Detalhes do violento assédio moral ocorrido na Justiça Federal #assediomoral


Há alguns anos atrás fui vítima do assédio moral mais violento que se tem conhecimento. Todo ocorreu na Justiça Federal do Estado do Mato Grosso do Sul.

Na época era Diretor do Foro o Juiz Renato Toniasso e como Diretor de Secretaria Mauro de Oliveira Cavalcante. Esta dupla perseguiu muitos servidores de forma inescrupulosa.

Atualmente na Seção Judiciária em questão há quatro ou mais servidores aposentados definitivamente por problemas psicológicos e outros estão a caminho da aposentadoria.

Na vara do Juiz em questão, só no tempo em que estive lá, os servidores de sua vara puseram, por duas vezes, o cargo a disposição e pediram para sair daquele lugar. Mas eram impedidos porque ninguém queria trabalhar com aqueles sujeitos.

Uma Servidora recém-empossada no concurso público ao saber que iria ter que trabalhar com os dois sujeitos começou a chorar.

Ocorre que quando chegavam novos servidores, estes eram encaminhados para a Vara em questão, já que não conheciam o Juiz e nem poderiam dizer não, eis que estavam em estágio probatório.

Contudo, nem mesmo os Servidores antigos são questionados se desejam ir para outro lugar, são tratados como peças a disposição, sem vontade própria e o que acaba ocorrendo que nem sempre estão no meio de pessoas, juízes, diretores colegas que gostariam de estar, gerando conflitos e doenças psicossomáticas.

Outra vês um servidor que passou na Justiça Federal e no Ministério Público Estadual resolver ira para este último porque o ambiente de trabalho do primeiro era danoso, preferiu ganhar menos a ficar ali.

Na época, minha aposentadoria foi aprovada por três juntas médicas, mas Renato Toniasso e Mauro de Oliveira Cavalcante sempre procuravam um jeito para que a decisão das juntas não fosse aceita. Contaram ainda com a participação de Rodrigo Whitaker Salles então presidente da comissão, um mal educado, que não só destratou minha família, um irmão meu que é Promotor de Justiça, mas ameaçou meus advogados, sempre em conluio com Mauro de Oliveira Cavalcante que lhe passava informações e o que fazer em “off”, mesmo depois de minha advogada pedir para que ele fosse afastado do processo em uma das audiências.

Rodrigo Whitaker Salles (pessoa que sequer conhecia) presidente do PAD, disse para meu Advogado que iria fazer de tudo para que fossemos exonerado do cargo (provavelmente sob influência do Mauro de Oliveira Cavalcante e apoio do despota Juiz Renato Toniasso), virou coisa pessoal.

Mauro de Oliveira Cavalcante instigou a Servidora Tania Mara do Setor Pró-social a que desses depoimentos falsos, caluniosos, denunciação caluniosa que ensejaria pena de demissão.

Com uma personalidade covarde, dissimulada, atuando deste modo, por diversas vezes,  ele nunca agia diretamente, sempre atuando por meio de terceiros, instigando-os a realizar seus desígnios. E no fim com a maior cara de pau afirma que não sabe de nada, que não tem nada com isto. Sempre sai limpo, ileso.

Os Juízes sempre escolhem os diretores que lhes são mais afins, que parecem mais consigo mesmo. E é comum determinarem que os Diretores façam certas coisas. O Bom diretor sempre assume toda a culpa, caso contrário podem ficar queimado. Mas neste caso os dois não prestam. São dois sádicos prepotentes. Ousaria dizer que são dois psicopatas. Suas personalidades camuflam, dissimulam muito bem o que realmente são.

Posteriormente a servidora do pró-social confidenciou a Minha Esposa que havia sido obrigada a dar aqueles depoimentos, que faziam estas coisas a portas fechadas. Hoje a servidora está afastada por depressão a cerca de 6 (seis) meses e diz que a Justiça Federal não é lugar de gente, que obrigam as pessoas a fazerem coisas…

Os Cargos de Confiança na Justiça Federal não são necessariamente cargos de confiança, mas cargos de cumplicidade e o fato dos Juízes serem vitalícios e extremamente corporativos enquanto os servidores são quase que descartáveis gera uma relação muito desigual e facista.

