MPAM – Supremo reforça poderes do CNJ para punir magistrados #bandidosdetoga

Depois de uma segunda sessão plenária marcada por acesos debates, encerrada às 21h30 na última quinta-feira (02/02), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal reforçou a competência do Conselho Nacional de Justiça para processar e punir magistrados. Por 6 votos a 5, a Corte manteve a validade do núcleo da Resolução135/11 do órgão de controle externo do Judiciário, objeto de ação de inconstitucionalidade proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros, e cuja liminar fora concedida pelo relator, ministro Março Aurélio, em dezembro último.

A AMB contestava a competência “originária e concorrente” do CNJ nos processos administrativos disciplinares e na a aplicação de quaisquer penalidades previstas em lei, independentemente da iniciativa das corregedorias dos tribunais (artigo 12 da Resolução 135). Para o advogado da entidade dos juízes, Pavie Ribeiro, a matéria tratada na resolução não estava dentre as competências constitucionais do CNJ, sendo “ou matéria de competência privativa dos tribunais – quanto às penas de censura e advertência – ou de competência privativa do legislador complementar (Lei Orgânica da Magistratura)- quanto às penas de remoção disponibilidade e aposentadoria”.

Julgamento começou na quarta-feira e se estendeu até esta quinta-feira no STF

Negaram referendo à liminar concedida por Março Aurélio – no que se refere ao principal artigo da resolução – os ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ficaram vencidos, no todo ou em parte, além de Março Aurélio, os ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Cezar Peluso. Eles defendiam o ponto de vista de que o CNJ tem, sim, pela Constituição, o poder de avocar processos disciplinares em curso nos tribunais, mas que devia, pelo menos, dar as razões pelas quais tomava tais iniciativas, em respeito ao princípio da subsidiariedade

Estreia

Na sua efetiva estréia em plenário, a ministra Rosa Weber ressaltou, em seu voto, que a Emenda Constitucional 45/2004, ao criar o CNJ, teve por objetivo “conferir novos arranjos a desenhos constitucionais desgastados e inócuos a seus fins”. A seu ver, não se pode falar em usurpação da competência dos tribunais e do Legislativo quando – não estando ainda em vigor o novo Estatuto da Magistratura – o CNJ regulamenta matérias até então sediadas na Lei Orgânica da Magistratura (Loman) e nos regimentos internos dos tribunais.

Ela acrescentou que na resolução do CNJ em julgamento não houve “quebra ou risco de quebra do Pacto Federativo”. E concluiu que a Resolução 135 foi editada dentro dos limites da competência constitucional do CNJ, que é “originária e concorrente, e não apenas supletiva e subsidiária”, quando se trata de procedimento administrativo disciplinar. Além disso, considerou que as iniciativas correcionais do CNJ independem de motivação expressa.

Enfáticos

Os ministros mais enfáticos na defesa da intervenção mais drástica do CNJ e de sua Corregedoria Nacional nas corregedorias dos tribunais foram Gilmar Mendes, Ayres Britto e Joaquim Barbosa.

O primeiro – que já presidiu o CNJ quando presidia o STF – chegou a afirmar que “até as pedras sabem que as corregedorias dos tribunais não funcionam quando se trata de investigar os desembargadores”. Joaquim Barbosa defendeu a “absoluta primazia” do CNJ no controle do Poder Judiciário, já que qualquer órgão com poder de atuar “de ofício” não pode ser “subsidiário” ou “supletivo”. Ayres Britto afirmou que “o CNJ não pode ser visto como um problema, mas como uma solução para o bem do Judiciário”.

De nada valeram as observações do atual presidente do STF e do CNJ, Cezar Peluso, de que a função do órgão de controle externo do Judiciário não é “acabar com as corregedorias (dos tribunais), mas remediar a situação daquelas que não funcionam como deviam”.

