24. 3->9: HAHEUIAH


1.1              Elementos constitutivos ou relacionados

Coro 3 – Tronos  
Príncipe: Tsaphkiel.
Mundo do coro: 1 – Atziluth, Mundo das Emanações, Arquétipo, espírito – elemento Fogo
Signo: Câncer.
Elemento zodiacal: Agua.
Relação/elementos: Ar do Fogo atuando sobre a Ar do Ar.
Relação/mundos: “Vô” do Mundo de Atziluth sobre o “Vô” do Mundo de Yetzirah.
Velas:  Branca em cima e duas brancas ou azul escura em baixo.
Incenso: [Enxofre, raiz de guiné, gengibre] e [Cânfora, murta, louro, arruda, eucalipto, hortelã, alecrim, patchouli, citronela, absinto].
Letras: Heh – Heh – Vô – Yod – Heh
Gemátria: 5+5+6+10+5 = 31 = 3+1 = 4
Arco:  116º a 120º graus da esfera zodiacal.
Invocação por domicílio: de 25° a 30° de Câncer ou 19 a 23 de julho.
Invocação por rotação: de 23 a 24 de Aries: “Yod” ou 14 de Abril;

de 5 a 6 de Câncer: “He” ou 27 de Junho;

de 17 a 18 de Virgem: “Vô” ou 10 de Setembro;

de 29 a 30 de Escorpião: 2º “He” ou 22 de Novembro;

de 11 a 12 de Aquário ou 01 de Fevereiro: quintessência.

Invocação pelo ciclo diário:   07:40:00 às 08:00:00 a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção:  Quando o Saturno se encontra em um dos graus da Lua, ou seja, entre 8º a 9º, de 18º a 19º e de 28º a 29º de qualquer signo.
Atributo: Deus bom por si mesmo.
Nome da essência: PROTEÇÃO (Cidade refúgio – rigores da Lei dos homens).
Nome da Força: Inteligência Constitutiva.
Forças em ação: A força de Binah que manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Yesod.
Sendero: Sub-sendeiro que une Binah a Yesod em sua trajetória de ida ou descenso pelas árvore e zodíaco.

1.2               Palavras chaves:

PROTEÇÃO, fugitivos, EXILADOS, ciências exatas PRISIONEIROS, misericórdia, CIDADE REFÚGIO, difusão, PROPAGANDA, amor a verdade, MERCADO PARA OS PRODUTOS, JUSTIÇA homem-Deus, VISÃO CAUSA-EFEITO.

(-) ROUBOS, assassinos, VINGANÇA, métodos ilegais, CONCORRÊNCIA DESLEAL, fora da Lei.

1.3               Movimentação Sefirótica: Três na nona posição

Neste ponto Binah passa a expressar pelas vias de Yesod as imagens de rigor, que haverão de causar algum desconforto em razão seu caráter pessimista, deprimente. Cabe lembrar que a força do três está na cristalização de modo que estas imagens sombrias tendem a formatar as energias em algo concreto, tangível.

Como a primeira se trata de uma séfira ligada a Lei, estas imaginações, sob o ponto de vista mais negativo, podem reproduzir o temor a Deus, rigor a Lei. De outro lado o comportamento e hábitos que estejam em conformidade com a Lei.

Contudo, do mesmo modo que produz as imagens e altera o comportamento, contrario senso, podem não produzir nada, eis que na natureza tudo é dual, de modo a fomentar a desesperança, falta de confiança, de perspectivas posto que os destinos são administrados por Binah.

Astrologicamente corresponde a posição de Saturno em Câncer.

1.4               Arcano – Mundo: Nove de espadas no mundo de Atziluth

Recebe o título de Senhor da Crueldade. Refere-se ao elemento Ar e astrologicamente corresponde a posição da Lua transitando pelo terceiro decanato de Gêmeos onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo e sob as pulsações do regente deste decanato que é Mercúrio.

Neste ponto as restrições de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emanam a Lei e a ordem, expressa-se por intermédio de Yesod o centro produtor de imagens, que reflete tudo o que foi trabalhado pelos demais centros. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizara ainda pelo tom prismático de Hod, o coordenador deste subciclo evolutivo.

