EXAME DE ORDEM – CRISE DE UMA MORTE ANUNCIADA #FIMEXAMEOAB #examedeordemINCONSTITUCIONAL #CPIdaOAB


Projeto põe fim

ao exame da OAB

exame de ordem1

Uma proposta que põe fim à exigência do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – PL 2154/11) para o exercício da advocacia poderá ser votada nesta semana pelo Plenário da Câmara. A afirmação é do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), autor do projeto. Para votação imediata, será necessário o apoio da maioria absoluta dos deputados ou de líderes partidários que representem esse número.

O projeto é polêmico e foi tema de audiência pública nesta quarta-feira (28) na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Deputados e movimentos sociais divergem sobre a necessidade do exame. De um lado, os que acreditam que o exame garante a qualidade da formação dos advogados; de outro, aqueles que defendem que a medida é corporativa e serve para a arrecadação de recursos.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliesco, que participou do encontro, admitiu que não há uma “opinião conclusiva” da entidade sobre o tema. No total, tramitam na Câmara 18 propostas sobre o assunto.

Reprovação
Organizações sociais estimam que existam cerca de 700 mil advogados em atuação no Brasil e 4 milhões de bacharéis em Direto impedidos de exercer a profissão porque não se submeteram ou não alcançaram nota suficiente para o registro na ordem. O índice de alunos aprovados no exame tem ficado sempre abaixo dos 20%.

Os altos índices de reprovação, de acordo com Eduardo Cunha, são uma incoerência. “Para que um curso de Direito funcione, ele deve ter a aprovação prévia da própria OAB. Isso está no Estatuto da Advocacia (PL 8906/94). Então, se eles opinam para criar os cursos, como vão agora dizer que esses cursos são ruins?” indagou.

O presidente da associação Ordem dos Bacharéis do Brasil (OBB), Willyan Johnes, chegou a dizer que o exame da ordem “objetiva a reprovação em massa”. “Nem os professores de cursinho acertam as pegadinhas da OAB”, argumentou. “Os cursos de Direito viraram hoje simples cursinhos preparatórios muito caros”, alertou a presidente da Associação Bacharéis em Ação, Gisa Almeida Moura.

Fiscalização 
O deputado Sibá Machado (PT-AC), que também defende o fim do exame da OAB, acredita que a origem do problema está na fraca fiscalização da qualidade dos cursos superiores privados oferecidos no Brasil. “São muitos cursos de Direito. Na origem, já sou contra isso, até porque precisamos de outros profissionais. Cabe ao Ministério da Educação fazer um pente fino e fechar os cursos que não se sustentam”, argumentou Machado, que solicitou a audiência desta quarta, em conjunto com o deputado Carlos Magno (PP-RO).

Dados da própria OAB, do primeiro semestre deste ano, mostram que, das 20 instituições que mais aprovaram em termos proporcionais no exame, apenas uma é particular. “O MEC tem liberado cursos demais, sem acompanhamento da qualidade”, alertou Sibá Machado.

Sem contradição
Para o assessor jurídico do Conselho Federal da OAB Oswaldo Pinheiro Ribeiro Júnior, no entanto, o exame da ordem não entra em contradição com o trabalho do Ministério da Educação: “O exame de ordem nunca se propôs a avaliar diretamente a qualidade do ensino jurídico. Claro que, de forma indireta, isso acaba ajudando na tarefa do MEC de fiscalizar os cursos. O que está em jogo no exame, porém, é a aptidão técnica do futuro advogado”.

Oswaldo Júnior acrescentou que o exame da OAB, que foi declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro do ano passado, favorece principalmente os clientes com menos recursos: “O exame da ordem é a forma de garantir que os advogados têm condições de representar seus clientes. Nas relações de consumo e trabalhistas, por exemplo, a parte mais forte, das empresas, certamente estará bem representada, com os advogados mais bem preparados. A parte mais fraca também precisa de garantias”.

Para o deputado Glauber Braga (PSB-RJ), o fim do exame deve piorar a qualificação dos advogados no Brasil. “A possibilidade de postular em juízo, como a dos advogados, envolve direitos civis essenciais, como a liberdade. É algo muito importante que deve exigir uma capacitação especifica. E a OAB pode definir se o estudante que se formou tem efetivamente essa capacidade”, alertou.

