Barbosa (STF) fala a verdade que causa revolta entre os Magistrados. #bandidosdetoga


Agora o corporativismo da Magistratura se investe contra Joaquim Barbosa que criticou a mentalidade conservadora de impunidade dos Juízes.

É claro que Barbosa não se referia a impunidade da classe mais pobre, pois estes pagam até pelo que não fizeram já que a pobreza lhes impulsiona inevitavelmente ao crime. E muitos estão presos por não terem como contratar um bom advogado. Quem tem dinheiro e/ou poder sempre se dá bem. E a corrupção é a grande causa deste estado.

É a sina, a causa e efeito da covardia da Magistratura.

Um dia destes entrei em um elevador de um Shopping com um Juiz e sua mulher. Ele fez alumas perguntas e minha esposa que é nordestina respondeu com a naturalidade daquele povo simples. O magistrado ignorou-a e conversava com sua mulher que conversava com a minha. Ele se comunicava com minha esposa e outras pessoas por meio de sua mulher, sem olhar para os demais como se os outros não existissem, como fazem muitos Juízes nos Fóruns.

Na descida do elevador haviam várias pessoas para entrarem, e na porta, havia um  menino de cerca de 5 ou 6 anos de idade. Ao invés do Magistrado se desviar da criança ele ficou plantado na porta do elevador esperando que o pupilo saísse de sua frente. Somente após menino ser retirado é que todos puderam se movimentar.

Assim são os Juízes de nosso pais. São duros com os pequenos e débeis com os grandes. Mantém preso um pequeno infrator, um inocente, mas soltam ou não prendem os grandes criminosos. Orgulho hipócrita e covarde.

Vejam agora a matéria do Consultor Jurídico.

“PRECONCEITUOSO E GENERALISTA”

Juízes criticam declaração de presidente do Supremo

A Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho emitiram neste sábado (2/3) nota pública em que classificam de “preconceituosa, generalista, superficial e, sobretudo, desrespeitosa” a declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, a jornalistas estrangeiros.

Em entrevista coletiva concedida na quinta-feira (28/2) a correspondentes internacionais, Barbosa afirmou que os juízes brasileiros têm mentalidade “mais conservadora, pró status quo, pró impunidade”. Já os integrantes das carreiras do Ministério Público seriam “rebeldes, contra status quo, com pouquíssimas exceções”.

Para as entidades que representam os juízes, as conclusões de Joaquim Barbosa partem de “percepções preconcebidas”. Os juízes consideram “incabível” a comparação das carreiras da magistratura e a do Ministério Público, já que o MP é a parte responsável pela acusação no processo penal enquanto os juízes não têm obrigação nem com a defesa nem com a acusação, mas “a missão constitucional de ser imparcial” e garantir um processo justo.

As entidades afirmam que não têm sido ouvidas pelo presidente do STF e disseram que o “isolacionismo” de Barbosa “parte do pressuposto de ser o único detentor da verdade”.

Assinam o documento o presidente da AMB, Nelson Calandra, o da Ajufe, Nino Toldo, e o da Anamatra, Renato Henry Sant’Anna.

Leia abaixo a íntegra da nota:

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), entidades de classe de âmbito nacional da magistratura, a propósito de declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista a jornalistas estrangeiros, na qual Sua Excelência faz ilações sobre a mentalidade dos magistrados brasileiros, vêm a público manifestar-se nos seguintes termos:

1. Causa perplexidade aos juízes brasileiros a forma preconceituosa, generalista, superficial e, sobretudo, desrespeitosa com que o ministro Joaquim Barbosa enxerga os membros do Poder Judiciário brasileiro.

2. Partindo de percepções preconcebidas, o ministro Joaquim Barbosa chega a conclusões que não se coadunam com a realidade vivida por milhares de magistrados brasileiros, especialmente aqueles que têm competência em matéria penal.