Yesod é o “Vô” terminal de várias exteriorizações, principalmente no que tange as restrições de Binah já que ocupa a posição de “Vô” do terceiro triangulo, na terceira posição. Tome-se ainda que o nove de espadas se refere a Binah, administrador de Briah, o que nos dá uma energia bem resolvida. Esta restrição já desponta em um mundo bem próximo de imagens e termina pala ideia de diminuição, restrição de nós mesmos, de nossas possibilidades porque estando quase lá em Malkuth a vemos de forma crua e nos damos conta das necessidades diante do que pretendemos. Assim começam as primeiras sensações que passam da teoria à prática e a materialidade.

As possibilidades inerentes ao mundo das ideias são infinitas, mas quando nos deparamos com o mundo físico somos obrigados a abandonar parte do teórico em razão das práxis que impõe os resultados.

Deste modo, adentramos a materialização do brocardo filosófico: “Sei que nada sei”. Eis que as pulsações acabam de sair das diversas etapas de desenvolvimento em que o universo não esconde mais seus segredos e se vê agora arrefecer na fase das cristalizações onde tudo depende de um desenrolar certo, adequado sob pena de fracasso.

Quando o nove de espadas atua no mundo de Atziluth, o faz no mundo das emanações, e em alguns pontos, aqueles anteriores a Binah onde ainda a energia não tomou forma, que não houve manifestação. Assim, a imagem colocada ali pretende adequar fontes que não estão ainda no ponto de serem aprisionadas, o que inviabilizariam sua materialidade, mas a força do três, do elemento Ar, de alguma forma dará as instruções para que as configurações sejam modificadas.

1.5               Virtudes concedidas:

1º.- Mobiliza a graça de Deus para os exilados e prisioneiros.

2º.- Que aqueles que têm sobre si crimes secretos não compareçam perante a justiça dos homens, mas, sim perante a justiça divina.

3º.- Protege contra os animais malignos.

4º.- Preserva dos ladrões e assassinos.

5º.- Preserva da tentação de viver por meios ilícitos.

1.6               Descrição Sefirótica:

HAHEUIAH é o oitavo da 3º ordem de anjos denominado como Coro dos Tronos, situa-se na morada filosofal de número 24, rege o sub-sendeiro que une Binah a Yesod em sua trajetória de ida ou descenso pelas árvore e zodíaco. Trata das forças de Binah, o construtor do universo, instituidor da verdade – que dá vida as ondas de vida que não atuam mediante as Leis Universais, estando acima destas e, assim, não existiriam se não fosse separada de parte de sua luz – e, neste ponto, manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Yesod, por onde são aportadas as imagens rumo a cristalização, que manifestam as imagens de Binah sob o manto maternal acolhendo e protegendo a vida inferior gerada pelo processo; o “Vô” do Mundo de Atziluth sobre o “Vô” do Mundo de Yetzirah, Ar do Fogo atuando sobre a Ar do Ar. Nesta casa nos deparamos com a essência filosofal chamada PROTEÇÃO, o conjunto de qualidades, propriedades e atributos que em nossa vida, se traduz nos faculta escapar da Lei quando nossos crimes despertam o anseio de vingança junto aqueles contra os quais nossos atos tenham suscitado o furor. Trata-se de uma força de Inteligência Constitutiva, que ilumina e protege a vida a fim de que os violadores da Lei tenham a oportunidade de reencontrar sua Luz interior, mediante a visão interna da verdade e que, posteriormente, esta Luz, se reflita para o externo e demonstre, de modo evidente, a inutilidade do castigo. Daí vem o atributo, esta qualidade imbuída de poder denominada a Deus bom por si mesmo.

Trata-se da manifestação de Binah mais próxima das realidades físicas eis que atua em Yesod e logo já temos Malkuth.

A função de Binah é dar vida às ondas de vida inferior, que não teria sido capaz de existir se não houvesse se desprendido de parte de sua luz para iluminá-las. Já vimos que a medida que nos aproximamos de Kether o número de Leis diminui. Seu reflexo físico pode ser observado na criança que ao nascer nada se exige dela, pois está muito próximo da não existência, não manifestação neste plano onde é um recém-chegado. Contudo a medida que vai se incorporando a este mundo suas Leis vão o fazendo do mesmo modo, suas energias vão a formatando progressivamente, e ocorre então o obscurecimento cada vez maior da antiga liberdade.

Cabe aos Tronos inscrever as Leis cósmicas em nosso interior. Assim após o desprendimento das chispas que iniciarão seu processo evolutivo ocorrerá a interiorização das Leis Universais.

