossuficiente, em alcançar a 6º dimensão. Buda já afirmava: “Muitos desejos, muitos sofrimentos. Poucos desejos, poucos sofrimentos. Nenhum desejo, nenhum sofrimento. ”.

Ocorre que os desejos sempre levam de nós uma parte de nossas energias das quais necessitamos para visitar os mundos superiores e até tornar-se morador desta região. Quando viemos a este mundo não trouxemos nada do outro plano a que viemos. Sequer tínhamos roupas e, do mesmo modo, ao regressarmos não levaremos nada. A medida em que vamos nos servindo das coisas deste mundo nos fixamos nele. Esta é uma regra que vale para outros planos também. Assim, se saímos do corpo conscientemente e visitamos um outro mundo, basta pegar qualquer objeto daquele lugar (seja um lápis, pedra, flor, etc.) e permanecer seguro consigo, para que possamos permanecer por mais tempo naquele lugar.

Faz-se necessário instalar em nós o estado de desapego a fim de que mesmo utilizando as coisas deste plano possamos trabalhar em nossa libertação. Este estado de desapego não é coisa fácil de se cultivar e é em razão disto que a grande maioria dos que buscam a libertação colocam-se voluntariamente em posição de pobreza. De algum modo ao se adentrar no mundo espiritual o material pode acabar comprometido. É preciso imensa sabedoria para se conciliar os dois.

Isto explica porque usuários de determinados produtos, drogas, etc. ao vislumbrarem a margem do alto se desapegam das coisas. Tudo porque entre o material e o espiritual há um abismo em que um exclui o outro. Alguns mestres utilizam determinadas substâncias quando seus discípulos têm muita dificuldade em acessar determinadas regiões a fim de que tomando consciência da existência de determinados planos e sentindo-os tenha forças próprias para prosseguir no trabalho, contudo este é sempre um caminho perigoso que pode inclusive levar a regiões abismais de nossa psique e, que ao invés de libertar, escraviza.

Conta as histórias apartes que Einstein desapareceu por alguns dias e de repente apareceu todo sujo e descabelado com a fórmula da teoria da relatividade em suas mãos. Tratava-se de uma teoria em que não se havia prova material, mas que resultou no controle da energia nuclear e consequentemente na bomba atómica. A poderosa energia do átomo foi posta nas mãos do homem para o bem ou para o mal, energia esta que em sua essência não é boa nem ruim, apenas energia, mas tudo depende de sua utilização.

ANIEL rege o conhecimento adquirido pelos meios superiores, o conhecimento filosófico, inspirado, produto da meditação, que não necessitam de provas já que trabalha com as forças da consciência, da alma constantes na 6º dimensão. Encontramos ainda neste Gênio as forças de Geburah-Marte ligado a Áries o primeiro signo do zodíaco, portanto, ligado a Kether de onde provem o primeiro ordenamento, as primeiras mensagens que trabalhadas a nível de consciência em Tiphereth resulta em grandes pensadores, filósofos, descobridores das verdades cósmicas, etc.

Outros Gênios que tratam da meditação

  1. 4->6 REIYEL: Meditação sobre mistérios da obra divina, vazio iluminador, nossos desvios;
  2. 5->6 ANIEL: Meditação, conhecimento inspirado, Segredos da natureza;
  3. 7->6 NANAEL: Meditação sobre as 22 letras e os segredos espirituais e da natureza.

1.7.4      Favorece o acesso às ciências e as artes.

Vemos aqui que ANIEL interioriza em si as energias de Tiphereth que concede a vontade habilidosa isto porque este Gênio encontra-se no domínio zodiacal de Libra que tem grande influência no domínio da arte e fornece o talento necessário ao emitir suas energias. De outro lato temos que a influência de Geburah é de grande auxilio no sentido de dispor da habilidade executiva, de dar disposição, início e prosseguimento aos trabalhos.

Ainda neste tópico, no que tange as ciências podemos verificar que Geburah pertence a coluna da esquerda, de onde se elabora a verdade científica já que de Binah provem toda a construção do universo e Geburah sendo o “He” desta coluna efetua o processo de interiorização deste conhecimento que vem sempre em razão do trabalho, que tem raiz nesta séfira dos méritos próprios. Nas atuações anteriores de Geburah percebemos que este fugia ao glamour mundano, a notoriedade contudo, aqui já o persegue por estar mais orientado para o mundano e assim vai à medida que descemos com os Coros em direção a Malkuth e deste modo onde quer que atue ANIEL concederá a notoriedade quanto mais as energias de Tiphereth atuem na consciência, se expressem pela dissolução do ferro Marciano e conceda um caráter equilibrado e agradável, sem a agressividade que expressam as energias de Geburah que renunciará aos enfrentamentos.

1.7.5          Preserva-nos dos charlatões e embusteiros.

O lado negativo da força

O gênio contrário domina os espíritos perversos, influi sobre os charlatões e todos os que se sobressaem na arte de enganar os homens.