No tempo em que estava internado, foram várias vezes oficiais de justiça me intimar na casa de repouso (hospital psiquiátrico – nome antigo). Iam aos pares para Intimar. Um dia estava bastante drogado e assinei uma intimação que sequer sabia do que se tratava. Por fim o hospital proibiu a entrada dos oficiais, muito embora uma das vezes, apesar da proibição minha esposa autorizou para que dois oficiais entrassem para averiguar a situação.

Estava tão mal que um oficial de Justiça começou a chorar no pé do meu leito.

Tinham ódio de minha pessoa porque quando faziam alguma coisa errada sempre punha no papel.

Fui o estopim que levou a aposentadoria compulsória de um Juiz Federal. Alguns colegas me disseram que estava sendo perseguido daquela forma porque tinha entregado alguns Juízes.

É verdade, fiz isto algumas vezes, não era para ser descoberto, pois fazia por meios oblíquos, mas descobriram. Não convém falar mais…

Os servidores sabem das coisas que acontece, mas têm família para sustentar e não convém entrar em uma relação desigual, isolamento, assédio moral, em problemas que não darão em nada e que pelo contrário sobrará só para si mesmos.

Fui servidor da Justiça Federal e não dos Juízes. Tenho por princípio a Justiça e não as pessoas que estão por trás da Justiça.

Houve uma audiência com a psicóloga do Juízo Estadual que deveria me avaliar. Sob as ordem do Juiz Federal Renato Toniasso e Mauro de Oliveira Cavalcante colocaram cerca de 2 (duas) mil folhas de documentos na mesa da psicóloga para tentarem influenciá-la. A Perita mandou que olhássemos para o lado e disse: “veja só o que me mandaram”.

Estes dois bandidos tentaram, mediante Tráfico de Influência, direcionar o destino da perícia com cópia de seus processos fraudulentos.

Mauro de Oliveira Cavalcante, de posse de uma das minhas correspondências que chegaram a Justiça sobre acidente de trânsito, de uma moto que emprestara a terceiros, mandou que pesquisassem no juizado do transito o que havia lá. E juntou documentos daquele processo no processo administrativo para tentar nos prejudicar.

Utilizou até uma monografia que fiz, para conclusão da pós Graduação, sobre assédio moral contra mim. Declarou no PAD que  fiz a monografia por estar descontente com a instituição. Ocorre que a monografia detalhava tudo o que eles faziam…

Vasculhou a microempresa de prestação de serviços que tinha minha esposa, oficiou a todos os os clientes para que prestassem esclarecimentos, queriam relacionar mina pessoa a gestão da empresa.

Violou nosso sigilo bancário e mandaram os agentes da Polícia Federal ao Banco do Brasil para pegar nossos dados bancários.

Um processo que deveria durar dois meses durou quase quatro anos. É que sempre vasculhavam para tentar encontrar mais alguma coisa.

Não há o que fazer com aquele Juiz. Ele aparenta ser uma pessoa sensata e protege as irregularidades de seu diretor de secretaria certamente porque é o mandante.

O Dr. Renato Toniasso e Mauro de Oliveira Cavalcante são dois marginais. Utilizaram a máquina administrativa-judiciária contra um pobre servidor para satisfazer vinganças pessoais.

Como é de praxe, o Juiz não responderá seriamente por Improbidade Administrativa, Condescendência criminosa pelos atos praticados pelo seu cúmplice e subordinado Mauro de Oliveira Cavalcante.

Sai de Campo Grande porque estava decidido a matar estes dois. Porque sei que não há justiça para eles. A cada minuto ficava imaginando um modo de acabar com eles e se fosse pego daria cabo da própria vida, pois o corporativismo dos Juízes é algo criminoso, iriam se vingar de mim pela morte do colega.