Julgamentos sigilosos

No início da sessão desta quinta-feira, ao analisar outros dispositivos da Resolução 135 do CNJ, o STF rejeitou, com base no voto do relator, a pretensão da AMB de invalidar o artigo 20 da Resolução 135 que tornou públicos os julgamentos dos processos administrativos disciplinares contra juízes e desembargadores em vias de serem advertidos ou censurados. Ficaram vencidos os ministros Cezar Peluso e Luiz Fux, para os quais o sigilo deveria ser observado em casos excepcionais.

Ao proferir o seu voto, Março Aurélio reafirmou o que já adiantara no despacho inicial: “O respeito ao Judiciário não pode ser obtido por meio de blindagem destinada a proteger do escrutínio público os juízes e o órgão sancionados. Os juízes não podem eximir-se da fiscalização da sociedade. As decisões em processos disciplinares que envolvem juízes devem ser tomadas à luz do dia. O sigilo imposto com o objetivo de proteger a honra dos magistrados contribui para um ambiente de suspeição”. Lembrou ainda que o princípio da publicidade nos processos judiciais – e também nos administrativos – foi definitivamente consagrado pela Constituição vigente.

O ministro Luiz Fux foi o primeiro a divergir do relator, tendo em vista a existência de casos em que deveria prevalecer o princípio do “respeito à dignidade”. Argumentou que o Estatuto da Advocacia prevê que processos disciplinares para apurar faltas graves de advogados tramitem em sigilo, da mesma forma que a Lei Orgânica do Ministério Público em relação a seus membros. Cezar Peluso concordou em parte com Fux, na defesa da regra geral da publicidade, mas mantida a possibilidade de exceções previstas na própria Constituição.

Peluso e Fux basearam-se no inciso 9 do artigo 93, segundo o qual “todos os julgamentos serão públicos, podendo no entanto a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação”.

Mas os demais ministros referendaram a decisão do relator nesse ponto. Ayres Britto chegou a dizer que “a cultura do biombo foi excomungada pela Constituição vigente”. E Celso de Mello que “a ideia do sigilo foi banida do novo texto constitucional”.

Assim, a maioria votou no sentido de que deveria prevalecer – a favor do dispositivo da Resolução do CNJ – o inciso 10 do artigo 93 da Constituição: “As decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros”.

REPRESENTAÇAO

O plenário manteve o artigo 9º da Resolução 135 - também contestado pela AMB – que permite a “qualquer pessoa” noticiar ao CNJ irregularidade praticada por magistrado, exigindo-se apenas formulação por escrito, com confirmação da autenticidade, a identificação e o endereço do denunciante. Março Aurélio destacou no seu voto que o inciso 34 do artigo da Constituição assegura a todos “o direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder”.

Autonomia dos tribunais

A questão da autonomia dos tribunais em matéria regimental em face do CNJ começou a ser apreciada quando se analisou o artigo 10 da Resolução 135, que prevê o prazo de 15 dias para recurso ao tribunal contra “decisões referidas nos artigos anteriores” por parte do autor da representação.

O relator Março Aurélio entendeu que o CNJ não podia “instituir, em caráter geral e abstrato, recurso no procedimento disciplinar em trânsito nos tribunais, sob pena de ofensa à reserva de lei complementar para reger o procedimento disciplinar”. Mas ficou vencido, juntamente com os ministros Celso de Mello, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski .

Fonte: Ministério Público do Amazonas apud nota-dez.jusbrasil

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Vejam o caráter dos Ministros do STF. Conhece-se a Árvore pelos Frutos… #bandidosdetoga

Porque não é boa a árvore a que dá maus frutos, nem má árvore a que dá bons frutos. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu fruto. Porque nem os homens colhem figos dos espinheiros, nem dos abrolhos vindimam uvas. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do mau tesouro tira o mal. Porque, do que está cheio o coração, disso é que fala a boca. (Lucas, VI: 43-45).

Veja como votaram os ministros do Supremo sobre autonomia do CNJ

Ação contestava competência do órgão de investigar e punir magistrados.
Seis ministros foram contrários a limitar poder do CNJ e cinco, favoráveis.

Do G1, em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (2) manter os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para abrir investigações sobre magistrados independentemente das corregedorias estaduais.

