2 . INTRODUÇÃO


1.1        Por que Filosofia Metafísica Quântica Cabalística

Antes de adentrarmos a um novo mundo cumpre o desmonte do anterior, i.e., que o que tendemos a crer como realidade possa ser vista como o que realmente o é, uma mera ilusão de projeções energéticas traduzidas pelos nossos sentimentos, pensamentos, em consonância com nossos desejos, acrescida da ignorância, de nossas fraquezas. Criamos um mundo em que nos sentimos confortáveis, mas depois este mundo toma seu próprio rumo e a criatura passa a coordenar o criador até que um dia este se dê conta que é o Rei e tome seu cetro de volta. Quando mais adentremos a matéria mais espessas se tornam as grades de nossa prisão, por isto é necessário se volatilizar até que a consciência adentre ao absoluto mantendo sua consistência.

Metafísica vem do grego antigo μετα (metà) = depois de, além de tudo; e Φυσις [physis] = natureza ou física, trata-se de uma das disciplinas fundamentais da filosofia cujo estudo vai além da física, descreve os fundamentos, as condições, as leis, a estrutura básica, as causas ou princípios, bem como o sentido e a finalidade da realidade como um todo, inclusive dos seres em geral – em suma trata-se do estudo das caudas primeiras e seus fins últimos em um promontório que vai além do que estamos habituados a conceber.

De outro lado o termo “quântico” (do Latim quantum) refere-se à quantidade e, quando tratada como física quântica adentramos ao escopo da ciência que promove ao estudo da natureza naquilo que ela tem de menor, inferior ainda ao átomo – que até alguns poucos anos era considerada a menor partícula da matéria indivisível – aliás, tão absurdo como querer colocar limites no infinito pois sempre viria a pergunta: O que vem depois? Tudo isto denota algo que está além do que a mente humana possa alcançar já que o pretendido é colocar o infinito em um receptáculo limitado.

Mas dando prosseguimento, a ciência pretende estudar a matéria até os “limites” do que seja a sua unidade mais reduzida, sua menor partícula e nesse sentido percebeu-se que em determinado ponto o comportamento desta substância alterava sua natureza de material para imaterial, ora era vista como matéria e ora como onda. Isto gerou infinitas possibilidades como estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, a transmutação de uma substância em outra, o questionamento acerca da natureza dos pensamentos, sentimentos, da própria Vontade ao passo que tudo o que fosse imaterial poderia de algum modo se condensar no material e o material voltar a ser energia. Com a aceleração das partículas ao nível da velocidade da Luz descortinaram-se novos mundos, mas 300.000km/s seria um limite? O que se descortina além deste número?

Diante destas descobertas, a rigor, o mundo que vislumbramos não faz mais sentido senão vejamos a partir de dois pontos – um mais atómico, material e outro quântico:

No primeiro caso constataremos que tudo o que existe é composto por átomos que possuem prótons, elétrons e nêutrons. Que há uma relação lógica constitutiva entre um átomo e o nosso sistema solar já que os elétrons estão afastados a grandes distâncias de seus núcleos, assim como ocorre com o Sol e os planetas. Deste modo, se tudo estivesse sem movimento ou que fosse tão lento quando aparente (ao olhar nosso sistema solar do ponto de vista da nave Terra) perceberíamos que há mais espaço do que matéria de modo que tudo o que se apresenta a nossa frente seria apenas um efeito ótico, resultado de um processo químico em nossa retina e transformado em impulsos elétricos enviados ao nosso cérebro. Ou seja, restaria a dúvida acerca da existência real do mundo em que vivemos – a própria realidade aceita em última instancia a concebemos como onda.

De outro lado como as partículas passam do estado material para onda isto nos induz que em um momento qualquer tudo possa desaparecer e aparecer novamente, estar em vários lugares (seja lá o que isto queira dizer) de modo que a rigor não haveríamos de saber onde estamos, o que somos é quais mudanças se produziriam em nossas percepções já que como em um sonho poderíamos crer que tudo o que presenciamos é considerado como realidade até que venhamos a acordar.

