Exame de ordem causa estado de necessidade a uma família. #examedeordemINCONSTITUCIONAL


Quero também partilhar com vocês o meu caso. Enfatizo que é muito humilhante para mim ter que relatar isso, mas me senti impelida para tal, sendo assim, aqui vai:

A obrigatoriedade do EXAME DE ORDEM é realmente uma afronta aos direitos dos bacharéis em Direito.

Eu e meu marido nos formamos em 1998 e, como tínhamos uma empresa no ramo da educação (escola de idiomas), não pudemos atuar e não prestamos o Exame, por um longo espaço de tempo.

Acontece que, ao final do ano de 2009, nossa empresa faliu e tivemos que recorrer a nossa formação acadêmica, para o nosso sustento e de nossa família. Submetemo-nos às provas e, como era de se esperar, face às dificuldades do “certame”, não passamos.

Conseguimos trabalho em outro Estado, onde começamos a trabalhar como empregados, já que não temos habilitação profissional e somos “apenas” bacharéis em Direito. Meu marido conseguiu ser registrado em carteira, como “Auxiliar Jurídico”, com salário de 1 (um) salário mínimo e eu, em um escritório de advocacia, sem salário fixo, na dependência do pagamento dos honorários advocatícios dos processos em que tenho participação, pelos quais recebo apenas uma pequena porcentagem.

Em 08/07/2011, meu marido sofreu um AVC severo, que o deixou com sequelas graves (usa cadeira de rodas para locomoção e não tem nenhum movimento no braço esquerdo, além de outras sequelas).

Em 15/07/2011- dois dias antes da prova, pela qual estávamos devidamente inscritos,  me dirigi à OAB/PR e protocolei um requerimento, solicitando a devolução das taxas de inscrição minha e de meu marido, já que estávamos impossibilitados em prestar o exame que seria realizado em 17/07/2011: Meu marido estava na UTI, em estado grave e eu estava sob efeito de tranquilizantes,  acompanhando-o  no hospital, ambos, portanto, sem nenhuma condição de fazer a dita prova.

Pois bem, o tempo passou e vários foram os telefonemas e e-mails enviados à Seccional do Estado em que moramos, que, por sua vez, encaminhava o caso para ser resolvido pelo Conselho Federal da OAB em Brasília, numa angustiante espera, até que, em 31/05/2012 (quase um ano depois), recebi um e-mail do Conselho Federal, negando o meu pedido, sob a alegação de que (litteris) “… o edital de abertura do IV Exame de Ordem Unificado, em seu item 2.4.7, afirma que  “ uma vez paga, a taxa de inscrição não será devolvida sob nenhuma hipótese.”…”

Sinto-me ultrajada, indignada ou, mais especificamente ENOJADA com tal atitude de um órgão de classe que, em total hipocrisia, se diz estar “em defesa do cidadão”. Se assim for, como ficamos eu e meu marido, nessa história toda? Qual a razão de tamanho desrespeito? Não somos, pois cidadãos?

Pregam não haver lucro com o Exame de Ordem. Mas, tratando-se de míseros R$ 400,00 (para eles, isso não é nada, mas para mim e minha família, na atual situação financeira que atravessamos, é muito!!!), qual a razão da recusa da devolução deste valor???

Confesso que me sinto humilhada com todo o ocorrido, pois tenho que trabalhar para sustentar minha família, mas sinto-me totalmente impotente, tendo que tomar conta de meu marido que está  inválido e também de meu pai de 86 anos que, por ironia do destino, também sofreu um AVC no último dia 15/07/2012, estando os dois sob os meus cuidados. Classifico esse episódio triste de minha vida como ESTADO DE NECESSIDADE: Uma lamentável humilhação!!!

O Conselho não concedeu-me, nem mesmo, um crédito, para inscrever-me em um futuro Exame de Ordem.