Em dezembro, o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, decidiu provisoriamente limitar a autonomia do conselho. O plenário do tribunal, porém, reverteu a decisão. Veja abaixo como votou cada ministro considerando a ordem de votação.

Ministro Marco Aurélio Mello STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Marco Aurélio Mello, relator
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“A Constituição não autoriza o Conselho Nacional de Justiça a suprimir a independência dos tribunais. (…) Como tenho enfatizado à exaustão, o fim a ser alcançado não pode justificar o meio empregado, ou seja, a punição dos magistrados que cometem desvios de conduta não pode justificar o abandono do princípio da legalidade.”


Ministro Ricardo Lewandowski STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)(Foto: Nelson Jr. / STF)

Ricardo Lewandowski
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“O CNJ embora tenha recebido essa competência complementar [...] não pode exercê-la de forma imotivada, visto que colidira com princípios e garantias que os constituintes originários instituíram não em prol apenas dos magistrados, mas de todos os brasileiros.”


Ministro Joaquim Barbosa STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)(Foto: Nelson Jr. / STF

Joaquim Barbosa
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“Quando as decisões do conselho passaram a expor situações escabrosas no seio do Poder Judiciário Nacional vem essa insurgência súbita, essa reação corporativista contra um órgão que vem produzindo resultados importantíssimos no sentido da correição de mazelas no nosso sistema de Justiça.”


Ministra Rosa Weber STF (Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF)(Foto: Felipe Sampaio
/ STF)

Rosa Weber
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“Entendo que a atuação do CNJ independe de motivação expressa, sob pena de retirar a própria finalidade do controle que a ele foi conferido.”


Ministro Luiz Fux STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Luiz Fux
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“É possível o Conselho Nacional de Justiça ter competência primária e originária todas as vezes que se coloca uma situação anômala a seu ver.”


Ministro Dias Toffoli STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Dias Toffoli
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“As competências do conselho acabam por convergir com as competências dos tribunais. Mas é certo que os tribunais possuem autonomia, não estamos aqui retirando a autonomia dos tribunais.


Ministra Cármen Lúcia STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Cármen Lúcia
Votou contra limitar os poderes dos CNJ
“A competência constitucionalmente estabelecida é primária e se exerce concorrentemente de forma até a respeitar a atuação das corregedorias.”


Ministro Ayres Britto STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Carlos Ayres Britto
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“O CNJ não pode ser visto como um problema. [...] O CNJ é uma solução, é para o bem do Judiciário.”


Ministro Gilmar Mendes STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)(Foto: Nelson Jr. /
STF)

Gilmar Mendes
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“Isso é um esvaziamento brutal da função do Conselho Nacional de Justiça. [...] Até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se trata de investigar os próprios pares.”


Ministro Celso de Mello STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Celso de Mello
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“Se os tribunais falharem, cabe assim, então, ao conselho investigar. Não cabe ao conselho dar resposta para cada angústia tópica que mora em cada processo.”


Ministro Cezar Peluso STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)(Foto: Nelson Jr. /
STF)

Cezar Peluso
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“Eu não tenho nenhuma restrição em reconhecer que o CNJ tem competência primária para investigar, mas tampouco não tenho nenhuma restrição a uma solução que diga o seguinte: Quando o CNJ o fizer dê a razão pela qual está prejudicando a competência do tribunal.”

Fonte: G1

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Um suspiro em meio a sujeira: Decisão do STF manteve autonomia do CNJ para investigar juízes.

Emocionada, corregedora do CNJ diz que não dorme há três meses

Decisão do STF manteve autonomia do CNJ para investigar juízes.
Segundo ela, ‘Justiça brasileira sai engrandecida’ com o resultado.

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, se emocionou nesta sexta-feira (3) ao comentar julgamento do CNJ no STF. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana
Calmon, se emocionou nesta sexta-feira (3) ao
comentar julgamento do CNJ no STF. (Foto: Fabio
Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, se emocionou nesta sexta-feira (3) ao falar sobre o julgamento noSupremo Tribunal Federal (STF) que manteve a autonomia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar juízes e servidores.