Do mesmo modo quando tratamos dos Arquétipos nossa primeira percepção a nível de conhecimento, de experiência refere-se ao material. Contudo o que temos de material é o resultado de uma realidade que se produziu antes mesmo da própria cristalização em nosso plano. Então ao tratamos por exemplo de Hesed-Júpiter o fazemos em dois níveis: Inicialmente pelo resultado de nossa compreensão imediata, ou seja, a nível material cujo rosto físico se reflete em Júpiter, mas que em análise superior provem de planos anteriores a condensação da energia em matéria ao qual temos chamado de Centros de Vida iniciais de determinada classe de pulsações e, em nosso exemplo, refere-se a Hesed. Cabe compreender que a energia caminha nos dois sentidos, contudo em sua forma evolutiva tende a voltar ao seu ponto de origem.

E como estamos tratando acerca das infinitas possibilidades cabe ainda neste ponto ressaltar a questão da teoria Halógrafa. O nome Holografia vem do grego holos (todo, inteiro) e graphos (sinal, escrita). Trata-se de um método de registro “integral” da informação com relevo e profundidade, mas com uma peculiaridade: cada parte possui a informação do todo (“distributividade”). Assim, um pequeno pedaço de um holograma tem informações da imagem do mesmo holograma, completo, a exemplo do que ocorre com os fractais. Os cientistas tem afirmado que nosso cérebro possui padrões holográficos e entre os fatos elencados referem-se a experiências onde houve mutilação do órgão, mas as memórias permaneceram como se houvessem cópias em outros pontos.

Poderíamos seguir por inúmeras comparações e casos, mas não é este o objetivo da obra. A questão é que segundo a ciência as partículas subatómicas estão compostas dinamicamente umas por outras, como clones que se comunicam em sua integralidade, em uma Unidade. O físico Bohm tratou de uma ciência na qual toda a realidade, o todo, está implícita em cada uma de suas partes. Sem mais delongas adentramos a um antigo conhecimento que é a base da Cabala e de todo o sistema esotérico. Trata-se de um antigo Princípio promulgado a cerca de seis mil anos por Hermes Trismegistro é que reza:

 

“O que está cima é como o que está embaixo

e o que está embaixo é como o que está em cima. ”

 

Cabe observar que a própria ordem da frase já denota como se procede a criação e como tudo se equaciona. Algo semelhante a uma sincronização entre dois HDs (disco rígido) onde inicialmente temos o original, depois faz-se uma cópia e concomitantemente vai se sincronizando o primeiro com o segundo.

Do mesmo modo a Árvore cabalística reproduz os multiversos e cada parte, centro de vida, carrega em seu interior uma Árvore completa e se multiplica como o fazem as cores embora nesta obra tratemos apenas de 72 manifestações. No entanto quanto colocados em prática cada um dos arquétipos se relacionam com os demais não só de um em um, mas em muitos mais, dando origem aos aspectos.

O que a Cabala propõe é uma nova forma de vida consciente das realidades em diversos níveis de modo que deixemos de viver como uma partícula e passemos a viver a nível de onda, como um fóton que evolui, que pelo chamado Princípio da Complementariedade atuemos em conjunto com a Lei de Causa e Efeito e tantas outas Leis a fim de operarmos sobre a mecânica (Leis que regem tudo e dão o tom do que se sucede) que se encontra em todos os níveis e, assim, passemos a moldar a nossa realidade objetivamente.

A ainda como onda podemos analisar a questão do verbo:

 

“João 1:1-5: No princípio era o verbo, e o verbo estava com[junto de] Deus, e Deus era o verbo. [a palavra].

Este estava no princípio junto de Deus.

Todas as coisas foram feitas via [Gr. di’a: por meio de, para, ou por causa de] ele, e sem ele [Gr. choris autos: sem relação a ele] nada do que foi feito se fez. [sem relação a ele não se fez coisa nenhuma do que foi feito].

Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;

e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a alcançou.[Gr. Katelaben]. ”

 

Em hebraico temos:

“א בראשית היה הדבר, והדבר היה עם האלוהים, ואלוהים היה הדבר. 2 הוא היה בראשית עם האלוהים. 3 דרכו נברא הכל, אין דבר שלא נברא על-ידו. 4 בו היו חיים, וחיים אלה היו האור לבני-אדם. 5 האור מאיר בחושך, והחושך לא התגבר עליו.”