O Gênio do abismo cuida de trabalhar sobre as ideias, sentimentos, atitudes arraigadas. Defendem a ideias de seus antepassados ainda que não sirvam mais, que já se mostrem falsas, danosas, etc. Então dizem: “Nossos pais, nossos antepassados faziam assim e assim o faremos.”. Como o agricultor que não quer trocar o arado pelo trator. O servidor público, o empregado que faz determinada coisa porque seu antigo chefe fazia assim. Estas atitudes lato senso cercam a livre iniciativa e a estinguem ainda em estado embrionário, destroem as empresas e minam o futuro.

Do mesmo modo e com muito mais arraigamento ocorre no processo religiosos, do religare, nas tradições. Tratam-se de ideia, língua, forma de vestir, veneração por um santo, data, etc. Não se trata aqui de ir contra os nossos antepassados, mas de desvincular-nos a sentimentos anacrônicos, caducos que são defendidos na “cadência do verso”, com cantos, jogos, racionalizações.

São muitos os enganadores que se utilizam dos livros sagrados e suas versões deturpadas para adquirir vantagens próprias e em muitos casos começam até a enganar a si mesmo para depois faze-lo ao outro com mais veemência. Um cerco muitas vezes é difícil de romper já que todas as ideias em que se encontra instalada em um templo, santuário, estátua atua como uma muralha que impede que as novas correntes espirituais, que como temos visto são muitas, penetrem na sociedade.

O espirito das trevas, perverso adora e faz adorar as coisas que estão na terra ao invés de utiliza-las como uma atiradeira para lança-se com o seu impulso para o alto, como um campo de prova de pesquisa científica das correntes atuantes. É tendo em vista que estamos tratando de experimento, de pesquisas, uma vez atingido os objetivos desmontamos o laboratório, os monumentos sagrados e partimos para outras pesquisas.

Podemos comparar nossa peregrinação ao seriado Jornada nas estrelas, já que estamos sempre a procura, buscando o conhecimento de novos mundos, novas civilizações, contato com novos seres com diferentes formas, atributos e poderes e, à medida que o fazemos, nos integramos mais e mais em unidade, eis que nosso Ser já tem o conhecimento em sua omnisciência, mas agora adquire a experiência porque “no Universo tudo evolui, a perfeição não tem limites, pois se o tivesse, não seria perfeita”.

  

1.8        Escrituras

“S 80:7 (79-8) Deus exercituum  converte nos et ostende faciem tuam et salvi erimus.

Ó Deus dos Exército! Levanta-nos. Mostra tua face serena e estaremos salvos.”

 

1.9               Oração

“ANIEL: Deus nas Virtudes.

ANIEL: Através do intelecto, quero Senhor, expressar teu universo.

Sei que há estados que ainda não pude alcançar,

que há alturas que não compreendo.

Porém, tenho a intuição de que mais além de meu mundo

há um mundo mais vasto, que um dia todos poderemos penetrar.

Te peço, Senhor, que me faças vislumbrar,

para que possa ser o anunciador das tuas maravilhas

para os que se encontram em níveis inferiores ao meu.

Alcançar o ponto em que possa ver claramente

que TUDO é UM

e nunca, mas nunca mais haverei de mover-me de Tua Unidade.

Na imensa variedade da sua Obra,

Tua Vontade é Uma.

Eterno Múltiplo, Tua Vontade é Una.

Eterno Múltiplo, Tua Vontade é Una.

Eterno Múltiplo, Tua Vontade é Una.

eté o final dos tempos.

 

  ARARITA escrita na sequência do raio que desce pela árvore.

 

 

 

 

 

 

1.10           Exortação

“Na montanha sagrada que estás escalando,

chegastes, peregrino, no meio do caminho.

Acima, as sarças estão ardendo, mas tu ainda não os podes vê-las.;

abaixo, o mundo material perde seus contornos

e já não é para ti uma realidade.

Entre nesse mundo de cima que tu intuis

e nesse mundo de baixo que foi a tua habitação,

eu quero que tu sejas o apóstolo da posição do meio;

eu quero que você seja aquele que, com sua palavra e com sua obra

faças possível a colaboração dos que ainda vivem abaixo

e dos que já estão em cima, tentados de voltar as costas,

aos que são para eles, velhas realidades sem interesses.

Quero que com a sua arte, com a sua ciência,

suscites esse interesse e obtenhas sua participação

nas tarefas de redenção dos retardatários.

Se você é fiel a minha chamada, peregrino,

Eu te cobrirei com as coroas da celebridade e,

serás uma luz no meio do caminho;

suscitarás em seus semelhantes uma grande esperança

e o cerco de escuridão cairá das almas dos habitantes do vale.

Busca-me, na hora do crepúsculo

para render-me a conta diária de tuas atuações”.

 

Oração e exortação de Kabaleb.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

 

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