Máfia dos Magistrados: patrocínio de eventos por terceiros e o assédio moral e processual #assediomoral #FIMdaCORRUPÇÃO


A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) sempre defendeu os seus filiados, independentemente se o que fazem é bom ou ruim. O corporativismo no ramo do Direito não é superado por nenhum outro mas o dos Magistrados supera a todos.

Quando Servidor na Justiça Federal chegamos a ser Presidenta da Associação do Servidores e tínhamos em nosso poder a relação de e-mails de todos os Juízes e Associações ligadas aos Magistrados.

Certa vez quando estava em Três Lagoas (MS) enviei por e-mail aos endereços citados informando algumas coisas que um Juiz  andava fazendo.

Após uma correição, fui transferido “de ofício” para Campo Grande como forma de punição, sem qualquer processo administrativo, já que não havia do que nos acusar além do fato de divulgar a verdade.

Procedimento irregular que ensejaria improbidade administrativa, prevaricação, abuso de autoridade e de poder,  tanto pelo fato da transferência como pelo numerário relativo a mudança que a União teve que indenizar.

Tentamos conversar com o Diretor do Foro da Seção Judiciária do Mato Grosso do Sul e este simplesmente nos disse que nenhum Juiz queria que trabalhássemos em sua vara. Nos ameaçou dizendo que, receberiamamos uma última chance em razão do pronunciamento de outros Juízes. Mas ou que seriamos aposentados ou exonerados.

Algum tempo depois abriram um processo sigiloso contra nós em um monte de mentiras, aproveitaram-se de informações de correspondências nossas que chegaram ao Foro (local de domicílio do Servidor Público), vasculharam todos os cartórios da Cidade em busca de informações e juntaram tudo qualquer coisa que encontravam ao processo, quebraram nosso sigilo bancário e foram com a Polícia Federal no Banco do Brasil para viabilizar a quebra. Como não havia o que encontrar, nada encontraram, mas ficou a lição para os demais servidores.

Os demais colegas tinham medo de falar conosco e quando algum dos nossos opositores chegavam perto, mudavam completamente o seu comportamento e se afastavam. Não sabíamos mais em quem confiar.

Com o advento, entramos em profunda depressão ficando internado por diversas vezes, sendo uma delas por cerca de um mês. Tomos doses cavalares de remédios fortíssimos. O médico chegou a achar que estávamos com um tumor no cérebro.

Os Oficiais de Justiça iam constantemente no Hospital para nos intimar de alguma coisa. Lembro-me de uma vez que foi um oficial e assinei um papel, estava tão dopado que até hoje não sei o que assinei.

A fim de evitar maiores aborrecimentos minha família promoveu a interdição. E mesmo assim os oficiais insistiram em ir ao hospital para nos intimar. Minha esposa, diante de tanta insistência permitiu que os oficiais entrassem. Eram dois oficiais de Justiça. Um deles era mulher. Esta quando viu o estado em que nos encontrávamos começou a chorar dentro da Clínica.

Ocorre que a decisão fora proferida pela Justiça Estadual, mas a Desembargadora do TRF3 em sua decisão disse que a decisão da Justiça Estadual não tinha validade na Justiça Federal.

Duas juntas médicas nos determinou a aposentadoria, mas a junta da Justiça Federal (com um especialista escolhido por eles para o caso) não queria aposentar. Tentaram através da AGU intervir na Justiça Estadual. Apresentaram milhares de folhas do processo sigiloso.

Posteriormente mandaram milhares de documentos para a Perita da Justiça Estadual que iria dar o parecer para tentar influencia-la. Mas a perita foi a nosso favor.

Muita aguá e sujeira rolou no mais violento ASSÉDIO MORAL E PROCESSUAL que tenho conhecimento. Antes da aposentadoria.

O processo que legalmente deveria durar 60 (sessenta dias) durou quase quatro anos. É que sempre tentavam encontrar alguma coisa nova muito embora sem resultados.