 

O que nos interessa aqui é a palavra Princípio que em hebraico se escreve בראשית e é transliterada como Bereshit. Esta palavra inicia o livro de João e o Genesis:

 

Genesis 1:1:

Português: No princípio criou Deus os céus e a terra

Hebraico: בראשית ברא אלהים את השמים ואת הארץ

Transliterado: Bereshit bara Elohim et hashamaim veet haarets

 

A questão é que em ambos os casos a tradução colocou a locução prepositiva “no” (em + artigo o) antes da palavra Princípio. Ocorre ainda que no Hebraico há um certo distanciamento das vogais de modo que as palavras são basicamente formadas por consoantes – no seco Bereshit (בראשית) não tem nada que a anteceda. A propósito, perceba o leitor que o Hebraico é escrito da direita para a esquerda – esta última informação auxiliará na comprovação do que estamos dizendo mesmo sem o conhecimento da língua em questão.

Partindo deste ponto de vista podemos traduzir os dois textos da seguinte forma:

 

Genesis 1:1: Princípio criou Deus os céus e a terra.

 

E, para ficar mais palatável ao invés da colocação da locução prepositiva poderíamos colocar uma vogal e, então teríamos:

 

Genesis 1:1: O princípio criou Deus os céus e a terra.

 

E no caso do livro de João podemos colocar:

 

“João 1:1-5: O princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e Deus era o verbo.”

 

Outra questão a ser abordada, e que trataremos mais a fundo, é o fato de Kether produzir emanações diretas somente até Hod, arquétipo localizado na 5º dimensão, eis que, a 4º coordenada (Yesod) já é material, uma aceleração de partículas da 3º dimensão a velocidade da luz segundo Einstein. Se as pulsações de Kether chegarem Yesod (4º coordenada) tudo se desintegraria no abstrato, por isto Moises via a Deus de costas (também trataremos mais adiante).

Dissemos isto porque se a 4º coordenada refere-se ao Tempo, na 5º onde já foi abolido o que temos é a Eternidade, de modo que a tradução colocou alguns itens no tempo passado “era” e como sabemos Deus, Kether está no topo da Arvore, além da própria eternidade, então pelas informações quânticas podemos traduzir o texto de João como:

 

“João 1:1-5: O Princípio é o verbo, e o verbo está com Deus, e Deus é o verbo (ou, e o Verbo é Deus).

O verbo esta desde o princípio junto de Deus.

Todas as coisas SÃO feitas via ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

Nele, esta a vida e a vida é a Luz dos homens;

e a Luz resplandece nas trevas, e as trevas não a alcançam. ”

 

Outra questão a ser considerada no Gênesis 1:1 é a tradução da palavra Elohim por Deus. Ocorre que Elohim (em hebraico: אלהים) refere-se a um coletivo, o plural da palavra Eloah (אלוה), e, ainda, considerado pelos estudiosos judeus como plural majestático (pluralis majestatis) ou de excelência (pluralis excellentiæ), já que expressa uma grande dignidade, que se tem sido traduzida como “Elevadíssimo” ou “Altíssimo”. No conhecimento esotérico Elohim refere-se ao chamado exército da Voz, ou do Verbo, uma quantidade sem fim de seres, altamente evoluídos, que se unem para criar mediante o Verbo e, dai, vem o termo Coro de Anjos. O termo Eloah (אלוה) sozinho já é visto como Deus e seu plural Elohim (אלהים) vem a ser então um conjunto, uma congregação de Deuses.

Então temos em João que “O Princípio é o verbo” e no Genesis que o Principio criou Elohim (Bereshit bara Elohim) – pasmem: “Deus ou Deuses”. E João afirma mais: “Todas as coisas SÃO feitas via ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. ”

Cabe perceber aqui que no Verbo está a vida e a Luz. Duas formas de ondas Verbo e Luz que só podem gerar uma terceira de mesma natureza ou seja: Vida.

 

“João 1:4 Nele, está a vida e a vida é a Luz dos homens”

 

Então ao tratarmos de Arquétipos tratamos do Verbo, da Luz, de ondas que se movimentam pelos vários planos pelas vias da aceleração e desaceleração. Quando passam de um plano a outro ocorrem fenómenos, algo semelhante ao estrondo que ocorre quando se atinge a velocidade do som. Assim, ao invocamos ou evocamos certas classes de energias haverão de se manifestarem alguns fenômenos até no mundo em que vivemos.

