Uma iniciação no dia de Reis


Um dia destes tive uma conversa com um sujeito muito estranho. Ele falava de coisas difíceis de compreender.

Disse que estava em nosso mundo a cerca de dois milénios, que veio para cá ainda na época de Roma.

Que tinha ligações espirituais com a esfera de Bina relativos a atividades saturninas e também à justiça. Que fora visitado diversas vezes por uma entidade de cor negra que é conhecida como a rainha dos infernos e que esta lhe ajudara por diversas vezes.

Perguntei se esta entidade tinha alguma coisa a ver com a Nossa Senhora de Aparecida. Ele disse que sim. Que havia outros nomes, como Hecate, e que era a mesma entidade que causava horror em algumas culturas que a viam como a Deusa da morte, mas o que na realidade ele matava era o horror que existe em cada um de nós.

Esteve fora do corpo físico por diversas vezes e visitou o chamado “inferno” onde constatou a presença de pessoas que ainda possuem corpo físico na terra. Viu uma pessoa que fazia mal ao próximo sendo perseguida por Cerebelo até que se precipitasse de um abismo. A mesma criatura que fazia com que outros se precipitassem na fuga de seu latido latonado, não o incomodava. Tornou-se amigo do mesmo e obteve seus favores por duas vezes.

Esteve de frente com um ser terrível e disse que o que o lhe causou terror não fora sua aparência, mas sua vibração: “Não há valentão que não trema diante de vibrações como aquela”.

Conheceu criaturas maravilhosas do outro lado, uma delas tinha uma vibração tão maravilhosa que ficou em êxtase por dias.

Perguntei-lhe que droga estava usando. Disse que não usava drogas. Não era preciso, que qualquer pessoa poderia fazer aquilo, pois faz parte dos dons humanos. As pessoas apenas não sabem como utiliza-los.

Afirmou ainda que seu Ser (ele separava seu Ser do corpo físico) fazia parte da Justiça Espiritual. Ou seja, que existe um tribunal espiritual. Afirmou que o nome de seu Ser é “Hakash ba hakash” – não sei se escrevi direito. Que recebera este nome num dia quando por um impulso espiritual subira em uma laje aonde dois seres (espirituais) vieram e lhe colocaram a coroa. Até hoje não conseguiu descobrir o significado deste nome.

Disse que o que mais deveríamos temer é a nós mesmos, pois dentro de nosso Ser (possivelmente referia-se ao subconsciente) havia uma parte que elaboram cálculos de tudo o que fazíamos, e que a conta precisa estar zerada. Assim por exemplo poderia ocorrer de fazermos algo errado e posteriormente nos machucarmos inconscientemente para zerarmos as contas.

Quando morremos, uma conta enorme é feita em poucos instantes e depois em outro tempo e outro. No livro Egípcio dos Mortos mostra que havia sacerdotes que tentavam com rituais sabotar os cálculos. O estranho Senhor dizia que não é possível sabota-los e comparou toda a somatória a um imenso lago profundo onde os rituais moveriam apenas a superfície – como quando movemos a agua por cima com as mãos e que depois por si só tudo se nivelava.

Informou que a Justiça Espiritual atua apenas subsidiariamente e como num jogo de xadrez para evitar maiores danos – e em vários planos, respeitando-se o livre arbítrio para o progresso de cada um e de todos -, mas que todo o processo é feito internamente por cada um. Não há como fugir de si próprio.

Existem muitas pessoas no planeta que não tem mais como equilibrar as contas, já que seriam necessários milhares de existências dedicadas para tanto e seria nisto que consistiria o chamado Juízo final. Estas pessoas descerão, por lei de afinidade vibratória, a determinados departamentos da natureza e ficarão por lá vagando de departamento em departamento até que elas mesmas digam que está tudo certo. Este plano, segundo ele, está elem do tempo e do espaço, por isto chamam-no de Eternidade.

E o que tem haver tudo isto com o dia de Reis?

É que a Mãe deste Senhor, segundo sua afirmação, nascera no Dia de Reis e curiosamente a dita Senhora que lhe aparecia também era chamada de “Mãe Divina” e foi justamente neste dia em que recebeu uma iniciação em que estiveram presentes inúmeros seres fardados com espadas de luz em suas bainhas.

Contou que em uma abóboda, em meio a muitos seres, um ser pairava e que durante o processo, em que estava com uma vestimenta especial e fora do corpo físico, naquele ambiente, entrou em êxtase de grande amor, começou a flutuar e apareceram milhões de pontos azuis e coisas afins, neste instante apenas desejou que a humanidade fosse feliz, mas não conseguiu lembrar o que sucedeu. Questionou a um ser que lhe estava próximo e este lhe dissera que estava iniciado no plano mental.

O estranho Senhor que tinha intimas relações de seu Ser em Binha, onde desenvolvia seus trabalhos, agora se tornara iniciado nas esferas de Hod, que traduzindo para a linguagem Cristã, tornara-se um Arcanjo do primeiro de três setes.

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