Minha ânsia pela morte era tanta que tentei suicido por duas vezes, na última vez, minha esposa me pegou em flagrante e conseguiu me levar para a internação. Quem não tem medo de morrer, também não tem medo de matar.

Hoje estou a 4 mil quilômetros de distância do local do ocorrido para que meus ódios não encontrem meio adequado para se chegar as vias de fato. Mas espero que tudo de mal aconteça a estas pessoas, e tenho plena ciência que sou capaz de dar uma morte lenta e dolorosa a estes cretinos sentindo muito prazer ao vê-los sofrer pelo que nos fizeram passar.

Quando não se confia na Justiça, resta fazer justiça com as próprias mãos.

Uma certeza eu tenho:

Um dia, nesta vida ou em outra nos encontraremos para o acerto de contas, quero Justiça, e ela vai acontecer, custe o que custar, assim seja…

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10 respostas para Detalhes do violento assédio moral ocorrido na Justiça Federal #assediomoral

  1. Bernardete disse:

    Seu caso é grave mas não é o pior já visto. Esse “título” ainda é meu. Concursada, estatutária, abrindo mão de um cargo também de servidora concursada estatutária estável no mesmo ente da federação, desenvolvi depressão e diversos transtornos de ansiedade antes de completar 6 meses de trabalho. Fui avaliada com zero em tudo em todas as avaliações da primeira chefe assediadora, protegida da direção do órgão. Zero em tudo, insuficiente em tudo, é isso mesmo. E sou profissional de nível superior, com duas pós graduações até aquele momento. O assédio foi piorando e eu piorando demais. Os assediadores e seus chefes tinham conhecimento que era uma pessoa sozinha, vivia sozinha, sou portadora de sequelas de doenças neurológica que me deixaram com deficiência física e o trabalho era minha única fonte de renda, meio de sobrevivência. Investi todas as forças, tempo, recursos para me capacitar e poder ter estabilidade, algo de extrema importância pra minha vida. Sabedores de tudo isso, o assédio piorou muito e eu não morri por minutos, por interferência da minha psicóloga. Depois de massacrada de todas as formas, humilhada, fui exonerada em estágio probatório com avaliações absurdas, as primeiras com zero em tudo, em todos os quesitos e as demais com péssima avaliação eu tendo que trabalhar em depressão e com um PA formado para minha exoneração por “comprovada” insuficiência no estágio probatório. Fui exonerada em março de 2012 em crise depressiva grave, de licença médica e tive meu salário e plano de saúde cortados e tive que viver sozinha em casa, dependendo da ajuda de amigos para absolutamente tudo. Passei mais de 1 mês sem tomar banho, sem comer ou comendo o que tinha (e não tinha mais nada). Na crise, sozinha em casa, tratada como um lixo. Tudo foi feito para me matar. Claramente foi um crime contra minha vida. Até hoje ( quase 4 anos exonerada e vivendo de ajuda dos amigos) estou esperando a justiça do erj fazer algo por mim e nada foi feito até agora. O parecer do MP no meu processo foi desfavorável uma vez que demonstro irrefutavelmente a ocorrência de assédio moral. Agora espero o juíz dar sua sentença. Em despacho o juíz negou meu pedido de perícia médica para comprovar meu adoecimento em função do que passei no trabalho, uma vez que entrei no órgão em plenas condições de saúde, atestado por todos os exames pré-admissionais feitos 6 meses antes de eu receber meu primeiro diagnóstico de depressão. Nesse despacho o juíz também diz que não precisa me ouvir porque minha versão dos fatos já consta na inicial. E pra finalizar ignora a reiteração do pedido de tutela antecipada dos meus salários. Pedi ao defensor público que me atendeu que pedisse novamente ao juíz que eu levasse testemunhas do outro órgão público onde trabalhei antes de ir para esse órgão que me assediou gravemente. Mas o defensor não pediu. Eu pedi novamente para ele repetir o que já foi pedido na inicial com relação a testemunhas quando o juíz pediu para informar que provas eu pretendia apresentar. E o defensor simplesmente não pediu novamente pra eu levar testemunhas do outro trabalho. Todos viram meu assassinato e se calaram, Os mais próximos não só se calaram como defenderam a assediadora. O que sofri, o que passei, sozinha, gravemente doente, sem nada, absolutamente nada, não tem parâmetro de comparação. O que o grave adoecimento e tudo o que passei e passo fez e faz no meu corpo já bastante fragilizado pelas sequelas que possuo é de um sofrimento incalculável. Desenvolvi fibromialgia grave onde tomava a dosagem máxima de fluoxetina para suportar. Quando fui exonerada não tive mais como comprar a medicação. Isso desde março de 2012. Hoje, Deus, DEUS MESMO, tem curado minhas emoções e tirado o ódio que me consumia. Mas meu corpo está aos pedaços, ainda sofrendo demais. Consegui o Bolsa Família e recebo R$ 79,00 por mês. Meus amigos ainda me ajudam senão já teria morrido de fome. Hoje com o calor absurdo que faz na cidade do RJ passo mal demais. Não consigo dormir de noite, nem de dia, nem sair de casa pra nada. E a fibromialgia piora muito com esse calor intenso. E vou continuar lutando pelo direito de viver, de ser quem eu sempre fui, ser servidora concursada, ter minha saúde equilibrada, poder voltar a trabalhar e ter uma vida produtiva. Seu caso é grave mas não é o mais grave já visto. Por isso e porque DEUS tem me curado nas emoções, coisa que ninguém conseguiu fazer, te afirmo que se vc não morreu de fato, vc pode se reconstruir e ser melhor do que foi antes. Que venha 2016. Que o sistema corrupto, conivente, comprado por interesses do poder seja sujo, é o que sabem ser, é o que são. Eu vou ser o que sou.