Em Yesod nos deparamos a manifestação de Binah em um aspecto maternal, que ilumina e protege a vida a “vida inferior”, já que o útero – onde se encontram as aguas, o tecido do universo – é regido por Yesod, em oposição àqueles que atuam em resistência aos “Legisladores Cósmicos”, aqueles que não operam ao nível das Leis do Universos e, assim, sofrem a consequência da violação destas Leis.

Sendo um Trono, HAHEUIAH auxilia que os violadores das leis divinas encontrem a Verdade, a essência que os faça retornar, isto porque Binah atua como uma mãe que devolve a saúde ao filho só com a proximidade de sua presença, com a proteção de sua aura, e do mesmo modo a mãe cósmica constitui a perfeita matriz zodiacal, uma projeção maior do útero que abriga e nutre, que desprendem todos os materiais zodiacais necessários para a vida desde o primordial, que encontra-se nas esferas das regras de como tudo se realiza. E do mesmo modo devolve a saúde física e moral ainda que se tenha perdido.

Binah tem sido chamada de a Mãe Negra do Mundo, a responsável por todas as cristalizações. Ela gestou a nossa Terra e seu representante no domínio humano, a mulher, que é a encarregada de preparar as criaturas. No hemisfério norte os domínios de Binah ocorrem no solstício de inverno a 3 graus de Capricórnio quando então Cristo nasce na Terra sob o manto da Virgem Negra, a Nossa Senhora Negra, que preside os nascimentos e facilita as formas sob seu domínio, o número 3, o que faz com que a data coincida com o dia 25 de dezembro.

Em Yesod-Lua nos deparamos com a Mãe de baixo, regente de Câncer. Há ainda uma Divina Mãe que recebe o título de Mãe de Deus, a mãe de todas as mães. Tem 12 estrelas em sua cabeça e carrega uma criança, representa os materiais para a construção do corpo, universo.

A mãe de deus é Binah – Assim, Binah se converte na mãe de Hochmah, em seu corpo material onde brilha em um novo universo, mas esse universo que, chegou a sua plenitude, tem de destruir a Binah e pôr fim ao seu império – trata-se do retorno, o final de um longo processo, quando novamente o Amor-sabedoria há de se sobrepor a Lei. Ao analisarmos as bodas de Canaã, perceberemos que Maria, a mãe de Jesus, representante da Terra, lhe pediu que convertesse a agua em vinho, i.e., que levasse os sentimentos (agua) ao conhecimento (vinho).

Algumas mães voluntárias nascem com a função simbólica e inconsciente de Mãe de Deus e tem 12 filhos, cumprindo assim um legado cósmico e de alguma forma participam da criação do mundo – é claro que recebem um prémio por isto.

HAHEUIAH sendo uma combinação de energias difusoras de Yesod com forças ligadas a Lei, a verdade cósmica que coloca cada coisa em seu lugar atua no mundo físico também como um difusor de verdade, inclusive no aspecto das propagandas e revela os destinos de Binah.

Deste modo auxilia os empresários, industriosos a encontrarem o lugar ideal para dispor seus produtos, onde serão acolhidos com entusiasmo, e acolhera elogios sem precisar maquiar seus produtos. Inconscientemente será levado a clientela que lhe assegurará a prosperidade.

O nascer do sol é um momento muito especial, em que as luzes dissipam as trevas, que a verdade Crística aparece. Neste momento, após um relaxamento, convém fazer uma lista dos principais prováveis clientes e, por certo, que entre eles aparecerá aqueles que mais lhes serão propícios.

Nesta força encontramos ainda o mecanismo de perdão aos erros cometido pelas pessoas, empresa no passado, em seus processos de produção, tal como dívidas com a fazenda, e que poderia causar danos ao produto final.

Esta força protege ainda contra os roubos, a concorrência desleal, métodos ilegais para impor-se no mercado; a verdade abrirá os caminhos e fará com que a empresa entre em expansão.

1.7                 Atuação kármica

Quando se fala de ação e reação aplicado aos nossos atos estamos nos referindo a epiderme kármica. Para entender o seu funcionamento faz-se necessário mudar nossa visão de mundo. Fomos educados a ver o funcionamento do universo de determinada maneira por aqueles que que nos antecederam. Viam apenas o que representa o rosto, a roupagem, uma aparência de como tudo se processa.