Vivendo em uma sociedade perversa, onde  a idade é fator relevante para a obtenção de emprego, sentimo-nos  excluídos do mercado de trabalho, já que conto hoje com 51 anos de idade e meu marido, 56 (com o agravante da invalidez).

Não fosse esse incoerente, para não dizer MALDITO Exame de Ordem, eu poderia estar trabalhando em casa, através do Processo Eletrônico (no qual tenho experiência, pelo trabalho de “Auxiliar Jurídico”), o que me possibilitaria uma renda para ajudar nas despesas da casa, que são grandes.

Atualmente, estamos sobrevivendo com a aposentadoria de meu pai e com o auxílio-doença que meu marido recebe, sendo os dois benefícios  em valores ínfimos.

Tudo o que aconteceu foi alheio a nossa vontade, portanto, caso de Força Maior, mas esse “órgão de classe” que se diz “GUARDIÃO DOS DIREITOS DOS CIDADÃOS”, na verdade, não os respeita e guarda, tão somente age em favor do que é de seu próprio interesse.

Por essas e outras é que percebemos a verdadeira intenção do Exame de Ordem. A OAB é mercenária: não se importa com os cidadãos, coisa nenhuma. O que ela visa mesmo é o lucro, a reserva de mercado!!!

Passar no Exame de Ordem não vai fazer do bacharel em Direito um bom advogado. A diferença estará na eficiência ou não de seus serviços e isso será feito pelo mercado de trabalho, como outrora foi, antes desta famigerada prova entrar na história de nossa sociedade brasileira.

Cassia ML

 

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13 respostas para Exame de ordem causa estado de necessidade a uma família. #examedeordemINCONSTITUCIONAL

  1. Pingback: Trabalho histórico científico sobre o exame de ordem: DA LIVRE CONCORRÊNCIA #FIMEXAMEOAB #examedeordemINCONSTITUCIONAL #CPIdaOAB | Inacio Vacchiano

  2. DECO disse:

    Amiga, um dia proximo esses MONSTROS da OAB vao pagar. Deus é unico, verdadeiro, TARDA E NAO FALHA. Vamos apoiar e rezar para que o deputado EDUARDO CUNHA venca essa corja de ladroes que se instalaram na OAB. com argumento idiota que a sociedade deve-se se protegida, nos tachando de Bandidos de cara. Espero que os advogados que aí estao se unam a dor dos Bachareis, porque eles pagam uma alta anuidade e nao vêem nada deste valor. A OAB precisa ser colocada em seu devido lugar antes que ELA VIRE UM MONSTRO, se já nao virou pois consegue ver um grao de areia no oceano mas nao ver um ELEFANTE em seu quintal. A JUSTIÇA TARDA MAS NÃO FALHA.

  3. Marli Abinader disse:

    Amiga é uma pena que tudo isso esteja acontecendo, também me desiludi muito com a OAB. Pensei que fosse um órgão que acolhesse os profissionais da área, ledo engano. Minha decepção iniciou quando estava cursando o sétimo período de Direito e fui obrigada a requerer minha carteira da OAB de estagiária e a partir daí pagar uma mensalidade sem nem estar trabalhando. Achei tudo aquilo o cúmulo do absurdo, como dizem que a OAB, os exames exigidos, não é uma mina de dinheiro fácil não respeitam mesmo os direitos de ninguém. Será que não existe alguém com poderes para acabar com essa mamata?

    • LEONICE disse:

      Minha amiga, os únicos para poder acabar com está mamata da OAB, falta de respeito que eles tem por nós, será os deputados com os projetos e com nosso apoio. O DURSO, prega em seu discurso na televisão a JUSTIÇA! ele deveria fazer justiça com inscrição dos bacharéis na OAB, para depois Usar está palavra como politico. a OAB não faz justiça com ninguém a não ser com eles próprios. não podemos desistir nunca, que venceremos estes poderosos do caça níquel, da reserva de mercado. tem muito mais médicos, administradores, professos, contadores, e outras áreas se formado todos os anos, para falarem que existem muitos bacharéis, eles foram os culpados de impedirem todos de trabalharem.E também muito não querem advogar, querem concurso público, porque a vida de um advogado não é fácil e muito sofrida, mas isto não nós tira o direito de nos inscreverem, concluímos nossa faculdade e temos nossos DIREITOS, ou a nosa constituição não vale de nada perante a OAB, eles pensam ser DEUS!