O Ser humano é o único ser vivente que tem a propriedade de trabalhar com estas fontes psiquicamente, espiritualmente em razão de um centro de energia, na glândula pineal. Uma porta nominada, esotericamente, como Olho de Hórus e que se encontra entre as duas metades do cérebro humano ao qual trataremos também em seu devido momento.

Os agentes dos mundos superiores são muito mais antigos do que a nossa humanidade e desenvolveram o Verbo de modo que coordenam as ondas com vistas a criação e até alteração do que se constitui matéria em seus diversos níveis – condensam ou dissolvem as pulsações, criam a partir do caos, fornecem uma forma a energia. Seus veículos de manifestação são muito mais sutis do que o nosso já que possuem vibrações mais etereas e em muitos casos não tem expressão física, corpo para manifestação em nosso mundo.

A Cabala afirma que estes seres tem a propriedade de criar, com seu verbo, a partir do Éter, o material que se encontra no vazio que observamos entre os átomos, entre os planetas, embora comumente invisíveis a olho nu a grande maioria das pessoas.

A ciência já tem encontrado alguns indícios e chama sua parte mais densa de matéria escura e a mais sutil de energia escura. A matéria bariônica, composto formado principalmente de prótons, elétrons e nêutrons representaria apenas 4,9% sendo que o restante seria composto pelo Éter que embora, comumente, não é visto a olho nu, está em turbulenta atividade, como ocorre em qualquer nebulosa.

A primeira vista a impressão que temos é que no universo tudo é um caos com seus turbilhões, redemoinhos, explosões, mas com em etapas posteriores os damos conta que desta matéria caótica surge a vida organizada, seja a criação de sistemas solares com seus planetas e a vida ilimitada em certos pontos – nos damos conta da Genesis em meio ao caos.

Do mesmo modo ocorre no Éter que não é visível a olho nu como não são os fótons e que passamos a acreditar em sua existência a partir da Ciência. Então se tudo é onda, frequência, verbo somos induzidos ao conhecimento que são estes agentes os instrumentos que dão forma a energia pura e como tudo está ligado a tudo por estas ondas que estão em toda parte podemos supor que ocorra um nexo comum entre uma coisa e outra ainda que tudo apareça isolado.

Seguindo este raciocínio chegaremos à conclusão que todos os seres em todos os reinos da natureza (mineral, vegetal, animal, humano) emitem e recebem vibrações que atingem a tudo inclusive a matéria caótica. E desta relação vibracional chegaremos à conclusão que tudo haverá de ter um significado, seja uma pedra, uma folha, flor, pássaro, nuvem, formas, pessoas, sonhos, etc. São significados que chegam e saem de nós, a energia caótica sendo moldada em razão de nós mesmos e de nosso meio. Podemos receber uma mensagem de qualquer coisa. De outro lado, quando pensamos, sentimos e queremos, findamos por produzir um reboliço no caos que haverá de movimentar o Universo até sua concretização, seja boa ou ruim.

 

Caso:

Certa vez realizamos um trabalho e aguardávamos uma resposta e eis que der repente nos deparamos em um certo lugar, representativo, a comissão de um grupo de gafanhotos bastante estranhos, enfileirados. Pelas vias da cabala e da intuição recebemos a mensagem.

As forças da natureza se organizam constantemente no intuído de nos fornecer a informação, o auxílio, um alerta. Dentro de um contesto tão vasto o acaso aparenta ser algo como seguir uma correnteza dentro de um barco sem remar – o destino já estaria traçado a partir de um ponto qualquer, desde que as variáveis não sejam modificadas. Recebemos as informações deste curso porque fazermos parte da equação e, até onde seja possível alterar, cabe a nós faze-lo desde que tenhamos consciência para isto.

 

1.2        Como adentrar a estes mundos

A ciência já constatou que nosso mundo não é o único, seja no espaço físico em que somente nosso Universo possui 100 bilhões de sois ou mesmo pelas infinitas vibrações da energia que sugerem planos superiores e até inferiores ao nosso.

A teoria das cordas firmou o entendimento acerca de 10 dimensões. Cada mundo, plano, etc., tem sua identidade própria, suas particularidades e, assim, para entrarmos em contato, para adentrarmos a estes planos, o fazemos por meio de afinidade vibratória tal qual ocorre no mundo físico quando queremos adentrar em algum lugar. Deste modo se entramos em um salão de dança é porque nos preparamos para dançar, ao entrarmos em uma igreja é porque estamos internamente preparados para orar, se optamos por visitarmos uma orquestra sinfónica clássica e porque nossa alma quer navegar a mundos sublimes.