Glauber Braga chegou a afirmar que algumas iniciativas de projeto de lei que acabam com o exame da ordem “visam somente a enfraquecer a instituição”. “Muitas defesas da OAB são, algumas vezes, contrárias às posições de determinados políticos no Congresso. Independentemente de concordar ou não com o posicionamento da presidência atual do órgão, os deputados não devem ser contrários à instituição”, argumentou.

Íntegra da proposta:

Fonte: washingtonbarbosa

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3 respostas para EXAME DE ORDEM – CRISE DE UMA MORTE ANUNCIADA #FIMEXAMEOAB #examedeordemINCONSTITUCIONAL #CPIdaOAB

  1. JUSTIÇA ... ACIMA DE TUDO. disse:

    ARGUMENTEM O QUE DESEJAREM, MAS, QUEM DEFENDE O EXAME DO OBA-0BA, NO MINIMO ESTA COMENDO NAS MÃOS DELA. TEM RABO PRESO, PUXA O SACO, E BABA OVO DA ORDEM. EXEMPLO: AQUELE PORTALZINHO DO TAL “MAU MAU”, PELA SACO DA ORDEM POSSIVELMENTE ESTA COMENDO NA MÃO DELES.

    TODOS QUE DEFENDEM ESTE OBA-OBA, SE FOR PESQUISAR, TEM ALGO A ESCONDER. TEM JANELAS E TELHADOS DE VIDRO. POR ISSO, TEM MEDO DESTE CONSELHO. NÃO FALEI NOME DE NINGUÉM. É SÓ PENSAR UM POUCO.

  2. JOSE MARIA DE AQUINO disse:

    Olha, acho que a qualidade do ensino deve ser fiscalizada nas faculdades e que o mesmo rigor deve ser extensivo às faculdades de medicina e ao Crea, pois estes exercem suas funções logo que concluem o curso em universidades. Pergunto: Numa prova da OAB, o advogado que possue a carteira vermelha consegue fazer uma peça judicial (recurso) com apena o código, sem consultar uma doutrina? – porque na segunda fase o bacharel não pode levar uma doutrina, se na realidade qualquer advogado por mais competente que seja usa as doutrinas para defender seus clientes? Esse negocio de qualidade do advogado quem vai exigir é a sociedade. Acho que a OAB torce mesmo é para ter mais reprovação, pois os duzentos reais de cada bacharel deve fazer a festa neste mercado lucrativo chamado reserva de mercado.

    • Lauro Rebeca Junior disse:

      Acredito que o ensino superior não é o ideal, mas sem duvida não é só as ciências jurídicas que merecem criticas, dai a afirmar que os bacharéis são uma ameaça a sociedade e no minimo incoerente, são formados de maneira precária, professores, contadores, economistas, médicos, bacharéis…
      Estão esquecendo que os bacharéis são cidadãos, e que assim como os outro tantos profissionais portadores de diplomas cursaram uma faculdade/universidade, e se o ensino superior e deficiente, então que responsabilizem as instituições de ensino, pois é notório que está, neste caso ocorrendo um estelionato educacional, afinal frequentamos um curso aprovado pelo mec, dentro das especificações, com grade determinada, passamos por todas as provas, e ainda para concluir o curso apresentamos um TCC.
      A maioria esmagadora de bacharéis, são cidadãos que só tiveram a oportunidade de frequentar uma universidade/faculdade graças ao incentivos financeiros do governo federal, (fies), e depois de formado, com uma divida à pagar, e em nome de uma proteção a sociedade, com a intenção descarada de arrecadação e controle do mercado, a OAB impõe uma prova injusta e imoral, e inutiliza um diploma superior.
      Que não falte coragem ao Congresso nacional, e que acabem com o exame de ordem, e não se esqueçam nos nos bacharéis somos brasileiros, e que temos o direito de exercer a advocacia, não nos basta regulamentar a profissão de bacharel, fizemos ciências jurídicas, para exercer a advocacia, não somos meros despachantes, nem secretários.
      Somos graduados, pós-graduados, em ciências jurídicas, somos sim advogados.

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