Binah é o senhor das formas e antes que uma energia qualquer venha executar determinada função recebe uma configuração que represente aquele desenvolvimento. Assim, por exemplo em termos de Malkuth temos um celular com a forma e tamanhos em que as ondas entram, são processadas em um circuito que molda a utilidade daquela energia e finalmente exterioriza em som, imagem e em sentido contrário transmite os dados ao outro interlocutor – tudo com vistas a traduzir uma necessidade humana em termos do plano de sua manifestação, no caso: material.

Vamos subir um pouco nos mundos e ir para o mundo dos sonhos. Se uma pessoa estiver dormindo e alguém beliscar o peito de um de seus pés, nos sonhos a pessoa poderá ver a imagem de uma chama em seu pé, ou algo caindo sobre o mesmo ou qualquer outra coisa semelhante que será a representação do que está ocorrendo no mundo físico, i. e, a recepção de impulsos elétricos, bioquímicos que vão ao cérebro e lhe transmite uma sensação, então, posteriormente se determinada como será descrita esta sensação.

Do mesmo modo as energias se processam em sentido contrário. No processo interno quando nossas partes interiores estão em conflito, em desentendimento, tentam passar um recado, suplicam, gritam, mas não são ouvidos, o Real Ser, o subconsciente, pretende se comunicar, mas não consegue porque o físico não entende sua linguagem, seus sinais, não consegue se comunicar pois carece que do outro lado seja dado um passo em sua direção então, no mundo físico, nos deparamo com pessoas que gostam de som alto, vão para a igreja e gritam para Deus ouvi-los e incomodam a todos a sua volta, encostam o ouvido nas caixas de som a ponto de as ondas cozinharem seus tímpanos.

Dessarte percebemos uma manifestação interna e externa, mas não para por aí, tudo tem que ser analisado em termos energéticos – eis o grande segredo, como as ondas do mar vão quebrar…  Em sua imprevisibilidade…

As pessoas e o universo se comunicam de forma diferente nos diferentes planos. Por vezes no mundo físico estas partes internas conversam conosco pois elas se entendem entre si e se estivermos despertos podemos captar estas conversas. As pessoas possuem personalidades diferentes e fazem coisas diferentes nos planos. Nos mundos de cima conversam, fazem acordos em uma espontaneidade não encontrada no mundo material, pois lá tudo flui no curso das ondas, das energias. Portanto não há ambiguidade nas conversas. De modo que, mesmo que alguém esteja com alguma reserva mental no plano físico enquanto pactue, estas mesmas pessoas estão tendo uma conversa “vis a vis” nos planos superiores de modo que a superficialidade no plano inferior acabe gerando problemas em razão da contradição de mundos já que a cristalização ocorre de cima para baixo.

O filme intitulado Matrix nos deu uma alegoria fantástica de como isto ocorre. Há um momento em que o protagonista Neo depois de receber inúmeros disparos cai e é dado como morto. Ao morrer, a visão de Malkuth com todas as suas representações e visões daquele mundo se desfaz. Então, posteriormente, da sinais de vida, ressuscita, começa a ver números escorregando por toda parte e percebe finalmente que tudo é energia e as formas apresentadas até então são a representação destas energias. Contempla o mundo eletrônico da sexta dimensão, alcança assim a iluminação e com ela o domínio de si e de tudo o mais.

Quando tratamos do firmamento, perante os olhos físicos, nos deparamos com planetas, estrelas, galáxias soltas no espaço (apoiadas em que?), ou seja, esta ideia de lugar sólido, firme, seguro desparece. Quanto mais se considerarmos o espaço existente em cada grão de “matéria”. Contudo se comtemplarmos com nossa imaginação ou mesmo em um processo de abstração bolas de energia interligadas por correntes eletromagnéticas umas às outras em relações infinitas o firmamento começa a fazer sentido e aparece a ideia de Unidade.

As imagens de Yesod estão impregnadas na 4º dimensão e estão tão próximas do mundo físico que podem ser vistas nas nuvens, na borra de café, nas areias da praia, nas ondas das aguas, na folha das arvores, nos cristais, na fumaça, etc. Por ser um conglomerado de imagens que vem dos Sefirotes acima, podem causar confusão, gerar ilusão em razão em disto algumas representações da árvore aparece um arco íris neste ponto, uma referência de conteúdo e de cuidados.

