18. 3->3: CALIEL


1.1              Elementos constitutivos ou relacionados

Coro 3 – Tronos  
Príncipe: Tsaphkiel.
Mundo do coro: 1 – Atziluth, Mundo das Emanações, Arquétipo, espírito – elemento Fogo
Signo: Gêmeos.
Elemento zodiacal: Ar.
Relação/elementos: Ar do Fogo.
Relação/mundos: “Vô” do Mundo de Atziluth.
Velas:  Branca em cima e duas brancas em baixo.
Incenso: [Enxofre, raiz de guiné, gengibre].
Letras: Kaph – Lamed – Yod – Aleph – Lamed
Gemátria: 20+30+10+1+30 = 91 = 9+1 = 10 = 1+0 = 1
Arco:  86º a 90º graus da esfera zodiacal.
Invocação por domicílio: de 25° a 30° de Gêmeos ou 17 a 21 de Junho.
Invocação por rotação: de 17 a 18 de Aries: “Yod” ou 7 de Abril;

de 29 a 30 de Gêmeos: “He” ou 21 de Junho;

de 11 a 12 de Virgem: “Vô” ou 4 de Setembro;

de 23 a 24 de Escorpião: 2º “He” ou 16 de Novembro;

de 5 a 6 de Aquário ou 26 de Janeiro: quintessência.

Invocação pelo ciclo diário:   05:40:00 às 06:00:00 a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção:  Quando o Saturno se encontra em um dos graus de Saturno, ou seja, entre 2º a 3º, de 12º a 13º e de 22º a 23º de qualquer signo.
Atributo: Deus pronto a acolher.
Nome da essência: JUSTIÇA.
Nome da Força: Inteligência Magistral.
Forças em ação: A força de Binah resplandece as virtudes de seu próprio centro.
Sendero: 3, de Binah a Binah.

1.2               Palavras chaves:

JUSTIÇA, socorro na adversidade, VERDADE NOS PLEITOS, ideia fixa ou retrograda.

(-) Processos danosos, ESCÂNDALOS, falsos testemunhos.

1.3               Movimentação Sefirótica: Três na terceira posição

Astrologicamente corresponde a posição de Saturno em Capricórnio.

As funções estruturadoras de Binah são aqui exercidas em toda sua capacidade de realização. Potencializa, assim, a utilização das faculdades mentais ao máximo de suas possibilidades, quanto mais no sentido de converter os pensamentos em realidade, cristaliza-las.

E como já temos aprendido que Binah obscurece, materializa, para que a luz possa ser vista, isto faz com que o indivíduo de as costas para esta luz, a fim de seguir o duro caminho da experiência.

Qualquer chama que vê em seu interior torna-se um grande facho, dada a obscuridade a sua volta, dessarte, esta luz cresce à medida que mostra, direciona o caminho, até tornar-se novamente a luz original, antes, incompreendida e que o cegava.

1.4               Arcano – Mundo: Três de espadas no mundo de Atziluth

Recebe o título de Senhor do sofrimento. Refere-se ao elemento Ar e astrologicamente corresponde a posição de Saturno transitando pelo terceiro decanato de Libra onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo e sob as pulsações do regente deste decanato que é Mercúrio.

Neste ponto as restrições de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emanam a Lei e a Ordem, expressa-se por intermédio de seu próprio centro. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizara ainda pelo tom prismático de Hod, o coordenador deste subciclo evolutivo.

O Archote da Lei atua com o máximo rigor. Enquanto no dois de espadas se procurava a reconciliação, a desistência das batalhas pela força de Hochmah, neste ponto há uma ruptura com a parte superior para que haja uma produção do fluxo para baixo, a partir daqui o caminho das energias passará a ser de descenso, rumo a materialidade. Daí o obscurecimento que visa o mal necessário. Como consequência tem-se o início das lutas internas que inevitavelmente hão de surtir efeitos no exterior caso não sejam resolvidas antes da cristalização – se ainda houver tempo.

A repercussão externa traduzir-se-á como empobrecimento, humilhação, perda de renome, carência de horizontes, visão limitada, estreita.

Quando o três de espadas atua no Mundo de Atziluth o faz no plano das emanações em um preparo para que o obscurecimento da luz, a materialidade com suas consequências relativas a Lei de causa e efeito inicie sua descida para os planos inferiores em cumprimento a Vontade primordial, do que consta em nosso inconsciente, há aqui, um protótipo de imposição das Leis pelas vias da dor.

1.5              Virtudes concedidas:

1º.- Socorro quando sobrevém as adversidades.

2º.- O conhecimento da verdade nos pleitos e para que triunfe a inocência.

3º.- A confusão dos culpados e dos falsos testemunhos.

4º.- Distinguir-se no exercício da magistratura.

5º.- Proteção nos escândalos e contra os homens vis.

1.6               Descrição Sefirótica:

CALIEL é o segundo da 3º ordem de anjos denominado como Coro dos Tronos, situa-se na morada filosofal de número 18, rege o sendeiro 3, em que Binah atua em seu próprio domínio. Trata das forças de Binah, o construtor do universo dinamizando suas próprias fontes; o “Vô” do Mundo de Atziluth, Ar do Fogo. Nesta casa nos deparamos com a essência filosofal chamada JUSTIÇA, o conjunto de qualidades, propriedades e atributos que nos permite, diante das diversas situações que a vida nos apresenta, discernir o que é JUSTO e o que não é. Trata-se de uma força de Inteligência Magistral, que aporta o desvelamento da VERDADE, que se manifesta de modo tão rotunda que resulta evidente e indiscutível, posto que, esta é instituída por Binah o condensador original das energias à forma, de onde parte toda a criação, o ponto original dos canais por onde esta essência transitará, se encenará tornando-se uma substancia visível e patente a todos. Consequentemente quando esta energia se manifesta ocorre uma inclinação geral diante das evidências já que termina por sufocar todas as artificialidades. Daí vem o atributo, esta qualidade imbuída de poder denominada Deus pronto a acolher.

As energias de JUSTIÇA estudadas aqui provem da conjunção de Binah consigo mesmo, com a força do elemento inicializador que é o primeiro da coluna da esquerda, portando, aponta, o mestre do rigor, que recebe influência diretamente de Kether, quanto mais o seja por estar sitiado no mundo das emanações que também é o primeiro.