Visitamos estes mundos, pelo comportamento, pelo sentimento, pela arte, pelo pensamento, enfim. O amor e o ódio nos remetem a planos distintos e nos associamos pela somatória do estado em que nos encontramos.

Algumas pessoas utilizam o DMT e outros subterfúgios, alguns muito perigosos, para acessar outros planos e desembarcam em mundos diferentes tudo em conformidade com seu estado interior e com a frequência do veículo que estão a utilizar. Os psicólogos, psiquiatras em geral, no atual momento de evolução entendem que estes mundos não existem.

Ocorre que se foram vislumbrados, de algum modo se manifestam em algum lugar e tudo se adequa a Lei de afinidade vibratória.

Ao ler algumas passagens, talvez algum leitor venha a deduzir que fiz uso de drogas a fim de conseguir determinadas experiências. Cumpre esclarecer que não utilizei nem faço uso de drogas psicoativas (cannabis, coca). Contudo em uma determinada passagem de minha vida utilizei umas duas vezes o chá ayahuasca, eis que estava em depressão, bastante perturbado e precisava adentrar em meu interior para ver e tentar sanar a bagunça que estaria ocorrendo ali. Confesso que foi uma experiência bastante interessante apesar do desconforto físico, o que me impediu de continuar com este tipo de experimento. A sede de conhecimento faz com que alguns cientistas utilizem a si mesmo como cobaia na busca da compreenção.

Quando estamos assistindo a um filme, uma película e, por um momento, nossa mente passeia por outro lugar, aquele instante e lugar de passeio interior é o que fica em nossa mente, em nossas recordações e o pedaço do filme que se projetou diante de nossos olhos não existe em nossa memória, mas somente onde estivemos pelas vias internas.

A um filme bastante didático acerca desta questão intitulado “Em algum lugar no passado” onde o protagonista faz uma viagem a outro tempo ao manter em sua mente todas as informações referentes ao mundo que pretende visitar e só volta ao seu tempo em razão de uma ponta solta, uma moeda deixada em seu paletó. O interessante é que uma das personagens, já em idade avançada, reconhece o protagonista e pede para que volte novamente no tempo e a salve da solidão.

O leitor já deve ter percebido que estamos no limiar entre a genialidade e a loucura e se estiver disposto a adentrar a estes planos deve entender que para se fazer uma omelete haveremos antes de quebrar os ovos, adentrar a toca do coelho equivale a atravessar o fosso, não há espaços para dúvidas, racionalizações, etc. pois tudo refere-se ao Ser ou ao Não Ser, e, neste ponto, cabe criar uma linha bem visível que separe o chamado “mundo material” do espiritual.

Em cada um dos 72 arquétipos que explanamos nesta obra fornecemos as informações para que os portais sejam abertos. Basta para tanto compreender a essência do filme ora citado para que com corpo, alma, pensamentos, sentimentos, Vontade se atinja o estado de vibração de cada plano, ou do que se deseja adentrar; de outro modo as portas estarão fechadas ao indigno, i. e., àqueles aqueles que não tenham em si as mesmas pulsações relativas aos planos que pretendem adentrar. No curso alquímico compreenderemos porque para fabricar ouro é preciso possuir um pouco do precioso metal.

Assim, primeiramente cumpre

  1. Tomar consciência profunda do programa de cada Gênio
  2. Posteriormente deve-se emanar a Vontade, querer profundamente possuir a essência do Gênio correspondente;
  3. Estar pronto para as mudanças que ocorrerão na vida de acordo com a essência buscada;
  4. Viver o programa do Gênio em nossa vida – pois tudo se realiza de dentro para fora, invoca-lo com a leitura do texto bíblico ligado ao arquétipo, com orações e exortos (dispusemos no final de cada Gênio uma oração e exortos proposto pelo cabalista Kabaleb.

 

A fim de ilustrar o que foi explanado fazemos alusão ao filme intitulado Matrix, onde os personagens absorviam o conteúdo de programas, softwares baixados conforme suas necessidades. O que fazemos aqui é o mesmo já que baixamos, descarregamos a energia dos arquétipos para superar as dificuldades da vida e prosseguirmos positivamente rumo a nossa evolução.

