10. 2->3: ALADIAH


1.1             Elementos constitutivos ou relacionados

Coro 2 – Querubins  
Príncipe: Ratziel.
Mundo do coro: 1 – Atziluth, Mundo das Emanações, Arquétipo, espírito – elemento Fogo
Signo: Touro.
Elemento zodiacal: Terra.
Relação/elementos: Agua do Fogo atuando sobre o Ar do Fogo.
Relação/mundos: “He” do Mundo de Atziluth sobre o “Vô” do Mundo de Atziluth.
Velas:  Amarela em cima e duas brancas em baixo.
Incenso: [Cravo, mirra, almíscar, estoraque, âmbar, louro, aloe vera] e [Enxofre, raiz de guiné, gengibre].
Letras: Aleph- Lamed- Daleth- Yod- Heh
Gemátria: 1+30+4+10+5 = 50 = 5+0 = 5
Arco:  46º a 50º graus da esfera zodiacal.
Invocação por domicílio: de 15° a 20° de Touro ou 6 a 11 de Maio.
Invocação por rotação: de 9 a 10 de Aries: “Yod” ou 30 de Março;

de 21 a 22 de Gêmeos: He ou 13 de Junho;

de 3 a 4 de Virgem: “Vô” ou 27 de Agosto;

de 15 a 16 de Escorpião: 2º “He” ou 8 de Novembro;

de 27 a 28 de Capricórnio ou 18 de Janeiro: quintessência.

Invocação pelo ciclo diário:   03:00:00 às 03:20:00 a partir da saída do Sol.
Invocação por conjunção:  Quando o Urano se encontra em um dos graus de Saturno, ou seja, entre 2º a 3º, de 12º a 13º e de 22º a 23º de qualquer signo.
Atributo: Deus propício.
Nome da essência: GRAÇA DIVINA.
Nome da Força: Sabedoria institutiva.
Forças em ação: A força de Hochmah que manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Binah.
Sendero: 14, que une Hochmah a Binah em sua trajetória de ida ou descenso pelas árvore e zodíaco.

1.2               Palavras chaves:

GRAÇA em razão de evolução, Cura, empresa, sobriedade, perdão, relações sociais, influentes, negligência da saúde e negócios, moral, inteligência prática.

(-) Negligência com saúde e negócios, auto perdão, enfermidade óssea.

(-) Negligência com saúde e negócios, auto perdão.

1.3               Movimentação Sefirótica: Dois na terceira posição

Temos visto que o Dois está relacionado ao amor e sabedoria supremos de Hochmah. É daí que vem as energias nominadas como providência que oferecem as circunstâncias a realização da vontade.

Quando esta força se manifesta pelo três, produzirá uma exteriorização do amor, da sabedoria. Porém, para que a obra possa se realizar Binah tem que escurecer-se, lançar trevas, materializar-se, pois, os mundos abaixo não subsistiriam as pulsações de Kether e Hochmah. Contudo, este obscurecimento, estas trevas, fazem com que Hochmah tenha um brilho excepcional, uma luz excessiva para uma manifestação material. Trata-se de uma Luz que se traduz em puro ato de amor, abnegação, sacrifício. Como Hochmah ainda não tenha alcançado seu ponto de maturação estará antecipando, em Binah, algo que ainda não chegou a seu término de formação, algo como um parto prematuro, um aborto, um amor excessivo que ainda não está maduro o suficiente para expressar-se.

Astrologicamente, corresponde a posição de Urano em Capricórnio.

1.4               Arcano – Mundo: Três de copas mundo de Atziluth

Recebe o título de Senhor da Abundância. Refere-se ao elemento Agua e astrologicamente corresponde a posição de Saturno transitando pelo terceiro decanato de Câncer onde manifesta seus fluxos mediante as roupagens deste signo e sob as pulsações do regente deste decanato que é Júpiter.

Neste ponto o Amor-sabedoria de Hochmah expressa-se por intermédio de Binah o construtor do universo, centro instituidor de todas as coisas de onde emanam a Lei e a ordem. No mais, o resultado desta alquimia se exteriorizara ainda pelo tom prismático de Hesed, o coordenador deste subciclo evolutivo.

Aqui Binah cristaliza, torna disponível, a abundância de Hochmah o regente do elemento Agua, torna disponível a esfera sentimental. Trata-se, portanto, da abundância de sentimentos e emoções até então contidas.