Se carregarmos em nossa bagagem esta essência chamada JUSTIÇA não atuaremos em erro porque o sentido do JUSTO estará em nós.

Para algumas pessoas não importam seguir o JUSTO e preferem até que outros lhes digam o que é e o que não é, assim, acreditam que podem até comprar os juízes, árbitros em geral e, desta forma, sentirem-se isentas de seus atos – neste contexto onde o objetivo, o importante é ganhar mesmo que racionalizando deletericamente as regras.

As pessoas nascidas em seus dias e horas são influenciadas por este Gênio e, portanto, portadoras do JUSTO.

Este é o período ideal para aqueles que desejam fazer regulamentos, normas, leis, pois o ar está impregnado de justiça.

1.7                Atuação kármica

A atuação kármica aqui decorre da própria Lei, seu cumprimento, descumprimento, aplicação.

CALIEL pode ser considerado o Gênio da magistratura, pois concede aos Juízes o dom de agir, julgar com justiça contrariando todas as dificuldades, tais como, provas, falsos testemunhos, etc.

Na oração de Kabaleb acerca deste Gênio temos o seguinte trecho:

“E, se devo ser aquele que desmascare a um culpado, que tudo se realize no mais puro ato de justiça e, não me aponte senhor na conta do karma”.

De um modo geral o Juiz que atua conforme os ditames de cima não precisa temer a ação Kármica. Mesmo um julgado que pareça estranho, incompreensível aos demais pode estar impregnado de Justiça. Deve manter a paz e se tiver que escolher entre dois males que opte pelo menor, com equidade, justiça e sabedoria, eis o desafio… O coração tranquilo e a mente serena pode ser um bom sinal. Assim, de algum modo as coisas dão a certeza interior de estarem corretas. Não se deve confundir com a mente gélida, torpe e o coração anestesiado, todos obscurecidos pelo ego animal.

Um mal julgamento refletirá nesta e em outras existências se tiver…

CASO:

Em uma existência anterior estive como Juiz, e em uma das causas dei perca de bens a um Senhor que não aceitou o resultado, embora fosse Justo. Internamente ficou com o desejo muito forte de se vingar.

Em outra existência ele voltou como Juiz e em determinado momento disse algo como que iria me prejudicar de modo Justo – naquele momento algo me chamou a atenção. Juntaram-se outros desafetos de outros tempos e armaram um processo conduzido, com falsos fatos narrados, falsos testemunhos, etc., foram momentos bastante perturbadores.

Desnecessário dizer que a Lei do equilíbrio devolverá ou devolveu ao Magistrado os danos causados no tempo preciso. Tudo o que foi concebido, se fez criado, foi com base na JUSTIÇA, se fosse possível anula-la, todo o Universo ruiria, de modo que não há como fugir da Lei de Causa e Efeito.

Contudo de outros tempos vieram também créditos e amigos, os beneficiados pela JUSTIÇA, que apareceram no momento mais preciso e inesperado para nos auxiliar e, não conseguiram efetuar o dano.

CALIEL auxilia os julgadores para que deem uma sentença justa e para que não venha seus atos serem apontados como Kármicos, protege dos vingadores que mesmo em sentença justa voltam-se contra o Juiz.

Mas, um mau Juiz também recebe seu karma, conforme será explanado mais adiante.

Nesta existência fui servidor do Judiciário e também atuei em tribunal do júri. Quem está ligado ao raio da justiça acaba sempre se encontrando ali. O que participa desta energia consegue ver coisas que a outras pessoas passam desapercebidas nos processos e procedimentos.

Durante os julgamentos sempre encontrava algo que conduzia os vereditos a realização com justiça. Não se trata de conduzir o tribunal, mesmo porque aos jurados não é permitido falar entre si. Assim dos vários pontos fundamentais fazia propositadamente certas perguntas ao promotor e aos advogados que quando elucidavam acabavam por conduzir a um processo justo, e todos saiamos com a consciência tranquila.

Contudo, um dia, um Juiz presidente impediu que as perguntas fossem feitas em um crime de assassinato e o co-réu que estava ao lado do réu, mesmo desarmado, pegou uma sentença de cerca de 23 anos, i. e., 5 anos a mais do que a do assassino que pegou cerca de 18 anos. O Juiz, arrogante e prepotente que era, para esconder seu erro aumentou a pena do réu até que ficasse superior à do co-réu.

Em uma próxima existência este Magistrado provavelmente viverá em família ou núcleos de delinquentes com todas as influências e oportunidades para o crime e, então, dará de cara com juízes e outras autoridades arrogantes que lhe concederão sentenças injustas às quais nada poderá fazer.

1.7.1    Princípio “pro vida”: Em defesa da pena de morte.

Antes de falar da morte cabe tratar da vida já que esta antecede aquela. A manifestação da vida surge quando Kether e Hochmah, o positivo e o negativo se unem. Esta união de duas forças antagônicas é processada por Binah, também conhecido como o neutro pela ciência e como o Espírito Santo pelas religiões. Então temos aqui o santo Tetragrammaton, ou seja, quando a Trindade se funde a Unidade. Quando o positivo e o negativo se juntam pela ação do neutro dão origem a uma nova energia que é a resultante das anteriores. No reino humano o homem (positivo) e a mulher (negativo) em união (neutro) dão origem a um novo ser. A vida tem suas origens no mundo de Atziluth pela ação do Triangulo Logoico, sua expressão se dá em Binah e o resultado aparece em Hesed. Portanto o Espirito Santo é a expressão da vida.

Hod é o exteriorizador de Binah, nos dá o entendimento de suas Leis, hierarquias, de todo o mecanismo cósmico gerado pelo Demiurgo, o Terceiro Logos. Em Yesod temos sua expressão final, as imagens que refletem o resultado final de toda a operação no mundo físico.

A vida não tem começo nem fim na Coroa Sefirótica, mas é temporal em seu oposto, i.e., em Malkuth. Nossa origem vem de cima, portanto da eternidade, da vida que não tem início e nem fim já que tudo é tudo, tudo é nada e nada é nada. O instinto de preservação da existência vem de Leis superiores que protraem a vida a um tempo sem fim já que a temporalidade só atua até Yesod.