“Eu me emocionei a cada voto, e, quando me perguntaram o que eu iria fazer, eu disse: ‘dormir, porque não durmo há três meses’”, afirmou a corregedora, com a voz embargada, em entrevista coletiva no sede do Conselho Nacional de Justiça.

Para a ministra, a “Justiça brasileira sai engrandecida” com o resultado do julgamento. Nesta quinta (2), por 6 votos a 5, o plenário do STF decidiu que o CNJ tem competência para iniciar investigações de magistrados antes das corregedorias dos tribunais.

Liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski em dezembro de 2011 suspendeu apurações do conselho sobre o crescimento patrimonial de magistrados. O ministro atendeu a um pedido de associações de magistrados, que entraram no Supremo com uma ação questionando a legalidade da atuação do CNJ.

Na entrevista coletiva, a exemplo do que havia antecipado ao G1, ela voltou a dizer que os processos relacionados ao crescimento do patrimônio de juízes continuarão suspensos até que a ação das associações seja examinada pelo Supremo.

No entanto, ela afirmou que a restauração pelo STF dos poderes do CNJ poderá influenciar no momento de os ministros decidirem se houve ou não quebra de sigilo nas investigações das transações atípicas.

“Eu entendo que, na medida em que for julgada a ADI (Ação Declaratória de Inconstitucionalidade que questionou a competência do CNJ) e que ficar estabelecido poderes amplos para a corregedoria diante da Emenda Constitucional 45, naturalmente que dará sentido ao julgamento do mandado de segurança, mas não significa que será líquido e certa a questão”, disse.

Mobilização
Na entrevista, Calmon reiterou que está “feliz” com o resultado do julgamento. “Quero dizer que estou feliz, sim, com o resultado e mais ainda com o que vi de cidadania, com participação popular conduzida pela imprensa, que foi guardiã de todos os momentos de onde se desenrolaram os fatos nos ultimos três meses”, afirmou.

A ministra destacou, contudo, que decisão do STF só produzirá efeitos nos processos suspensos do CNJ quando for publicada no “Diário Oficial da Justiça”.

No julgamento sobre a autonomia do conselho, os ministros do Supremo decidiram analisar isoladamente cada item da resolução 135 do conselho, contestado pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB). O trecho mais polêmico do texto, que autorizava o CNJ a abrir investigações antes das corregedorias, foi decidido nesta quinta (2), mas o Supremo suspendeu a sessão antes de decidir sobre os artigos 14, 15,17 e 21. O julgamento deve ser concluído na próxima semana.

“É decisão que ainda está sujeita a alterações e publicação. Enquanto a decisão do STF não for publicada em acórdão regular, há possibilidade de mudança de entendimento dos ministros. Acho que é difícil, mas teoricamente é possível uma mudança”, afirmou.

Relação com Peluso
Eliana Calmon afirmou que, apesar de estarem em lados opostos quanto ao entendimento sobre a autonomia do CNJ, ela e o presidente do conselho, Cezar Peluso, que também é presidente do STF, têm um bom relacionamento.

“Estamos muito bem porque somos técnicos, somos magistrados de carreira e estamos acostumados a esse embate. Os senhores podem achar que é um mundo até meio esquisito, mas temos grandes discussões e às vezes tendem para ofensas mais apimentadas, e na hora do lanche estamos rindo e conversando, de forma que o meu relacionamento com o presidente do STF e CNJ é o melhor possível”, disse.

“E isso é uma coisa que eu faço questão de conservar e ele também, este contrato com a corregedora, porque isso só faz engrandecer a Justiça brasileira”, completou.

A ministra disse ainda que recebeu muito apoio do que ela classificou como “boa magistratura”. “Tenho tido muito apoio da boa magistratura brasileira e que é a grande maioria da magistratura, que comunga com o entendimento que é necessário fiscalizar e, quando isso acontece, estou engrandecendo os bons juízes que trabalham sem que alguém fiscalize seus procedimentos.”