    • Elizabete Cabral disse:

      Mandou bem Bernadete. Só quem sofre assédio moral e não há justiça, é sofre lo duas vezes.

    • Se quiser fazer um relato completo para publicação no Blog estamos a disposição…

      • Bernardete disse:

        O relato resumido, bem resumido é esse. Estou esperando a sentença do juiz. Se a sentença concordar com os procuradores do estado e do mpe sou o que as avaliações dizem que sou, ou seja, nada, zero, menos que zero, execrada como fui como pessoa, profissional, servidora pública aí vou ter que pedir ajuda até fora do país senão minha vida fica completamente inviabilizada.

  2. Catia Paiva disse:

    Seria possível conversarmos?

  3. FABIANO DA COSTA ANDRADE disse:

    Mande notícias do Exame de ordem, preparem -se que essa prova vem pronta para reprovação em massa.

    • JOSE MARIA DE AQUINO disse:

      Estudando o Estatuto da OAB, no artigo sétimo esta assim a letra da lei 8.906/1994:
      CAPÍTULO II – DOS DIREITOS DO ADVOGADO
      V – não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condígnas, assim reconhecidas pela OAB, e na falta,em prisão domiciliar.
      Assim reconhecidas pela OAB É INCONSTITUCIONAL – ADI Nº 1.127-8 STF – DOU DE 25/05/2006 – passaram-se sete anos.
      Agora, se cair uma questão dessa na prova tem de marcar o que está no texro da lei. Isto é correto?

  4. Elço Ferreira dos Santos disse:

    Vendo o que acontece no nosso judiciario, me faz ficar preocupado, estou sentido que há uma especie de se criar um estado judiciario, com evidencias da OAB, que estando por traz, manipula com mãos hábeis, todo êsse movimento. Reparem a OAB se coloca como defensora dos advogados que são maltrados pelos juizes, mas no fundo essa atitude é para esconder o verdadeiro proposito da OAB criar o estado judiciario, fiquem atento reparem o que acontece, veja o STF, tribunal politico, a mão da OAB esta ´por cima desse tribunal . Quem voces acham que indicou o advogado Barroso para o STF, foi a presidenta Dilma?
    Fiquem atento.

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