Na natureza todos os seres lutam pela sobrevivência o instinto natural coloca nossa sobrevivência a frente de outros seres, o oferecimento da vida como sacrifício para que outros sobrevivam também faz parte da perpetuação da vida e condiz com o ordenamento eterno, portanto a legitima defesa de si ou de outros está inscrito na ordem universal e é até considerado ato de amor já que o mandamento nós diz: “amarás o próximo como a ti mesmo”, ou seja, antes de amar o próximo devemos nos amar, a nós mesmos (observe que não se trata de amar o ego).

O bem e o mal está dentro de cada um, é certo que para se mudar o exterior devemos anteriormente mudarmos nosso interno, nossa maneira de perceber o mundo, de nos comportarmos, o relacionamento conosco mesmo. O bem é o que está de acordo com as Regras Universais e o mal o que não se adequa a estas Leis, logo o bem é o mal é uma questão de adequação de cada coisa em seu devido lugar. Oras, pois matar é atuar contra estes ordenamentos já que tudo que vem da origem emana vida, por isto entre os 10 mandamentos encontramos a regra: “não mataras”.

A Pena de Morte, esta pena capital refere-se à aplicação de uma sentença que retira a vida de um corpo físico, como consequência de um ato considerado extremo em uma determinada sociedade.

Sua aplicação se dá tanto pelo Estado como por algum cidadão conforme as leis do tempo e espaço indicarem. Em Malkuth, o mundo físico em que nos manifestamos atualmente tem sido aplicada por diversos países em casos de assassinato, espionagem, estupro, adultério, homossexualidade, corrupção política, apostasias, afastamento da religião obrigatória em países teocráticos etc.

Algumas divagações legais no tempo em que vivemos:

No Brasil existem alguns casos em que são aplicados embora algumas pessoas acreditem que a mesma não exista ou desconhecam determinados casos.

Em nossa história existem vários casos de aplicação da pena sendo a mais famosa “o caso Tiradentes”; a última execução, segundo os registros, foi determinada pela Justiça Civil brasileira sobre o escravo chamado Francisco, em Pilar, Alagoas, em 28 de abril de 1876.

A Lei de Segurança Nacional, decretada em 29 de setembro de 1969 (e revogada pela nova Lei de Segurança, de 17 de dezembro de 1978), durante o regime militar, estabeleceu a pena capital para vários crimes de natureza política, quando deles resultassem a morte.

Tratando ainda do Brasil, este, ratificou o Protocolo da Convenção Americana de Direitos Humanos para a Abolição da Pena de Morte em 13 de agosto de 1996, contudo a legislação internacional tolera a aplicação da pena de morte durante tempos de guerra entre as exceções.

Veja que a permissividade atual vem da própria Constituição Federal que no seu artigo 5º, inciso XLVII, aboliu a pena de morte, “salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX”, regulamentada pelo Código Militar Penal (CMP) em seu Art. 55, 1, nos casos de traição, favorecimento ao inimigo, coação ao comandante, fuga em presença do inimigo (vejam só: a covardia é punida com pena capital nos tempos de guerra…), motim, revolta, conspiração, rendição injustificada, dano em bens de interesse militar, abandono do posto em presença do inimigo, deserção em presença do inimigo e genocídio.

A inda a pena de morte aplicada pelo Agente Público em estrito cumprimento de dever legal conforme art. 23, III, primeira parte do DL 2.048/40.

Até aqui falamos da pena aplicada pelo Estado, mas pode também ser aplicada pelo particular em alguns casos:

O Decreto-Lei citado autoriza o civil a aplicar a pena capital imediata nos casos de:

I – Em estado de necessidade;

II – Em legítima defesa;

III – No exercício regular de direito .

Existe a questão da ponderação da urgência médica, que embora não sendo considerada uma pena legal acaba o sendo em razão das condições de determinados indivíduos, pois a escolha acaba sendo uma sentença. É aplicada nos casos de gravidade onde não há condições de salvar a todos por impropriedade material. Assim, havendo várias pessoas que precisam ir para uma UTI e não havendo vaga pata todos o médico escolhe aqueles que tem mais chance de vida, longevidade etc. Neste caso o médico sentencia a morte dos demais doentes, os mais velhos, mais difíceis de se recuperarem e ai vai…

Então percebemos que há muitos casos em que a pena de morte é justificável é até necessária à sua aplicabilidade em casos até para a manutenção e prolongamento da vida em um concurso matemático.

E onde está a legitimidade de sua aplicação?

São vários os casos para que pudéssemos fazer um filtro acerca da necessidade da pena de morte.

Inicialmente apareceram os motivos passionais, teológicos, vingativos. Nenhum destes, ou seus afins tem relação com os ordenamentos cósmicos, mas estão relacionados ao ego animal, as baixas regiões psíquicas do indivíduo que ainda não atingiu uma certa maturidade.

Tudo provem de Kether que corresponde a multiplicidade na Unidade logo trata-se de um bem comum Universal e multidimensional.

A vingança não justifica a pena de morte, ainda que pareça justificável que o Estado tire a vida de uma pessoa porque matou outra, isto não é Justiça, mas vingança legalizada.

Nos mundos superiores são dadas chances ao indivíduo enquanto haja uma luz em seu interior que indique que ali há uma alma, uma partícula de essência ainda que seja uma única partícula. A antítese destes indivíduos é conhecida no mundo físico como os psicopatas, “os casas vazias” que mesmo tendo ainda existência física já mergulharam nos abismos para sua desintegração (Dante relata estes sujeitos em sua Divina Comédia), salvo em razão de cumprimento de karmas junto a outros indivíduos. Portanto a recuperação do indivíduo: é a regra, e o oposto, sua exceção.

A pena de morte como tem sido aplicada indica que houve desistência na recuperação do indivíduo o que contraria as Leis Superiores já que todos estamos em evolução. A ainda a questão que estas penas têm sido aplicadas exclusivamente a pessoas pobres, de determinadas raças entre outras injustiças.