Fonte: G1 

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Movimento Avaaz contra o SOPA blecaute na internet

De um e-mail que recebi contra o SOPA. Várias organizações brasileiras estão participando…

 

Queridos amigos,

 

<http://www.avaaz.org/po/save_the_internet_action_center_b/?cl=1515667348&v=12086>

 

Hoje pode ser o dia em que salvamos a Internet livre. Nós sacudimos a Casa Branca e o Congresso está com um pé atrás. Agora o apagão da Wikipédia colocou os projetos de lei de censura da web dos EUA no topo das notícias. Hoje nós alcançamos o ponto alto. Vamos enterrar esses projetos de lei para sempre. Clique para assinar a petição:

 

 

Sign the petition <http://www.avaaz.org/po/save_the_internet_action_center_b/?cl=1515667348&v=12086>

Hoje pode ser o dia em que salvamos a Internet livre.

 

O Congresso dos EUA estava prestes a aprovar leis que permitiriam que seus funcionários censurassem o acesso a qualquer site em todo o mundo. Mas depois que entregamos nossa petição com 1.250.000 assinaturas para a Casa Branca, que saiu contra os projetos, e com a pressão da opinião pública em alta, até mesmo alguns apoiadores dessas leis estão mudando de lado. Nesse momento, o protesto de apagão liderado pela Wikipédia trouxe a campanha para o centro das atenções das notícias.

 

Estamos virando o jogo. Mas as forças da censura estão tentando ressuscitar os projetos de lei agora. Vamos enterrá-los para sempre. Clique agora para assinar esta petição de emergência para salvar a Internet e se você já tiver assinado, envie um e-mail, telefone, publique no Facebook, ou envie uma mensagem no Twitter ao Congresso e aos alvos corporativos. Em seguida, envie para todos:

 

http://www.avaaz.org/po/save_the_internet_action_center_b/?vl <http://www.avaaz.org/po/save_the_internet_action_center_b/?cl=1515667348&v=12086>

 

Estes projetos de lei fariam dos EUA um dos piores censuradores da Internet no mundo – juntando-se a países como China e Irã. A Lei de Combate à Pirataria Online (SOPA) e o Ato de Proteção à Propriedade Intelectual (PIPA) permitiriam que o governo dos EUA impedisse qualquer um de nós a acessar sites como o YouTube, Google, ou Facebook.

 

Conseguimos que a Casa Branca mudasse de lado e agora nossa campanha global e a pressão crescente da opinião pública está forçando o Congresso a abandonar os projetos de lei. No último fim de semana, o senador Cardin, que co-patrocinou a legislação PIPA, anunciou que vai votar contra ela! Em seguida, seis notáveis republicanos escreveram uma carta solicitando que o projeto fosse arquivado. Agora a votação na Câmara está na geladeira.

 

Poucos dias atrás nos disseram que era impossível impedir a censura corporativa, mas agora isso está no ponto alto e surpreendentemente nós podemos ganhar! Vamos parar a censura dos EUA hoje. Assine esta petição de emergência para salvar a Internet agora e envie para todos:

 

http://www.avaaz.org/po/save_the_internet_action_center_b/?vl <http://www.avaaz.org/po/save_the_internet_action_center_b/?cl=1515667348&v=12086>

 

Estas leis dos EUA poderiam infringir todas as nossas liberdades. Mas se ganharmos, vamos mostrar que quando as pessoas se unem em uma só voz de todo o mundo podemos parar o abuso de poder em qualquer lugar. Impedimos estes projetos de lei de serem votado no último momento. Se amplificarmos as nossas vozes hoje, podemos colocar um fim à ameaça mais poderosa de censura à Internet que o mundo já viu.

