Solução para amenizar anafalbetinsmo dos prefeitos nas regiões Norte/Nordeste.


Vejam só como é a sincronicidade dos pensamentos.

Nestes últimos dias estava justamente meditando na questão do analfabetismo não só dos prefeitos, mas dos vereadores, deputados.

A coisa é mais grave do que o IBGE afirma, pois ainda existe o analfabetismo funcional. Mas não aquele que todos conhecem; mais grave ainda, dos que tem o diploma mas não sabem absolutamente nada.

millor[1]Tenho observado no nordeste, que além do coronelismo, fraude nas urnas eletrônicas, o povo (curral eleitoral como se diz por aqui), vota pelos motivos menos lógicos possíveis.

Então, um candidato que bebe no mesmo copo de café ou pinga do eleitor, já ganhou um voto. Sé abraça o pobre e dá beijo e continua abraçado por um tempo, este vai bem.

Ocorre que quem tem uma personalidade mais técnica não age desta forma. Não tem necessariamente a capacidade de adquirir carisma, já que isto demanda tempo que o técnico utiliza para resolução de questões sacrificando muitas vezes até sua vida social.

Um candidato a vereador, deputado, senador, haverá de elaborar projetos de Lei que podem ser questionados no Judiciário. Carecem portando de uma acessória adequada de Bacharéis em Direito.

Parece difícil combinar os dois. Assim, sempre haverá o carismático correndo atrás do poder e levando os louros de quem faz os trabalhos.

Para resolver esta questão deveria-se criar uma estrutura mínima em cada prefeitura que cobrisse esta carência inexequível por aqueles que prometem coisas inviáveis.

Assim, seria necessário que em cada prefeitura tivessem um número obrigatório de servidores concursados como engenheiros, economista, Bacharéis em direito, contadores, etc para que inclusive quando, passando-se os prefeitos, continuasse a administração seu curso sem que o cidadão arcasse com o ônus da transferência de poder.

Vejam só: Em uma cidade pequena a prefeitura paga todo o dia 5 de cada mês e nos próximos 5 a 10 dias a economia da cidade se movimenta, gera empregos, serviços etc. Se nesta cidade houvesse um economista os pagamentos dividiram-se em duas datas no mês. No dia 20 e no dia 5 fazendo com que a economia gerasse todo o mês.

Temos visto pontes caírem, construções, asfaltos mal feitos, porque as empresas contratadas fazem e acontecem com os prefeitos analfabetos das pequenas cidades. Mas se houvesse um engenheiro as obras seriam fiscalizadas, haveria um plano diretor (que muitas cidades não tem), enfim. É comum que a prefeitura na falta de informações aprove loteamentos com 6 metros de frente criando-se verdadeiras favelas sem circulação de ar nas cidades.

Como o Estado rege-se pelo princípio da Legalidade é inadmissível a ausência de bacharéis em direito nos diversos setores. O que torna comum servidores não fazerem seus trabalhos adequadamente, não prestar informações precisas, não receber petições (que inclusive é crime de prevaricação), cobrar por certidões, exigências fora da Lei, não cumprimento de prazos, aplicação inadequada dos recursos – aplicando na saúde o que é da educação, entre tantos -,  gerando inclusive processos de improbidade administrativa aos prefeitos sem que os mesmos entendam o por quê?

Já que não há como evitar que os analfabetos entrem no poder, há que buscar soluções alternativas para minimizar o impacto sobre a sociedade.

Entre as soluções: um corpo técnico mínimo obrigatório.

Quase metade dos prefeitos brasileiros não cursou faculdade

Carlos Eduardo Cherem
Do UOL, em Belo Horizonte

Quase metade (48%) dos 5.570 prefeitos brasileiros eleitos em 2012 exerce suas atividades sem ter formação superior. Dos 2.920 prefeitos (52%) que frequentaram a faculdade, 762 (14%) fizeram pós-graduação. Na outra ponta, 258 prefeitos (4,5%) completaram o ensino fundamental.

Os dados são da Munic (Pesquisa de Informações Básicas Municipais de 2013), levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgado semana passada.