Portanto sua aplicação sempre deve estar ligada a proteção da vida dentro de uma razoabilidade e proporcionalidade que a justifique, nunca por motivos pessoais, de ego, religiosos, vingativos, etc.

Motivos teológicos? Em toda a história da humanidade “Deus” não apareceu perante a humanidade para mandar matar nem deu procuração a quem quer que fosse que mate em seu nome. Que todo poderoso é este que precisa de um mortal para executar seus desígnios? Tudo é decidido pelo próprio homem com base na bagagem que carregue em seu interior.

O problema então é que o homem cria “Deus” a sua imagem e semelhança, destarte, um assassino sempre criará uma divindade assassina…

Deste mdodo, nos deparamos com o paradoxo: Quais os motivos da pena capital que se revestem a proteção da vida?

Nos casos de guerra os cidadãos estão protegendo suas famílias de serem mortas, estupradas, espancadas, torturadas etc., deste modo todo crime de guerra que passa a ser um ato contra o próprio Estado estará colocando a vida dos seus em perigo.

No estado de necessidade e legítima defesa, tenta-se preservar a própria vida ou de outrem, e quem pode condenar isto?

O exercício regular de um dever ou direito refere-se por exemplo ao policial que mata o bandido seja para proteger a sua vida ou a de outrem, ou ainda nos casos do executor dos crimes de guerra por razões semelhantes.

Podemos concluir que sempre que haja vistas a proteção da vida a pena de morte é bem-vinda.

Sempre que a manutenção da vida de um indivíduo represente ameaça a vida de outras pessoas em razão de seu envolvimento criminoso é cabível a pena capital.

Deste modo, se temos um traficante, preso, mas que comanda a morte de outras pessoas e, com seu aniquilamento, serão salvas vidas; a pena precisa, deve ser aplicada pois a vida deve ser resguardada.

Quando um político corrupto desvia dinheiro a exemplo da Saúde faze com que outros morram por não receber os remédios, abrevia a vida de milhares de pessoas ao impedir um desenvolvimento pessoal, tecnológico, com qualidade devida, uma aposentadoria; colocam médicos na posição de decidir quem vive ou morre, este indivíduo corrupto precisa morrer para que outros tantos sobrevivam. Quanto mais se sua influência seja tanta que mantenha um sistema perverso. Na exortação do Gênio YLAHIAH (44) encontramos o texto:

“Quero que a fé em si mesmo te leve ao desejo de glória,

e que sejas, assim, o paladino de um mundo sem piedade para o corrupto.”

O criminoso de alta periculosidade, comandantes de quadrilhas, grandes criminosos de guerra, terroristas, religiosos que incitam a morte em nome de “Deus”, que mesmo estando preso causam mortes, geram outros assassinos com suas ideias e ideais abismais, mesmo sem fazer nada, também podem ser eliminados. Trata-se de uma questão lógico matemática, cujo objetivo é preservar a vida – sempre… Então, clama CALIEL em sua exortação:

“Eu quero que tu sejas, peregrino, o mensageiro da minha justiça,

aquele que sente as adversidades alheias como se esfarrapassem sua própria pele,

de modo que para acabar com a tortura é

necessário intervir, fazer algo de pronto e com vigor.

Em verdade, temos percebido que apesar de negada, hipocritamente, em muitos casos, a pena de morte já existe. O que precisa é ser aumentado o rol de sua aplicabilidade, visando tão somente a preservação da vida, o grande bem comum.

A morte em prol do outro é um sacrifício Crístico, uma virtude cristã que paradoxalmente pode e deve ser aplicado aqui em razão de um bem maior.

Morrer para que outros tenham vida, este é o legado Crístico que deve prevalecer para a aplicação da pena de morte.

E quais os cuidados no campo espiritual que devem ser observados quando da aplicação da pena de morte?

O sacrifício de alguma maneira está sempre ligado ao sangue, onde se encontra não só uma grande soma de energia vital, mas também onde, assim como o DNA, nossa identidade kármica está inscrita – nossos desejos, sentimentos, ideias de modo que tudo isto podem tomar grandes proporções com um martírio.

Basta observar o caso do Kabir Jesus que apesar de todo o Amor-Sabedoria trazido para Malkuth teve uma morte violenta, mas todas as virtudes que carregava sobre si, provindas do ponto mais alto se derramaram sobre a terra junto com seu sangue.

Teoricamente já sabemos embora não seja da compreensão geral como o sangue dos santos, dos profetas, que possuem propriedades redentoras (seja em razão de seus trabalhos já efetuados em outras existências ou mesmo daqueles que descem em alguma missão) e acabam morrendo de morte violenta beneficiam toda a sociedade.

Ocorre que o sangue destes mártires estão impregnados com essências, forças de alta frequência, resultante de sua história pessoal, de seu testemunho, destas energias em ação e movimento, canalizadas para Malkuth o que, em muitos casos, não fora feito até então. E toda a energia e ação é, então, liberada assim como uma semente é plantada na terra fecunda, regada e adubada com sangue.

Não é por acaso que o martírio é considerado a coroação suprema de toda uma vida já que neste momento se oferece ao mundo sua própria história de pureza, então seu sangue atua como um bálsamo para a humanidade.

O lado ruim que envolve a pena de morte é que do mesmo modo que ocorre com o mártir supremo, as mesmas Leis se aplicam ao do abismo, por isto deve-se haver cautela na aplicação da pena capital. Os beneficiados por esta energia são as almas negras nauseabundas que verterão as energias negativas plenas de conteúdos corruptos sobre a sociedade.

Assim, a fim de se evitar ou minimizar um dano deve-se precaver-se da crueldade, a desumanidade na hora da aplicação da pena, manter o condenado feliz para que no momento de sua morte carregue o mínimo de ódio possível, assegurar que não se torne um mártir do mal.

Os atos de declaração de guerra seguem estes mesmos princípios.

1.8              Das virtudes concedidas:

1.8.1    Socorro quando sobrevém as adversidades.

Invoca-se esse gênio para obter um socorro rápido quando surge alguma adversidade.