 

Com esperança,

 

Dalia, Ian, Alice, Ricken, Diego, David e a equipe da Avaaz

 

Fontes:

 

Mais de 10 mil sites se somam a protesto contra lei antipirataria (Folha de S. Paulo) http://www1.folha.uol.com.br/tec/1035903-mais-de-10-mil-sites-se-somam-a-protesto-contra-lei-antipirataria.shtml

 

Wikipedia sai do ar por 24h contra lei antipirataria (O Estado de S. Paulo) http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,wikipedia-sai-do-ar-por-24h-contra-lei-antipirataria,824114,0.htm

 

Entenda o que são os projetos de lei antipirataria SOPA e PIPA (O Globo) http://oglobo.globo.com/tecnologia/entenda-que-sao-os-projetos-de-lei-antipirataria-sopa-pipa-3701327#ixzz1jpqsg7va

 

Sites fazem ‘apagão’ e protestos contra projetos antipirataria nos EUA (BBC Brasil) http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120118_wikipedia_apagao_pai.shtml

 

SOPA pode ser alterado após pressão de empresas da internet (UOL) http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/sopa-sera-alterado-apos-pressao-de-empresas-de-internet

 

Com Idec, brasileiros aderem ao apagão contra lei antipirataria (Terra) http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5564526-EI12884,00-Com+Idec+brasileiros+aderem+ao+apagao+contra+lei+antipirataria.html

 

<http://open.avaaz.org/act/open/1515667348.gif>

 

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Ohar de Verissimo sobre o BBB

O texto abaixo está circula na rede e vale apena ser lido…

Ao invês de assistir o BBB porque não fazer uma Pós?

Assistindo ao BBB a Globo ganha, mas aproveitando este tempo para estudar quem ganha e você.

“Se cada um fizer a sua parte em reenviar estarei satisfeito”

O olhar de Verissimo sobre o BBB

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo.

Luis Fernando Veríssimo
É cronista e escritor brasileiro

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros…todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…., estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo…. , ·visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Esta crônica está sendo divulgada pela internet por milhões de e-mails.

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Obrigatoriedade de advogados na Justiça do Trabalho deverá quebrar mais empresas #examedeordempeloMEC

Lamentavelmente, em 21 de novembro passado, foi aprovada em caráter conclusivo pela CCJ da Câmara dos Deputados, a proposta que garante honorários de sucumbência aos advogados na justiça do trabalho e a obrigatoriedade da presença do advogado em reclamatória trabalhista. A proposta segue para o Senado caso não haja recurso, para votação no Plenário da Câmara.

 

É de se saber que as causas trabalhistas são responsávis pela quebra de milhares de micros e pequenas empresas, causando assim, milhares de desempregos, principalmente devido aos maus advogados, que mentem nas reclamatórias para forçar um acordo entre as partes, onde, quase na totalidade das vezes, a reclamada se vê obrigada a pagar, mesmo que seja valores acima dos direitos do reclamante ou não devendo tais quantias devido o alto custo da justiça e honorários advocatícios para recorrer. Até mesmo pela descrença de ma possível vitória processual, que é muito difícil para a reclamada e sabemos disso.

 

É de conhecimento da sociedade, que os advogados cobram em média 30% dos valores recebidos pelos reclamantes e do outro lado, acordam um valor para a defesa da reclamada, sendo que na justiça trabalhista não há a obrigatoriedade da presença do advogado, podendo o próprio reclamante fazer sua reclamatória ou a reclamada fazer sua defesa, inclusive através de um terceiro com carta de preposto, no entanto, a população desconhece esse fato e o Estado não divulga esse direito.

 

Caso seja aprovada essa lei, os advogados passarão a receber em média 50%, ou seja, 30% dos direitos do trabalhador que é de praxe e 20% em média da sucumbência, em cada reclamatória e com isso, na certa, mais micros e pequenas empresas quebrarão, aumentando assim ainda mais o desemprego em nosso país. Afinal, os responsáveis pelo pagamento dessa sucumbência, caso essa lei passe no Senado, será dos empregadores.

 

Não podemos permitir que essa lei seja aprovada, não bastasse a reserva de mercado imposta pela OAB, com a aplicação do exame de ordem, que impede os bacharéis em direito de entrarem para o mercado de trabalho e promover a concorrência nessa área, agora querem encarecer ainda mais o serviço prestado pelo advogado.