Ocorre que Binah sendo uma energia cristalizadora acaba por exteriorizar, desvelar o sentimentalismo de Hochmah de forma livre e abastada. Trata-se, dessarte, de sentimentos que até então estiveram contidos na esfera de Hochmah, como agente imanifestado e que ainda não havia chegado a expressão.

Surge assim o compromisso vis a vis em uma fidelidade excludente por parte de Binah, que por possuir características limitadoras propõe aprisionar a energia a uma forma, assim, termina por renegar todas as outras possibilidades.

Quando o três de copas se exterioriza no mundo de Atziluth as emanações primordiais projetam estes sentimentos, até então não repercutidos, a uma força existencial de modo que de potência venha a se consubstanciar em ato.

 

1.5              Virtudes concedidas:

1º.- Cura das enfermidades. Regeneração moral.

2º.- Inspiração para levar uma empresa a um resultado feliz.

3º.- Perdão dos erros e das más ações cometidas.

4º.- Boas relações sociais, contato com pessoas influentes.

5º.- Proteção contra a negligência, o descuido com a saúde e com os negócios.

1.6               Descrição Sefirótica:

ALADIAH é o segundo da 2º ordem de anjos denominado como Coro dos Querubins, situa-se na morada filosofal de número 10, rege o Sendeiro 14, que une Hochmah a Binah em sua trajetória de ida ou descenso pelas árvore e zodíaco. Trata das forças de Hochmah o centro produtor de Amor-Sabedoria e, neste ponto, manifesta seus fluxos mediante as pulsações de Binah, o construtor do universo; “He” do Mundo de Atziluth sobre o “Vô” do Mundo de Atziluth, Agua do Fogo atuando sobre o Ar do Fogo. Nesta casa nos deparamos com a essência filosofal chamada GRAÇA DIVINA, o conjunto de qualidades, propriedades e atributos que resultantes da penetração do Amor-sabedoria na Lei, capaz de propiciar a destruição do karma. Trata-se de uma força de Sabedoria institutiva, que penetra na crosta resistente de Binah-Saturno, o Senhor da Lei, e produz um novo marco pelas vias do perdão ao elevar o indivíduo, que de algum modo já vibra a um nível superior, a um patamar acima da Lei, a esfera do bem supremo, a partir de onde, seus atos passam a se originarem. Proporciona ainda uma intuição de GRAÇA, uma certeza, de como as coisas devem ser mesmo contrariando tudo o que está posto. Daí vem o atributo, esta qualidade imbuída de poder denominada Deus propício.

Para ilustrar parte desta definição vamos repassar o caso de um Promotor de Justiça que nos contou acerca de um julgamento em que houve um resultado que contrariava a legislação e demais preceitos legais. Contudo, disse ele, que estranhamente, de algum modo, tinha uma certeza intrinseca de que tudo aquilo estava correto e que, em razão disto, não iria prosseguir com o feito, não apelaria.

Prosseguindo, nos deparamos aqui com o primeiro retorno a unidade já que ao fazermos a somatória esotérica teremos que 10 = 1+0 = 1. Porém não se trata neste ponto do retorno ao Kether primordial eis que temos uma energia trabalhada, que incorporou as experiências ao passar pelo ciclo dos Serafins onde, até então, estas forças tratavam-se de um potencial criador. Com esta experiência, o conhecimento concreto adquirido, poderá agora seguir seu curso e colocar em ação seus desígnios.

Em ALADIAH nos damos conta, de um lado, que Hochmah sendo o primeiro da coluna da bondade pretende que estes desígnios de Kether sejam repassados de forma mansa e pacífica. De outro lado temos a pressão de Binah, a energia cristalizadora atuando para que tudo se faça, mas que seja dentro de uma ordem pré-estabelecida já que trabalhando em um segundo ciclo.

Como resultado desta alquimia ocorre que Hochmah com suas vibrações termina por destruir as espessas durezas, rigidez de Binah. Assim, se Binah constrói os marcos, os karmas de nosso destino, neste ponto, ALADIAH tem as energias necessárias para destruir estes marcos. Não se trata aqui de um perdão do karma tão intenso como o de HAZIEL que representa já o final de um ascenso, portanto uma morada definitiva naquele plano, mas sim de uma parte do karma programada para a existência em questão.