O adverso é o considerado como injusto, porque é o fruto dos erros cometidos no passado seja nesta ou em outras existências. Se formos analisar por este prisma perceberemos que na realidade é justo que nos suceda, já que nossos atos, a dinâmica de nosso comportamento nos conduziu a esta situação em uma relação de causa e efeito.

Ao recorremos a CALIEL quando se instale os problemas, entramos no domínio do Justo, a justiça se instaura em nosso interior com seu selo de modo que não venhamos mais gerar injustiça. Uma vez eliminado esse mal de nosso interior não há mais porque a adversidade continuar se manifestando.

É claro que tudo depende desta essência estar instalada definitivamente em nós e da negociação kármica, mas os efeitos já poderão ser sentidos conforme o karma que o tenha originado.

Aos que pretendem usurpar a Lei com este entendimento, introspectado de forma equivocada, sugerimos que retornem ao ponto em que tratamos da misericórdia e da graça.

1.8.2    O conhecimento da verdade nos pleitos e para que triunfe a inocência.

Esse gênio faz surgir a verdade nos processos judiciais, a inocência triunfar e desmascara os culpados e as testemunhas falsas.

CALIEL faz conhecer a verdade nos pleitos judiciais, pois sendo um Anjo de Justiça faz com que o injusto desapareça.

O injusto desaparece sempre que abrimos um processo interno em que umas tendências persigam outras para neutraliza-las, fazendo com que as inocentes triunfem. Ocorre que umas tendências perseguem a outras com vistas a colocar em dúvida a validez de seu domínio. Assim quando um hábito nos proporciona prazer surgem algumas tendências inocentes, que não conheceram ainda a formas abismais, e questionam este prazer sugerindo uma forma de eliminá-lo, enquanto outras se mobilizam para eliminar esta tendência inocente. Levamos então o caso ao tribunal de nossa consciência para que proceda ao julgamento e condenação a fim de que possamos seguir em paz. Assim ocorre que os inocentes triunfem e os culpados sejam confundidos.

Pode tratar-se ainda de uma ideia fixa ou retrograda que quer eliminar as tendências que se oponham ou mesmo as novas tendências que se oponham a nós e que ponham em dúvida a ideia aceita até então. Tratam-se das novas tendências que acabam de aflorar e que por não terem baixados ao abismo e retornado não batem com as tendências atuais. Desta forma quando questionam as tendências reinantes são aprisionadas e julgadas, como políticos internos e deste modo em meio ao um processo, um julgamento injusto aparece CALIEL e faz com que os inocentes triunfem e que os culpados sejam confundidos juntamente com os falsos testemunhos.

Todo este processo que se desenvolve no interior do indivíduo repercute no externo. Eis que levamos dentro os impulsos dominantes, aqueles que constroem nossa Lei, os inocentes associados ás tendências Críticas, que nos impulsionam a uma inversão na dinâmica do comportamento e aos falsos testemunhos que dizem o oposto a verdade.

A questão exterior erradica-se quando não compreendemos o que ocorre em nosso interior, em nossa natureza interna, parte, assim para a manifestação física. Os arcanjos da esfera de Mercúrio tratam então de selecionar o elenco que comporá aquele drama em Malkuth quando então aparecem os inocentes, os falsos testemunhos, os juízes os advogados, etc. E como estamos tratando de exteriorização CALIEL também aparecera neste juízo para que a justiça se restabeleça.

Outros Gênios que auxiliam com processos:

  1. 3->3 CALIEL: Auxilio conta os processos injustos e escandalosos;
  2. 4->2 HAAIAH: Obter o favor dos Juízes para ganhar um processo;
  3. 6->5 YLAHIAH: Proteção dos magistrados para ganhar um processo;
  4. 6->8 ASALIAH: Verdade nos processos internos e externos;

49 7->2 VEHUEL: Devolve a noção do Justo.

1.8.3   A confusão dos culpados e dos falsos testemunhos.

CALIEL é o grande revelador da verdade, eis que em Binah são instituídas as formas, onde são acondicionadas todas as energias para que possam dar o processo de criação, das Leis dos mundos. Até então a energia estava solta, sem rumo nem objetivo sem a verdade que pudesse dar asas a manifestação.

A mentira não cria nada nos mundos superiores porque é um “não ser” e difere do véu de existência negativa. O “não ser” é tido aqui como algo não criado, logo não pode estar presente no mudo de Binah onde tudo passa a ter a existência.

A VERDADE sobressaltará seja em que nível esteja, não importa a doutrina, ou princípio moral, nem reflexões divagadoras. Só caberá as provas materiais da verdade. Sejam elas científicas, matemáticas, testemunhais, etc. Se estabelecerá de acordo com a dimensão humana que o indivíduo ocupe, mas, mesmo assim, será decisiva. Qualquer coisa que não esteja as claras tornar-se-ão límpidas, sem margem a dúvidas.

CALLIEL trabalha desde nosso interior para que os culpados e os falsos testemunhos sejam confundidos e promove a vitória aos inocentes. No mundo físico esta confusão aparecerá como um deslize de alguém, alguma coisa malformada já que todo falso testemunho é apoiado em alguma falsa premissa ou na torpeza de alguém. Pois CALIEL faz aparecer estas falhas já que trabalhando no interno, não encontra liame de ligação, do fato com o sujeito que afasta o agregado psicológico, referente, de si.

Outros Gênios auxiliam na advocacia:

  1. 2->7 MEBAHEL: Advocacia e a jurisprudência pró inocente, verdade;
  2. 3->3 CALIEL: Advogados contra falso testemunho, jurisprudência;
  3. 4->9 VASARIAH: Auxilia a encontrar um bom advogado para conseguir clemência;
  4. 6->5 YLAHIAH: Auxilia a restituirmos o dano causado sem dor, bom advogado, benevolência do Juiz;

49 7->2 VEHUEL: Exprime a jurisprudência com amor e arte;

  1. 7-2 DANIEL: Auxilia a escolher um bom advogado eloquente;
  2. 9->6 ROCHEL: Auxilia a escolher um bom advogado de sucessões.

Outros Gênios que tratam do falso testemunho:

  1. 2->4 LAUVIAH: Impede os zelos, o orgulho, o amor próprio que incitam o falso testemunho;
  2. 2->7 MEBAHEL: Proteção contra a calúnia nos falsos testemunhos e pleitos;
  3. 3->3 CALIEL: Apoiado em alguma falsa premissa ou na torpeza de alguém
  4. 8->3 YEIALEL: Silogismos, racionalizações acerca do verdadeiro.

