BACHAREL PRESTA EXAME DA OAB 17 VEZES; E AINDA TENTA


Dezessete vezes. Esse é o recorde de tentativas para passar nos Exames de Ordem da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo), que pertence a um bacharel paulista, cujo nome foi preservado.

“Não existe um limite, não se jubila no Exame de Ordem. O candidato pode prestar quantas vezes quiser”, conta Braz Martins Neto, presidente da comissão de exame da OAB-SP.

Braz nega que o candidato, quando reprovado em muitos testes, tenha o nome “marcado” pelos examinadores. “Nem lembro o nome dessa pessoa, mesmo ela tendo prestado tantas vezes”.

Para o coordenador dos cursos o Exame de Ordem do Complexo Jurídico Damásio de Jesus, Marcelo Cometti, quando o candidato presta mais de cinco vezes, acaba ficando desmotivado e pára de fazer a prova. “Geralmente ele volta apenas após um ano e precisa retomar tudo. Esse é o maior erro. A pessoa tem que revisar muita coisa e acaba entrando em pânico”, diz.

Criado no início dos anos 70, o Exame de Ordem é o único meio de conseguir a solução legal e necessária para iniciar a carreira e, efetivamente, advogar. Sem ela, o bacharel em Direito não assina nem petição.

O tal candidato já passou mais tempo em cursinhos preparatórios para o exame do que na própria faculdade.

Fonte: Última Instância apud http://odireitonobrasil.blogspot.com

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22 respostas para BACHAREL PRESTA EXAME DA OAB 17 VEZES; E AINDA TENTA

  1. Luís Gustavo disse:

    Com respeito à decisão dos Ministros do STF no tocante a ter que prestar as duas provas da OAB para ser Advogado (a) – e toda decisão deve ser respeitada, entretanto, nem toda decisão é erga omnes, nem toda decisão agrada a todos e, isto, também deve ser respeitado – não foi examinado o fato de que os Bacharéis ao tentar diversas vezes ser aprovado (a) nos exames de ordem ficam cansados, desanimados e que a vida, que vai passando, não pode alguns (as) candidatos bacharéis a Advogados (as), ficar tentando, tentando, tentando passar na prova da OAB porque têm família para sustentar, porque por estarem desempregados, se dedicando ao estudo, não têm como se sustentar, precisam pagar as contas e, por conta disso, não há que se ficar somente estudando. Quem banca isso? Quem quer ficar pagando contas de outras pessoas enquanto essas tentam passar em duas provas só para poder trabalhar?
    Eu mesmo tive que arrumar outro emprego, que não tem renda fixa, por que tive – FUI OBRIGADO – que parar de estudar, FUI OBRIGADO a deixar o Direito de lado por CULPA DE OUTRAS PESSOAS.
    Isso não vi em nenhum comunicado por parte do Judiciário. Acho que, já que não podemos trabalhar e, para muitos (as) bacharéis, não podem mais estudar em função de terem contas a pagar, famílias para cuidar e educar e outras coisas mais, tendo que desistir das provas e, por consequencia, desistir de trabalhar como Advogados (as), então que isso fosse também solucionado. Que isso fosse estipulado por todos os defensores do Exame de Ordem da OAB.
    Se é a OAB e Advogados (as) que passaram nos Exames de Ordem quem defende os interesses da sociedade, por que nunca jamais opinaram sobre esse fato?

