OBB: O SILÊNCIO DA OAB E SEUS INTERESSES #FimDaReservaDeMercadoDaOAB


Muitos estão se questionando, cadê a OAB diante dos maiores escândalos de corrupção e de abusos já registrados em nossa história?

Willyan Jones - atual Presidente da OBB.

Willyan Jones – atual Presidente da OBB.

Vale lembrar que a OAB é uma entidade de classe que através de lobby aprovou a lei 8.906/94, uma lei contrária aos princípios mais relevantes que fortalecem a democracia, o direito ao trabalho digno e a transparência nas contas, legalizando assim a imoralidade.

A OAB arrecada em todos os estados e municípios do país bilhões de reais entre o exame de ordem, uma prova mal elaborada e cheia de pegadinhas com fins de reprova em massa que lhe garante por volta de oitenta milhões de reais anualmente a custa do desemprego e da miséria de centenas de milhares de brasileiros, anuidade dos advogados que, diga-se de passagem, a mais cara entre as demais classes profissionais, que lhe garante por volta de seiscentos milhões de reais anualmente, Xerox em todos os fóruns do país, procurações, contratos milionários com estados…  Dessa forma, a OAB arrecada mais que o PIB de muitos países, não investe no social e pior, por força dessa lei não presta contas dessa fortuna ao Estado mesmo não sendo contemplada na Constituição Federal com a imunidade tributária.

Como pode a OAB, através de seus dirigentes, falar em defesa da democracia se a mesma não permite eleições diretas para seu Conselho Federal? Como pode falar da liberdade, sendo que impede a liberdade dos bacharéis em direito de exercerem o livre exercício da profissão, humilhando-os e os tornando escravos intelectuais, vez que ficam a sua disposição para satisfazer interesses de uma minoria? Como pode a OAB falar em transparência se não presta contas de tanto dinheiro ao estado de direito? Seria a OAB um estado paralelo, que por meio de mecanismo próprio passa o poder de pai pra filho, que por sua vez para o secretário geral da diretoria antecessora e assim por diante?

Mesmo diante ao quadro atual que se encontra o Brasil, onde a sociedade não aguenta mais o desemprego e aumento de impostos, é notório o “toma lá da cá” entre o governo e a OAB, onde o governo não baixa uma medida provisória exigindo que a OAB passe a prestar contas ao Estado pagando sua parcela como contribuinte e em troca a OAB não toma as devidas providências contra tudo que vem ocorrendo nesse governo, cumprindo seu papel e mais, assim como o governo não decreta o fim do exame de ordem para gerar centenas de milhares de empregos no mercado de trabalho, a OAB, para não perder seu caça níqueis, se omite e sequer se manifesta a respeito do impeachment que assombra o executivo, diferentemente da sua postura perante aos fatos ocorridos no governo Collor, esse que foi contrário ao exame de ordem. Talvez fosse essa a razão.

Em 2012 a Presidente Dilma sancionou a lei 12.605/2012 que obriga as instituições de ensino públicas e privadas a expedirem os diplomas com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa formada ao designar a profissão e o grau obtido, ou seja, grau obtido de bacharel em medicina deverá constar a profissão de médico (a) no diploma, em engenharia engenheiro (a) e assim sucessivamente, no entanto, por força da OAB, nenhum bacharel em direito conseguiu, mesmo que judicialmente, que as instituições de ensino de direito de todo o país colocassem em seus diplomas a profissão de advogado, mesmo fazendo parte da grade curricular durante cinco anos de estudos o estatuto da OAB e o código de ética do advogado e não do médico ou qualquer outra profissão, se formando assim, advogados.

Até mesmo a nomenclatura “advogado”, que é de domínio público no mundo inteiro, a OAB detém seus direitos no Brasil com exclusividade, impedindo que até os formados em direito a utilizem sem antes ser aprovado no exame de ordem depois de pagar uma taxa de inscrição abusiva. Verdadeira exploração e apropriação indevida.

Não sabe o governo que centenas de milhares de bacharéis em direito estudaram por conta de créditos educativos através de verba pública e impedidos de advogar não têm como pagar, ficando o Estado com o prejuízo e a OAB no lucro?

Não sabe esse governo que centenas de milhares de bacharéis ocupam vagas nos mais diversos setores do mercado e com o fim dessa exploração passariam a advogar e tais vagas seriam preenchidas por centenas de milhares de desempregados? Seria o Estado um agenciador de clientes para a OAB?

Nenhum interesse corporativo pode prevalecer acima do interesse público e esse governo, no mínimo deveria saber disso.

Willyan Johnes

Ordem dos Bacharéis do Brasil

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3 respostas para OBB: O SILÊNCIO DA OAB E SEUS INTERESSES #FimDaReservaDeMercadoDaOAB

  1. Zilda de Melo Torralvo disse:

    Parabéns pelo texto, retrato das instituições no país.

  2. José disse:

    Na verdade, todos traíram os Bacharéis em direito inclusive, o Deputado Eduardo Cunha. Ele nunca colocou os projetos em votações. Está aguardando até ser enxotado da Câmara como ocorreu com o quadrilheiro do Demóstenes Torres no Senado. São todos farinha contaminado do mesmo saco. A OAB por sua vez não ataca , para não ser atacada, é o toma lá e dá cá. Quantos anos estão fazendo que o Zé Dirceu está envolvido na corrupção?
    Somente em 24 de agosto de 2015 a carteira da OAB do Zé foi cassada, porque não tinha outra alternativa. Ainda tem uns e outros que defendem uma instituição podre desta!

  3. Nobre colega, está na hora de criar lei específica para sermos independente junto a nossa classe seja Bacharéis. Criando lei independente os Bacharéis ficam livres e podem atuarem sem nenhuma vinculação com esse sindicato chamado Oab.

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