Cabe explanar ainda que há uma verdade que consiste em não se meter nos caminhos equivocados, em não se equivocar com vistas ao triunfo. Assim, esta verdade nos proporciona tomar as decisões corretas, para que as coisas se façam como devem ser feitas e que permitem a inteligência construir novas formas de proceder.

1.8.4    Distinguir-se no exercício da magistratura.

A pessoa fortemente influenciada em seu nascimento por CALIEL amará a verdade e se distinguirá na Magistratura caso opte por este caminho.

De outro lado cabe esclarecer que recebemos impulsos de cima e de baixo ou seja, somos anjos e demônios, portanto, caso se opte pelas forças abismais nos depararemos com um verdadeiro magistrado tido como dos mais odiosos.

Se no mapa natal aparecerem planetas da direita nos pontos de CALIEL tais como Urano, Júpiter, Vênus as virtudes se farão patentes na personalidade da pessoa; se for o Sol atuará na consciência e na vontade, mas se aparecerem Saturno, Marte, Mercúrio os indivíduos atuarão diretamente com a Justiça sendo advogados, juízes, Promotores.

Cabe aqui esclarecer que a esfera de Binah trata da criação das Leis e de seu julgamento em um mundo em que esta presente a auto executoriedade. Ou seja, a Lei de Ação e reação agem por si mesmas sem necessidades de impulsos.

O Mundo de Binah não pode ser confundido com o de Hod, bem mais embaixo, onde atuam os advogados e promotores.

Os Promotores de Justiça, Ministério Público cuidam dos interesses de Kether que afeta o coletivo e, coincidentemente estes Agentes tem, por esta razão, chegado até se tornar Juízes em sua carreira, pois tem ligação direta com o alto, com o coletivo, e Binah está neste mundo das emanações.

De outro lado os advogados defendem Malkuth que presa pela individualidade, pelo mundo material, os bens físicos e passageiros sendo, portanto, oposto de Kether.

Enquanto o Universal abarca todos os indivíduos, entes, etc., o individual, tende a afastar o coletivo parar benefício próprio daí o “ego” – “ismo”. Vele esclarecer que sufixo “ismo” produz um movimento que sai de si, dá uma volta com vistas ao centro de em seu próprio eixo e retorna ao ponto de partida original. Trata-se, portanto, de esta tendência exagerada aos próprios interesses a despeito, ignorando-se os demais, um exclusivismo que leva o indivíduo a tomar-se como referência única e centralizada em relação a tudo, que gera uma incapacidade de enxergar o outro, o entorno sem fim, o eterno, o multidimensional.

É comum que certos advogados tenham uma aparência algo dracoliana (de drácula) nos mundos internos, bem como muitas das entidades que atuam neste sentido. Em um de meus contatos me deparei com entidades com esta fisionomia pertencente a este raio de atuação, e por lei de Afinidade vibratória, aqueles que atuam neste sentido emitem esta imagem e vibração que pode ser vista clarividentemente e, em certos indivíduos, é tão forte que quase qualquer pessoa possa ver. Não é por acaso que muitos queiram se manter afastados destes “profissionais”.

De outro lado também recebi imagem de bom advogado. Certa vez fui avisado que necessitaria de um e, apareceu-me a imagem de um ente togado, muito parecido com a que um Juiz usa em seu ofício.

Constitui-se em um grande equívoco permitir que os advogados tenham acesso aos poderes de Kether, viola as próprias leis naturais; a usurpação deste poder sempre causará algum dano à Justiça, a coletividade, ainda que em certos momentos atuem em caminho ascendente, em direção a Kether, defendendo causas coletivas, justas. Se o advogado pretende o Magistério, devem trabalhar com outra energia, é preciso que façam o concurso e sem atalhos conquistem seus degraus.

As comissões de constituição e justiça das câmaras legislativas devem ser exercidas por juízes togados, membros do Ministério Público que trabalham dentro do raio da Justiça com vistas a Kether, nunca por advogados cuja natureza e render-se a Malkuth . As escolhas devem ser feitas pelos próprios membros, os pares Juízes e Membros do Ministério Público, os Ketheres da sociedade em seu domínio, jamais politicamente, quanto mais se tratem do momento evolutivo em que se encontre a humanidade. Neste momento, onde a classe política invoca o auxílio das forças abismais, a fim de atingirem seus objetivos de “poder pelo poder” como um fim em si mesmo e não como meio para se chegar a um ponto mais elevado da evolução humana.

O concurso público pretende encontrar os melhores a nível de Kether em suas áreas. A seleção está em toda natureza onde os melhore ocupam os seus lugares de direito. Os gregos tinham seus Heróis, os personagens marcantes não foram os privilegiados.

A Magistratura deve passar pelos mesmos moldes de criação estipulados por Binah-Jehovah em sua fórmula mágica יהוה – “Yod-He-Vô-He”:

Yod: Verifica-se a vida pregressa e evolução atual, se o pretendente tem vocação a Magistratura ou se somente quer status e bom salário mais mordomias, comodidades;

A idade: O Juiz atuará como um sábio, o representante do ancião dos dias, Kether, em Malkuth, assim, quanto mais tempo de experiências na terra e mais próximo da ancianidade estiver maior tende a ser seus acertos e mais seguros as partes se sentirão.

Pelas Leis do universo o três cria e o sete organiza. O Poder Judiciário está no três e a magistratura no sete. Então considera-se um sete para cada letra do inefável (יהוה), um sete para cada mundo, mais um sete para sua quintessência. Assim, o Juiz aprendiz entra com a idade mínima de 28 anos e fica sob a orientação do Juiz Mestre, de boa reputação, até os 35 anos quando recebe a titularidade.

Em “Yod” é avaliado ainda se o pretenso magistrado tem pulso forte para aplicar a Lei aos grandes, com rigor, justiça, porque para aplicação aos pequenos um covarde é mais que suficiente.