  2. Luís Gustavo disse:

    Bom, se nós, Bacharéis não aprovados nos Exames da OAB, não fomos aprovados PELA OAB, então, o que significou a Faculdade? Para que serviu? E isso sem comentar daqueles (as) que iam à Faculdade somente para “passear” e fazer suas provas e seus trabalhos a base de “colas”…
    Se nós, não aprovados pela OAB, somos excluídos, dever-se-ia promover Ações Judiciais de Danos Materiais a favor dos não aprovados por causa do “tempo perdido” em Universidades. Uma vez que, quem não quer que Bacharéis advoguem, é a própria OAB, Instituição que menospreza os Bacharéis que podem MENOS do que estagiários e sabem menos do que todos, de acordo com ela – OAB – pensa.
    A chance de se provar que é apto (a), capaz, competente, conhecedor (a), têm vocação para a advocacia, são honestos (as), advogam por amor, é justamente advogando; é justamente EXERCENDO a profissão na prática, literalmente. Só assim, na prática, com testemunhos (contra ou a favor) de clientes, patrões, colegas, familiares, é que se poderia adotar um Exame para esse sim, o exame, provar que se pode ou não se pode advogar.
    NUNCA DUAS PROVAS PODERIAM PROVAR QUE PESSOAS – HOMENS E MULHERES BACHARÉIS – SÃO INCAPAZES, INAPTAS, INCOMPETENTES, SEM VOCAÇÃO, ETC…
    Nunca as provas da faculdade mediram conhecimento dos estudantes. Claro que, nas provas, mede-se o conhecimento o qual não é 100%, pois só tem um determinado assunto tratado na prova e que não é base para a vida toda, assim como as provas da OAB não serem base para a vida inteira do candidato à vaga de Advogado (a).

  3. Luís Gustavo disse:

    É fácil falar que os não aprovados deveriam parar de reclamar e estudar mais… já ouvi e li muitas pessoas dizendo e escrevendo isto. É fácil também dizer que “quando o candidato presta mais de cinco vezes, acaba ficando desmotivado e pára de fazer a prova. “Geralmente ele volta apenas após um ano e precisa retomar tudo”. Esse é o maior erro.”; conforme escrito acima. Só quem passa por tal situação é que sabe o que significa, é que sabe o quão ruim é, é que sabe que não está se querendo “melhores profissionais no mercado”, etc e mais etc.
    Quem não passou por tal situação deveria passar ipsi literis e então, talvez, começaria a entender. Por sentir na pele o que é, começaria a ter uma melhor ideia sobre o fato.
    Se a prova da OAB é para separar os “melhores” dos “piores”, por que existem tantos maus profissionais? Já que, um (a) aprovado (a) no exame da OAB, um (a) aprovado (a) pela prova da OAB, de acordo com a OAB, foi aprovado (a) pela OAB, então não poderia estar em desacordo com a OAB. Um exemplo disso é um (a) colega dizer sua proposta e outro (a) dizer a sua em campanhas eleitorais.
    Se não houvesse prova de OAB, certamente não entraria alguns milhões de Reais nos cofres da OAB. Pois, o valor de R$ 200,00 (Duzentos Reais) é enormemente caro, abusivo… então, sem essa receita, que NÃO D’Á RETORNO aos não aprovados e também aos aprovados (já que têm que pagar para pegar a carteira), não seria possível uma série de coisas…

  4. Luís Gustavo disse:

    A OAB considera Advogados (as) aptos (as), capazes, competentes, conhecedores (as) aqueles (as) que são aprovados em suas provas, INDEPENDENTEMENTE se os (as) aprovados (as) “colaram” ou não na Faculdade e até mesmo “colaram” no próprio Exame de Ordem. Só porque muitos (as) são aprovados (as) no exame da OAB, independentemente se têm desejo, vocação, vontade em ser Advogado (a) e, ainda, independente se advogam em apenas uma área, podem trabalhar normalmente enquanto outros (as) que, por não terem sido aprovados no Exame da OAB, são obrigados a abandonar seus trabalhos (escritórios de Advocacia), e, dependendo da situação, obrigados a parar de tentar a prova da OAB.
    É uma pena existir prova, pois na Faculdade vemos muitas pessoas colando, muitas que não que não querem advogar (e são aprovados no exame), e outras coisas mais mas que, por terem a carteira de Advogado (a), independentemente se atuam ou não, são considerados aptos (as), capazes, competentes, conhecedores, e, portanto, merecem advogar.
    É um pensamento meio estranho… ainda aqui, não se está falando de diversos (as) advogados (as) que copiam – via internet ou via processos de outrem – petições, recursos, etc, de outros (as) advogados (as) como se seus fossem mas que, por terem sido aprovados (as) pelas provas da OAB, não são os não aprovados… isto é, contrariamente aos não aprovados que não sabem nada, não são aptos (as), não são capazes, não são competentes – DE ACORDO COM PENSAMENTO DA OAB, ELA PENSA ASSIM – os (as) aprovados podem trabalhar e até mesmo, desistir da advocacia.
    Acaba havendo outra coisa estranha: advogados (as) com carteira dando baixa em seus registros por variados motivos… esses sim decidindo (pela vida prática, pelos clientes, pelos patrões, pela família, por algum cargo inacumulável com a advocacia) não mais advogar.