    • Cassia ML disse:

      Amiga Marli,
      Também fui estagiária e paguei mensalidade para este dito “órgão de classe” (denominado assim, pois ninguém sabe definir exatamente o que é).
      Tal como você, decepção é pouco para descrever os sentimentos que tenho em relação à OAB, principalmente agora, com todo o caso conosco ocorrido.
      Agradeço pela força. Vamos continuar lutando, certo?
      Saber que alguém nos “ouve” e se importa, acalenta nosso coração e nos dá ânimo para continuar a batalha.
      Que Deus nos abençoe a todos.

      • LEONICE disse:

        Eu creio em DEUS! e sei que a máscara da OAB, está próxima e vai cair., omos profissionais e na nenhuma OAB, e vai nós diminuir, e com o apoio de deputados vamos conseguir derrubar este exame que não qualifica ninguém.

  4. Digno casal de diplomados em Direito

    Tendo lido com fiel atenção humana e cristã evangélica, os fatos comentados no espaço colhido e retratado pelo disciplinado e honrado jornalista INACIO VACCHIANO, de quem sou assíduo leitor.
    Ouso ocupar o tempo e sustentar, com a toga de Presidente de Honra do Movimento Nacional Bacharel em Direito (MNBDBRASIL) em São Paulo, Capital, algumas afirmações que se me afloram e que acredito,possam alentar o coração amargurado de ambos. Vivenciado no texto, objeto deste valoroso comentário.
    Assim alinhavado:
    “ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante”
    “O Decreto n.350, de 21.11.1991, promulgou o Tratato de Assunção, que estabeleceu Mercado Comum entre Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai-MERCOSUL..
    “prevalência dos direitos humanos”
    “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”
    ´”é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além de indenização por dano material, moral ou à imagem”
    Textos estes copiados da Constituição Federal de 1988 “Dos Princípios Fundamentais e Dos Direitos e Garantias Fundamentais”
    Títulos:
    I e II da Suprema Lei Brasileira
    Ainda:
    “Ninguém se exime do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade”
    Lei 5.869/73 que rege o Código de Processo Civil Brasileiro.

    Diante destes tópicos, de se afirmar, com segurança, firmeza e presteza:

    A UM:

    O reembolso da inscrição protocolado junto a Seccional da OAB, negado pelo Conselho Federal da OAB de Brasilia DF, pode e deve ser REITERADO pelo casal, através de petição de ambos, sob a LEI de ACESSO Á INFORMAÇÃO.
    Nela fazendo-se a juntada dos atos levados a efeito em 15 de julho de 2011 e da resposta arguida pelo CONSELHO FEDERAL
    Sob o argumento:

    “… o edital de abertura do IV Exame de Ordem Unificado, em seu item 2.4.7, afirma que “ uma vez paga, a taxa de inscrição não será devolvida sob nenhuma hipótese. ”…”
    A devolução da “taxa” se impõe sob o manto e proteção do Código de Proteção e Defesa do Consumidor Lei 8.078/1990 que trata “Das práticas abusivas (arts. 39 e 41) em harmonia, com a Lei Delegada n. 4 de 26 de setembro de 1.962. Esta intervém “no domínio econômico para assegurar a lívre distribuição de produtos necessários ao consumo do povo”
    “A” “multa” pela não devolução da “taxa” sustentada pelo casal de bacharel em direito, que não prestaram o exame, é de fato e de direito na quantia de “três milhões de vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou indice equivalente que venha substituí-lo” Parágrafo único do artigo 57 do CPDC.
    Além do dano material, moral ou à imagem…
    CASSIA ML:
    Busque com o seu angustiado marido, a solução dos seus direitos, tido por “liquido e certo” junto ao Ministério Publico Federal da jurisdição onde residem.
    Movam-se
    Com fundamento na LEI de ACESSO Á INFORMAÇÃO e nestes tópicos aqui trazidos à lembrança.
    A Lei 8.906/94 artigo 8º. IV é letra “morta”
    A exigência de “Exame de Ordem” se encontra no STF nos autos do RE 630.530 sem que tenha sido pelo PLENÁRIO alvo de julgamento do mérito.
    Sendo certo, porém, que o Relator que atuou no Recurso Demóstenes Torres, ex Senador partidário do DEM, dando parecer favorável ao Exame de Ordem, é persona “non grata” Sua atuação no RE 630.530 se afigua inócua ou de fundamentação de crime de LESA PÁTRIA.
    A casação do mandato dele de SENADOR é tida por vigorosa e eminente perante a Comissão Legislativa do SENADO FEDERAL.
    Fatos notórios pela Câmara dos Deputados Federal na Comissão de Ética e Disciplina com votação expresiva pela casação.
    Façam
    Valer com vigor o DIPLOMA de BACHEREL conquistado por ambos e registrados sob o fulgor das Leis de Diretrizes e Bases em vigência no território brasileiro.
    AUTORIZO-LHES
    Fazer uso solene deste arrazoado na forma do ato juridico perfeito, objeto licito e devido processo legal.
    JOÃO RIBEIRO PADILHA
    OABSP 40385 AASP 8740
    Presidente de Honra do MNBDBRASIL em São Paulo
    DATA
    29 de junho de 2012 sexta feira 13h24
    jribeiropadilha@uol.com.br
    Novo post em Inacio Vacchiano
    Exame de ordem causa estado de necessidade a uma família. #examedeordemINCONSTITUCIONAL
    by Inacio Vacchiano