He: Se trata de pessoa equilibrada, com tendência a humilhar o próximo, abuso de poder e autoridade. Quando o cargo sobe à cabeça e a vaidade toma o controle muito dano ocorre e como as Leis e o corporativismo tem se mostrado bastante protetivas aos magistrados pouco há que se possa fazer. O corporativismo injusto é danoso para a sociedade e vergonhoso para a classe, faz com que todos sejam vistos pelo mesmo molde.

Vô: Se conhece o direito e tem respeito pelas Lei, de forma que não vá utilizar o cargo em benefício próprio ou para oprimir de forma desproporcional, desnecessária e ilegalmente.

Caso pertença a alguma sociedade (inclusive secreta), agremiação, ordem religiosa, filosofia, como está a influência em suas decisões? Interpretação das leis? Se seus membros promovem a autoajuda entre si, de forma incondicional (velada, subentendida ou não), sob aspecto de vigilância, com nepotismos de irmandade, mesmo violando as leis e a moral, prejudicando terceiros e a própria sociedade, inclusive colocando pessoas desqualificadas, despóticas, de baixa moral, que não se auto avaliam, etc. em cargos onde não se exigem concurso, mas utilizam como único: o critério de pertencerem a sua ordem.

 

Outros Gênios que trabalham em prol a Meritocracia em oposição ao nepotismo:

  1. 2->6 MEBAHEL: Restabelece a ordem interior, fazendo com que tudo caminhe normalmente;
  2. 2->9 HEKAMIAH: Lealdade as coroas, governantes, íntegros, legítimos;
  3. 3->2 CALIEL: Meritocracia Ketheriana e de acordo com a Lei;
  4. 7->2 VEHUEL: Promove o reconhecimento e a conversão em grandes personagens;
  5. 7->7 NITHAEL: Promove a estabilidade em razão da legitimidade e meritocracia;
  6. 7->9 POYEL: Meritocracia em virtude dos talentos exercidos, postos em movimento.

He: Refere-se à capacidade de aplicação da Lei ao caso concreto, sendo assim, capaz de promover a Justiça (importante), evitar o dano, o perigo e restabelecer a paz social.

Outra questão que deve ser observar nos concursos públicos é a capacidade do agente em enxergar o outro. A carência de empatia, o descaso nas questões com as empresas, as pessoas, o público em geral é a consequência de uma deficiência interna do indivíduo que ainda não atingiu uma maturidade que só se adquire com as experiências das existências. Deste moto deve-se evitar os concursos que medem meramente a capacidade de decorar, ou mesmo os tecnicismos próprios de Binah e avaliar também os atributos de Hochmah que estão ligados ao coração; as questões psicológicas devem ser levadas em conta. Um excesso de Binah nos órgãos públicos originarão disputas intermináveis, as friezas deletérias nas decisões o despotismo e o excesso de Hochmah leva a complacência com o delito. Deve-se, portanto, haver um equilíbrio entre Justiça e Misericórdia.

1.8.5   Proteção nos escândalos e contra os homens vis.

O lado negativo da força

O gênio contrário domina os processos escandalosos, os homens vis, ordinários e servis e aqueles que procuram atrapalhar os processos e enriquecer-se às custas de seus clientes.

Os processos escandalosos, vis e rasteiros que visam o enriquecimento por conta de seus clientes são administrados por esta energia.

CALIEL do abismo sempre procurará negociar com o justo, vender a justiça, tornando uma operação rentável.

No final a Justiça sempre há de aparecer e o indivíduo que gere estes embrulhos acabará incorporando-os ao seu interior e será vítima deles descerá cada vez mais até que um dia se veja tão enrolado em suas trapaças que sinta a necessidade de sair deste mundo que criou dentro de si e que se refletiu em seu exterior.

1.9        Como se processa o julgamento de um Juiz perante o tribunal do Karma? 

Uma das informações mais interessantes que recebi do alto é o de como se processa o julgamento dos Juízes perante o tribunal do Karma.anubis2[1]

Inicialmente, cumpre informar que da partida deste mundo são feitas três revisões da vida em ordem inversa ao dos acontecimentos, ou seja, do momento do abandono do corpo físico ao nascimento.

Durante estes três períodos são efetuados três julgamentos intrínsecos, i. e., por nós mesmos, por nossa consciência que vai analisando todos os fatos, de uma maneira muito global.

Por maneira global, entenda-se como uma forma esférica sem limites, por dentro, por fora e por outros planos.

São revividos os fatos, mas também os pensamentos, sentimentos em nós e em todos os que de alguma forma se relacionaram com os acontecimentos. Sentimos todo o sofrimento. A dor que causamos ao nosso próximo como se estivesse sido causado a nós mesmos.

Não há como fugirmos de nós mesmos, assim, não adianta interpretar a Lei lenientemente ou de forma destorcida como é feita aqui na terra, pois tudo é como foi. Estes momentos podem ser bastante pesados, dolorosos. As duas testemunhas de nossa consciência injetam por osmose informações diretas em nós.

Posteriormente ocorre o julgamento extrínseco, ou de ajustamento que é efetuado pelos senhores do Karma. Os Senhores do Karma é um colegiado de 42 Juízes mais o presidente (tratando em termos mundanos) que tem a missão de manter o equilíbrio, ou uma evolução humana a menos danosa possível. São três julgamentos intrínsecos fases יהו – “Yod-He-Vô”, feitos por nós mesmos e um último relativo ao resultado, pelos frutos que são examinados pelos senhores do Karma e referem-se ao segundo ה – “He” do nome do Altíssimo.

São Juízes de grande rigor que geralmente obedecem a dinâmica do universo, tratam da aplicação das Leis diretamente ligadas aos Arquétipos. Não alteram a ordem das coisas, paradoxalmente, são de alguma forma a união entre o legislativo e o Judiciário, simbolicamente, em um plano muito baixo como o nosso, são conhecidos como pertencentes a esfera de Saturno. Tem como executor uma polícia que simbolicamente são conhecidos como pertencentes a esfera de Marte.

Algumas almas que por estarem ligados ao raio da Justiça, por terem experiências suficientes e algum desenvolvimento, recebem a missão na terra de serem Juízes. Todos os caminhos coadunam para que se chegue a este cargo.