 

É difícil saber o número de micro empresas que fecham mensalmente devido inúmeros problemas, mas não deve ficar longe das que abrem no mesmo período e entre as razões que encerram as atividades de muitas micros empresas, temos a trabalhista, pois, uma única reclamatória, não só pode quebrar a empresa, como também destruir a família daquele empregador que perderá até mesmo sua única propriedade, depois de tantos anos para adquiri-la honestamente. Isso sem contar o número expressivo de micros empresários que se tornam empregadores por não conseguirem empregos depois dos quarenta anos, onde muitos acabam diante de reclamatórias trabalhistas com inverdades e acabam perdendo uma vida de trabalho. Desespero que ocasionou a morte de muitos brasileiros honestos.

 

Não bastasse isso, depois da OBB Ordem dos Bacharéis do Brasil, divulgar para os bacharéis em direito que podem atuar nos juizados especiais até 20 salários mínimos e também na justiça do trabalho como prepostos amparados por lei, para que possam sustentar suas famílias, no intuito de impedi-los, a OAB, na mesma sessão que aprovou a sucumbência para os advogados na justiça do trabalho, infelizmente, conseguiu também a aprovação da obrigatoriedade da presença do advogado em reclamações trabalhistas e com isso, caso passe no Senado, não só os bacharéis em direito serão esmagados pela OAB, que os obrigam a pagar 200 reais a cada exame de ordem, três vezes ao ano (72 milhões de reais) pela esperança de poder trabalhar com dignidade, como também, mesmo os que possuem conhecimento técnico, bacharéis ou não, serão obrigados a partilhar seus direitos com os advogados, mesmo que conheça mais da matéria que o advogado constituído e não queiram tais serviços. Um absurdo.

 

É certo que os direitos trabalhistas devem ser respeitados e cumpridos, mas é certo também que o número de reclamatórias com valores não procedentes cobrados por intermédio de maus advogados, deve ser combatido e um dos caminhos para que isso ocorra é promovendo a concorrência no mercado na área jurídica. Isso sem contar que os bacharéis em direito são aptos para desenvolverem trabalhos jurídicos e mesmo formados, nas mesmas instituições que formaram os advogados, não passam de moedas que suprem os cofres da OAB e interesses de uma minoria, razão pela qual a Associação Ordem dos Bacharéis do Brasil, trabalha no intuito de regulamentar a profissão de bacharel em direito e alterar a lei 8906/94 nos artigos e incisos que impedem os fo rmados em direito de exercerem tais atividades, conforme projetos apresentados ao Senador Cristovam Buarque, pela OBB, por intermédio de seu presidente.

 

É muito importante o reconhecimento da profissão de bacharel em direito e as devidas alterações necessárias na lei 8906/94, onde por seu intermédio, com certeza, não só serão geradas centenas de milhares de empregos aos bacharéis em direito, que somados aos seus familiares atingidos diretamente por essa injustiça são milhões de pessoas, que passam por necessidades, como também, proporcionará a livre concorrência nesse mercado, onde na certa, o Brasil sairá ganhando.

 

Com tudo, esses projetos de lei proposto pela OAB não devem prosperar e sim, os propostos pela OBB que são benéficos, pois, mesmo tendo o apoio de parlamentares através de seu lobby que é muito forte, no Senado, a OAB, com certeza encontrará resistência em prol da sociedade que clama por justiça, até porque, a educação não compactua com injustiças e temos Senadores que trabalham em prol da educação, que sabem dos propósitos da OAB e são contra males causados por interesses de minorias que atinge a sociedade.

 

Mandem emails para os senadores no intuito de impedir que esse mal aconteça. Afinal, o interesse é de todos, principalmente dos micros empresários que serão as maiores vítimas.

 

A OAB luta por dinheiro e poder.

 

A OBB luta por justiça.

Willyan Johnes

Fonte: mnbd 

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Fonte: mnbd-pe

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