    Quero também partilhar com vocês o meu caso. Enfatizo que é muito humilhante para mim ter que relatar isso, mas me senti impelida para tal, sendo assim, aqui vai:
    A obrigatoriedade do EXAME DE ORDEM é realmente uma afronta aos direitos dos bacharéis em Direito.
    Eu e meu marido nos formamos em 1998 e, como tínhamos uma empresa no ramo da educação (escola de idiomas), não pudemos atuar e não prestamos o Exame, por um longo espaço de tempo.
    Acontece que, ao final do ano de 2009, nossa empresa faliu e tivemos que recorrer a nossa formação acadêmica, para o nosso sustento e de nossa família. Submetemo-nos às provas e, como era de se esperar, face às dificuldades do “certame”, não passamos.
    Conseguimos trabalho em outro Estado, onde começamos a trabalhar como empregados, já que não temos habilitação profissional e somos “apenas” bacharéis em Direito. Meu marido conseguiu ser registrado em carteira, como “Auxiliar Jurídico”, com salário de 1 (um) salário mínimo e eu, em um escritório de advocacia, sem salário fixo, na dependência do pagamento dos honorários advocatícios dos processos em que tenho participação, pelos quais recebo apenas uma pequena porcentagem.
    Em 08/07/2011, meu marido sofreu um AVC severo, que o deixou com sequelas graves (usa cadeira de rodas para locomoção e não tem nenhum movimento no braço esquerdo, além de outras sequelas).
    Em 15/07/2011- dois dias antes da prova, pela qual estávamos devidamente inscritos, me dirigi à OAB/PR e protocolei um requerimento, solicitando a devolução das taxas de inscrição minha e de meu marido, já que estávamos impossibilitados em prestar o exame que seria realizado em 17/07/2011: Meu marido estava na UTI, em estado grave e eu estava sob efeito de tranquilizantes, acompanhando-o no hospital, ambos, portanto, sem nenhuma condição de fazer a dita prova.
    Pois bem, o tempo passou e vários foram os telefonemas e e-mails enviados à Seccional do Estado em que moramos, que, por sua vez, encaminhava o caso para ser resolvido pelo Conselho Federal da OAB em Brasília, numa angustiante espera, até que, em 31/05/2012 (quase um ano depois), recebi um e-mail do Conselho Federal, negando o meu pedido, sob a alegação de que (litteris) “… o edital de abertura do IV Exame de Ordem Unificado, em seu item 2.4.7, afirma que “ uma vez paga, a taxa de inscrição não será devolvida sob nenhuma hipótese.”…”
    Sinto-me ultrajada, indignada ou, mais especificamente ENOJADA com tal atitude de um órgão de classe que, em total hipocrisia, se diz estar “em defesa do cidadão”. Se assim for, como ficamos eu e meu marido, nessa história toda? Qual a razão de tamanho desrespeito? Não somos, pois cidadãos?
    Pregam não haver lucro com o Exame de Ordem. Mas, tratando-se de míseros R$ 400,00 (para eles, isso não é nada, mas para mim e minha família, na atual situação financeira que atravessamos, é muito!!!), qual a razão da recusa da devolução deste valor???
    Confesso que me sinto humilhada com todo o ocorrido, pois tenho que trabalhar para sustentar minha família, mas sinto-me totalmente impotente, tendo que tomar conta de meu marido que está inválido e também de meu pai de 86 anos que, por ironia do destino, também sofreu um AVC no último dia 15/07/2012, estando os dois sob os meus cuidados. Classifico esse episódio triste de minha vida como ESTADO DE NECESSIDADE: Uma lamentável humilhação!!!
    O Conselho não concedeu-me, nem mesmo, um crédito, para inscrever-me em um futuro Exame de Ordem.
    Vivendo em uma sociedade perversa, onde a idade é fator relevante para a obtenção de emprego, sentimo-nos excluídos do mercado de trabalho, já que conto hoje com 51 anos de idade e meu marido, 56 (com o agravante da invalidez).
    Não fosse esse incoerente, para não dizer MALDITO Exame de Ordem, eu poderia estar trabalhando em casa, através do Processo Eletrônico (no qual tenho experiência, pelo trabalho de “Auxiliar Jurídico”), o que me possibilitaria uma renda para ajudar nas despesas da casa, que são grandes.
    Atualmente, estamos sobrevivendo com a aposentadoria de meu pai e com o auxílio-doença que meu marido recebe, sendo os dois benefícios em valores ínfimos.
    Tudo o que aconteceu foi alheio a nossa vontade, portanto, caso de Força Maior, mas esse “órgão de classe” que se diz “GUARDIÃO DOS DIREITOS DOS CIDADÃOS”, na verdade, não os respeita e guarda, tão somente age em favor do que é de seu próprio interesse.
    Por essas e outras é que percebemos a verdadeira intenção do Exame de Ordem. A OAB é mercenária: não se importa com os cidadãos, coisa nenhuma. O que ela visa mesmo é o lucro, a reserva de mercado!!!
    Passar no Exame de Ordem não vai fazer do bacharel em Direito um bom advogado. A diferença estará na eficiência ou não de seus serviços e isso será feito pelo mercado de trabalho, como outrora foi, antes desta famigerada prova entrar na história de nossa sociedade brasileira.
    Cassia ML

    Inacio Vacchiano | 28/06/2012 at 17:45 | Tags: #examedeordemINCONSTITUCIONAL | Categorias: EXAME DE ORDEM | URL: http://wp.me/p18lHZ-1eU
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    CASAL de BACCHAREL em DIREITO
    DIPLOMADOS em 1998
    LAMENTAÇÃO de CASSIA ML
    “Novo post em Inaciovacchiano”
    28/06/2012