Enquanto em HAZIEL há uma necessidade de que a pessoa tome consciência de seus erros ou que modifique seu comportamento para conseguir o perdão, em ALADIAH esta consciência é concedida de ofício em razão de estar trabalhando com as cristalizações próprias de Binah e deste modo advém a oportunidade de um novo recomeço.

Cabe lembrar que a atuação de Hochmah, o Cristo imanifesto, refere-se à liberação de certas obrigações contraídas no passado desde que tenha havido a compreensão a um nível em que não seja mais necessário vivencia-las, que haja ocorrido uma regeneração.

1.7             Das virtudes concedidas:

1.7.1    Cura das enfermidades. Regeneração moral.

Esse gênio exerce domínio sobre a raiva e a peste e influi na cura das doenças. A pessoa nascida sob essa influência gozará de boa saúde, será feliz em suas empresas, terá a estima dos que a conhecerem e frequentara as melhores sociedades.

Quando tratamos acerca Graça em geral nos vem a ideia de cura, milagre, alguma coisa boa que acontece na vida sem que se de nada em troca, algo em tese que não merecemos, mas recebemos mesmo assim.

A retenção, limitação das energias de Binah pelo amor de Hochmah vem colocar em prática justamente isto, uma restrição ao demérito a fim de que sejam geradas as situações em que permitam ao indivíduo progredir, remover a dor dando condições de seguir em frente e não cometer os mesmos erros.

Enquanto Binah cuida das Leis, do ordenamento cósmico, Hochmah trata das questões morais que está ligada a uma espécie de acordo de boa convivência mesmo havendo certas diferenças. A moral é, portanto, intrínseca ao indivíduo e a sociedade enquanto as Leis de Binah regem o universo. Quando esta força atua em nosso interior produz uma melhora interna seja no campo moral ou mesmo uma legal, uma consciência do que é correto e expresse esta correção com Amor-sabedoria; e isto fará com que o indivíduo, por Lei de afinidade vibratória, se associe, frequente sociedades psiquicamente mais elevadas.

A Força amorosa de Hochmah penetra no indivíduo e o faz enxergar o próximo, ver o outro, produzindo dessarte a regeneração moral em seu interior.

“Mateus 7:12  Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lhos também vós assim, porque esta é a lei e os profetas. ”

Interessante notar aqui, mais uma vez, que as Leis do velho testamento continuam valendo e não foram reduzidas a duas, mas sim, resumidas em duas.

“Mateus 22:37 E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento [entendimento, ou de toda a tua mente]

Mateus 22:38 Este é o primeiro e o grande mandamento.

Mateus 22:39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Mateus 22:40 Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. ”

Estes versículos escondem um dos mais grandes mistérios da Cabala, senão vejamos:

A moral de Hochmah está diretamente ligada ao amor a Deus, a si mesmo e ao próximo. Então vem a grande pergunta: Quem ou o que é cada um?

Vejam que as escrituras falam de dois mandamentos e não três, mas aparecem três sujeitos.

Então o primeiro mandamento diz que devemos “amar a Deus”;

O segundo afirma que “Amarás o teu próximo”.

Então vem um terceiro e diz que se deve amar ao próximo como a ti mesmo. Ou seja, antes de amar o próximo devemos nos amar em primeiro lugar. Más o primeiro mandamento diz que temos que amar a Deus e só há dois mandamentos.

Para quem ainda não concluiu o raciocínio ou esteja tão estupefato que não possa admitir vamos colocar com todas as letras.

Amar a Deus é amarmos a nós mesmos. Amar a si mesmo em primeiro lugar é amar a Deus. Deus e nós somos uma só pessoa. Nosso Real Ser, nosso Pai é o Deus que está dentro de nós, somos “Um” com Deus. Todas as vezes que Jesus falava com o Pai, comunicava-se com seu Deus Interior. Jesus é filho de Deus e cada um de nós também somos filho de Deus. Sou Deus em Deus.

Namastê

“O Deus que habita em mim,

saúda o Deus que habita em tí.

1.7.2     Inspiração para levar uma empresa a um resultado feliz.

Embora tenhamos plena liberdade para tocar as nossas vidas, uma parte dela está empenhada tanto nos programas que nosso Real Ser (que nos mesmos) planejou para esta existência e por outro lado em razão do karma vinculado a nós em razão dos atos praticados em outras existências.