O karma referente a esta séfira tem a ver entre outras coisas com as imagens, propagandas, as falsidades. As empresas fazem propaganda de produtos que muitas vezes não corresponde ao oferecido, violam a Verdade, a imagem verdadeira. No mundo político transformam um delinquente em um santo canonizado. Na advocacia alteram a verdade nos processos pela produção de imagens e assim todos contribuem para que o mal se dissemine, que os maldosos usufruam do poder, enganam seus consumidores, emitem uma imagem de si que não é real seja para que propósito for, mesmo que seja para arrumar um simples emprego. A imprensa que altera os fatos com imagens selecionadas de modo a adulterar a percepção da realidade.

A natureza cuida que cada coisa seja posta em seu devido lugar. Cada flor na natureza reveste-se com sua roupagem própria e não com a de outra planta.

“Lucas 12:2 Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. ”

O karma consiste, pois, em viver em um mundo alienado onde o mal ocorre a si e aos demais, em seu entorno, sejam família, amigos, etc. sem saber o porquê ou o que fazer, já que na ausência da verdade não há como modificar as coisas – modificar o que? Até que chegue o momento em que se descubra que um simples conhecimento da realidade, por parte do responsável pelo karma, poderia ter feito a diferença, modificado toda uma vida, uma situação. Seja um diagnóstico errado, um mal-entendido, uma palavra que não foi dita, algo que foi ocultado, simulado ou dissimulado, etc.

Pelo lado oculto da Lua os inimigos se escondem, cabe observar aqui o que nos transmite o Arcano 18 que trata entre outras coisas da Lua em seu aspecto negativo. Eis que o primeiro 9 é positivo, mas o segundo a sua antítese.

Os que nasceram sob essa influência amam a verdade, as ciências exatas e são sinceros nas suas palavras e ações, eis que, em seu aspecto positivo Binah está a refletir sua inteligência, suas Leis pelas imagens emanadas via Yesod.

1.8               Das virtudes concedidas:

1.8.1    Mobiliza a graça de Deus para os exilados e prisioneiros.

Inicialmente tratamos os prisioneiros e os fugitivos como aqueles que tenham extrapolado, fugido as regras, as Leis. Como refere-se de um fato material, um exílio físico, primeiramente nos vem a ideia de uma violação de comportamento, contudo a fuga real é aquela que ocorrem em nosso interior e que venha posteriormente ser cenificada no mundo material.

É muito importante que os dramas que ocorram em nossos mundos internos sejam barrados, destruídos antes de sua materialização, antes que possam causar o dano. O arquétipo da Divina Mãe pode ser utilizado para tanto. Em um drama de briga, prisão, etc., que ocorra em nosso interior basta pedir como o faz um filho em perigo – acredite, o perigo existe:

“Mãe divina destrua este ego animal, estas formas de energias danosas”.

Posteriormente imagine a Divina Mãe destruindo tudo aquilo com sua espada de fogo. Cabe lembrar que estamos tratando da esfera de Binah, do lado esquerdo da árvore e este aspecto da divina mãe possui a espada e luta, é destruidora e trabalha inclusive nas baixas regiões destruindo tudo o que for necessário eliminar em nosso interior. A valquíria que nos encaminha para a morte psicológica e posteriormente nos conduz a Valhala onde a alma vitoriosa desfruta das benesses no paraíso meritoriamente alcançado – a libertação do mal interior.

E como estamos também tratando das forças de Yesod, cabe alertar para as imagens e inclusive sentimentos que entram em nossa psique seja por meio de filmes violentos, de terror, músicas de vibrações abismais que nos colocam em depressão e que podem inclusive plasmar-se em nossas vidas.

Caso:

Havia uma pessoa do sexo feminino que gostava muito de ouvir certas músicas com fortes apelos sentimentais que falavam de traição e muitos coisas ruins. Falei a esta pessoa para que se cuidasse, estava muito envolvida, aquilo poderia ser cristalizado em sua vida. Ela e outros a sua volta riram bastante, copiaram a fala por muitas vezes. Pois bem, a pessoa foi traída em circunstâncias deprimentes, tal qual as músicas que ouvia.

Dentre as Leis deixadas por Moises destaca-se a que estabelece as Cidades refúgios nas quais o perseguido podia escapar de seus perseguidores. Trata-se de localidades em que os perseguidos que haviam matado alguém acidentalmente, sem intenção de causar a morte, eram acolhidos e podiam permanecer ali, afastado do vingador de sangue, a espera de um julgamento justo.