3. A comparação entre as carreiras da magistratura e do Ministério Público, no que toca à “mentalidade”, é absolutamente incabível, considerando-se que o Ministério Público é parte no processo penal, encarregado da acusação, enquanto a magistratura —que não tem compromisso com a acusação nem com a defesa— tem a missão constitucional de ser imparcial, garantindo o processo penal justo.

4. A garantia do processo penal justo, pressuposto da atuação do magistrado na seara penal, é fundamental para a democracia, estando intimamente ligada à independência judicial, que o ministro Joaquim Barbosa, como presidente do STF, deveria defender.

5. Se há impunidade no Brasil, isso decorre de causas mais complexas que a reducionista ideia de um problema de “mentalidade” dos magistrados. As distorções —que precisam ser corrigidas— decorrem, dentre outras coisas, da ausência de estrutura adequada dos órgãos de investigação policial; de uma legislação processual penal desatualizada, que permite inúmeras possibilidades de recursos e impugnações, sem se falar no sistema prisional, que é inadequado para as necessidades do país.

6. As entidades de classe da magistratura, lamentavelmente, não têm sido ouvidas pelo presidente do STF. O seu isolacionismo, a parecer que parte do pressuposto de ser o único detentor da verdade e do conhecimento, denota prescindir do auxílio e da experiência de quem vivencia as angústias e as vicissitudes dos aplicadores do direito no Brasil.

7. A independência funcional da magistratura é corolário do Estado Democrático de Direito, cabendo aos juízes, por imperativo constitucional, motivar suas decisões de acordo com a convicção livremente formada a partir das provas regularmente produzidas. Por isso, não cabe a nenhum órgão administrativo, muito menos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a função de tutelar ou corrigir o pensamento e a convicção dos magistrados brasileiros.

8. A violência simbólica das palavras do ministro Joaquim Barbosa acendem o aviso de alerta contra eventuais tentativas de se diminuírem a liberdade e a independência da magistratura brasileira. A sociedade não pode aceitar isso. Violar a independência da magistratura é violar a democracia.

9. As entidades de classe não compactuam com o desvio de finalidade na condução de processos judiciais e são favoráveis à punição dos comportamentos ilícitos, quando devidamente provados dentro do devido processo legal, com garantia do contraditório e da ampla defesa. Todavia, não admitem que sejam lançadas dúvidas genéricas sobre a lisura e a integridade dos magistrados brasileiros.

10. A Ajufe, a AMB e a Anamatra esperam do ministro Joaquim Barbosa comportamento compatível com o alto cargo que ocupa, bem como tratamento respeitoso aos magistrados brasileiros, qualquer que seja o grau de jurisdição.

Brasília, 2 de março de 2013.

Nelson Calandra
Presidente da AMB

Nino Oliveira Toldo
Presidente da Ajufe

Renato Henry Sant’Anna
Presidente da Anamatra

Revista Consultor Jurídico, 2 de março de 2013

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2 respostas para Barbosa (STF) fala a verdade que causa revolta entre os Magistrados. #bandidosdetoga

  1. QUE VERGONHA ! disse:

    FALA A VERDADE SEM MÊDO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA VOCÊ TEM SIDO EXCEÇÃO NUM JUDICIÁRIO DESACREDITADO, JÁ AFIRMADO PELO CNJ COMO BANDIDOS DE TOGA. QUE VERGONHA EU SINTO NÃO DELES, MAS DE MIM ! POR VIVER NESSA REPUBLIQUETA, SEM UM GOVERNO QUE O POVO POSSA SE ORGULHAR.

  2. IVO DE SOUSA ALMEIDA disse:

    Amigo Inacio,

    Precisamos urgentemente entrar com uma solicitao de abaixo assinado, para que possamos limitar os mandatos de VEREADORES, DEPUTADOS ESTADUAIS, DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES. Haja vista que, no Brasil, o Poder Legislativo virou um feudo. Precisamos mobilizzar a Nao para colhermos as assinaturas necessrias para uma nova Lei Eleitoral.

    Abraos

    Ivo Almeida

    Em 4 de maro de 2013 08:46, Inacio Vacchiano

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