 

1.3        Entrega do conhecimento – desvelação dos segredos.

No final do século dezenove foi determinado pelas altas Jerarquias a abertura das portas do Nirvana; que o conhecimento deveria ser entregue a humanidade e que todas as escolas, pessoas que detivessem o conhecimento deveriam libera-los.

Da resistência as ordens por agentes que não atingiram a evolução, houveram consequência. Começaram a haver dissensões em várias escolas, seitas, com mentalidade caduca, anacrónica. Alguns de seus mestres, sacerdotes de alto grau, guardiões, além de fundarem outras escolas escreveram obras e divulgaram ao público de vários modos os “conhecimentos internos das ordens”. E isto perdura ainda hoje. As entidades, mesmo agora, não entendem o que está acontecendo e tem perseguido os mensageiros do alto que tem sido utilizados, mesmo sem consciência externa, de sua manifestação, de seu impulso interno, como instrumento de uma ordem superior, um compromisso firmado anteriormente e, assim, terminaram e ainda estão sendo perseguidos por seus pares (ou ex pares…), os que ficaram para trás em sua estagnação, como as pedras que sonham sozinhas no mesmo lugar… (R.S.)

Daí foram trazidos à tona obras como as da Golden Dawn, o próprio livro dos esplendores que era passado apenas pela tradição, mas cristalizou-se na escrita, obras cabalísticas de alta complexidade, tomos de ordens seculares, etc…

 

“Mateus 23:13 Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que fechais aos [cerrais diante dos] homens o Reino dos céus; e nem vós entrais, nem deixais entrar aos que estão entrando.

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis [rodeais] o mar e a terra para fazer um prosélito; [convertido] e, depois de o terdes feito, o fazeis filho [digno] do inferno [Gr. Geena: lugar do castigo] em dobro mais do que vós.”

 

Há um Karma bastante perturbador àqueles que dificultam o acesso ao conhecimento. Ocorre que de uma maneira ou de outra quem tem estes acessos são almas que já tem uma idade avançada, de algum modo tem uma inquietude interior que o leva a procura de algo que está mais além. Quando o conhecimento e dificultado ocorre algo como um ato de magia interna que o agente faz para si mesmo, de modo que não encontrará o conhecimento que falta (se já tem algum) e, quando passe para uma outra existência, a inquietude permanece, um grande desconforto, um desespero interior, sem que encontre o que procura.

Mas há ainda aqueles que impedem que o conhecimento seja difundido por pura ignorância. É claro que aqui já está implícito um mascaramento kármico. Entrar em um beco que não dará em lugar algum – de onde não consiga sair, por onde e por mais que se ande  acaba voltando ao mesmo ponto vazio e sem esperanças.

Estes conhecimentos vão abrir as janelas da alma para os mundos superiores assim como as melodias das esferas que em concertos magistrais as dilaceram, rasgam os véus que os mortais não podem escutar salvo por um toque intuitivo e que fazem o corpo físico verter em lágrimas.

Tem-se introduzido nas religiões algumas formas de anjos com olhos azuis, asas, seres que estão muito acima de nós, praticamente inatingíveis. Contudo aí há muito mito, clichês. As entidades possuem infinitas formas e estão muito perto, prontos a socorrer quando chamados. Talvez seus auxílios não sejam como queremos, já que estão comprometidos com a evolução humana, e com a melhora que vem desde dentro, posteriormente, se reflete ao externo. Assim poderemos evidenciar no caminho das energias que descem a terra. Estes seres iluminados estão para nos acudir de todas as formas.

Caso:

Certa vez, estando fora do corpo físico, me deparei com um ser gigantesco que me pareceu pertencer ao raio de Hesed. Em alto e bom som, promulgou a retirada de uma maldição que estava em mim, provavelmente provinda de outras existências. Em suas palavras retirou a: – “para sempre por toda a eternidade”. A medida que nos integramos a estas energias estes Seres vão nos libertando de nossas cargas.