Estas passagens nos indicam, também, o funcionamento interno de nossas cidades anímicas, que abrigam nossos criminosos internos. Tratam-se das tendências criadas por nossas partes abismais, nosso ego, a contrapartida das essências de HAHEUIAH mas sua contraparte de baixo, que utilizam a destruição como forma de conscientizar ao indivíduo de que aquilo não pode ser. Atuam quando perpetrado um crime não intencional refugiam-se nessas cidades anímicas e lá permanecem cativas, sem poder atuar, esperando o dia do julgamento. Deste modo a Lei de Jehovah bloqueia o mal e impede a sua propagação e HAHEUIAH dispõe de parte da Lei, a amplifica, e dá suas regras.

A volta do exílio refere-se à adequação aos preceitos de nosso Real Ser, a essa verdade onde tudo é uno. Assim o programa do Gênio fala também do amor as ciências exatas que provem de Binah e da sinceridade nas palavras e ações enquanto exteriorização por parte de Yesod dos preceitos de seu parceiro energético ou seja a Justiça de Jehovah-Binah. As ciências exatas referem-se ao estudo e adequação das Leis o que nos remete a Binah, contudo a verdade Crística vai mais além pois está na seara de Hochmah, ultrapassa, portanto, os domínios daquele. A sinceridade está ligada ao amor pela verdade cuja combinação das duas energias administrada por HAHEUIAH rende o testemunho tanto em palavras como em atos.

Outros Gênios trabalham pelo perdão, assim em resumo temos:

  1. 2->1 HAZIEL: Perdão pelo dano causado;
  2. 2->1 HAZIEL: Misericórdia em razão de evolução espiritual;
  3. 2->3 HALADIAH: Graça em razão do mal ser um retorno kármico;
  4. 3->4 LEUVIAH: Graça em razão das obras realizadas com inteligência;
  5. 3->9 HAHEUIAH: Graça para os exilados e prisioneiros.

Outros Gênios que auxiliam contra os perseguidores:

  1. 1->5 MAHASIAH: Encontrar um lugar em que se sinta livre;
  2. 8->5 MITZRAEL: Proporciona a retificação dos esquemas que resultam no desaparecimento dos perseguidores;
  3. 3->9 HAHEUIAH: Cidades refúgios para escapar dos vingadores de sangue;
  4. 7->5 IMAMIAH: Confunde os perseguidores e nos torna resilientes.

1.8.2    Que aqueles que têm sobre si crimes secretos não compareçam perante a justiça dos homens, mas, sim perante a justiça divina.

Mesmo quando pretendemos reparar nossos erros, por vezes nos deparamos no caminho, encontraremos aquelas pessoas que não permitem que paguemos nossos erros com boas obras, mas querem o nosso sofrimento a qualquer custo, querem a vingança. Por isto tudo o que é feito de bom é sabotado, rejeitado por estas pessoas. É claro que, ao fazerem isto, estão atraindo para si o karma daquilo que estão a cobrar, posto que, pretendem cometer semelhante delito para satisfação do débito.

Este Gênio coloca sob seu domínio os prisioneiros fugitivos, os exilados, condenados em atos de rebeldia, que possuem crimes secretos, que escaparam da justiça dos homens desde que não repitam o mesmo ato.

Em HAHEUIAH encontramos a graça e a misericórdia de Deus que é o ponto centrar de onde parte a proteção. Não se trada de uma misericórdia comparada à que dispensaria Cristo que trata em um anúncio de perdão. O amor Crístico não exclui as Leis de Jehovah e nem as deste as do amor.

Trata-se assim de um local para que o criminoso involuntário possa escapar do vingador de sangue, (como já afirmamos) figura instituída por Jehovah quando da promulgação de suas Leis. As cidades refúgio permitem escapar da vingança, mas não do Juízo final. Contudo esta justiça poderá mostrar-se benevolente a razão de que o Réu não tenha havido a intenção de matar.

No universo astrológico, podemos observar que quando um planeta qualquer entra nestes domínios ocorrera o desencadeamento da misericórdia nos temas referentes ao planeta. Se necessitamos desta energia em nossas vidas, desta proteção, acerquemo-nos dos que nasceram desta fonte nos pontos relacionados com nosso próprio sol.

Outros Gênios que tratam do refúgio.

  1. 2.5 HAHAIAH: Cidade Refugio contra os vingadores de sangue – culpados;
  2. 3.9. HAHEUIAH: Refúgio – Proteção do rigor da Lei dos homens – inocentes.