No final do processo, contra todas as provas e inexistência de fatos alegados a Desembargadora sentenciou que o processado fez o que fez porque não estava em bom estado de saúde mental.

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Lembro-me ainda de quando estava em Três Lagoas que a telefonista que não era concursada estava chorando. Fui questiona-la para descobrir o que estava acontecendo.

Ela disse que se não cedesse aos desejos sexuais de certa pessoa iria perder seu emprego. Contudo não consegui descobrir se era o então Diretor de Secretaria ou o Juiz que a estava pressionando. Ocorre que todos os dois eram de mal caráter. Depois que saiam da Justiça iam para bacanais. Certa vez os vizinhos chamaram até a polícia, mas parece que com influência conseguiram abafar o caso, muito embora em cidade pequena todos saibam do que acontece independentemente de sair nos jornais.

Conto tudo isto para que entendam como funciona o corporativismo na Magistratura, porque não queriam o CNJ, porque defendem tudo o que os Juízes fazem independentemente de estarem certos ou não.

Magistrados reagem a proposta de fim de patrocínio a eventos

Um dia após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começar a votação sobre a proibição de patrocínios em eventos de magistrados, três entidades que representam os juízes reclamaram ontem da ação do conselho. Alegaram que não foram previamente consultadas sobre o assunto. A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), a Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) pediram que esse tema seja aberto a discussões.

As entidades afirmam que a magistratura brasileira “jamais se deixou influenciar pelos colaboradores de eventos organizados pelas entidades de classe” e que não se pode suspeitar da independência dos juízes porque sua entidade de classe recebe patrocínios para eventos.

A proposta de proibição dos patrocínios é desproporcional, sustentam as entidades. “Os magistrados brasileiros não compactuam com qualquer tipo de desvio de finalidade e são favoráveis ao estabelecimento de regras que proporcionem ampla transparência. Todavia, não se pode inviabilizar o funcionamento legítimo dos foros de discussão, seminários científicos e debates jurídicos promovidos pelas entidades de classe” destacam.

Anteontem, o corregedor do CNJ, ministro Francisco Falcão, propôs a proibição do patrocínio de empresas privadas a congressos e eventos da magistratura, para garantir a independência das atividades dos juízes. Além do voto de Falcão, cinco outros conselheiros aprovaram a idéia. No entanto, um pedido de vista do conselheiro Carlos Alberto Reis, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), interrompeu a votação. No total, são 14 votos de conselheiros. Será aprovada a proposta que tiver maioria metade dos votos mais um, pelo menos.

O tema voltou à tona em dezembro do ano passado quando, durante festa de confraternização, a Associação Paulista de Magistrados (Apamages) sorteou a juízes brindes doados. Entre os presentes estavam passagens para cruzeiros e um automóvel.

Autor: jornal O Globo

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3 respostas para Máfia dos Magistrados: patrocínio de eventos por terceiros e o assédio moral e processual #assediomoral #FIMdaCORRUPÇÃO

  1. Sandra Telma Vargas (bacharel em direito) disse:

    APOIO TOTAL A DRª ROSINHA, quando disse que desafia o presidente da OAB a fazer o EXAME DE ORDEM, se é tão inteligente assim, deve mostra que é capaz, faça o exame, não se acovarde, mostre que é fera no DIREITO.

  2. Sandra Telma Vargas (bacharel em direito) disse:

    ISSO É O FIM DA PICADA, A QUEM RECORRERMOS, CASO PRECISAMOS DA JUSTIÇA? só nos resta o pau da BANDEIRA, será que não temos autoridades competentes para por fim a essa falta de vergonha na cara, será que aqueles aos quais elegemos para nos representar não podem fazer absolutamente nada? cadê a força politica das pessoas de bem? ou não existe pessoas de bem?

  3. Assediados disse:

    Simplesmente uma vergonha!!

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