Sem estes pressupostos epistemológicos não se justificaria que uns nascem ricos, saudáveis e outros pobre, com doenças congênitas que o acompanharão para toda existência. Ao menos que se admita o dogma de que é assim simplesmente “porque Deus quer”, sem qualquer fato que justifique, sem causa anterior, que o “Todo Poderoso” imponha um castigo por toda uma vida sem que nada tenha ocorrido, mas a cargo de obedecer a um Deus despótico e irracional.

Teríamos então que admitir que a irracionalidade e o caos criaram o mundo é que não há Lei que faça com que os planetas e mundos se organizem, girem em sua órbita mas sendo todos corpos errantes se chocam uns com os outros; não haveria assim a física, a matemática, as ciências da natureza e também não haveria ordem para criar o mundo em que vivemos.

O karma existe porque todos os universos em todos os planos têm seu fundamento nas Leis. Existe ordem no universo e em nosso mundo também porque tudo foi criado com base nas Leis cujo Grande Arquétipo é representado por Binah. Nosso sistema solar foi implantado segundo as regras de Jehovah cujo nome é em verdade uma formula onde estão armazenadas estas Leis. Jehovah é o Grande Arquiteto dos Maçons.

Ao retirarmos as vogais de Jehovah obteremos “jhvh” e agora vejam a semelhança com o nome de Deus em hebraico, mas invertido יהוה – “Yod-He-Vô-He”.

Fizemos este rodeio para que se entenda que a Lei do karma pode ser um problema para nós e a Graça pode nos conceder alguma ajuda em nossas empresas.

Nosso programa de vida, com os prós e contras, por uma questão de simetria, simpatia e analogia entre os planos vem estampado em nosso mapa astral de nascimento. A inteligência e sabedoria Cósmica Universal estampou uma marca em nós acerca de nossos destinos, nosso curso espiritual como o fez com o DNA em nosso corpo material – e aqui mais uma vez nos deparamos com a Lei hermética que afirma: “Assim como é em cima o é embaixo e vice-versa…”.

Este estudo somente pode ser feito a luz da Cabala que trata das relações e entendimentos entre os mundos e os arquétipos. A astrologia tradicional pode chegar perto por ser um desmembramento, degeneração da cabala, resultado dos tempos inquisitivos, mas cercada de vícios que foram intencionalmente colocados por iniciados em outros tempos a fim de que o conhecimento não caísse em “mãos erradas”; aparte do que poderia ter sido o correto. A xenofobia, os corporativismos a discriminação são tão antigos quanto a humanidade embora uma Lei fatal retribua o fechamento dos portões e os guardiões Jaquim e Boaz vedem o caminho para os indignos.

“Apocalipse 22:18-19

Ora eu protesto a cada qual que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;

e, se alguém diminuir das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro[da árvore] da vida e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.”

Nos tempos antigos tinha-se que, enquanto Hermes ensinava, uma criatura vinha por trás e confundia, misturava tudo de formas que o conhecimento se tornasse incompreensível ou que atuasse ao revés.

Assim, apenas os escolhidos por certos círculos ou quem fosse presenteado pelos céus (escolhido pelo alto) com dons divinos para ir atrás do conhecimento poderia ter acesso ao verdadeiro.

Lembro-me de certa vez fora do corpo quando tentei entrar em um templo, mas fui barrado pelos guardiões e não pude entrar. Sai sem reclamar, então me enviaram um guia que me falou sobre um mestre conhecido que conseguiu entrar no templo depois de dois meses e que isto ocasionou grandes questionamentos. Mas realmente ele estava preparado. Digo isto para demonstrar que existem inteligências acima da consciência humana que permitem ou vedam o avanço e, que, barrar o outro é barrar a si mesmo. Fiz isto em outras existências por achar necessário, mas com o tempo as “pessoas erradas” tornaram-se as que estiveram conosco ou vieram depois, formaram grupos que usaram o conhecimento para si mesmos de forma danosa e adentraram em searas proibidas. Agora estamos nos redimindo. Nesta existência foi necessário que nos afastássemos para que os tropeços e doutrinas não influíssem no trabalho que estamos desenvolvendo. Então nos foi dado ver o conhecimento que corresponderia aos anseios superiores. Visto tanto pelas lembranças intuitivas das existências passadas, com o coração, pelo sopro nos ouvidos ou pelas imagens projetadas na mente, mesmo nas anotações feitas por tantos mestres que nos precederam e então fomos o mensageiro escolhido.