Os designados podem por exemplo estudar uma matéria em uma noite anterior e no dia seguinte esta matéria cair na prova. Encontram pessoas, nascem em famílias, que lhe ajudam a estudar, ou se vem de uma classe social mais baixa (as vezes por solicitação própria para adquirir a experiência que necessitará no futuro e errar menos), no momento certo seus caminhos se abrem.

Diferem daqueles que usurpam a função, trapaceando nos concursos públicos, utilizando tráfico de influência, respostas de gabaritos, etc.

Quem usurpa as funções de Juiz comete um grande equívoco, pois além de não ter o respaldo das hierarquias, não está preparado para efetuar os julgamentos, coloca sobre si, grande Karma, pois fatalmente cometerá muitos equívocos, será arrogante, prepotente, covarde, manterá pessoas inocentes trancafiadas e liberará quem deveria estar preso, será corrupto, etc. Não são julgados como juízes, mas como corrupto, usurpador de poder, alguém que quer colher o fruto sem plantar a semente. Seu Karma principal, além da consequência de seus atos enquanto usurpador, será o de plantar sem ver o fruto por infindáveis existências (se tiver…). Há um grande desagrado dos Senhores da Lei por estes indivíduos…

Meu real “Ser” ocupa a terceira cadeira do lado esquerdo de Anúbis e é responsável pelo julgamento dos crimes de corrupção, não é por acaso a habilidade que se expressa por meu intermédio para esclarecer os assuntos karmicos. Do alto, recebo vibrações de grande desprezo por essa gente. Com certeza, posso garantir, terão seu castigo…

Um Juiz eleito recebe as energias que atuam em sua força moral, que lhe dá grande força para exercer seu mister mesmo diante dos maiores obstáculos. Recebe ainda o dom de perceber instintivamente a verdade, de modo que é muito difícil mentir para um Juiz referendado pelos Senhores do Karma. Recebe ainda o dom da razão para compreender, interpretar, interiorizar a Lei e posteriormente exterioriza-la de modo que a Justiça sempre prevaleça, que sempre haja o equilíbrio. Sabe que a Lei foi feita para o Homem e não o Homem para a Lei. Como fruto temos que a vontade divina se materializa por suas sentenças, que é um reflexo do que vem do alto e, em sua quintessência, os resultados de seu trabalho tornam-se exemplo para outros magistrados, juristas, etc.

Contudo, me foi dado ver o julgamento de um Juiz no qual as hierarquias confiaram a missão na terra, mas, este magistrado traiu seu mister.

Os Senhores do Karma julgaram o Magistrado de costas, no imenso Tribunal, na presença de milhares e milhares de outros Juízes, antigos conhecidos que triunfaram. Há um grande desprezo por um Juiz que trai a confiança concedida. Este magistrado envergonha até os Senhores do Karma, pois traiu a todos os Magistrados, em todos os planos, e a si mesmo, de forma que o julgam de costas.

Tal fato assemelha-se a um membro do exército que considerado traidor é rasgado seu uniforme na frente de todo o batalhão, enquanto todos viram de costas para o soldado, sargento, comandante, etc.

Do mesmo modo sua toga é retirada ritualmente, brutalmente, mediante rasgos…

Dentro de cada um de nós existe uma chispa do absoluto, partícula minúscula que brilha mais do que muitos sois. E indizível a vergonha que passa por esta partícula. Pois não conseguiu controlar sua parte física.

Posteriormente ao julgamento do magistrado vem a sentença do indigno. Que basicamente consiste em reviver todas as experiências que cometeu o erro, agora como vítima – será seu aprendizado. Na maioria dos casos, se ainda tem esta oportunidade, volta à escola de lágrimas, sem cargos e nem poder.

 

Romanos 13:1-5 Toda alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.

Por isso, quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. [Juízo]

Porque os magistrados não são terror [temerosos; ou para temer] para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Fase o bem e terás louvor dela.

Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; [cutela] porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal.

Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do [pelo] castigo, mas também por causa da [pela] consciência.

1.10    Escrituras

“S. 7:7 (7-8) Judica me Domine secundum justitian meam, et secundum innocentiam meam super me.

Faze-me justiça, Ó Eterno!, de acordo com o meu direito, e segundo a minha inocência.”

1.11    Oração

“CALIEL: Deus pronto a acolher.

Permita, Senhor, que minha inteligência esteja sempre a serviço de causas jutas.

Libera-me da tentação de usar minha inteligência em vã ostentação de minhas faculdades.

E quando tuas forças me conduzam a ir mais adiante de mim mesmo,

permaneças ao meu lado para inspirar-me prudência.

Faça com que minha lógica seja Tua lógica e

que em meu afã de intervir nos assuntos alheios

seja motivado por Teu interesse, pela necessidade de proteção.

E, se devo ser aquele que desmascare a um culpado,

que tudo se realize no mais puro ato de justiça e,

não me apontes, Senhor!, na conta de meu karma.

Permita-me, CALIEL, que compreenda o mundo dos foragidos e, que,

ao julga-los, não se separe de mim a eterna bondade”.

 

1.12             Exortação

“Eu quero que tu sejas, peregrino, o mensageiro da minha justiça,

aquele que sente as adversidades alheias como se esfarrapassem sua própria pele,

de modo que para acabar com a tortura é

necessário intervir, fazer algo de pronto e com vigor.

Então, eu quero que você ao agir, atue em meu nome,

com toda a veemência que o verbo é capaz,

para que a inocência do inocente seja notória,

de modo que a falsidade da testemunha falsa se evidencie.

Reconhecer o verdadeiro entre a diversidade falso, eis aqui tua missão.

Oxalá sua capacidade permita reconhecer facilmente no mundo das relações sociais,

mas é em seu próprio interior que eu quero que escave e que realize esta tiragem suprema; porque, se dentro de ti, os valores estiverem mesclados, confusos,

você não pode discerni-los no exterior e, então,

não serás mais que um advogado astuto,

um promotor de pleitos para sua glória pessoal.

Em tua mão está, peregrino, que você seja um homem justo;

e este é o seu trabalho humano na presente encarnação”

 

Oração e exortação de Kabaleb.

 

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A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

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