Outros Gênios que libertam prisioneiros:

  1. 2->7 MEBAHEL: Libera os prisioneiros das tendências abismais e dos opressores;

24 3->9 HAHEUIAH: Auxílio aos prisioneiros fugitivos;

  1. 5->5 MENADEL: Libera aqueles que são prisioneiros de seus próprios erros;
  2. 5->9 IEIAZEL: Libera os prisioneiros em estado de sequestro;
  3. 6->5 IMAMIAH: Liberação dos prisioneiros pela redenção;
  4. 8->2 NEMAMIAH: Aprisionados pelo intelecto seja por teorias, lavagem cerebral, falsas religiões, etc.

1.8.3    Protege contra os animais malignos.

Os animais são uma designação cabalística utilizada para tratar das chamadas forças abismais, do ego animal. Esta proteção que se exerce sobre as pessoas que se veem obrigada a fugir não se trata propriamente de uma fuga física que é a última instância a materialização da fuga espiritual, mas sim de uma fuga ante os propósitos de nosso Real Ser, da prisão que nos encadeia as circunstâncias materiais, fruto de anteriores atuações, a velha relação ato-consequência.

Não podemos fugir dos problemas a vida toda, assim, HAHEUIAH nos auxilia a regressar ao ponto central e enfrentar o destino. O não enfrentamento das experiências propostas por nosso Real Ser pode ocasionar que em algum momento o indivíduo seja obrigado a exilar-se, ou seja condenado por ato de rebeldia, ou ainda sendo prisioneiro vê-se diante da oportunidade de fugir. Todas estas circunstâncias tratam de uma pressão por parte do Real Ser com vistas ao enfrentamento das questões, dos problemas. Como já explanamos o que ocorre nos mundos superiores podem se manifestar de muitas maneiras no plano físico. Os reflexos da verdade sob a forma de ilusão podem plasmar-se em muitas nuances.

De outro lado nosso Real Ser nos dá indicações importantes quando ocorre que havendo nos exilados, as autoridades locais daquele pais em que nos encontramos nos cerceiam sem motivos aparentes, os sinais estão a nos mostrar que aquele não é o local em que devemos desenvolver nossa vida e que dali devemos voltar. Neste caso HAHEUIAH nos concederá a sua proteção para que não sejamos cobrados por nossa fuga.

O aprisionamento, isolamento é, então, um chamado de atenção para a tarefa essencial de nosso Real Ser, eis que a dinâmica das forças abismais nos levam a cometer atropelos que nos conduzem ao arresto de nossa liberdade. Contudo quando seguimos os desígnios internos estaremos protegidos pelo próprio fluxo das energias traçadas e nunca nos encarcerarão.

1.8.4    Preserva dos ladrões e assassinos.

As Leis de Binah são matemáticas, não há como fugir de sua sentença. Contudo ao compreendermos internamente as consequências de nossas ações e a eliminarmos de nosso interior encontramos uma brecha para a que a lei se atenue. Ocorre que uma vez eliminados de nosso interior até as sementes do mal, eliminamos a causa e, consequentemente, o efeito.

HAHEUIAH produz em nosso interior a visão interna da causa e efeito de nossos atos, compreenderemos as consequências e com sua ajuda para compreensão acrescida a da Divina Mãe para a eliminação se evidenciará que o castigo se torna inútil. Este gênio trata do conhecimento, da verdade já instituída nos mundos mais abaixo enquanto CALIEL (18. 3->3), o terceiro dos Tronos trata da verdade mais acima em seu aspecto primordial, mas a nível de mente. HAHEUIAH cuida de seus aspectos etéricos, irriga energeticamente o físico, pronto para a materialização.

Os ladrões referem-se àqueles que querem roubar nossos tesouros espirituais, as regras, os códigos e conduzem nossas condutas dentro da Legislação cósmica.

Quando se trata da proteção dos ladrões e assassinos refere-se à proteção dos rigores do destino, de algo que temos posto em marcha em tempos, vidas anteriores.

Temos visto aqui algo como o precursor da energia Crística, eis que HAHEUIAH saca-nos dos apuros para apartar de nossos caminhos os ladrões e assassinos ao passo que Cristo estabeleceu a Lei do perdão dissolvendo, fragmentando o destino nas aguas do amor – atributo de Hochmah.