Nosso Real Ser por meio dos Anjos do Destino nos coloca no ponto preciso do zodíaco no dia é hora do nascimento e assim analisando nossas aptidões, nossos pontos fortes ou fracos, nosso karma, podemos nos situar e decidir o caminho a seguir.

Destarte, “como é em cima o é embaixo e vice-versa…” Este é o grande legado de Hermes. As Leis que estão nos céus estão também em nosso interior. As tábuas da Lei de Moisés, nós a temos. Portanto em nosso interior conhecemos as Leis cósmicas sem necessidade de perguntar sobre o bem e o mal.

Ao tomarmos um caminho, por vezes intentamos que aquilo é bom, está de acordo com a vontade dos Céus, mas, contudo, saem torcidas, dá tudo errado. Quanto isto ocorre por três vezes temos aí um sinal de que devemos abandonar o objetivo – lembremos que três é o número da Lei.

Se do mesmo modo, por vezes, se nos apresenta uma oportunidade repetida. Trata-se de um sinal de que nosso Real Ser está de acordo e que a empresa será afortunada.

Nosso Real Ser conhece nossas capacidades e as coordena para que as coisas que coloca em nosso caminho sejam as que estão ao nosso alcance. Desta forma suscita em nós o desejo por aquilo que anela – “seja feita a tua vontade assim na terra como nos céus”.

As empresas afortunadas são engendradas por nosso Real Ser que nos impõe o ânimo para seguir em determinado curso. Posteriormente passa pela fase emotiva e nos vincula a coisa ao modo emocional, por simpatia. A seguir entra na fase mental, de elaboração de colocar na balança os benefícios internos. Por fim, passa ao plano material onde é criada a empresa que nos enriquece.

Cumpre aditar que ao trabalhar segundo a vontade e dinâmica de nosso Real Ser, estaremos entrando em contato com o melhor da sociedade e com as pessoas que irão na auxiliar em nossa empreitada de forma que tudo flua para todos os envolvidos.

A relação de Hochmah-Binah proporciona capacidade organizadora em um ambiente saudável, onde os grupos de trabalho estão integrado, cada um em seu lugar, sua função e tudo flua sem atropelos, desarmonias, pessoas estreladas, desejos de vingança pelos maus tratos.

Teremos como consequência uma série de negócios felizes e longo período de prosperidade.

1.7.3     Perdão dos erros e das más ações cometidas.

Lenain afirma que estas fontes são favoráveis aos que têm crimes ocultos e temem ser descobertos.

Em ALADIAH o amor penetra nas Leis e simultaneamente aprisiona-as dando origem a essência chamada GRAÇA DIVINA. A pouco estávamos tratando da Misericórdia divina onde deveríamos demonstrar uma dinâmica interna de mudanças, contudo, a GRAÇA DIVINA vai além da misericórdia porque perdoa sem necessidade de mudanças em nossa atitude, sem arrependimento.

Em Urano averiguamos uma função de separar o Bem do Mal a fim de que o Bem possa seguir seu curso e o Mal seja destruído pela força de repulsão, quanto mais se trate do empurrãozinho de Saturno.

Assim, Urano, em sua irresistível bondade, procura controlar, conter as energias de Saturno que ata os destinos, o karma com vistas ao perdão. Mas não se trata de um perdão generalizado como o faz seu superior HAZIEL (9. 2->2) que pretende elevar o indivíduo para as mais altas esferas do bem e que faça ali sua morada; trata-se de suavizar parte do karma programada para a existência em questão.

O que pretende Urano e o que expressa as virtudes dos Querubins é que o indivíduo se veja livre de certas obrigações contraídas no passado em razão de haver compreendido a lição sem a necessidade de vive-la em carne.

A cabala explica que é como se Deus depois de ter baixado pelos nove ciclos pelas vias dos Serafins vendo que o mau é reciproco pretendesse tomar um pelo outro e relevar. Segundo os textos esta energia favoreceria a quem tem crimes ocultos.

Para receber a graça, deve-se ser rico em graça, então, deste modo, seremos capazes de perdoar as nossas culpas e consequentemente a dos demais. No Gênio anterior a essência referia-se a Graça e Justiça, porem aqui, tratamos somente com a graça.