    Digno casal de diplomados em Direito

    Tendo lido com fiel atenção humana e cristã evangélica, os fatos comentados no espaço colhido e retratado pelo disciplinado e honrado jornalista INACIO VACCHIANO, de quem sou assíduo leitor.
    Ouso ocupar o tempo e sustentar, com a toga de Presidente de Honra do Movimento Nacional Bacharel em Direito (MNBDBRASIL) em São Paulo, Capital, algumas afirmações que se me afloram e que acredito,possam alentar o coração amargurado de ambos. Vivenciado no texto, objeto deste valoroso comentário.
    Assim alinhavado:
    “ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante”
    “O Decreto n.350, de 21.11.1991, promulgou o Tratato de Assunção, que estabeleceu Mercado Comum entre Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai-MERCOSUL..
    “prevalência dos direitos humanos”
    “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”
    ´”é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além de indenização por dano material, moral ou à imagem”
    Textos estes copiados da Constituição Federal de 1988 “Dos Princípios Fundamentais e Dos Direitos e Garantias Fundamentais”
    Títulos:
    I e II da Suprema Lei Brasileira
    Ainda:
    “Ninguém se exime do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade”
    Lei 5.869/73 que rege o Código de Processo Civil Brasileiro.

    Diante destes tópicos, de se afirmar, com segurança, firmeza e presteza:

    A UM:

    O reembolso da inscrição protocolado junto a Seccional da OAB, negado pelo Conselho Federal da OAB de Brasilia DF, pode e deve ser REITERADO pelo casal, através de petição de ambos, sob a LEI de ACESSO Á INFORMAÇÃO.
    Nela fazendo-se a juntada dos atos levados a efeito em 15 de julho de 2011 e da resposta arguida pelo CONSELHO FEDERAL
    Sob o argumento:

    “… o edital de abertura do IV Exame de Ordem Unificado, em seu item 2.4.7, afirma que “ uma vez paga, a taxa de inscrição não será devolvida sob nenhuma hipótese. ”…”
    A devolução da “taxa” se impõe sob o manto e proteção do Código de Proteção e Defesa do Consumidor Lei 8.078/1990 que trata “Das práticas abusivas (arts. 39 e 41) em harmonia, com a Lei Delegada n. 4 de 26 de setembro de 1.962. Esta intervém “no domínio econômico para assegurar a lívre distribuição de produtos necessários ao consumo do povo”
    “A” “multa” pela não devolução da “taxa” sustentada pelo casal de bacharel em direito, que não prestaram o exame, é de fato e de direito na quantia de “três milhões de vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou indice equivalente que venha substituí-lo” Parágrafo único do artigo 57 do CPDC.
    Além do dano material, moral ou à imagem…
    CASSIA ML:
    Busque com o seu angustiado marido, a solução dos seus direitos, tido por “liquido e certo” junto ao Ministério Publico Federal da jurisdição onde residem.
    Movam-se
    Com fundamento na LEI de ACESSO Á INFORMAÇÃO e nestes tópicos aqui trazidos à lembrança.
    A Lei 8.906/94 artigo 8º. IV é letra “morta”
    A exigência de “Exame de Ordem” se encontra no STF nos autos do RE 630.530 sem que tenha sido pelo PLENÁRIO alvo de julgamento do mérito.
    Sendo certo, porém, que o Relator que atuou no Recurso Demóstenes Torres, ex Senador partidário do DEM, dando parecer favorável ao Exame de Ordem, é persona “non grata” Sua atuação no RE 630.530 se afigua inócua ou de fundamentação de crime de LESA PÁTRIA.
    A casação do mandato dele de SENADOR é tida por vigorosa e eminente perante a Comissão Legislativa do SENADO FEDERAL.
    Fatos notórios pela Câmara dos Deputados Federal na Comissão de Ética e Disciplina com votação expresiva pela casação.
    Façam
    Valer com vigor o DIPLOMA de BACHEREL conquistado por ambos e registrados sob o fulgor das Leis de Diretrizes e Bases em vigência no território brasileiro.
    AUTORIZO-LHES
    Fazer uso solene deste arrazoado na forma do ato juridico perfeito, objeto licito e devido processo legal.
    JOÃO RIBEIRO PADILHA
    OABSP 40385 AASP 8740
    Presidente de Honra do MNBDBRASIL em São Paulo
    DATA
    29 de junho de 2012 sexta feira 13h24
    jribeiropadilha@uol.com.br