1.8.5    Preserva da tentação de viver por meios ilícitos.

O lado negativo da força

O gênio contrário rege todos os seres nocivos, incita os homens a cometerem crimes e influencia todos os que procuram viver por meios ilícitos. Dessarte, nos deparamos com os seres nocivos, causadores de danos, que cometem e levam a cometer os atos ilícitos, opostos a natureza ordeira de Binah. Nesta esfera situam-se os predadores que quando aparecem em nossa vida é para subtrair algo de nos. Por intermédio deles o mal penetra em nossa vida quando não somos nós aqueles que o praticam.

Mesmo os Gênios do abismo seguem as Leis de Jehovah-Binah para sua manifestação, eis que se trata do curso das energias. Assim no momento “Yod” o mal é semeado em nós mesmos e nos induzirá a exercer violência sobre os demais. Em “He” a violência se interioriza e passaremos a atrair pessoas nocivas. Em “Vô” preconizaremos o crime e a violência, as formas baseadas no ilícito. Encontraremos nestas energias da Lua os atores, diretores que produzem filmes violentos. A fase do segundo “He” é a da colheita dos frutos plantados assim, seremos mais e mais violentos e vítima da violência – ao nível dos assassinos. Por fim no quinto ponto a quintessência fará de tudo e a violência será ativa e passiva ao mesmo tempo.

Outros fatos que podem ocorrer durante este período e o ataque a instituições de ensino já que as combinações das duas energias estão também ligadas a difusão do conhecimento de Binah, de suas Leis, eis que, em Yesod o “Vô” de Yetzirah que também é o “Vô” dos mundos encontramos a analogia com Hod que é o “Vô” da coluna da esquerda também localizado no mundo de Yetzirah. Nos depararemos ainda com aqueles que pervertem as imagens da Lei nas cátedras, refletindo sua utilização obscura.

Esta força invertida atrairá nos rivais o afã de causar o dano, procedimentos desleais, traiçoeiros, criminosos, roubos, incêndios, atos ilegais, formulários onde os erros do passado não alcançam o perdão.

 

1.9     Escrituras

“S. 33:18 (32-18) ecce oculus Domini super timentes eum et expectantes misericordiam eius.

Os olhos do Eterno estão sobre os que o temem, sobre os que esperam por sua bondade”.

 

1.10    Oração

HAHEUIAH: Deus bom por si mesmo.

HAHEUIAH: Senhor, toma-me sob sua custódia, seja meu instrutor, seja o meu guia, porque sem Ti tudo se confabulará para extraviar-me no meu caminho.

Me construístes de tal modo, Senhor,

que não posso, senão, perder-me nos labirintos dos meus sonhos e,

para petrificar estes sonhos humanos,

posso atentar contra os homens e contra as leis da vida.

Toma-me sob sua guarda, Senhor, seja meu instrutor e meu guia!.

Se te peço proteção, não é para que me evites o castigo

que minhas ações possam merecer,

mas para que me conduzas, sem sobressaltos,

nessa missão onde a luz é uma força estabilizada que pode captar a mente.

A partir dali compreenderei o mundo, compreenderei a mim e a ti

e, então, haverei de ser uma pedra angular de Tua Obra.

Toma-me sob sua custódia, Senhor, seja meu instrutor e meu guia.

 

1.11           Exortação

“Haverás de saber, peregrino,

que antes de ser Luz, fui Trevas, e que delas surgiram todos os meus afãs criadores.

Tudo o que hoje és, foi um grande sonho,

e, no caos da minha Noite, os poderes estavam em suspenso,

e, meus Titãs, todos irmãos, lutavam e se destroçavam,

antes de serem as forças equilibradoras ao serviço do universo.

E necessário, amado, peregrino, que revivas este sonho em seu corpo mortal,

para que aprendas a equilibrar seus afãs, suas ambições, sua sede de poder.

Seu trabalho consiste em reconhecer na face do inimigo, o irmão;

seu trabalho consiste em deter o braço,

que armado com um cutelo cairá sobre o pescoço do inocente Isaque.

Eu sou a voz que inspirou Abraão, em sua ideia de sacrifício e,

a mesma voz, que pôs limite à sua cega obediência.

Porém hoje, peregrino, os homens, ouvem todos a primeira de minhas ordens

e não conseguem ouvir a segunda,

então o cutelo cai e o inocente é imolado, morto,

e vêm a Mim para que lhes redimam de seus crimes.

Diga-lhes, peregrino, àqueles que matam o irmão, que ouviste a minha voz

e que soou a hora do despertar desse grande sonho, de sangue e de violência”.

 

Oração e exortação de Kabaleb.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

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