Cumpre esclarecer que as virtudes da Graça não são frequentes e nem tão de Graça diferentemente do que se possa imaginar. Então cabe esclarecer que o homem de religião chamado Martinho Lutero quando dividiu a igreja romana, em sua época, retirou do arcabouço religioso os textos que tratavam da obra e passou a ler somente o que era interessante para corroborar suas teorias. Por diversas vezes a igreja entendeu que jogar o indivíduo na ignorância o ajudaria em seu julgamento interno, a obter o perdão de seus atos, e com isto a evolução interna da humanidade foi retardada, o karma continuou a existir por trata-se de leis imutáveis que originaram toda a criação, mas agora sem o entendimento do porque as coisas acontecem. Os atos tornaram-se mais e mais grotescos acreditando-se em uma impunidade ilusória, pois as leis de Causa e Efeito é que dão curso a todo tipo de energia desde sua primeira manifestação em Binah, o Grande Arquiteto, Demiurgo criador, Deus, fusão entre o positivo e o negativo, ou seja, lá como queiram chamar.

Cumpre esclarecer que na dinâmica da evolução humana uma pessoa só comete o mal a outra pessoa se esta pessoa lhe atribuiu este papel anteriormente, fazendo parte de sua necessidade interna em liquidar um karma para estar em paz consigo mesma. Então a vítima sabendo internamente, mais a nível subconsciente – partindo até do inconsciente, do que ocorreu anteriormente resolve liquidar a questão e deixar como se nada tivesse ocorrido.

Esta atitude promove a virtude de liberação em todos os envolvidos no drama que originou o karma. E como tudo é regido pela Lei de causa e efeito temos que:

Aos sujeitos até então devedores que foram perdoados impõe-se lhes a dinâmica de passarem adiante a bondade recebida.

A aquele que perdoou: Provoca um desequilíbrio na balança produzindo como resultado o Dharma que é o pagamento pelas boas obras e que consiste em que as forças naturais, no intuito de se equilibrarem, no presente caso, impõe que haja um mesmo ato de graça que partirá de alguém a que o indivíduo e devedor, o que ocasiona, agora, a eliminação de karma junto aos nossos credores. Perceba, então, que a dinâmica da Graça não atua somente junto aos nossos devedores, mas de brinde abarca ainda a quem devemos, trata-se de um modo de anulação da Lei de causa e efeito em virtude desta própria Lei atuando positivamente e não de uma exclusão da mesma.

Há referências de que nos dias e horas de ALADIAH devem-se soltar os presos, outorgando-lhes a graça. A questão é saber quem tem a consciência desperta para analisar as situações e dizer qual preso atuou em razão de retorno kármico e, temos ainda do outro lado, a suposta vítima estar disposta a conceder a Graça. Haveria ainda em jogo o fato do preso pretender ir atrás de outras cobranças que poderiam ser solucionadas de maneiras diversas com o tempo.

Vimos ao tratar da misericórdia, que para recebe-la há necessidade de evolução, que o universo tende a entrar em equilíbrio. Do mesmo modo, embora os textos narrem que para receber a graça nada é necessário, também afirma que temos que ter internamente esta essência. Ocorre que as essências espirituais só se encarnam no indivíduo após trabalhos internos conscientes, padecimentos voluntários (sacrifício Crístico).

Em um grau elevado dos trabalhos o Iniciado pode receber a Graça de verem seus karmas liquidados, menos é claro o pecado contra o Espirito Santo, ligado a criação, que tem que ser pago na carne. Este processo é efetuado nesta união de Binah a disposição de Hochmah por intermédio de uma força, do arquétipo conhecido como Divina Mãe, a única capaz de afrontar o Tribunal da Justiça Divina. O faz em razão do fato de que uma mãe tende sempre a perdoar o filho faça o que faça – temos aí, portanto um Arquétipo; não é sem razão que o dia das mães caia em dias ao redor de ALADIAH.

Contudo até chegar a este ponto do qual tratamos, de eliminação de todo o karma, pode haver um longo caminho, no sentido de que um grande trabalho foi realizado, portanto há méritos para se conseguir a Graça, que será em verdade mais do que se merece, mas neste momento já há credibilidade.

Os Anjos que temos citados nos auxiliam no conhecimento das energias negativas que criamos e carregamos dentro e nós. Após a compreensão, esta força intitulada Divina Mãe, pode então desintegrar o mal sempre que o façamos por meio de uma petição incisiva, equivalente àquela em que a criança pede socorro da mãe, independentemente do grau em que se encontre.