    • Cassia ML disse:

      Prezado João Ribeiro Padilha,

      Obrigada por sua manifestação e solidariedade. Temos mesmo que enfrentar situações difíceis nessa vida, não é mesmo?
      Infelizmente, somos parte hipossuficiente nesse processo. Contudo, creio que isso vá mudar, pois ainda acredito que o poder Divino supera o dos homens. Minha convicção cristã me faz estar certa disso.
      Estou juntando documentos e tomando as providências necessárias para exercer e cobrar os nossos (meus, de meu marido e de minha família) direitos de cidadãos.
      Tenho aprendido a duras penas que só se consegue alguma coisa nesta vida com muita luta e dedicação.
      Para nós, isso é uma questão não só de honra e dignidade, mas também de sobrevivência.
      Como já dizia o genial Ruy Barbosa, “Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!”
      Vou lutar, sim, e VOU VENCER!!!
      Mais uma vez, agradeço por se importar e pela atenção a mim (nós) prestada.
      Um abraço fraterno.

  5. Helena Nunes disse:

    Qualquer comentário é mera redundância, face às atrocidades já escritas e faladas sobre os dirigentes da OAB nacional e algumas seccionais; lembrando apenas que não há mal que dure para sempre, e temos a certeza que essas vergonhosas atitudes da OAB serão passadas a limpo.
    Conclamo aos bacharéis em direito para todos àqueles que puderem ir até Brasília no dia 3/07/2012 para que unidos ao MNBD exerçam os direitos de cidadãos legalmente constituídos.

    • Cassia ML disse:

      Prezada colega Helena,
      Eu adoraria participar desta importantíssima manifestação, contudo, minha condição atual, como já anteriormente descrita, impede minha ausência do lar.
      No entanto, quero juntar-me a todo e qualquer movimento que diga respeito a esta nobre causa: ABAIXO AO INCONSTITUCIONAL EXAME DE ORDEM!!!

  6. LEONICE disse:

    Cplega. meu caso não é muito diferente do seu, tenho 50 anos, marido inválido, portador de osteomelite hematogenica, no dia 09/01/2011, sofreu infarto, o INSS não concede a aposentadoria por incapacidade, nega o auxilio doença, tenho 2 filhos, trabalho como louca de dia e noite, dia em uma empresa e a moite e finais de semana em um escritório de advocacia de uma amiga, com participação em processos. Concordo com você em tudo, OAB é uma reserva de mercado, caça níquel, e não respeita os direitos de ninguém e olha somente para o cofre R$$$$$$$$$$$$.

    • Cassia ML disse:

      Prezada colega Leonice,

      Somos mulheres guerreiras, provedoras de nossas famílias. Seremos abençoadas, com toda a certeza.
      Agradeço pela força. Vamos continuar lutando, certo?
      Um abraço.

      • LEONICE disse:

        Amiga DEUS é conosco, a OAB, será vencida, porque são mercenários, haja vista que o presidente da OABSP, saiu candidato na politica falando de JUSTIÇA! a OAB, conhece está palavra? D’URSO se depender de mim e de vários colegas não se elege, acredito que já tirou muito de nós, enquanto passamos sérios problemas por não podermos trabalhar em nossa formação profissional.Impedida por um OAB que não sei i que é!
        Fiquem com DEUS.

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