Grau de instrução dos prefeitos brasileiros
  • Fundamental incompleto: 258 (4,5%) 
  • Fundamental completo: 291 (5,5%) 
  • Médio incompleto: 190 (3%) 
  • Médio completo: 1.490 (27%) 
  • Superior incompleto: 419 (8%) 
  • Superior completo: 2.158 (38%) 
  • Pós-graduação: 762 (14%) 
  • Total: 5.570 prefeitos (100%) 
Fonte: Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2013 (IBGE)

Os chefes de Executivo municipal com maior grau de instrução são os do Mato Grosso do Sul. Dos 79 prefeitos do Estado, 55 (70%) possuem curso superior. Em segundo lugar aparece o Rio de Janeiro, com 62 (67%) prefeitos com faculdade. São Paulo fica na terceira posição, com 417 (65%) prefeitos.

Os prefeitos dos municípios da região Norte têm os menores grau de instrução do país: 199 (44%) prefeitos das 450 cidades nos sete Estados da região têm faculdade. No Amapá, dos 16 prefeitos, quatro (25%) cursaram faculdade. Em Rondônia, são 18 (35%) prefeitos, entre 52.

Entre os maiores Estados, Minas Gerais e Bahia são os que têm menor proporção de prefeitos diplomados — 389 (46%) prefeitos mineiros fizeram faculdade, em 853 municípios, e 189 (45%) baianos, entre 417 prefeituras.

Fonte: UOL

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6 respostas para Solução para amenizar anafalbetinsmo dos prefeitos nas regiões Norte/Nordeste.

  1. CIDADÃO HONESTO TEM VERGONHA DE SER BRASILEIRO ! disse:

    NÃO QUEREMOS COPA!!!! CHEGA DE TEATRO, BANDIDOS.

  2. MÁRCIO MOURA disse:

    Pra não esquecer: A enquete da câmara continua, quem não votou que vote, visto que a OAB ou alguém lidado a mesma que defende essa “Aberração” do denominado “V”exame da OAB, tem massificado votando pela manutenção. Tínhamos 72,75% e agora temos 72,06. Futuramente podemos precisar para uma audiência publica na CCJC (desses dados) que está se tentando inclusive com a participação do PGR Dr. Rodrigo Janot que é visceralmente contrario ao “Estelionatário” exame Abs. a todos

  3. andre disse:

    a maldita oab/fgv não anulou nem uma questãp do exame porco imposto aos bels

  4. Helena Nunes disse:

    Quanto a cultura do famoso “jeitinho brasileiro”, não é apenas no Nordeste, se estende por todas as regiões do Brasil, desgraçadamente popularizou-se como sendo algo inerente ao povo Nordestino, por se tratar de uma região menos próspera.

    Fato é que mesmo pessoas (e ai me refiro eleitores (as)) ditos esclarecidos, cultos, graduados, Doutores, barganham seus votos por algum tipo de interesse seja, econômico- financeiro e/ou econômico-social, estamos assistindo constantemente essas trocas de favores inclusive entre autoridades ministeriais em Brasília e por outros Estados.

    A contratação dos Bacharéis e Bacharelas em Direito, de fato daria status e enobreceria ao vereador quanto a qualidade dos seus projetos-lei, afim de não serem ridicularizados pelos erros gritantes não apenas em ortografia, bem como quanto a finalidade proposta em tal projeto.

    Ocorre Senhores (as) que via de regra vereadores (as) eleitos são gananciosos e excedem ao poder, não pagam assessoria técnica integral de acordo com a lei, fazem subdivisões com vários pseudoassessores que não possuem qualificação, são apenas cabos eleitorais que servem como capacho desses, para atender aos eleitores de cabresto fazendo apenas o trabalho assistencialista.

    Com a palavra o MP.

  5. PAULINO JF disse:

    ISSO É UM VERGONHA!!!!!!!

  6. CARLOS ALBERTO NANNI disse:

    AS PREFEITURAS DO INTERIOR precisam criam os cargos de BACHAREL EM DIREITO – DE AGRIMENSOR – DE CARTOGRAFOS – DE ENGENHEIRO AMBIENTAL —etc.etc. – No entanto, há uma força descomunal junto aos prefeitos contra algumas medidas desta natureza, principalmente contra o cargo de BACHAREL EM DIREITO… como corporativismo na proteção de mercado de trabalho restrito aos que comandam…. – ISSO É UMA VERGONHA!… A corrupção não se encontra somente nos autos escalões do governo, pois esta enraizada na cultura dos brasileiros, infelizmente. – PARA MUDARMOS ESTA SITUAÇÃO exige-se uma EXTENSA CAMPANHA EM PROL DA HONESTIDADE que não esta mais em moda.

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