Outros Gênios trabalham pelo perdão, assim em resumo temos:

  1. 2->1 HAZIEL: Perdão pelo dano causado;
  2. 2->1 HAZIEL: Misericórdia em razão de evolução espiritual;
  3. 2->3 ALADIAH: Graça em razão do mal ser um retorno kármico;
  4. 3->4 LEUVIAH: Graça em razão das obras realizadas com inteligência;
  5. 3->9 HAHEUIAH: Graça para os exilados e prisioneiros.

1.7.4         Boas relações sociais, contato com pessoas influentes.

Vimos que este Gênio trata com as energias de Kether em seu segundo ciclo, já com experiência adquirida no retorno a unidade 10 = 1+0 = 1. Vimos ainda que o amor de Hochmah, como primogênito da coluna da direita, envolve irresistivelmente as forças de Binah tornando-as mais condescendentes. Tudo isto nós induz ao contato com os grandes, pessoas de influência e nos torna palatáveis ante elas.

1.7.5   Proteção contra a negligência, o descuido com a saúde e com os negócios.

O lado negativo da força

O Gênio contrário faz com que sejamos descuidados com nossa saúde por meio de uma negligência generalizada no que tange a nós mesmos. Não importa o que nos ocorra. Aqui, precisamos da Graça divina para que sejamos benevolentes conosco mesmo ou tudo em nossa vida irá de mal a pior. Faz-se necessário o uso do perdão independentemente se o outro mereça ou não a fim de que nos tornemos merecedores ante nós mesmos.

Se ao nos julgarmos observamos que estamos sendo negligentes, a forma de corrigir, isto é, sermos magnânimos conosco mesmo e então o seremos com os demais. Desta forma recuperaremos a saúde e nossos negócios acompanharão, florescerão e serão prósperos.

Urano tem a característica de ser um libertador, neste pondo trata da regeneração do veículo físico e como está relacionado com Saturno influi primariamente nas enfermidades de origem óssea.

Lembremos que os graus dos Querubins, coros de Hochmah são graus da providência, perdão onde os problemas desaparecem.

As energias de Hochmah são como estar em uma piscina de agua morna, num ofurô, em um dia de frio. Ocorre que o lado negativo desta energia pode proporcionar uma leniência deletéria, danosa, que pode levar a ruína, portanto é necessário equilibrar estas energias com a inteligência de Binah.

1.1       Escrituras

“S 33:22 (32-22) Recordare miserationum tuarum sit misericordia tua Domine super nos sicut expectavimus te.

Eterno! que Tua graça seja conosco. Como esperamos de ti. ”

 

1.2               Oração

“ALADIAH: Deus Propício.

ALADIAH: Ajuda-me, Senhor,

a derramar sobre meus irmãos as bondades que tenho recebido de Ti.

Põe-me a trabalhar para os demais,

Faça com que por intermédio de minha pessoa lhes alcance a Tua força curativa.

Auxilia-me, ALADIAH, a ser justo e moderado,

a utilizar com sobriedade os bens de que disponho;

inclina minha alma a repartir a dádiva

e faz-me um bom advogado para defender aos que

a sua ignorância lhes tem convertido em culpados.

Faz-me, Senhor ALADIAH, um portador de tua graça.

Um distribuidor de Teus bens, um executor de tuas obras de Amor.

Em todo momento e em todo lugar,

faça de mim uma pessoa sensível à pena de meus irmãos”.

1.3               Exortação

Eu sou, peregrino, o que distribui os bens do Eterno.

Tenho lhe dado tudo para que tu, deste moto, também o faça,

com generosidade, sem restrições.

Minha obra necessita que ponhas teus recursos a disposição daqueles

que levantam as colunas de meu Templo.

Busca os que testemunham de minha verdade,

e faz-lhes a entrega dos dons que possuis.

Tenho posto em ti um manancial de saúde

e o inalterável ouro que permite as realizações materiais.

Tenho lhe concedido a inteligência prática

para que possas utilizar com destreza meu potencial.

Desde alto lhe observarei, peregrino.

Espero muito de tua bondade.

Não me defraudes.

 

Oração e exortação de Kabaleb.

Clique na imagem ao lado para ser direcionado a pagina princial e baixar gratuitamente o livro.

A CABALA DE HAKASH BA HAKASH

Filosofia Metafísica Quântica Cabalística – TOMO III

Schemhammephorasch  שם הםףורש

 

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