  5. Luís Gustavo disse:

    Exame de OAB deveria ser para candidatos à Presidência da OAB, a candidatos a algum cargo na OAB. Deveria haver o exame de ordem para todos ou então não deveria haver para ninguém. Já fiz 15 vezes (6 no RJ e 9 em MG). Tive que largar o escritório que trabalhava.
    O pior é que o STF sequer marcou audiência com os Bacharéis para esses – bacharéis – apresentarem suas argumentações. Ou seja, deveria marcar audiência com os não aprovados para ouvir o que nós, os não aprovados PELA OAB – temos a dizer.
    Nós, os não aprovados pela OAB, deveríamos decidir se advogamos ou não. Além do mais, a vida prática, os clientes, os amigos, os parentes, os patrões, esses sim, é que deveriam nos dizer se continuamos ou não advogando. Nunca a OAB deveria dizer.
    Se pensamos que a ditadura acabou, eis aí uma Instituição que coloca nas portas de suas Sedes “Casa do Advogado” e sequer considera os não aprovados.
    E quando pessoas que, sequer fizeram Faculdade de Direito, criticam os não aprovados? Criticam como se tivessem condição de fazê-lo.

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  7. Humberto Ubiratan Cavalcante disse:

    Que pena não vão poder rir mais de mim aqueles que riram..agora sou advogado …fodam-se todos e sorte para aqueles que me apoiaram

  8. Humberto Ubiratan Cavalcante disse:

    SURPRESA!!!
    Até que enfim…na 18ª vez eu consegui ser aprovado no exame da OAB. Agora sou Advogado, e vou poder rir de quem um dia riu de mim, e quero ver bater de frente comigo em uma audiência, não vai ser fácil para o adversário porque eles não estudaram, apenas tiveram mais sorte do que eu. Foda-se eles…
    Por último, deixo uma mensagem para aqueles que ainda estão tentando:

    “A loucura está na cabeça daqueles que dizem que sou louco”, pois fui sonhador e realizei meu sonho.

    Boa sorte para aqueles que estão tentando, não desanimem, se eu tivesse desistido, não tería sido aprovado no 18º exame.

    Humberto Ubiratan Cavalcante

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  12. Humberto Ubiratan Cavalcante disse:

    acho que mereço minha carteira….sei la ..mas fico tão nervoso quando inicia a segunda fase..sei muito de direito mas na ora da prova erro tudo

  13. Humberto Ubiratan Cavalcante disse:

    Ja prestei 18 exames, fui para a segunda fase 6 vezes, ja fiquei por 0,o2 e não consegui nem no recurso, preciso de ajuda, estou aguardando o resultado da segunda fase 2010.3, acho que não vai dar mais uma vez, não sei se paro………

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  18. Fiz a prova somente uma vez e irei fazer novamente, mesmo sabendo ser tal EXAME INCONSTITUCIONAL.
    Espero que o STF, com sapiência que têm seus membros DECLAREM ESTA INCONSTITUCIONALIDADE, fazendo valer e prevalecer o que esta na NOSSA CONSTITUIÇÃO.

  19. marcelo disse:

    Sou Advogado mas simpatizo e apoio a causa. Boa Sorte pessoal

  20. Anonimo disse:

    Pessoal,
    também estou em uma situação parecida.
    Vou fazer a minha 12ª prova no ES, e enquanto nao passar não paro de fazer.

  21. Andre Souza disse:

    17 x R$ 200,00= 3.400 x2.000.000.00 = SANGUE

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