Outra vez nos mundos internos me deparei com o Papa da igreja romana pedindo perdão pelos crimes cometidos pela igreja. Este aparentava estar doente e com pouca energia vital. Contudo alguns anos após este fato uma empregada que começou a trabalhar em nossa casa viu a figura do pentagrama, a estrela de Salomão e tirou uma foto para mostrar a um padre. Este mandou que a sua fiel não entrasse mais em nossa residência pois a estrela que para nós simboliza o Cristo ressuscitado para ele seria um símbolo do diabo (o sacerdote se deparou com o príncipe da discórdia e foi efetivamente o seu servo), diga-se de passagem, entidade que nunca ninguém viu, mas que está dentro de cada um de nós e, só comprovamos sua existência, pelas de seus atos, como o do sacerdote em questão.

A igreja romana prefere adorar um Jesus morto, derrotado que tanto dano causa a psique humana já que entra como uma mensagem subliminar em nosso interno de uma entidade falida, fracassada, derrotada e sem ânimo de levantar. Para o Mago trata-se de um símbolo de magia negra já que efetivamente é capaz de causar danos a psique, eis que, grava uma determinação de fraqueza e fracasso no subconsciente. Basta ver que todos os países de terceiro mundo são eminentemente adoradores de um cristo derrotado, de imagens tristes e de dor…

Assim, apesar de nosso conhecimento, que vem de experimentos, observações e não de crenças dogmáticas, não sopramos para os quatro mundos que o Papa é a besta. Não perseguimos ninguém, não mandamos qualquer pessoa para a fogueira nem destruímos povos em nome de um Deus assassino e cruel.

Cabe lembrar que se Deus fez o homem a sua imagem e semelhança o contrário também e verdadeiro, ou seja, o homem cria Deus a sua imagem e semelhança. O Deus de um assassino, fanático, etc. será um assassino, fanático, etc. Não queremos dizer que somos contra a igreja romana ou qualquer outra, muito pelo contrário, entendemos que de algum modo quando o erro atinge o fundo do posso, um ponto onde não há mais para onde descer só resta o caminho da subida…

Estive presente nos mundos internos durante o pedido de perdão do Papa porque também fui vítima em outras existências da igreja romana; mas a verdade é que esta não mudou, apenas colocou uma máscara em razão das condições, da política, das Leis do tempo e do espaço. Dê um cargo de pleno poder a um fanático, e ele se tornará um assassino, um déspota, um genocida. Isto independe de qual religião seja. As pessoas se associam por Lei de afinidade vibratória e o karma cuida o resto.

Então salientamos mais uma vez que não estamos contra esta ou aquela igreja. Todas são necessárias para conter a maldade humana e as Lei atuais em vários países, embora não todos, tem de algum modo auxiliado a coibir os excessos. O fanatismo é ato, mas também efeito, é um karma em razão justamente dos excessos cometidos na presente ou em outras existências. Então o indivíduo fica preso a um processo mental-emotivo do qual não pode se soltar, fica estancado em seu progresso espiritual e isto já é um grande castigo, um paradoxo as avessas, para quem tem ânsia de ascender ao criador tal qual o suplício de Tântalo. Não pode conhecer outros seres, outros mundos, outras energias, nem conceber que este mundo de Malkuth é um sonho em que escolhemos cada drama, fortuna ou mesmo fugir, acordar, nos libertarmos, termos plena consciência e não mais sonhar.

 

1.4        Como ler esta obra

  • A fim de que se aproveite melhor as vibrações convêm que a leitura de cada Gênio se faça no dia de sua regência, conforme designado nos subtítulos denominados “Elementos constitutivos ou relacionados”;
  • Peça autorização ao seu Real Ser, seu Pai interno e então mentalize o símbolo, e faça a invocação por três vezes pronunciando-se o nome da entidade;
  • Leia a oração e depois o exorto do Gênio em questão. Cumpre esclarecer que as orações e exortos foram feitos por um Cabalista muito conhecido que se autodenominava como Kabaleb – que seria uma redução de kabala hebraica;
  • Faça agora, sem pressa, a leitura do material restante. Os sentimentos serão a determinante de que o conhecimento está sendo absorvido em seu interior, da ocorrência simbiótica entre os planos.

Cabe aqui também explicar a referência numérica indicativa feita em vários pontos da obra como por exemplo HAHASIAH (51. 7->4):

HAHASIAH é o nome do Gênio referido;

51 é seu número e,

7->4 refere-se a manifestação do sephira 7 (Netzah) pelas vias do sephira 4 (Hesed)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s